{"id":81337,"date":"2023-11-01T17:20:09","date_gmt":"2023-11-01T22:20:09","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=81337"},"modified":"2023-11-01T19:01:27","modified_gmt":"2023-11-02T00:01:27","slug":"jornalista-colombiana-segue-sem-justica-apos-20-anos-de-luta-contra-tortura-ameacas-e-assedio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalista-colombiana-segue-sem-justica-apos-20-anos-de-luta-contra-tortura-ameacas-e-assedio\/","title":{"rendered":"Jornalista colombiana Claudia Duque segue sem justi\u00e7a ap\u00f3s 20 anos de luta contra tortura, amea\u00e7as e ass\u00e9dio"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\"><i>Por ocasi\u00e3o do Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, a\u00a0<strong>LatAm Journalism Review<\/strong> <a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/pelo-fim-da-impunidade\/\">destaca quatro casos emblem\u00e1ticos<\/a> na regi\u00e3o que permanecem em grande parte impunes.<\/i><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A cada 17 de novembro, a jornalista colombiana Claudia Julieta Duque se lembra de um anivers\u00e1rio que gostaria de esquecer: dos ataques contra ela e a impunidade que os cerca. Ela j\u00e1 disse isso v\u00e1rias vezes publicamente, como quando escreveu nas redes sociais no ano passado:\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/JulieDuque1\/status\/1593235871796711428?s=20&amp;t=Na-YH5SoTtxKXxYBZclu0w\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>\"Feliz anivers\u00e1rio, sra. impunidade\"<\/u><\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Naquele dia de 2004, de acordo com Duque, ocorreu o pior e mais cruel ato em uma cadeia de persegui\u00e7\u00e3o e tortura realizada por membros da extinta ag\u00eancia de intelig\u00eancia colombiana conhecida como DAS (Departamento Administrativo de Seguran\u00e7a). Na liga\u00e7\u00e3o que a jornalista recebeu naquele dia, a voz do outro lado da linha lhe garantiu que a pr\u00f3xima v\u00edtima seria sua filha de 10 anos. De acordo com a amea\u00e7a, sua filha seria assassinada e desmembrada.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Essa liga\u00e7\u00e3o foi o ponto final de uma s\u00e9rie de ataques e fez com que eu me rendesse \u00e0 DAS, parasse de lutar e deixasse o pa\u00eds\", disse Duque em 2017 durante um de seus muitos depoimentos perante um juiz colombiano.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Esse n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico anivers\u00e1rio que ela gostaria de esquecer.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Estou cheia de anivers\u00e1rios bastante tr\u00e1gicos\", disse Duque \u00e0\u00a0<strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong>. \u201cTodo dia 23 de julho, eu me lembro, meu corpo d\u00f3i e eu acordo de manh\u00e3 muito mal s\u00f3 de lembrar disso.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em 23 de julho de 2001, Duque foi v\u00edtima de um sequestro. Esse foi o primeiro ataque direto por sua investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica sobre o\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/es\/articles\/colombia-recuerda-al-periodista-y-humorista-jaime-garzon-tras-20-anos-de-su-asesinato-que-se-mantiene-en-impunidad\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>assassinato do tamb\u00e9m jornalista e comediante colombiano Jaime Garz\u00f3n<\/u><\/a>, ocorrido em 13 de agosto de 1999.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Seguiu-se uma s\u00e9rie de amea\u00e7as diretas, vigil\u00e2ncia e ass\u00e9dio que o sistema judici\u00e1rio colombiano reconheceu como o crime de \"tortura psicol\u00f3gica agravada\" cometido por agentes e altos diretores do DAS entre 2001 e 2004.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Al\u00e9m disso, ela disse que suas den\u00fancias contra funcion\u00e1rios do DAS em busca de justi\u00e7a fizeram com que ela fosse v\u00edtima de outra s\u00e9rie de amea\u00e7as, vigil\u00e2ncia, ass\u00e9dio e outros ataques desde 2005. Segundo ela, n\u00e3o houve progresso nas investiga\u00e7\u00f5es desses crimes.