{"id":8452,"date":"2020-07-09T11:14:20","date_gmt":"2020-07-09T16:14:20","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=8452"},"modified":"2020-07-09T17:07:32","modified_gmt":"2020-07-09T22:07:32","slug":"meios-indigenas-na-america-latina-intensificam-esforcos-para-levar-informacao-sobre-covid-19-para-aldeias-e-salvar-vidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/meios-indigenas-na-america-latina-intensificam-esforcos-para-levar-informacao-sobre-covid-19-para-aldeias-e-salvar-vidas\/","title":{"rendered":"Meios ind\u00edgenas na Am\u00e9rica Latina intensificam esfor\u00e7os para levar informa\u00e7\u00e3o sobre COVID-19 para aldeias e salvar vidas"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 tinham se passado mais de quinze dias que o meio de comunica\u00e7\u00e3o ind\u00edgena Rede Wayuri havia recebido uma homenagem internacional, mas muitos dos seus comunicadores ainda n\u00e3o sabiam do reconhecimento. \"Tem chovido bastante nos \u00faltimos dias, ent\u00e3o estamos sem sinal de internet e a radiofonia fica com muito chiado. Quando isso acontece a gente n\u00e3o consegue se falar\", explica a radialista e professora Claudia Ferraz, 33, do povo Wanano, que \u00e9 coordenadora da rede. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em junho, a ONG Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras (RSF) <\/span><a href=\"https:\/\/rsf.org\/en\/news\/coronavirus-information-heroes-journalism-saves-lives\"><span style=\"font-weight: 400;\">incluiu o grupo em uma lista para reconhecer jornalistas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e ve\u00edculos pela sua cobertura confi\u00e1vel e vital durante a pandemia.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O epis\u00f3dio mostra como \u00e9 dif\u00edcil a comunica\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o do Rio Negro, onde est\u00e3o localizados os ouvintes e correspondentes da <\/span><a href=\"https:\/\/foirn.org.br\/rede-de-comunicadores-indigenas-do-rio-negro\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Rede Wayuri<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, espalhados em 750 comunidades ind\u00edgenas no estado brasileiro do Amazonas. Criado em 2017, o grupo produz boletins informativos que s\u00e3o transmitidos ao vivo por comunica\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio para as aldeias e distribu\u00eddos por WhatsApp, redes sociais e outros aplicativos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A sede fica no munic\u00edpio de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, conhecida por ser a cidade mais ind\u00edgena do Brasil, na fronteira com a Col\u00f4mbia e a Venezuela.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com a pandemia de coronav\u00edrus, a Rede Wayuri e outros meios ind\u00edgenas na Am\u00e9rica Latina precisaram usar a criatividade e intensificar suas a\u00e7\u00f5es para conseguir levar informa\u00e7\u00e3o sobre a COVID-19 para aldeias isoladas, com pouco ou nenhum acesso \u00e0 internet.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_8349\" style=\"width: 447px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8349\" class=\"wp-image-8349 \" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Claudia-Ferraz-com-seus-colegas-da-Rede-Wayuri-na-sede-da-FOIRN-onde-gravam-os-boletins-300x246.jpg\" alt=\"Claudia Ferraz com seus colegas da Rede Wayuri, na sede da FOIRN, onde gravam os boletins\" width=\"437\" height=\"359\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Claudia-Ferraz-com-seus-colegas-da-Rede-Wayuri-na-sede-da-FOIRN-onde-gravam-os-boletins-300x246.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Claudia-Ferraz-com-seus-colegas-da-Rede-Wayuri-na-sede-da-FOIRN-onde-gravam-os-boletins-768x629.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Claudia-Ferraz-com-seus-colegas-da-Rede-Wayuri-na-sede-da-FOIRN-onde-gravam-os-boletins.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 437px) 100vw, 437px\" \/><p id=\"caption-attachment-8349\" class=\"wp-caption-text\">Claudia Ferraz com outros comunicadores da Rede Wayuri, na sede da FOIRN, onde gravam seus boletins. