{"id":78885,"date":"2023-08-16T13:22:53","date_gmt":"2023-08-16T18:22:53","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=78885"},"modified":"2023-08-16T13:22:53","modified_gmt":"2023-08-16T18:22:53","slug":"como-o-acirramento-politico-resultou-em-violencia-sexual-contra-mulheres-jornalistas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/como-o-acirramento-politico-resultou-em-violencia-sexual-contra-mulheres-jornalistas-no-brasil\/","title":{"rendered":"Como o acirramento pol\u00edtico resultou em viol\u00eancia sexual contra mulheres jornalistas no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><i>Por Rafaela Sinderski, publicado originalmente pela <a href=\"https:\/\/www.abraji.org.br\/trabalho-com-medo-jornalistas-brasileiras-enfrentam-violencia-sexual-no-cotidiano-da-profissao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)<\/a><\/i><\/p>\n<p>Ser jornalista em contextos politicamente polarizados significa correr riscos, especialmente quando se \u00e9 mulher e\/ou LGBTQ+. Em 2022, ano de uma das elei\u00e7\u00f5es mais acirradas do Brasil, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) registrou 557 casos de agress\u00e3o contra profissionais da imprensa, 26% envolvendo algum tipo \u2013 mais ou menos expl\u00edcito \u2013 de viol\u00eancia de g\u00eanero. Desse grupo, 5% foram categorizados como epis\u00f3dios de viol\u00eancia sexual, tendo 57,1% se passado na internet. Os dados s\u00e3o do monitoramento de\u00a0<a href=\"https:\/\/abraji.org.br\/projetos\/monitoramento-de-ataques-a-jornalistas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>ataques gerais e viol\u00eancia de g\u00eanero contra a imprensa<\/u><\/a> feito pela Abraji, em parceria com a rede latino-americana Voces del Sur (VdS).<\/p>\n<p>No ano passado, o monitoramento registrou como viol\u00eancia sexual amea\u00e7as de estupro e casos de importuna\u00e7\u00e3o e ass\u00e9dio online e offline. Foram sete epis\u00f3dios do tipo ao longo de 2022 \u2013 isso significa que, em sete situa\u00e7\u00f5es diferentes, jornalistas foram v\u00edtimas de agress\u00f5es com car\u00e1ter sexual enquanto tentavam fazer seu trabalho.<\/p>\n<h3>\u201cEu trabalho com medo\u201d<\/h3>\n<p>Era por volta de 7h da manh\u00e3 do dia 14 de setembro de 2022 quando\u00a0Maria Fernanda Passos ouviu um \u00e1udio que recebeu por mensagem direta no Instagram e que mudou o curso do seu dia. A jornalista do Di\u00e1rio do Centro do Mundo (DCM) recebeu amea\u00e7as de morte e estupro vindas de um perfil com o nome \u201cJ\u00falio Bordieri\u201d, suposto morador de Porto, em Portugal \u2013 segundo informa\u00e7\u00f5es da conta j\u00e1 apagada.<\/p>\n<p>No \u00e1udio, a voz bradava ofensas \u00e0 comunicadora, questionava suas capacidades cognitivas e amea\u00e7ava violent\u00e1-la. Amea\u00e7ar sua fam\u00edlia foi outra forma de intimida\u00e7\u00e3o usada pelo agressor \u2013 \u201cVou te estuprar, te matar e matar sua fam\u00edlia\u201d, dizia na mensagem. O ataque, motivado por um texto de opini\u00e3o sobre as elei\u00e7\u00f5es presidenciais, impactou a vida pessoal e profissional de\u00a0Passos de maneiras que ainda podem ser sentidas por ela.<\/p>\n<p>\u201cFoi uma viol\u00eancia bem dura. Eu tentei ressignificar, n\u00e3o fazer o que ele queria \u2013 que era que eu recuasse, me calasse. Pelo contr\u00e1rio, continuei com mais for\u00e7a. Mas eu fico com medo. Eu trabalho com medo\u201d, conta a jornalista. A mensagem agressiva foi uma entre tantas outras que recebeu durante o per\u00edodo eleitoral.\u00a0Passos foi xingada diversas vezes em suas redes sociais \u2013 com ofensas que foram de \u201cjornalista de merda\u201d a \u201cvolta para o esgoto\u201d. A viol\u00eancia at\u00e9 parecia \u201cparte do jogo\u201d, um pre\u00e7o a pagar por seu trabalho jornal\u00edstico e pelo posicionamento pol\u00edtico. Mas as amea\u00e7as que ouviu naquela manh\u00e3 de setembro atingiram outras propor\u00e7\u00f5es e atravessaram novos limites. \u201cDepois disso, segui recebendo ataques. Isso me deixava um pouco em p\u00e2nico. N\u00e3o acho que me autocensurei [no trabalho, depois do \u00e1udio], mas cada vez que eu postava algo me dava medo de ouvir aquilo de novo\u201d.