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Suas den\u00fancias contra funcion\u00e1rios da DAS em busca de justi\u00e7a levaram Duque a ser v\u00edtima de outra s\u00e9rie de espionagem e vigil\u00e2ncia entre 2005 e 2008. Al\u00e9m disso, nos anos que se seguiram, ela continuou a receber amea\u00e7as, vigil\u00e2ncia e ass\u00e9dio, entre outros ataques, cujas investiga\u00e7\u00f5es n\u00e3o avan\u00e7aram.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Apesar de algumas condena\u00e7\u00f5es pelo crime de tortura psicol\u00f3gica agravada e de uma decis\u00e3o judicial que reconhece a responsabilidade do Estado colombiano nesse crime, Duque considera que ele continua impune e critica o lento progresso do sistema judici\u00e1rio.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cEstimo que houve pelo menos 18 declara\u00e7\u00f5es feitas por mim no Minist\u00e9rio P\u00fablico, contando e judicializando situa\u00e7\u00f5es que sofri\u201d, explicou Duque. \u201cNo momento, sei que h\u00e1 quatro ou cinco investiga\u00e7\u00f5es abertas sobre amea\u00e7as, sendo que a \u00faltima delas foi aberta em julho deste ano. E nenhum desses processos tem uma \u00fanica a\u00e7\u00e3o para seguir adiante. N\u00e3o h\u00e1 absolutamente nada. De fato, quase todos eles foram encerrados ou arquivados pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico porque, segundo eles, n\u00e3o h\u00e1 provas.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De acordo com a Funda\u00e7\u00e3o para a Liberdade de Imprensa (FLIP), que acompanhou Duque em seus processos judiciais, 98% das den\u00fancias feitas por jornalistas pelo crime de amea\u00e7a ficam impunes na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Desde 2001, Duque teve de se exilar tr\u00eas vezes (2001, 2004 e 2008). Em 2009, a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.cidh.org\/medidas\/2009.sp.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) lhe concedeu medidas cautelares<\/u><\/a>. Duque tamb\u00e9m recebeu medidas de prote\u00e7\u00e3o do Estado,\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/es\/articles\/esto-es-una-renuncia-forzada-ante-una-situacion-muy-grave-periodista-colombiana-claudia-duque-despues-de-devolver-esquema-de-proteccion\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>que ela foi for\u00e7ada a devolver em 2022<\/u><\/a> porque, segundo ela, soube de uma coleta maci\u00e7a de dados confidenciais sobre ela que colocava em risco n\u00e3o apenas ela, mas tamb\u00e9m seu s familiares e fontes jornal\u00edsticas.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">Mais de duas d\u00e9cadas buscando justi\u00e7a<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Apesar dos diversos crimes de que Duque foi v\u00edtima em diferentes momentos, os \u00fanicos avan\u00e7os que foram feitos est\u00e3o relacionados ao crime principal de tortura psicol\u00f3gica agravada que ocorreu entre 2001 e 2004.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Embora suas den\u00fancias contra funcion\u00e1rios da DAS tenham sido feitas assim que ocorreram, foi somente em 2013 que o Minist\u00e9rio P\u00fablico da Col\u00f4mbia empreendeu as primeiras a\u00e7\u00f5es ao ordenar medidas de seguran\u00e7a contra alguns ex-funcion\u00e1rios do DAS pelos crimes de tortura psicol\u00f3gica agravada. Dois anos antes, o ex-presidente colombiano\u00a0<a href=\"https:\/\/www.semana.com\/politica\/articulo\/el-das-deja-existir-para-dar-paso-agencia-nacional-inteligencia\/248740-3\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Juan Manuel Santos assinou o decreto que ordenava o desaparecimento do DAS<\/u><\/a> devido ao\u00a0<a href=\"https:\/\/www.semana.com\/nacion\/articulo\/el-das-sigue-grabando\/100370-3\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>esc\u00e2ndalo conhecido na Col\u00f4mbia como \"chuzadas\"<\/u><\/a>, ou seja, intercepta\u00e7\u00f5es ilegais pelo DAS de jornalistas, pol\u00edticos, magistrados da Suprema Corte, entre outras personalidades.