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/FOIRN<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <strong>LatAm Journalism Review<\/strong><\/span>\u00a0<span style=\"font-weight: 400;\">falou com a Rede Wayuri e com r\u00e1dios ind\u00edgenas comunit\u00e1rias em El Salvador, Costa Rica e Guatemala para saber como eles est\u00e3o reportando sobre o coronav\u00edrus em seus territ\u00f3rios. Muitas dessas r\u00e1dios sobrevivem de doa\u00e7\u00f5es, transmitem em l\u00ednguas ind\u00edgenas e s\u00e3o movidas pela dedica\u00e7\u00e3o de radialistas volunt\u00e1rios, que entendem a import\u00e2ncia de serem a \u00fanica fonte de informa\u00e7\u00e3o nas comunidades, principalmente durante uma crise de sa\u00fade p\u00fablica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O coronav\u00edrus chegou a S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, acess\u00edvel apenas por barco e avi\u00e3o, em abril. Com cerca de 45 mil habitantes, o munic\u00edpio n\u00e3o possui leitos de UTI e <\/span><a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/noticias-socioambientais\/rio-negro-combate-covid-19-com-cooperacao-entre-autoridades-e-sociedade-civil\"><span style=\"font-weight: 400;\">contava apenas com seis respiradores<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, um cen\u00e1rio preocupante para os 23 povos ind\u00edgenas da regi\u00e3o \u2013 <\/span><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2020\/04\/cidade-mais-indigena-do-brasil-sao-gabriel-da-cachoeira-am-registra-primeiros-casos-de-coronavirus.shtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">cujo tamanho \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 da Inglaterra<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar de um lockdown e toque de recolher, o v\u00edrus se espalhou rapidamente e, em 16 de junho, j\u00e1 estava presente em ao menos <\/span><a href=\"https:\/\/www.socioambiental.org\/pt-br\/noticias-socioambientais\/rio-negro-combate-covid-19-com-cooperacao-entre-autoridades-e-sociedade-civil\"><span style=\"font-weight: 400;\">70% do territ\u00f3rio ind\u00edgena do Rio Negro<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, de acordo com informa\u00e7\u00f5es do Instituto Socioambiental (ISA). No in\u00edcio de julho, o munic\u00edpio tinha 2.820 casos confirmados e 45 mortes, <\/span><a href=\"https:\/\/www.acritica.com\/channels\/coronavirus\/news\/nas-ultimas-24-horas-manaus-nao-teve-mortes-por-covid-19-interior-teve-seis-novos-obitos\"><span style=\"font-weight: 400;\">segundo o jornal A Cr\u00edtica<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A situa\u00e7\u00e3o da pandemia entre povos ind\u00edgenas brasileiros \u00e9 agravada em fun\u00e7\u00e3o de <\/span><a href=\"https:\/\/covid19.socioambiental.org\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">condi\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f4micas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> prec\u00e1rias, al\u00e9m de uma maior dificuldade de acesso aos servi\u00e7os de sa\u00fade, aponta o ISA. O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) alertou em abril que o coronav\u00edrus representava um <\/span><a href=\"http:\/\/www.mpf.mp.br\/df\/sala-de-imprensa\/noticias-df\/covid-19-2013-mpf-recomenda-acoes-emergenciais-de-protecao-a-saude-dos-povos-indigenas\"><span style=\"font-weight: 400;\">\"risco de genoc\u00eddio dos povos ind\u00edgenas\"<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> e recomendou uma s\u00e9rie de medidas emergenciais.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo a ONG americana Cultural Survival, que atua na defesa dos direitos, culturas e l\u00ednguas ind\u00edgenas em v\u00e1rios pa\u00edses do mundo, h\u00e1 muita subnotifica\u00e7\u00e3o de casos nessas comunidades na Am\u00e9rica Latina e algumas delas est\u00e3o sob risco de extin\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"A popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena \u00e9 a mais suscet\u00edvel ao coronav\u00edrus na Am\u00e9rica Latina. Em muitas \u00e1reas, mesmo na floresta profunda, a pandemia est\u00e1 dizimando comunidades ind\u00edgenas, porque elas s\u00e3o o alvo perfeito para a COVID-19, j\u00e1 que n\u00e3o possuem defesa contra a doen\u00e7a e pela neglig\u00eancia do Estado, que historicamente mant\u00e9m essas popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis\", afirmou o Programa de M\u00eddia Comunit\u00e1ria da ONG \u00e0 <strong>LJR<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, por email.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_8343\" style=\"width: 435px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8343\" class=\"wp-image-8343 \" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Carro-de-som-da-Rede-Wayuri-em-Sa\u0303o-Gabriel-da-Cachoeira-isa-300x142.jpg\" alt=\"Carro de som da Rede Wayuri em Sa\u0303o Gabriel da Cachoeira \" width=\"425\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Carro-de-som-da-Rede-Wayuri-em-Sa\u0303o-Gabriel-da-Cachoeira-isa-300x142.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Carro-de-som-da-Rede-Wayuri-em-Sa\u0303o-Gabriel-da-Cachoeira-isa-768x364.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Carro-de-som-da-Rede-Wayuri-em-Sa\u0303o-Gabriel-da-Cachoeira-isa.