{"id":84530,"date":"2024-02-20T07:06:57","date_gmt":"2024-02-20T13:06:57","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=84530"},"modified":"2024-02-20T07:06:57","modified_gmt":"2024-02-20T13:06:57","slug":"alem-da-linguagem-empatia-precisao-e-respeito-sao-fundamentais-na-cobertura-da-populacao-nao-binaria-dizem-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/alem-da-linguagem-empatia-precisao-e-respeito-sao-fundamentais-na-cobertura-da-populacao-nao-binaria-dizem-especialistas\/","title":{"rendered":"Al\u00e9m da linguagem: Empatia, precis\u00e3o e respeito s\u00e3o fundamentais na cobertura da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o bin\u00e1ria, dizem especialistas"},"content":{"rendered":"<p>Em agosto de 2023, Wendy Guevara, uma influenciadora mexicana que ficou famosa por um v\u00eddeo viral publicado nas redes sociais, tornou-se<a href=\"https:\/\/glaad.org\/wendy-guevara-se-convierte-en-la-primera-mujer-trans-en-ganar-un-reality-show-en-mexico\/\">\u00a0<u>a primeira mulher trans a vencer um reality show mexicano<\/u><\/a>. A imprensa mexicana cobriu a hist\u00f3ria com reportagens que se referiam a ela com pronomes femininos, sem errar na atribui\u00e7\u00e3o de g\u00eanero.<\/p>\n<p>Mas uma situa\u00e7\u00e3o muito diferente ocorreu tr\u00eas meses depois, com o<a href=\"https:\/\/elpais.com\/mexico\/2023-11-13\/hallado-sin-vida-el-magistrade-jesus-ociel-baena-saucedo-en-su-casa-en-aguascalientes.html\">\u00a0<u>assassinato de Jes\u00fas Ociel Baena<\/u><\/a>, a primeira pessoa n\u00e3o bin\u00e1ria (ou seja, cuja identidade de g\u00eanero n\u00e3o corresponde a masculino ou feminino) a ocupar um cargo na Magistratura Judicial no M\u00e9xico. Baena conseguiu que seu t\u00edtulo fosse oficialmente designado em linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria, como Magistrade do Tribunal Eleitoral do Estado de Aguascalientes. Baena usava o pronome neutro \"elle\" e seus documentos oficiais, como passaporte, certid\u00e3o de nascimento e t\u00edtulo eleitoral, tamb\u00e9m atestavam sua identidade n\u00e3o bin\u00e1ria.<\/p>\n<p>No entanto, em sua cobertura do assassinato de Baena, meios de comunica\u00e7\u00e3o mexicano se referiram a Baena com pronomes masculinos ou escreveram seu t\u00edtulo profissional entre aspas ou em it\u00e1lico. Poucos meios de comunica\u00e7\u00e3o usaram a linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria que Baena solicitava em vida.<\/p>\n<div id=\"attachment_84511\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-84511\" id=\"longdesc-return-84511\" class=\"wp-image-84511 \" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WendyOciel.png\" alt=\"Mexican trans social media infuencer Wendy Guevara (left) and Mexican nonbinary Magistrate Ociel Baena\" width=\"500\" height=\"335\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=84511&amp;referrer=84501\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WendyOciel.png 634w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WendyOciel-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WendyOciel-507x340.png 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/WendyOciel-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><p id=\"caption-attachment-84511\" class=\"wp-caption-text\">As coberturas sobre a influencer trans Wendy Guevara (esq.) e sobre Ociel Baena (dir.) na imprensa mexicana indicam que os meios n\u00e3o t\u00eam ferramentas para refletir as realidades das pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias. (Foto: Capturas de tela do YouTube e TikTok)<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">A diferen\u00e7a na forma como a imprensa cobriu os casos de Guevara e Baena sugere que muitos meios de comunica\u00e7\u00e3o mexicanos n\u00e3o t\u00eam as ferramentas e os protocolos para refletir as realidades das pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias em seus produtos jornal\u00edsticos, de acordo com especialistas e jornalistas que acompanharam de perto a cobertura do assassinato de Baena.