<\/p>\n<p>O agressor nunca foi identificado, apesar de a jornalista ter prestado queixa e feito boletim de ocorr\u00eancia. Dados da Abraji mostram que 97% das agress\u00f5es de g\u00eanero registradas em 2022 vitimaram mulheres, cis e trans, e 58,2% tiveram origem ou repercuss\u00e3o na internet. No que diz respeito \u00e0 viol\u00eancia sexual, mais da metade (57,1%) ocorreu de forma online. Todas as v\u00edtimas de agress\u00f5es sexuais identificadas no ano passado s\u00e3o mulheres.<\/p>\n<h3>\u201cO espa\u00e7o p\u00fablico continua a ser negado a mulheres com opini\u00f5es pr\u00f3prias\u201d<\/h3>\n<p>De acordo com a professora\u00a0Daniela Osvald Ramos, do Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), o ambiente digital tem o potencial de intensificar a viol\u00eancia de g\u00eanero: \"[As agress\u00f5es] sempre existiram de alguma maneira, mas agora encontram um meio de prolifera\u00e7\u00e3o em escala, volume e intensidade muito maiores\", afirma.<\/p>\n<p>Vinculada ao N\u00facleo de Estudos da Viol\u00eancia da USP,\u00a0Ramos defende que a intimida\u00e7\u00e3o online n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 mais uma express\u00e3o cotidiana de machismo, mas uma forma sistem\u00e1tica de afastar mulheres e pessoas LGBTQIA+ jornalistas do espa\u00e7o p\u00fablico, diminuindo a diversidade de vozes dentro e fora da internet. \u201cGeralmente, a rea\u00e7\u00e3o de quem n\u00e3o vive essa realidade [de ser alvo de viol\u00eancia de g\u00eanero online] \u00e9 a sugest\u00e3o de uma sa\u00edda \u2018simples\u2019: deixar as redes sociais. Isso revela como o espa\u00e7o p\u00fablico continua a ser negado a mulheres que t\u00eam vida p\u00fablica e opini\u00f5es pr\u00f3prias, um refor\u00e7o do patriarcado em pleno s\u00e9culo 21.\u201d<\/p>\n<p>Uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abraji.org.br\/ataques-misoginos-a-mulheres-jornalistas-triplica-no-periodo-pos-eleicao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>pesquisa publicada pela Abraji<\/u><\/a> em dezembro de 2022 revelou padr\u00f5es mis\u00f3ginos no tratamento de mulheres jornalistas ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es presidenciais. Os dados constataram que o uso dos termos \u201cvaca\u201d, \u201cvadia\u201d e \u201cvagabunda\u201d para ofend\u00ea-las no Twitter cresceu 300% em compara\u00e7\u00e3o com os 40 dias anteriores ao in\u00edcio da campanha eleitoral, que come\u00e7ou em 16 de agosto. Para a professora\u00a0Ramos, esses ataques j\u00e1 se tornaram algo institucionalizado. \u201cInfelizmente, nos \u00faltimos quatro anos, o cidad\u00e3o brasileiro \u2018aprendeu\u2019 a hostilizar e atacar jornalistas em geral \u2013 e mulheres em espec\u00edfico \u2013, seguindo o exemplo do ex-presidente da Rep\u00fablica, de seus seguidores e familiares\u201d, lamenta. Como reverter esse cen\u00e1rio? Segundo ela, \u00e9 preciso regulamentar plataformas de redes sociais, focar em educa\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica, combater a viol\u00eancia de g\u00eanero e punir exemplarmente casos graves de agress\u00e3o e amea\u00e7as no ambiente digital. Mais ou menos nessa dire\u00e7\u00e3o, h\u00e1 o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/propostas-legislativas\/2256735\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Projeto de Lei n\u00ba 2630\/2020<\/u><\/a>, chamado PL das Fake News, que atualmente tramita no Congresso Nacional e busca meios de regulamentar conte\u00fados postados nas redes sociais.