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 425px) 100vw, 425px\" \/><p id=\"caption-attachment-8343\" class=\"wp-caption-text\">Carro de som da Rede Wayuri circula por Sa\u0303o Gabriel da Cachoeira. Foto: Arquivo pessoal\/ISA<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diante desse cen\u00e1rio, os comunicadores da Rede Wayuri se mobilizaram para ajudar na preven\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, mesmo antes da chegada do coronav\u00edrus ao munic\u00edpio. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em abril, eles alugaram um carro de som, em parceria com o ISA e outras entidades, para circular nas ruas da cidade, com mensagens em portugu\u00eas e nas l\u00ednguas ind\u00edgenas sobre medidas de prote\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"A gente ia com algum profissional de sa\u00fade dentro do carro de som e uma pessoa para traduzir para as l\u00ednguas ind\u00edgenas. E tamb\u00e9m usamos \u00e1udios gravados\", contou Ferraz \u00e0 <strong>LJR<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. A campanha durou dois meses, at\u00e9 ser interrompida no final de junho. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Agora est\u00e1 parado, porque todo mundo que ia no carro de som acabou adoentado [mesmo usando m\u00e1scara]\", afirma ela, que diz que todos est\u00e3o bem, quase recuperados. \"A gente pretende continuar isso, porque ainda tem um alto \u00edndice de pessoas com a doen\u00e7a aqui\". <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os carros de som foram uma medida emergencial adotada pela Rede Wayuri, mas a principal forma de atua\u00e7\u00e3o do grupo, de 20 comunicadores, s\u00e3o os <\/span><a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/wayuri-audio\"><span style=\"font-weight: 400;\">boletins informativos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. A Rede n\u00e3o \u00e9 uma esta\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio, com uma frequ\u00eancia AM ou FM definida. Os boletins s\u00e3o transmitidos ao vivo por equipamentos de comunica\u00e7\u00e3o por r\u00e1dio, em que um fala e o outro responde. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"A gente combina um dia e hor\u00e1rio com os l\u00edderes das comunidades, eles mobilizam todo mundo. Quando a gente vai entrar para falar, est\u00e3o todos reunidos para nos ouvir\", explica Ferraz. Como em muitas comunidades n\u00e3o h\u00e1 sinal de celular ou internet, a radiofonia funciona tamb\u00e9m como telefone. \"Dividimos o tempo com pessoas que querem mandar recados para algum parente\", diz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Parente\" \u00e9 como ind\u00edgenas se referem uns aos outros no Brasil \u2013o termo est\u00e1 mais ligado a rela\u00e7\u00f5es de afeto e pertencimento do que a la\u00e7os de sangue, explicou Let\u00edcia Leite, \u00e0 <strong>LJR<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. A jornalista trabalha com assessoria e forma\u00e7\u00e3o em comunica\u00e7\u00e3o para lideran\u00e7as ind\u00edgenas no ISA, al\u00e9m de ser a criadora e apresentadora do <\/span><a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/socioambiental\/sets\/copio-parente\"><span style=\"font-weight: 400;\">Copi\u00f4, Parente<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, podcast feito para povos da floresta no Brasil.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_8352\" style=\"width: 389px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8352\" class=\"wp-image-8352 \" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Claudia-Ferraz-durante-a-transmissa\u0303o-do-boletim-300x225.jpg\" alt=\"Claudia Ferraz, durante a transmissa\u0303o do boletim da Rede Wayuri, por comunica\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio. Foto: Arquivo Pessoal\" width=\"379\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Claudia-Ferraz-durante-a-transmissa\u0303o-do-boletim-300x225.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Claudia-Ferraz-durante-a-transmissa\u0303o-do-boletim-768x576.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Claudia-Ferraz-durante-a-transmissa\u0303o-do-boletim.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px\" \/><p id=\"caption-attachment-8352\" class=\"wp-caption-text\">Claudia Ferraz, durante a transmissa\u0303o do boletim da Rede Wayuri, por comunica\u00e7\u00e3o de r\u00e1dio. Foto: Arquivo Pessoal<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As comunica\u00e7\u00f5es da Rede Wayuri s\u00e3o feitas em portugu\u00eas e nas quatro l\u00ednguas ind\u00edgenas mais faladas das 23 que existem na regi\u00e3o: Tukano, Baniwa, Yanomami e Nheengatu. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os comunicadores, que funcionam como correspondentes em suas comunidades, s\u00e3o volunt\u00e1rios das etnias Bar\u00e9, Baniwa, Desana, Tariana, Tukano, Tuyuka, Wanano, Yanomami, Piratapuia e Hupdah.