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Durante a investiga\u00e7\u00e3o das \"chuzadas\", o Minist\u00e9rio P\u00fablico encontrou\u00a0<a href=\"https:\/\/www.semana.com\/nacion\/articulo\/manual-para-amenazar\/110931-3\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>nas instala\u00e7\u00f5es do DAS o documento \"Manual para amenazar\" (Manual para amea\u00e7ar)<\/u><\/a>, cuja exist\u00eancia j\u00e1 havia sido denunciada por Duque. Sabendo que Duque tinha identificador de chamadas, o manual continha instru\u00e7\u00f5es precisas sobre como amea\u00e7\u00e1-la, n\u00e3o ficar na linha por mais de 49 segundos ou certificar-se de que n\u00e3o havia c\u00e2meras de seguran\u00e7a ao fazer a liga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Atualmente, h\u00e1 apenas uma pessoa presa pelo caso principal: Enrique Alberto Ariza Rivas, que era o diretor de intelig\u00eancia do DAS na \u00e9poca dos fatos. Ele foi deportado dos Estados Unidos para a Col\u00f4mbia, primeiro para cumprir uma senten\u00e7a no caso das \"chuzadas\" e agora pelo crime contra Duque.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em um determinado momento, 11 pessoas foram processadas, das quais tr\u00eas aceitaram as acusa\u00e7\u00f5es e foram condenadas: o ex-diretor de Intelig\u00eancia do DAS,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.elcolombiano.com\/historico\/exdirector_del_das_acepto_cargos_por_tortura_contra_claudia_duque-CFEC_316400\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Carlos Alberto Arzay\u00fas<\/u><\/a>; o subdiretor de Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico da Diretoria de Intelig\u00eancia do DAS,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.derechos.org\/nizkor\/colombia\/doc\/das315.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Jorge Armando Rubiano<\/u><\/a>; e o ex-diretor de Opera\u00e7\u00f5es de Intelig\u00eancia,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.eltiempo.com\/archivo\/documento\/CMS-14994055\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Hugo Daney Ortiz<\/u><\/a>. Essas tr\u00eas pessoas j\u00e1 foram libertadas ap\u00f3s cumprirem suas penas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dos outros oito acusados, sete foram libertados devido \u00e0 expira\u00e7\u00e3o dos prazos, ou seja, porque o prazo para a administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a realizar os procedimentos judiciais expirou.\u00a0<a href=\"https:\/\/flip.org.co\/pronunciamientos\/absuelto-exagente-del-das-implicado-en-las-torturas-contra-claudia-julieta-duque\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Um deles foi absolvido em 30 de maio<\/u><\/a> em uma decis\u00e3o repudiada pela FLIP.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Vemos com preocupa\u00e7\u00e3o a decis\u00e3o de absolver um dos ex-agentes do DAS, levando em conta que essa decis\u00e3o \u00e9 o resultado de uma an\u00e1lise deficiente que ignora algumas das provas incorporadas [no processo]\", disse \u00e0\u00a0<strong>LJR\u00a0<\/strong>\u00c1ngela Caro Montenegro, coordenadora do Departamento Jur\u00eddico da FLIP. \u201cEsperamos que a C\u00e2mara Penal do Tribunal Superior de Bogot\u00e1 reverta essa decis\u00e3o, fa\u00e7a uma an\u00e1lise minuciosa de cada uma das provas e condene essa pessoa [...], destacando a gravidade desses fatos, levando em conta os impactos individuais e no exerc\u00edcio do trabalho da jornalista.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O \u00fanico julgamento ainda em aberto \u00e9 contra Jos\u00e9 Miguel Narv\u00e1ez, ent\u00e3o vice-diretor do DAS e que tamb\u00e9m\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/es\/articles\/condenan-a-30-anos-de-prision-a-exfuncionario-de-agencia-de-inteligencia-de-colombia-por-asesinato-del-periodista-jaime-garzon\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>foi condenado como \"determinador\" no crime de Jaime Garz\u00f3n<\/u><\/a>. No entanto, o processo contra ele pode expirar em 2024, ou seja, no pr\u00f3ximo ano terminar\u00e1 o tempo que o sistema judici\u00e1rio colombiano tem para resolv\u00ea-lo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para a FLIP, \"o lento progresso\" no julgamento de Narv\u00e1ez tamb\u00e9m \u00e9 visto com \"alarme\".