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o de 2022, durante o lan\u00e7amento do\u00a0<a href=\"https:\/\/abraji.org.br\/publicacoes\/monitoramento-de-ataques-a-jornalistas-no-brasil-relatorio-2022\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>primeiro relat\u00f3rio da Abraji sobre viol\u00eancia de g\u00eanero contra trabalhadores da imprensa<\/u><\/a>, a ministra do Supremo Tribunal Federal,\u00a0<a href=\"https:\/\/abraji.org.br\/noticias\/com-a-participacao-de-carmen-lucia-abraji-debate-solucoes-para-a-violencia-de-genero-contra-jornalistas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Carmen Lucia<\/u><\/a>, destacou como os ataques a mulheres jornalistas n\u00e3o s\u00e3o demonstra\u00e7\u00f5es individuais de viol\u00eancia: \u201cEsses ataques s\u00e3o direcionados contra a verdade dos fatos, o princ\u00edpio da justi\u00e7a e a pr\u00e1tica da democracia\u201d.<\/p>\n<h3>\"\u00c9 como se quisessem dizer que n\u00e3o podemos estar onde estamos\"<\/h3>\n<p>O efeito da viol\u00eancia de g\u00eanero nas v\u00edtimas, ampliada em seu alcance e intensidade pelas ferramentas da internet, \u00e9 pervasivo e afeta profundamente sua sa\u00fade f\u00edsica e mental. Para\u00a0Vanessa Lippelt, jornalista especializada em cobertura pol\u00edtica, as amea\u00e7as que recebeu h\u00e1 cerca de um ano ainda fazem eco em seu dia a dia. \u201cAinda estou sofrendo com tudo isso\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Em junho de 2022, quando era editora de um portal jornal\u00edstico focado em assuntos pol\u00edticos,\u00a0Lippelt recebeu amea\u00e7as de morte e estupro via e-mail. A mensagem foi motivada por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abraji.org.br\/abraji-repudia-ameacas-de-morte-a-jornalista-de-brasilia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>mat\u00e9rias sobre f\u00f3runs virtuais que se mobilizavam para produzir conte\u00fado desinformativo em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)<\/u><\/a>. O texto agressivo contra ela foi acompanhado da foto de um rev\u00f3lver e dos dados pessoais da jornalista. Suas filhas, menores de idade, tamb\u00e9m foram alvos de amea\u00e7as. \u201cEles violam nossos corpos, nossa identidade, v\u00e3o naquilo que \u00e9 mais caro \u00e0 mulher, que s\u00e3o os filhos. \u00c9 cruel porque eles sabem onde d\u00f3i. \u00c9 um \u00f3dio muito grande. \u00c9 como se quisessem dizer que n\u00e3o podemos estar onde estamos, que temos que nos recolher \u00e0 nossa insignific\u00e2ncia como mulher\u201d.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio \u201c<a href=\"https:\/\/en.unesco.org\/publications\/thechilling\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>The Chilling: Global trends in online violence against women journalists<\/u><\/a>\u201d, estudo global do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ, na sigla em ingl\u00eas) e da UNESCO publicado em 2022, ofender, agredir e amea\u00e7ar familiares de mulheres jornalistas \u00e9 um artif\u00edcio comum, usado para intimid\u00e1-las, interromper suas investiga\u00e7\u00f5es e calar suas vozes. Outra caracter\u00edstica da viol\u00eancia de g\u00eanero contra comunicadoras \u00e9 que ela n\u00e3o \u00e9 pontual, mas sist\u00eamica. Al\u00e9m da agress\u00e3o em si, mulheres jornalistas precisam enfrentar a revitimiza\u00e7\u00e3o causada pela reprodu\u00e7\u00e3o irrespons\u00e1vel ou descuidada de informa\u00e7\u00f5es que envolvem os epis\u00f3dios, a falta de suporte das empresas para as quais trabalham, a omiss\u00e3o das plataformas de redes sociais e, consequentemente, a impunidade de seus agressores.<\/p>\n<p>Lippelt viveu e reviveu esses diferentes est\u00e1gios de viol\u00eancia depois do ataque. De acordo com o jornal\u00a0<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/distrito-federal\/na-mira\/google-pagara-multa-de-r-100-mil-se-nao-repassar-e-mails-com-ameacas-a-jornalistas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Metr\u00f3poles<\/u><\/a>, em abril de 2023,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/distrito-federal\/na-mira\/google-pagara-multa-de-r-100-mil-se-nao-repassar-e-mails-com-ameacas-a-jornalistas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>a Justi\u00e7a brasileira determinou uma multa