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Se a gente falasse s\u00f3 em portugu\u00eas n\u00e3o ia atingir muito o p\u00fablico, porque s\u00e3o poucos que entendem. E tamb\u00e9m os nossos comunicadores se sentem muito mais confiantes e tranquilos falando na pr\u00f3pria l\u00edngua\", diz Ferraz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante a pandemia, a Rede Wayuri fez v\u00e1rios boletins especiais, convidando profissionais da sa\u00fade da regi\u00e3o para tirar d\u00favidas das comunidades. Tamb\u00e9m lan\u00e7aram uma s\u00e9rie, <\/span><a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/wayuri-audio\/vozes-das-liderancas-do-rio-negro-1-com-sr-maximiliano-menezes-tukano\"><span style=\"font-weight: 400;\">Vozes das lideran\u00e7as do Rio Negro na pandemia de COVID-19<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, em que l\u00edderes ind\u00edgenas falavam sobre a doen\u00e7a.\u00a0\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Eles pediam que as pessoas ficassem nas comunidades e n\u00e3o fossem a S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, onde corriam o risco de contrair o coronav\u00edrus e, na volta, transmitir para o resto da aldeia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"> \"A cidade est\u00e1 perigosa para a transmiss\u00e3o da doen\u00e7a. Parentes, vamos ficar em casa\", repetia Ferraz, em muitos dos seus boletins. Ela tamb\u00e9m orientava que a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse recolher benef\u00edcios sociais na \u00e1rea urbana, mas esperasse as autoridades levarem cestas b\u00e1sicas \u00e0s aldeias.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Rede Wayuri \u00e9 um projeto da Federa\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas do Rio Negro, com apoio financeiro, assessoria e capacita\u00e7\u00e3o do ISA. Para Leite, do instituto, o trabalho da Rede tem sido fundamental na crise de sa\u00fade p\u00fablica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"O boletim \u00e9 \u00fanico produto peri\u00f3dico de informa\u00e7\u00e3o nessa cidade. Num momento de pandemia, em que a informa\u00e7\u00e3o de fato salva vidas, o trabalho desses ind\u00edgenas de produzir informa\u00e7\u00e3o checada, com t\u00e9cnicas de jornalismo, na voz dessas pessoas e em l\u00ednguas ind\u00edgenas, \u00e9 central para essas regi\u00f5es que est\u00e3o isoladas do ponto de vista do acesso ao jornalismo. S\u00e3o essas redes de jornalismo comunit\u00e1rio que est\u00e3o fazendo a diferen\u00e7a nesse momento\", afirma Leite.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi por esses motivos que a ONG Rep\u00f3rteres Sem Fronteiras concedeu a homenagem ao grupo em junho. \"Isso me deixou muito feliz, porque mostra que a Rede Wayuri est\u00e1 sendo reconhecida. A gente daqui, que conhece a realidade, sabe que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. \u00c9 uma regi\u00e3o muito grande, e at\u00e9 chegar nas comunidades s\u00e3o muitos desafios e obst\u00e1culos, caminhadas, pedras, cachoeiras, \u00e9 um grande sacrif\u00edcio levar essas informa\u00e7\u00f5es at\u00e9 l\u00e1\", diz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><strong>R\u00e1dios comunit\u00e1rias: El Salvador, Guatemala e Costa Rica<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em San Ildefonso Ixtahuac\u00e1n, na Guatemala, o maior desafio do locutor Antonio Perez, que \u00e9 de etnia Maya-Mam, era convencer seu povo de que a COVID-19 era real. \"Para a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena, esta doen\u00e7a n\u00e3o existe, \u00e9 provocada. E teve gente que n\u00e3o queria obedecer as decis\u00f5es governamentais\", disse Perez \u00e0 <strong>LJR<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Perez \u00e9 um dos diretores da <\/span><a href=\"http:\/\/www.acodim.org\/radio-nan-pi-x.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">r\u00e1dio ind\u00edgena comunit\u00e1ria Nan Pi\u2019x<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, parte da Asociaci\u00f3n Comunitaria de Desarrollo Integral Maya-Mam (ACODIM-M). Ele tamb\u00e9m coordena os 22 locutores da r\u00e1dio. \"Tudo \u00e9 <\/span>volunt\u00e1rio, porque n\u00e3o temos fundos para pagar as pessoas\", diz ele, que tem 57 anos e \u00e9 aposentado do setor jur\u00eddico.