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Muitas vezes me deparo com ve\u00edculos de m\u00eddia que, do ponto de vista de uma linguagem muito purista, relutam em respeitar, mesmo que voc\u00ea compartilhe seus pronomes. Eles veem tudo em nome da linguagem, porque a linguagem \u00e9 o que importa para eles\", disse Alex Oru\u00e9, vice-gerente de programa\u00e7\u00e3o global da organiza\u00e7\u00e3o de defesa e empoderamento LGBTQ+ It Gets Better, \u00e0\u00a0<strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong>. \"O espanhol \u00e9 um idioma muito marcado pelo g\u00eanero. Quando nos apresentamos como uma comunidade n\u00e3o bin\u00e1ria, que se refere a qualquer espectro fora do bin\u00e1rio tradicional, o espanhol n\u00e3o se ajusta a nossas realidades.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De acordo com a Real Academia Espanhola (RAE),<a href=\"https:\/\/www.rae.es\/gram%c3%a1tica\/morfolog%C3%ADa\/definici%C3%B3n-clases-de-g%C3%A9nero-sus-caracter%C3%ADsticas-fundamentales#2.1l\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>a l\u00edngua espanhola tem apenas g\u00eaneros gramaticais masculino e feminino<\/u><\/a>, enquanto o g\u00eanero neutro n\u00e3o existe para se referir a seres animados. Essas diretrizes foram adotadas nos manuais de estilo dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, de modo que jornalistas enfrentam um dilema quando se referem a pessoas cuja identidade de g\u00eanero est\u00e1 fora do bin\u00e1rio masculino e feminino.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"\u00c9 um problema maior com pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias porque nos \u00e9 apresentado um cen\u00e1rio que n\u00e3o conhecemos\", disse Paulina Chavira, jornalista e consultora lingu\u00edstica de meios de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong>. \"[Em espanhol] temos que fazer concord\u00e2ncias em feminino e masculino, mas quando tenho que falar sobre uma pessoa que n\u00e3o se identifica com nenhum dos dois, ou n\u00e3o apenas com esses dois, \u00e9 quando dizemos \u2018o que fa\u00e7o agora?\u2019 Ficamos sem ferramentas.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mas para as pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias, essa resist\u00eancia da m\u00eddia \u00e9 sentida como uma falta de empatia e at\u00e9 mesmo como um refor\u00e7o do estigma ou revitimiza\u00e7\u00e3o. Para Oru\u00e9, a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o bin\u00e1ria \u00e9 praticamente invis\u00edvel para a m\u00eddia, e a m\u00eddia, ao resistir ao uso de linguagem inclusiva, fomenta essa invisibilidade e contribui para ampliar vieses.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Talvez n\u00e3o seja t\u00e3o enebefobia [termo usado para descrever a discrimina\u00e7\u00e3o contra pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias], mas o dano est\u00e1 em n\u00e3o ter a empatia de dizer 'n\u00e3o sei sobre esse assunto, por que n\u00e3o pergunto a pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias como \u00e9?'\", disse Oru\u00e9. \"Portanto, \u00e9 uma revitimiza\u00e7\u00e3o a torto e a direito que afeta as pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias de uma forma muito particular, por causa de como e qual linguagem \u00e9 usada.\u201d<\/p>\n<h3 id=\"e752767eeebfb542edd5fd3eb0b991ca8\" dir=\"ltr\">Cobertura criticada<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">A jornalista Erika Rosete, uma das tr\u00eas coordenadoras de<a href=\"https:\/\/plus.elpais.com\/newsletters\/lnp\/1\/407\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>\"Americanas\", a newsletter do El Pa\u00eds Am\u00e9rica com uma perspectiva de g\u00eanero<\/u><\/a>, cobriu o assassinato de Baena. O meio de comunica\u00e7\u00e3o espanhol foi um dos que foram criticados pela linguagem usada em suas reportagens sobre o caso.