<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"A administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a deve tomar as medidas que considerar necess\u00e1rias para que esse julgamento possa avan\u00e7ar de forma diligente, evitando o fen\u00f4meno da prescri\u00e7\u00e3o e que, portanto, esses atos possam ficar impunes\", disse Caro Montenegro.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">Declara\u00e7\u00e3o de lesa-humanidade e a desacelera\u00e7\u00e3o do processo judicial<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Em outubro de 2017,\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/es\/articles\/como-delito-de-lesa-humanidad-reconoce-fiscalia-tortura-y-persecucion-contra-periodista-colombiana\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>o crime de tortura psicol\u00f3gica agravada contra Duque foi classificado como um crime contra a humanidade<\/u><\/a> pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico da Col\u00f4mbia. No entanto, para Duque, foi justamente a partir de 2017 que seu processo para obter justi\u00e7a come\u00e7ou a ficar ainda mais paralisado.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Vejo que h\u00e1 um antes e um depois da declara\u00e7\u00e3o do meu caso como crime contra a humanidade\", disse Duque. \"At\u00e9 aquele momento, t\u00ednhamos um ritmo muito importante de investiga\u00e7\u00e3o e progresso. J\u00e1 t\u00ednhamos julgamentos em andamento, est\u00e1vamos terminando os julgamentos, em suma. [Mas] a partir daquele momento, o que aconteceu foi uma paralisa\u00e7\u00e3o do caso do Minist\u00e9rio P\u00fablico\".<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Duque destaca como, imediatamente ap\u00f3s a declara\u00e7\u00e3o de lesa-humanidade, o caso contra o ex-diretor do DAS, Jorge Noguera, foi encerrado apesar do fato de que havia \"provas suficientes para continuar, mas um promotor decidiu n\u00e3o faz\u00ea-lo\".<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Isso quebrou a cadeia de comando, porque tudo ficou nas m\u00e3os de intermedi\u00e1rios que estavam sendo processados no meu caso\", acrescentou Duque.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Al\u00e9m disso, houve uma mudan\u00e7a de ju\u00edzes. Uma ju\u00edza, segundo Duque, paralisou os procedimentos, liberou os r\u00e9us e at\u00e9 imp\u00f4s uma \"censura legal\" a ela, ou seja,\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/es\/articles\/juez-prohibe-a-periodista-colombiana-claudia-duque-emitir-opiniones-durante-proceso-judicial-por-su-caso-de-tortura-psicologica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>ela foi proibida de se pronunciar sobre seu pr\u00f3prio caso<\/u><\/a>. H\u00e1 um ano, a ju\u00edza foi mudada novamente.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cSinto que, ap\u00f3s a declara\u00e7\u00e3o de lesa-humanidade, algu\u00e9m em um n\u00edvel muito alto disse \u2018chega. J\u00e1 foi feita justi\u00e7a suficiente para essa pessoa\u2019\u201d, disse Duque. \u201cO Estado foi condenado pelos atos dos quais fui v\u00edtima. E est\u00e1 claro que o Estado prefere pagar indeniza\u00e7\u00f5es em vez de encontrar os culpados, em vez de realizar investiga\u00e7\u00f5es que cheguem ao m\u00e1ximo respons\u00e1vel pelos eventos que sofri. Ent\u00e3o, para mim, h\u00e1 uma decis\u00e3o pol\u00edtica.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em 2018, ela decidiu\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/es\/articles\/periodista-claudia-julieta-duque-presenta-caso-contra-colombia-ante-la-cidh\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>apresentar seu caso perante a Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)<\/u><\/a> pela viola\u00e7\u00e3o de seus direitos humanos, incluindo o direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o judicial, integridade pessoal, entre outros.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De acordo com Duque, esse caso perante a CIDH est\u00e1 na fase de m\u00e9rito, ou seja,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.oas.org\/es\/cidh\/decisiones\/fondos.asp#:~:text=La%20etapa%20de%20Fondo%20es,del%20Reglamento%20de%20la%20Comisi%C3%B3n.