<\/p>\n<div id=\"attachment_8337\" style=\"width: 397px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8337\" class=\"wp-image-8337 \" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Locutores-da-Radio-Nan-Pix-Guatemala-300x225.jpeg\" alt=\"Locutores da r\u00e1dio ind\u00edgena comunit\u00e1ria Nan Pi\u2019x, da Guatemala, com m\u00e1scaras para se proteger na pandemia. Foto: Arquivo pessoal\" width=\"387\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Locutores-da-Radio-Nan-Pix-Guatemala-300x225.jpeg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Locutores-da-Radio-Nan-Pix-Guatemala-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Locutores-da-Radio-Nan-Pix-Guatemala-768x576.jpeg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Locutores-da-Radio-Nan-Pix-Guatemala.jpeg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 387px) 100vw, 387px\" \/><p id=\"caption-attachment-8337\" class=\"wp-caption-text\">Locutores da r\u00e1dio Nan Pi\u2019x, da Guatemala, com m\u00e1scaras para se proteger na pandemia. Foto: Arquivo pessoal<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Assim que a pandemia come\u00e7ou, Perez reuniu os volunt\u00e1rios e distribuiu m\u00e1scaras e \u00e1lcool gel para que pudessem trabalhar. Tamb\u00e9m orientou que eles se informassem bem sobre a COVID-19 e passassem as orienta\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o ao longo da programa\u00e7\u00e3o da r\u00e1dio, que vai das 6 da manh\u00e3 at\u00e9 as 6 da tarde.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Perez afirma que recebeu reclama\u00e7\u00e3o de ouvintes, que n\u00e3o queriam saber da doen\u00e7a. Um agravante, segundo ele, foi que um canal de TV local insistia em dizer que a COVID-19 n\u00e3o era real. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"O que temos feito \u00e9 informar [para os ouvintes] que a doen\u00e7a veio para ficar e que a vacina vai demorar. O \u00fanico que temos que fazer \u00e9 nos cuidar\", diz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para ajudar os ouvintes a compreender a pandemia, Perez fazia refer\u00eancias a hist\u00f3rias da tradi\u00e7\u00e3o oral Maya-Mam, de antigas epidemias, para passar a mensagem de que \u00e9 preciso evitar a propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. A r\u00e1dio, que transmite pela frequ\u00eancia 97.7. FM e <\/span><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/radionanpix977\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">pela internet<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, tamb\u00e9m ajudou a divulgar os mercados comunit\u00e1rios, que surgiram nas aldeias durante a pandemia, por iniciativa dos ind\u00edgenas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Foram criados mercados comunit\u00e1rios nas aldeias, para que as pessoas n\u00e3o tenham que ir ao centro urbano e possam evitar aglomera\u00e7\u00e3o\", conta. Segundo Perez, os \u00fanicos casos de COVID-19 no munic\u00edpio foram de moradores que vieram dos Estados Unidos \u2013 a Guatemala tinha, at\u00e9 7 de julho, 23.972 casos confirmados e 981 mortes, <\/span><a href=\"https:\/\/coronavirus.jhu.edu\/map.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">de acordo com a Universidade Johns Hopkins<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A r\u00e1dio, composta totalmente de ind\u00edgenas, transmite para 300 mil habitantes em 11 munic\u00edpios, nos departamentos de Huehuetenango y San Marcos. As comunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas em espanhol e em Mam. \"A r\u00e1dio foi criada em 2007 e se mant\u00e9m com an\u00fancios do com\u00e9rcio da zona. Com isso se paga a luz e a manuten\u00e7\u00e3o dos equipamentos\", explica.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_8328\" style=\"width: 466px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8328\" class=\"wp-image-8328 \" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Sede-da-Ra\u0301dio-La-Voz-de-Talamanca-na-Costa-Rica-300x225.jpeg\" alt=\"Sede da Ra\u0301dio La Voz de Talamanca, na Costa Rica\" width=\"456\" height=\"342\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Sede-da-Ra\u0301dio-La-Voz-de-Talamanca-na-Costa-Rica-300x225.jpeg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Sede-da-Ra\u0301dio-La-Voz-de-Talamanca-na-Costa-Rica-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Sede-da-Ra\u0301dio-La-Voz-de-Talamanca-na-Costa-Rica-768x576.jpeg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Sede-da-Ra\u0301dio-La-Voz-de-Talamanca-na-Costa-Rica.jpeg 1450w\" sizes=\"auto, (max-width: 456px) 100vw, 456px\" \/><p id=\"caption-attachment-8328\" class=\"wp-caption-text\">Sede da Ra\u0301dio La Voz de Talamanca, na Costa Rica. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">J\u00e1 a <\/span><a href=\"http:\/\/www.vozdetalamanca.org\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">r\u00e1dio La Voz de Talamanca<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, localizada em Amubri de Talamanca, na Costa Rica, usa podcasts di\u00e1rios do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e conversas com seus ouvintes para ajudar a difundir medidas de preven\u00e7\u00e3o, como lavar as m\u00e3os, usar m\u00e1scaras e \u00e1lcool gel. Mas umas das principais recomenda\u00e7\u00f5es \u00e9 n\u00e3o sair das comunidades, que ficam nas montanhas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Aqui como estamos na zona rural, vivemos muito distantes uns dos outros. Na cidade \u00e9 onde est\u00e1 o cont\u00e1gio. Essas informa\u00e7\u00f5es n\u00f3s passamos pela r\u00e1dio para que as pessoas saibam que, ao sair e voltar, podem trazer o v\u00edrus e nos contagiar a todos aqui\", diz o locutor Jorge Morales, de 60 anos. Na Costa Rica, at\u00e9 5 de julho, tinham sido confirmados quase 5 mil casos e 19 mortes por COVID-19, <\/span><a href=\"https:\/\/www.presidencia.go.cr\/comunicados\/2020\/07\/4996-casos-confirmados-por-covid-19\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">segundo o governo. <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">O pa\u00eds teve um aumento nos registros nos \u00faltimos dias e <\/span><a href=\"https:\/\/www.dw.com\/es\/costa-rica-retrocede-en-su-reapertura-tras-r%C3%A9cord-de-contagios\/a-54020339\"><span style=\"font-weight: 400;\">precisou voltar atr\u00e1s na sua reabertura<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Morales trabalha como volunt\u00e1rio na r\u00e1dio h\u00e1 30 anos. Ele \u00e9 agricultor e planta banana e cacau, al\u00e9m de alimentos para subsist\u00eancia. La Voz de Talamanca \u00e9 tocada por oito volunt\u00e1rios ind\u00edgenas e transmite pela frequ\u00eancia 88.3 FM, <\/span><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/Radio-Cultural-La-Voz-de-Talamanca-434264340636268\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">bem como pela internet<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, para 11 mil habitantes das etnias Bribri e Cab\u00e9car.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Usamos os idiomas Bribri e espanhol na r\u00e1dio, porque algumas pessoas mais velhas n\u00e3o entendem bem o espanhol. Tamb\u00e9m temos muitas informa\u00e7\u00f5es gravadas em Cab\u00e9car\", afirmou ele, \u00e0 <strong>LJR<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_8334\" style=\"width: 235px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8334\" id=\"longdesc-return-8334\" class=\"size-medium wp-image-8334\" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Jorge-Moralres-na-ra\u0301dio-Talamanca-225x300.jpg\" alt=\"Jorge Morales, 60, agricultor e locutor na Radio Cultural La Voz de Talamanca \" width=\"225\" height=\"300\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=8334&amp;referrer=8452\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Jorge-Moralres-na-ra\u0301dio-Talamanca-225x300.jpg 225w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Jorge-Moralres-na-ra\u0301dio-Talamanca-768x1024.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Jorge-Moralres-na-ra\u0301dio-Talamanca-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Jorge-Moralres-na-ra\u0301dio-Talamanca.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><p id=\"caption-attachment-8334\" class=\"wp-caption-text\">Morales, 60,\u00a0 locutor na Radio Cultural La Voz de Talamanca<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A r\u00e1dio foi criada em 1979, para ajudar a resgatar os valores culturais ind\u00edgenas, e \u00e9 sustentada por doa\u00e7\u00f5es das comunidades. Segundo Morales, a programa\u00e7\u00e3o \u00e9 curta, de 6 horas di\u00e1rias. \"\u00c9 o hor\u00e1rio que podemos fazer porque os recursos econ\u00f4micos n\u00e3o d\u00e3o para pagar os gastos de luz e telefone para manter a r\u00e1dio 24 horas\", diz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A pandemia piorou a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do meio de comunica\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m vivia de eventos culturais, agora cancelados. Recentemente, as r\u00e1dios La Voz de Talamanca e Nan Pi\u2019x receberam o suporte <\/span><a href=\"https:\/\/www.culturalsurvival.org\/news\/covid-19-and-indigenous-community-radio-stations\"><span style=\"font-weight: 400;\">de um fundo emergencial contra COVID-19 da Cultural Survival<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, parte de um programa de apoio a meios de comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1rios. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo a ONG, os fundos variaram entre <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">1.000 e 2.000 d\u00f3lares e permitem dar uma sustentabilidade de curto prazo para essas r\u00e1dios, ajudando a pagar contas b\u00e1sicas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outro ve\u00edculo a receber o apoio foi a <\/span><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LaVozdeMiGente92.1\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Radio Comunitaria Ind\u00edgena La Voz de Mi Gente<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, que fica em <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Tacuba, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">El Salvador.