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A jornalista disse que, durante sua reportagem sobre o crime em Aguascalientes, ela se deparou com<a href=\"https:\/\/elpais.com\/mexico\/2023-11-16\/enterarnos-de-la-muerte-de-ociel-baena-fue-pensar-en-que-tenemos-que-escondernos-de-nuevo.html?utm_medium=social&amp;utm_campaign=echobox&amp;utm_source=Twitter&amp;ssm=TW_CM_MX#Echobox=1700139190\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>a preocupa\u00e7\u00e3o de jovens n\u00e3o bin\u00e1rios<\/u><\/a> que viam em Baena uma esperan\u00e7a de que sua identidade fosse legalmente reconhecida, em um estado que \u00e9<a href=\"https:\/\/newsweekespanol.com\/2022\/06\/aguascalientes-quinto-estado-con-mayor-porcentaje-de-poblacion-lgbti-inegi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>o quinto com a maior porcentagem de popula\u00e7\u00e3o LGBTQ+ no M\u00e9xico<\/u><\/a>, de acordo com o Instituto Nacional de Estat\u00edstica e Geografia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Percebi que, se voc\u00ea come\u00e7a pela forma como nomeia uma pessoa e se come\u00e7a a violar essas primeiras coisas que muitas pessoas acham que s\u00e3o totalmente superficiais e sem import\u00e2ncia, \u00e9 muito mais f\u00e1cil, como ser humano e cidad\u00e3o, come\u00e7ar a violar todos os outros c\u00f3digos que permitem que voc\u00ea respeite o outro\", disse Rosete \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong> de um ponto de vista pessoal. \"Tudo isso tem um impacto sobre jovens que est\u00e3o em um limbo de identidade, que n\u00e3o se sentem parte de nada, e acho que a linguagem ajuda um pouco a reconhecer a identidade de algu\u00e9m.\"<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Rosete, que recebeu algumas das cr\u00edticas ao El Pa\u00eds em suas redes sociais, admitiu que teve d\u00favidas sobre como usar os pronomes de Baena ao escrever suas mat\u00e9rias.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mas ela n\u00e3o teve d\u00favidas por quest\u00e3o de princ\u00edpios, disse ela, mas porque, como graduada do mestrado em jornalismo oferecido pelo El Pa\u00eds e pela Universidade Aut\u00f4noma de Madri, ela sabe em primeira m\u00e3o a import\u00e2ncia que o manual de reda\u00e7\u00e3o tem para o jornal espanhol.<\/p>\n<div id=\"attachment_84502\" style=\"width: 461px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-84502\" class=\"wp-image-84502 \" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Screenshot-2024-02-19-at-10.18.53\u202fp.m..png\" alt=\"Screenshot of the website of the Spanish newspaper El Pa\u00eds.\" width=\"451\" height=\"324\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Screenshot-2024-02-19-at-10.18.53\u202fp.m..png 1070w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Screenshot-2024-02-19-at-10.18.53\u202fp.m.-300x216.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Screenshot-2024-02-19-at-10.18.53\u202fp.m.-1024x737.png 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Screenshot-2024-02-19-at-10.18.53\u202fp.m.-768x553.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><p id=\"caption-attachment-84502\" class=\"wp-caption-text\">O jornal El Pa\u00eds optou por colocar entre aspas o t\u00edtulo profissional de Baena nos t\u00edtulos das mat\u00e9rias. (Foto: Captura de tela de El Pa\u00eds)<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">\"Nosso manual de reda\u00e7\u00e3o n\u00e3o considera a linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria [...]. As decis\u00f5es tomadas sobre as manchetes sempre levam em conta o contexto, mas tamb\u00e9m o manual\", disse. \"Isso n\u00e3o \u00e9 decidido pelo jornalista, e isso \u00e9 algo que tive vontade de explicar nas redes sociais [...]. H\u00e1 manchetes que s\u00e3o decididas por editores e editores-chefes. Nesse caso, foi isso que aconteceu\".<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Rosete disse que, no dia do assassinato de Baena, houve uma discuss\u00e3o na reda\u00e7\u00e3o do El Pa\u00eds na Cidade do M\u00e9xico que se estendeu \u00e0 sede do jornal em Madri, devido ao fato de os fatos entrarem em conflito com o manual de reda\u00e7\u00e3o. Essa discuss\u00e3o, segundo a jornalista, durou um dia inteiro e fez com que o t\u00edtulo de seu artigo fosse alterado v\u00e1rias vezes.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No final, o El Pa\u00eds decidiu se referir a Baena com pronomes masculinos e optou por usar o t\u00edtulo de Magistrade entre aspas em suas manchetes e em it\u00e1lico no corpo dos artigos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Rosete v\u00ea essa discuss\u00e3o e o debate nas m\u00eddias sociais sobre os pronomes de Baena como oportunidades para refletir sobre a abertura dos jornalistas para ouvir as pessoas e as novas formas de se relacionarem.