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>a fase em que a CIDH decide se houve ou n\u00e3o viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos<\/u><\/a>. Posteriormente, a CIDH poderia enviar o caso para a Corte Interamericana de Direitos Humanos.<\/p>\n<h3 dir=\"ltr\">Buscando ref\u00fagio no jornalismo<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Em uma das conquistas mais importantes na busca por justi\u00e7a, o\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/es\/articles\/tribunal-confirma-responsabilidad-del-estado-colombiano-en-violaciones-a-derechos-humanos-de-periodista-claudia-julieta-duque-tras-mas-de-20-anos-de-proceso-judicial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Conselho de Estado condenou a Col\u00f4mbia pela viola\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios direitos humanos<\/u><\/a> de Duque e sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na senten\u00e7a de 17 de junho de 2022, o Conselho de Estado afirmou que ficou comprovado que a jornalista foi alvo de intercepta\u00e7\u00f5es ilegais, vigil\u00e2ncia e tortura psicol\u00f3gica, e condenou o antigo DAS a indenizar os danos causados a Duque e sua fam\u00edlia. Essa repara\u00e7\u00e3o de 2,2 bilh\u00f5es de pesos colombianos (cerca de US$ 535 mil), disse o Conselho de Estado, deve ser paga pela entidade que sucedeu o DAS.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"No processo, h\u00e1 v\u00e1rias evid\u00eancias que mostram que um plano foi implementado contra Claudia Julieta Duque Orrego\u00a0<a href=\"https:\/\/relatoria.consejodeestado.gov.co:8080\/Vistas\/documentos\/downloader.aspx?guid=B0CE2EB7AFD9CD7A%20BB69286DB5D64D6A%207C65210003288509%2030E4B7ADA93B542F%20250002326000201200198011100103\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>a fim de puni-la pela atividade que estava realizando<\/u><\/a>, especialmente por meio de amea\u00e7as contra sua filha\", estabeleceu o Conselho de Estado na senten\u00e7a.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Embora a senten\u00e7a tenha trazido al\u00edvio para Duque, a jornalista considera que grande parte de seus crimes continua impune, especialmente porque as poucas condena\u00e7\u00f5es em seu julgamento permaneceram na \"administra\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria\" e n\u00e3o chegaram aos que autorizaram a tortura contra ela.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Duque tamb\u00e9m expressou seu desacordo com o fato de quatro pessoas implicadas em seu crime terem sido aceitas na Jurisdi\u00e7\u00e3o Especial para a Paz (JEP) \u2013 o mecanismo de justi\u00e7a transicional criado como parte do processo de paz do governo com os guerrilheiros das FARC.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Sinto que reconhecer os crimes cometidos pelo DAS contra civis durante o governo de \u00c1lvaro Uribe como crimes no \u00e2mbito do conflito armado \u00e9 revitimizar a todos n\u00f3s, n\u00e3o apenas a mim\", disse Duque.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Sempre disse a eles: 'mas o que eu tenho a ver com o conflito? Eu nem sequer cobri o conflito'. Eles me transformam em v\u00edtima porque eu estava investigando o caso de um jornalista assassinado. Ent\u00e3o voc\u00ea est\u00e1 tentando dizer que Garz\u00f3n era um guerrilheiro ou que eu era guerrilheira, ou que o DAS tinha motivos para nos considerar subversivos. Isso me parece extremamente forte, revitimizante, e eu, \u00e9 claro, sempre me opus e continuarei a me opor \u00e0 compet\u00eancia da JEP no meu caso\".<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica informou \u00e0\u00a0<strong>LJR\u00a0<\/strong>que a solicita\u00e7\u00e3o de resposta para essa reportagem havia sido encaminhada ao \"grupo de solicita\u00e7\u00f5es de informa\u00e7\u00f5es sobre processos criminais\". No entanto, at\u00e9 o fechamento da reportagem, a\u00a0<strong>LJR\u00a0<\/strong>n\u00e3o havia recebido nenhuma informa\u00e7\u00e3o adicional.