di\u00e1ria de R$ 100 mil \u00e0 Google<\/u><\/a> por se recusar a fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre os e-mails amea\u00e7adores. A Pol\u00edcia Civil do Distrito Federal identificou o suspeito como um jovem de 23 anos, mas a corpora\u00e7\u00e3o n\u00e3o quis divulgar seu nome. \u201cComo a gente convive com isso? Eu tenho que lidar at\u00e9 hoje com a pol\u00edcia, porque quero que a pessoa [que fez as amea\u00e7as] seja punida. Mas, mesmo depois da solu\u00e7\u00e3o, v\u00e3o ficar as sequelas. Fica o medo. N\u00e3o me arrependo da mat\u00e9ria e continuo trabalhando, mas de outra forma. Passo todas as informa\u00e7\u00f5es que tenho, mas n\u00e3o me exponho mais\u201d, diz.<\/p>\n<p>Sobre as sequelas que perduram, ela explica: \u201cVoc\u00ea passa a viver ansiosa, a temer algumas coisas. Eu tenho pavor de atender telefone. Quando me ligam de um n\u00famero desconhecido, eu n\u00e3o atendo. Tive que colocar v\u00e1rios filtros na minha caixa de e-mail para n\u00e3o receber mais alguns tipos de mensagem. Tranquei e perdi minhas contas pessoais do Instagram e do Facebook. O que resta? Resta aprender a lidar com isso\u201d.<\/p>\n<h3>Segur@s online<\/h3>\n<p>Como forma de combater a viol\u00eancia de g\u00eanero online, o projeto \u201c<a href=\"https:\/\/www.segurasenlinea.ca\/asesoria-legal-inicial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Segur@s en L\u00ednea<\/u><\/a>\u201d coleta e analisa dados sobre o tema em pa\u00edses da Am\u00e9rica Central e na Rep\u00fablica Dominicana, al\u00e9m de oferecer assessoria legal inicial para que as v\u00edtimas possam procurar \u2013 e encontrar \u2013 justi\u00e7a.\u00a0Silvia Mar\u00eda Calder\u00f3n L\u00f3pez, analista de pol\u00edticas p\u00fablicas do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ipandetec.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Instituto Panamericano de Derecho y Tecnolog\u00eda<\/u><\/a> (IPANDETEC), organiza\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelo projeto, ressalta a import\u00e2ncia de discutir o tema, especialmente em territ\u00f3rios da Am\u00e9rica Latina. \u201cAs legisla\u00e7\u00f5es na Am\u00e9rica Central n\u00e3o t\u00eam uma tipifica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para viol\u00eancia digital. Ela \u00e9 invisibilizada. Por isso, nosso principal objetivo \u00e9 reunir dados sobre ass\u00e9dio e viol\u00eancia digital que mulheres e outros grupos vulner\u00e1veis podem sofrer\u201d.<\/p>\n<p>O grupo entende como viol\u00eancia digital quaisquer \u201c<a href=\"https:\/\/www.segurasenlinea.ca\/violencia-digital\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>agress\u00f5es cometidas com o aux\u00edlio parcial ou total das Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o<\/u><\/a>\u201d. No Brasil, h\u00e1 duas leis que tipificam delitos na internet, ambas sancionadas em 2012: a Lei dos Crimes Cibern\u00e9ticos (<a href=\"http:\/\/planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2012\/lei\/l12737.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>12.737\/2012<\/u><\/a>), conhecida como Lei Carolina Dieckmann, sobre invas\u00e3o de dispositivos inform\u00e1ticos; e a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2012\/lei\/l12735.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Lei 12.735\/12<\/u><\/a>, que estabeleceu as delegacias especializadas em crimes digitais. Tamb\u00e9m h\u00e1 o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2014\/lei\/l12965.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Marco Civil da Internet<\/u><\/a> (Lei 12.965\/2014), sancionado em 2014, que regula o acesso e a divulga\u00e7\u00e3o de dados pessoais online. Ainda assim, casos como os de Maria Fernanda Passos e Vanessa Lippelt seguem sem resolu\u00e7\u00e3o, mesmo que a viol\u00eancia que tenham sofrido seja pass\u00edvel de condena\u00e7\u00e3o segundo o artigo 147 do C\u00f3digo Penal, que trata de amea\u00e7as e viol\u00eancia psicol\u00f3gica contra a mulher.