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">A r\u00e1dio, mantida por doa\u00e7\u00f5es e composta por 20 jovens ind\u00edgenas <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e1huatl-pipil<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, volunt\u00e1rios, est\u00e1 em uma condi\u00e7\u00e3o financeira delicada.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"As ajudas internacionais, como a da Cultural Survival, s\u00e3o muito pontuais, n\u00e3o d\u00e3o para cobrir os gastos da r\u00e1dio por um ano. Pagamos 200 d\u00f3lares mensais de aluguel do est\u00fadio e agora temos uma d\u00edvida de mil d\u00f3lares, porque n\u00e3o temos dinheiro pela pandemia. E tamb\u00e9m n\u00e3o temos fundos porque o governo neste pa\u00eds exclui as r\u00e1dios comunit\u00e1rias das publicidades oficiais\", disse Jose Marcelo Galicia Escobar, diretor da r\u00e1dio, \u00e0 <strong>LJR<\/strong><\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Normalmente, eles transmitem pela frequ\u00eancia 92.1FM e pelas redes sociais <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">para cerca de 32 mil ind\u00edgenas N\u00e1huatl-pipil<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 recentemente, por falta de recursos, a difus\u00e3o via internet foi interrompida.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Galicia, que tamb\u00e9m trabalha como jornalista freelancer, disse que a r\u00e1dio tem feito campanhas para conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre medidas preventivas. A programa\u00e7\u00e3o vai das 5 da manh\u00e3 at\u00e9 as 9 da noite. \"Focamos nas regras sanit\u00e1rias, mas as pessoas aqui est\u00e3o resistindo muito a usar m\u00e1scaras\", diz Galicia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele tamb\u00e9m tem feito reportagens sobre os casos de coronav\u00edrus na comunidade. \"Hoje mesmo fui a um dos cemit\u00e9rios para fazer uma nota jornal\u00edstica sobre uma morte de COVID-19, j\u00e1 foram duas pessoas mortas pela doen\u00e7a aqui\", afirma. No in\u00edcio de julho, o pa\u00eds decidiu adiar a segunda etapa da reabertura econ\u00f4mica ap\u00f3s um aumento de casos, quando contabilizava 7.267 cont\u00e1gios e 202 mortes, <\/span><a href=\"https:\/\/cnnespanol.cnn.com\/2020\/07\/03\/suspenden-implementacion-de-la-fase-dos-de-la-reapertura-por-aumento-de-casos-de-covid-19\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">segundo a CNN<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">.\u00a0<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_8455\" style=\"width: 351px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-8455\" id=\"longdesc-return-8455\" class=\" wp-image-8455\" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Marcelo-Galicia-diretor-da-Radio-La-Voz-de-Mi-Gente-de-El-Salvador-300x225.jpeg\" alt=\"Galicia, na sede da Radio La Voz de Mi Gente, em El Salvador. Foto: Arquivo Pessoal\" width=\"341\" height=\"256\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=8455&amp;referrer=8452\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Marcelo-Galicia-diretor-da-Radio-La-Voz-de-Mi-Gente-de-El-Salvador-300x225.jpeg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Marcelo-Galicia-diretor-da-Radio-La-Voz-de-Mi-Gente-de-El-Salvador-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Marcelo-Galicia-diretor-da-Radio-La-Voz-de-Mi-Gente-de-El-Salvador-768x576.jpeg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Marcelo-Galicia-diretor-da-Radio-La-Voz-de-Mi-Gente-de-El-Salvador-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Marcelo-Galicia-diretor-da-Radio-La-Voz-de-Mi-Gente-de-El-Salvador.jpeg 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 341px) 100vw, 341px\" \/><p id=\"caption-attachment-8455\" class=\"wp-caption-text\">Marcelo Galicia, diretor da Radio La Voz de Mi Gente, de El Salvador. Foto: Arquivo Pessoal<\/p><\/div>\n<p>De acordo com Galicia, a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena de El Salvador foi a mais impactada pela crise econ\u00f4mica no pa\u00eds, ap\u00f3s uma quarentena de tr\u00eas meses.<\/p>\n<p>\"Na r\u00e1dio estamos cobrindo estas not\u00edcias sobre como o coronav\u00edrus est\u00e1 afetando as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, que n\u00e3o t\u00eam dinheiro nem recursos para poder sobreviver diante da pandemia. Est\u00e3o mais pobres do que nunca, porque n\u00e3o podem sair de casa e trabalhar\", lamenta.