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A\u00a0<strong>LJR\u00a0<\/strong>tamb\u00e9m tentou entrar em contato com a Jurisdi\u00e7\u00e3o Especial para a Paz, mas n\u00e3o recebeu resposta at\u00e9 o fechamento da reportagem.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Eu diria que, na realidade, na Col\u00f4mbia, a norma \u00e9 a impunidade e acho que um poder muito grande na Col\u00f4mbia j\u00e1 tomou a decis\u00e3o de que me foi feita justi\u00e7a suficiente com a condena\u00e7\u00e3o de tr\u00eas homens\", disse Duque. \"J\u00e1 existe uma decis\u00e3o pol\u00edtico-judicial de n\u00e3o permitir o progresso no caso de tortura, nem nos outros casos\".<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A FLIP tamb\u00e9m alertou sobre as amea\u00e7as que Duque vem recebendo sistematicamente nos \u00faltimos 20 anos e sobre a \"falta de progresso\" por parte da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica. De acordo com o monitoramento da organiza\u00e7\u00e3o, 98% das den\u00fancias feitas por jornalistas pelo crime de amea\u00e7as ficam impunes. Essa \u00e9 uma quest\u00e3o para a qual o Estado colombiano recebeu at\u00e9 mesmo pedidos de aten\u00e7\u00e3o da Corte Interamericana de Direitos Humanos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Diante desse panorama de impunidade, Duque decidiu parar de se concentrar este ano em conseguir justi\u00e7a nesses casos de amea\u00e7as e se dedicar ao que realmente a faz feliz: o jornalismo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Estou realmente de sa\u00edda e admitindo o que nunca quis admitir, ou seja, que essas pessoas venceram e que na Col\u00f4mbia a justi\u00e7a n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel quando se trata de graves viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos pelo Estado. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel\", disse Duque, que acrescentou que deixar\u00e1 de passar quase 50% do tempo investigando seu pr\u00f3prio caso para trabalhar em investiga\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De fato, ela publicou recentemente, com o projeto Forbidden Stories e o meio colombiano Cuesti\u00f3n P\u00fablica,\u00a0<a href=\"https:\/\/cuestionpublica.com\/rafael-moreno-la-sombra-de-las-elecciones-regionales-en-cordoba\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>a segunda parte da investiga\u00e7\u00e3o sobre o assassinato do jornalista colombiano Rafael Moreno<\/u><\/a>, ocorrido em 2022.\u00a0<a href=\"https:\/\/forbiddenstories.org\/es\/asesinato-de-rafael-moreno-revelaciones-sobre-los-millones-desviados-de-cordoba\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Duque j\u00e1 havia apoiado a primeira parte<\/u><\/a> da investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Essa reportagem foi bastante dolorosa porque \u00e9 um caso muito triste de como na Col\u00f4mbia o jornalismo cr\u00edtico continua a ser silenciado depois de tantos anos e tanta dor\", explicou Duque, que sabe por experi\u00eancia pr\u00f3pria que deve tomar as melhores medidas de seguran\u00e7a. \u00c9 por isso que ela tamb\u00e9m passa parte de seu tempo treinando outros jornalistas em t\u00e9cnicas de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Foi um retorno apaixonante porque o jornalismo \u00e9 o que est\u00e1 em meu sangue, o que me faz feliz. O jornalismo investigativo \u00e9 algo para o qual eu sinto que nasci para fazer e adoro fazer. E adoro poder fazer minha parte na investiga\u00e7\u00e3o dos casos de outros jornalistas que foram assassinados ou atacados\", disse Duque. \u201cRetornar ao caso de 'Rafa' Moreno foi muito importante para mim como profissional, n\u00e3o apenas porque foi um cons\u00f3rcio com mais de 25 meios de comunica\u00e7\u00e3o internacionais que confiou em mim para fazer esse trabalho de campo [...], mas tamb\u00e9m porque significa poder retornar ao campo para fazer o que eu fa\u00e7o, o que eu sei fazer, e refletir isso de maneira profissional.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos vinte anos, a jornalista colombiana Claudia Duque tem sido alvo de ataques por causa de seu trabalho. Ela foi sequestrada, torturada, amea\u00e7ada, seguida e monitorada. A justi\u00e7a para esses crimes tem sido limitada. 