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"\u00c9 como se essa parte da sociedade que n\u00e3o vemos ou n\u00e3o levamos em conta na m\u00eddia estivesse batendo \u00e0 nossa porta dizendo 'o mundo est\u00e1 mudando e est\u00e1 mudando a maneira como o descrevemos com palavras'\", disse. \"Gosto de pensar que o fluxo natural \u00e9 que essas conversas aconte\u00e7am entre as reda\u00e7\u00f5es, entre as pessoas que falam o idioma, e depois decis\u00f5es sejam decis\u00f5es tomadas. Espero que as pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es do manual de reda\u00e7\u00e3o [do El Pa\u00eds] considerem alguma variante em que [a popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o bin\u00e1ria] seja refletida.\"<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ap\u00f3s o debate, o El Pa\u00eds convidou a consultora lingu\u00edstica Paulina Chavira para escrever uma coluna sobre o assunto.<a href=\"https:\/\/elpais.com\/mexico\/opinion\/2023-11-18\/por-que-hablar-de-le-magistrade-ociel-baena.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>Ela escreveu sobre a import\u00e2ncia de reconhecer a identidade das pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias por meio da linguagem<\/u><\/a>. Al\u00e9m disso, o podcast do El Pa\u00eds M\u00e9xico \"Al Habla...\", com a jornalista Gabriela Warkentin, dedicou<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/6bjXJDwyC0npquPjqXngQm?si=RreKwY5RR9uPbR9lwJ37cg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>um epis\u00f3dio ao legado de Baena sobre o assunto<\/u><\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A pr\u00f3pria Rosete tomou a iniciativa de escrever a<a href=\"https:\/\/elpais.com\/mexico\/opinion\/2023-11-20\/le-magistrade-y-el-derecho-de-nombrar-a-la-gente-por-dignidad.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>coluna de opini\u00e3o \"Le magistrade y el derecho de nombrar a la gente por dignidad\",<\/u><\/a> sobre como a cobertura do caso deixou li\u00e7\u00f5es para ela. Essa coluna, segundo ela, foi uma forma de responder, de um ponto de vista individual, e n\u00e3o como colaboradora do El Pa\u00eds, \u00e0s cr\u00edticas que chegaram at\u00e9 ela nas redes sociais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"\u00c9 um pouco frustrante ter esse dilema porque voc\u00ea sabe como funciona a m\u00e1quina [da reda\u00e7\u00e3o] e sabe que essas institui\u00e7\u00f5es t\u00eam suas raz\u00f5es\", disse ela. \"[A coluna] foi uma forma de explicar 'entendo o que voc\u00eas est\u00e3o me dizendo, respeito isso, mas tamb\u00e9m tenho que seguir certas regras na minha reda\u00e7\u00e3o enquanto isso muda', pois tenho certeza de que vai mudar.\"<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O La Jornada \u00e9 outro jornal mexicano em que o uso de linguagem inclusiva \u00e9 decidido em conselhos editoriais e caso a caso, disse Juan Carlos Rosas, um dos editores do jornal, \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong>. Em sua cobertura do assassinato de Baena, o La Jornada respeitou o t\u00edtulo Magistrade, embora tenha usado pronomes masculinos.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No entanto, o La Jornada j\u00e1 usou uma linguagem inclusiva em<a href=\"https:\/\/www.jornada.com.mx\/noticia\/2023\/09\/28\/politica\/lucha-feminista-no-es-botin-politico-sentencian-colectivas-en-el-zocalo-5094\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>coberturas anteriores, como no caso de grupos de luta feminista que se descrevem como \"coletivas\"<\/u><\/a>.