<\/p>\n<p>A advogada\u00a0Rita Mitre, tamb\u00e9m integrante do IPANDETEC, conta que plataformas como o Twitter tamb\u00e9m s\u00e3o espa\u00e7os de ataques a jornalistas em pa\u00edses da Am\u00e9rica Central. \u201cCom frequ\u00eancia, jornalistas compartilham informa\u00e7\u00f5es de interesse p\u00fablico e s\u00e3o v\u00edtimas de desprest\u00edgio online. Isso \u00e9 uma tentativa de desvirtuar o profissional e de atacar a liberdade de imprensa\u201d, garante. Para ela, a subnotifica\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos maiores obst\u00e1culos enfrentados por quem luta contra esses ataques online. \u201cQuando falamos de viol\u00eancia digital de g\u00eanero, vergonha e medo entram em jogo\u201d.<\/p>\n<p>Mar\u00eda Elena Garc\u00eda, tesoureira do IPANDETEC, completa o racioc\u00ednio: \u201c\u00c9 importante que as v\u00edtimas saibam que n\u00e3o est\u00e3o sozinhas, que podem denunciar e receber ajuda legal de organiza\u00e7\u00f5es que trabalham com isso. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso fazer uso seguro da internet e das redes sociais\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dicas de seguran\u00e7a digital da equipe do Segur@s en L\u00ednea:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Tenha senhas diferentes para contas diferentes. Ainda que pare\u00e7a uma tarefa dif\u00edcil de executar, \u00e9 uma boa pr\u00e1tica para manter seus dados seguros. Para ajudar a lembrar de cada uma das senhas, tente manter uma mesma estrutura ou formato, agregando algumas refer\u00eancias da p\u00e1gina ou servi\u00e7o que est\u00e1 utilizando.<\/li>\n<li>Tamb\u00e9m n\u00e3o anote suas senhas em cadernos ou blocos de notas, nem as compartilhe por mensagens de texto, voz ou e-mail.<\/li>\n<li>N\u00e3o se conecte a redes desconhecidas. Conectar-se a redes p\u00fablicas pode abrir portas para roubos de dados.<\/li>\n<li>N\u00e3o acesse e-mails e mensagens de fontes desconhecidas. E n\u00e3o custa nada lembrar: cuidado com links! N\u00e3o clique em nada cuja origem voc\u00ea n\u00e3o conhe\u00e7a e confie.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Viol\u00eancia pol\u00edtica, de g\u00eanero e digital no Brasil em 2023<\/strong><\/p>\n<p>A Abraji lan\u00e7ou, durante o 18\u00ba Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, o relat\u00f3rio \u201cSilenciando o mensageiro: os impactos da viol\u00eancia pol\u00edtica contra jornalistas no Brasil\u201d, com dados de ataques \u00e0 imprensa durante os primeiros meses de 2023. Para saber mais, acesse\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abraji.org.br\/violencia-politica-faz-agressoes-fisicas-contra-jornalistas-aumentarem-34-2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>este link<\/u><\/a> sobre o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><i><strong>*<\/strong>Rafaela Sinderski \u00e9<strong>\u00a0<\/strong>jornalista de dados e pesquisadora na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2022, ano de uma das elei\u00e7\u00f5es mais acirradas do Brasil, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) registrou 557 casos de agress\u00e3o contra jornalistas, 26% envolvendo algum tipo de viol\u00eancia de g\u00eanero. Desse grupo, 5% foram categorizados como epis\u00f3dios de viol\u00eancia sexual. Jornalistas que foram alvo desses ataques falam sobre o impacto em seu trabalho e em suas vidas pessoais.<\/p>\n","protected":false},"author":17,"featured_media":78892,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[],"coauthors":[],"class_list":["post-78885","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nao-categorizado"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Como o acirramento pol\u00edtico resultou em viol\u00eancia sexual contra mulheres jornalistas no Brasil - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Como o acirramento pol\u00edtico resultou em viol\u00eancia sexual contra mulheres jornalistas no Brasil . 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