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Higuera Fl\u00f3rez es una periodista colombiana con inter\u00e9s period\u00edstico es Am\u00e9rica Latina y los derechos humanos, particularmente el derecho a la libertad de expresi\u00f3n, as\u00ed como el periodismo de investigaci\u00f3n. Estudi\u00f3 Comunicaci\u00f3n Social \u2013 Periodismo en la Universidad Pontificia Bolivariana de Bucaramanga (Colombia), y recibi\u00f3 su maestr\u00eda en Periodismo en la Universidad de Texas, en Austin en 2015. Trabaj\u00f3 para la Relator\u00eda Especial para la Libertad de Expresi\u00f3n de la Comisi\u00f3n Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) en el marco de la beca Orlando Sierra, durante 2014. Tambi\u00e9n hizo parte del diario Vanguardia Liberal y escribi\u00f3 para otras revistas colombianas cubriendo fuentes locales, econ\u00f3micas y judiciales. Algunos de sus trabajos han aparecido en The Miami Herald y El Nuevo Herald de Miami. Silvia A. Higuera Fl\u00f3rez \u00e9 uma jornalista colombiana e seu interesse jornal\u00edstico \u00e9 a Am\u00e9rica Latina e os direitos humanos, nomeadamente o direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o. Estudou Comunica\u00e7\u00e3o Social \u2013 Jornalismo na Universidade Pontif\u00edcia Bolivariana de Bucaramanga, na Col\u00f4mbia e completou seu mestrado em jornalismo na Universidade do Texas em Austin. Silvia trabalhou na Relatoria para a Liberdade de Express\u00e3o da CIDH pela bolsa Orlando Sierra, em 2014. Trabalhou para o jornal Vanguardia Liberal e escreveu para outras revistas colombianas cobrindo temas locais, econ\u00f4micas e judici\u00e1rias. 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Higuera Fl\u00f3rez is a Colombian journalist interested in covering Latin American issues and human rights, especially the right to freedom of expression, and investigative journalism. She studied Social Communication and Journalism at Universidad Pontificia Bolivariana in Bucaramanga (Colombia), and received her Master's of Arts in Journalism from the University of Texas at Austin in 2015. She worked with the Office of the Special Rapporteur for Freedom of Expression of the Inter-American Commission on Human Rights (IACHR) under the Orlando Sierra fellowship during 2014. She also worked for the Colombian newspaper Vanguardia Liberal and wrote for different magazines about local, economic and public order issues. Her work has also appeared in The Miami Herald and El Nuevo Herald of Miami. Email: silvia.knightcenter@gmail.com Silvia A. Higuera Fl\u00f3rez es una periodista colombiana con inter\u00e9s period\u00edstico es Am\u00e9rica Latina y los derechos humanos, particularmente el derecho a la libertad de expresi\u00f3n, as\u00ed como el periodismo de investigaci\u00f3n. Estudi\u00f3 Comunicaci\u00f3n Social \u2013 Periodismo en la Universidad Pontificia Bolivariana de Bucaramanga (Colombia), y recibi\u00f3 su maestr\u00eda en Periodismo en la Universidad de Texas, en Austin en 2015. Trabaj\u00f3 para la Relator\u00eda Especial para la Libertad de Expresi\u00f3n de la Comisi\u00f3n Interamericana de Derechos Humanos (CIDH) en el marco de la beca Orlando Sierra, durante 2014. Tambi\u00e9n hizo parte del diario Vanguardia Liberal y escribi\u00f3 para otras revistas colombianas cubriendo fuentes locales, econ\u00f3micas y judiciales. Algunos de sus trabajos han aparecido en The Miami Herald y El Nuevo Herald de Miami. Silvia A. Higuera Fl\u00f3rez \u00e9 uma jornalista colombiana e seu interesse jornal\u00edstico \u00e9 a Am\u00e9rica Latina e os direitos humanos, nomeadamente o direito \u00e0 liberdade de express\u00e3o. Estudou Comunica\u00e7\u00e3o Social \u2013 Jornalismo na Universidade Pontif\u00edcia Bolivariana de Bucaramanga, na Col\u00f4mbia e completou seu mestrado em jornalismo na Universidade do Texas em Austin. Silvia trabalhou na Relatoria para a Liberdade de Express\u00e3o da CIDH pela bolsa Orlando Sierra, em 2014. Trabalhou para o jornal Vanguardia Liberal e escreveu para outras revistas colombianas cobrindo temas locais, econ\u00f4micas e judici\u00e1rias. 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