<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Galicia explica que a programa\u00e7\u00e3o da r\u00e1dio \u00e9 em espanhol, mas h\u00e1 aulas de <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e1huatl, para ajudar a recuperar a l\u00edngua nativa, que j\u00e1 foi muito perseguida. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ele acredita que o trabalho da La Voz de Mi Gente tem contribu\u00eddo para conter a dissemina\u00e7\u00e3o do coronav\u00edrus na regi\u00e3o. \"Tem feito a diferen\u00e7a. \u00c9 muito dif\u00edcil, porque n\u00e3o temos nada, nem para pagar a internet, mas fazemos isso para que as pessoas possam saber o que est\u00e1 acontecendo na comunidade. N\u00e3o h\u00e1 outro meio que fa\u00e7a isso\".\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a pandemia, r\u00e1dios e redes ind\u00edgenas comunit\u00e1rias no Brasil, El Salvador, Costa Rica e Guatemala precisaram usar a criatividade para conseguir levar informa\u00e7\u00e3o sobre a doen\u00e7a para aldeias isoladas, com pouco ou nenhum acesso \u00e0 internet<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":8331,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[17],"tags":[1571,1458,1542],"coauthors":[],"class_list":["post-8452","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nao-categorizado","tag-el-salvador-pt-br","tag-guatemala-pt-br","tag-jornalismo-comunitario-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.1.1) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Meios ind\u00edgenas na Am\u00e9rica Latina intensificam esfor\u00e7os para levar informa\u00e7\u00e3o sobre COVID-19 para aldeias e salvar vidas - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Meios ind\u00edgenas na Am\u00e9rica Latina intensificam esfor\u00e7os para levar informa\u00e7\u00e3o sobre COVID-19 para aldeias e salvar vidas . 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She has worked for Brazilian news organizations such as Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Dia and the fact-checking agency Lupa. Marina was a correspondent in Brazil for the German international broadcaster Deutsche Welle and a radio reporter for DW Africa in Germany. She also worked as a reporter for United Nations Radio, in New York, and for Spanish newspaper La Voz de Galicia. Marina graduated in Journalism from the Federal University of Rio de Janeiro and has a Master\u2019s degree in Editorial Journalism from the University of A Coru\u00f1a (Spain). Marina Estarque es una periodista brasile\u00f1a que vive en S\u00e3o Paulo. Ella ha trabajado para diversas organizaciones period\u00edsticas como Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Dia y en la agencia de fact-checking Lupa. Marina ha sido corresponsal en Brasil del canal internacional alem\u00e1n Deutsche Welle y reportera de radio de DW \u00c1frica en Alemania. Tambi\u00e9n trabaj\u00f3 como reportera de Radio de las Naciones Unidas en Nueva York y en el diario espa\u00f1ol La Voz de Galicia. Marina tiene una maestr\u00eda en edici\u00f3n period\u00edstica de la Universidad de Coru\u00f1a (Espa\u00f1a) y se gradu\u00f3 en periodismo en la Universidad Federal de R\u00edo de Janeiro. Marina Estarque \u00e9 uma jornalista brasileira que vive em S\u00e3o Paulo. Ela trabalhou para ve\u00edculos como Folha de S.Paulo, O Estado de S. Paulo, O Dia e a ag\u00eancia de fact-checking Lupa. Marina foi correspondente no Brasil para a emissora internacional da Alemanha, a Deutsche Welle, e rep\u00f3rter de r\u00e1dio para a DW \u00c1frica na Alemanha. Ela tamb\u00e9m foi rep\u00f3rter da R\u00e1dio das Na\u00e7\u00f5es Unidas em Nova York e do jornal espanhol La Voz de Galicia. Marina \u00e9 mestre em edi\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica pela Universidade da Coru\u00f1a (Espanha) e graduada em jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.","sameAs":["https:\/\/x.com\/MarinaEstarque"],"url":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/author\/marina-estarque\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8452","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8452"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8452\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":76084,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8452\/revisions\/76084"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8331"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8452"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8452"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8452"},{"taxonomy":"author","embeddable":true,"href":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/coauthors?post=8452"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}