<\/p>\n<div id=\"attachment_84505\" style=\"width: 411px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-84505\" id=\"longdesc-return-84505\" class=\"wp-image-84505 \" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Erika-Rosete-1-320x320-1.jpeg\" alt=\"Mexican journalist Erika Rosete\" width=\"401\" height=\"401\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=84505&amp;referrer=84501\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Erika-Rosete-1-320x320-1.jpeg 320w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Erika-Rosete-1-320x320-1-300x300.jpeg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Erika-Rosete-1-320x320-1-150x150.jpeg 150w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Erika-Rosete-1-320x320-1-24x24.jpeg 24w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Erika-Rosete-1-320x320-1-48x48.jpeg 48w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/Erika-Rosete-1-320x320-1-96x96.jpeg 96w\" sizes=\"auto, (max-width: 401px) 100vw, 401px\" \/><p id=\"caption-attachment-84505\" class=\"wp-caption-text\">A jornalista Erika Rosete escreveu uma coluna sobre a cobertura do caso de Ociel Baena. (Foto: Captura de tela)<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">\"Um jornal tem que reportar o que est\u00e1 acontecendo e como essas pessoas se nomeiam. Mas \u00e0s vezes alguns editores dizem 'n\u00e3o, porque isso ainda n\u00e3o est\u00e1 normalizado'\", disse Rosas, que esclareceu que esse \u00e9 seu ponto de vista pessoal. \"Acho que isso vai mudar em algum momento, mas ainda estamos em transi\u00e7\u00e3o. [...] As pessoas j\u00e1 est\u00e3o falando dessa forma, ent\u00e3o temos que nos adaptar porque, caso contr\u00e1rio, estaremos fora dessa realidade\".<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Rosas disse que ainda h\u00e1 alguma resist\u00eancia geracional em sua equipe editorial com rela\u00e7\u00e3o ao uso de linguagem inclusiva.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No entanto, para a jornalista Luc\u00eda Solis Reymer, cofundadora da<a href=\"https:\/\/diversidadenelperiodismo.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>Rede para a Diversidade no Jornalismo Latino-Americano<\/u><\/a>, n\u00e3o se trata de desafiar o que dizem as regras do espanhol ou os manuais de reda\u00e7\u00e3o, mas de ver a linguagem inclusiva como um recurso alternativo para descrever uma parte da realidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Sabemos de onde v\u00eam essas diretrizes e as raz\u00f5es pelas quais [a linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria] n\u00e3o \u00e9 aceita. Muitas vezes n\u00e3o estamos em posi\u00e7\u00e3o de desobedecer a essas normas, \u00e9 um trabalho, afinal\", disse Solis Reymer. \"Mas podemos propor o uso de express\u00f5es muito mais inclusivas que n\u00e3o sejam apenas o uso de 'x' ou 'e'. H\u00e1 muitos recursos, guias e manuais na internet de organiza\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis que recomendam o uso de outros tipos de express\u00f5es, caso elas ainda n\u00e3o sejam permitidas em seu meio de comunica\u00e7\u00e3o ou em sua organiza\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<h3 id=\"ed17013affbe97d7ff8bd0b65d04e29eb\" dir=\"ltr\">O espanhol n\u00e3o \u00e9 o problema<\/h3>\n<p dir=\"ltr\">Quando foi respons\u00e1vel pelo manual de reda\u00e7\u00e3o do The New York Times en Espa\u00f1ol, Chavira costumava ser uma defensora ferrenha das normas da Real Academia Espanhola para a m\u00eddia, disse ela. At\u00e9 que, em 2019, a equipe do jornal no M\u00e9xico teve que traduzir uma mat\u00e9ria da reda\u00e7\u00e3o de Nova York sobre uma pessoa de origem latina nos Estados Unidos<a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/es\/2019\/05\/30\/espanol\/licencias-de-conducir-no-binarias.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>que solicitou aos representantes de seu estado uma op\u00e7\u00e3o de g\u00eanero neutro na carteira de motorista<\/u><\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Foi Chavira quem teve que decidir o que fazer. Ela consultou colegas sobre a melhor maneira de traduzir a mat\u00e9ria com precis\u00e3o sem violar as regras do espanhol. Algumas pessoas, disse ela, recomendaram que ela encontrasse uma maneira de contornar o problema para evitar o uso de pronomes que n\u00e3o existem no idioma.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Se o \u00e2ngulo da mat\u00e9ria \u00e9 sobre uma pessoa n\u00e3o bin\u00e1ria, n\u00e3o h\u00e1 como evitar me referir a essa pessoa pelo menos com o pronome que ela est\u00e1 pedindo\", disse. \"Recebi v\u00e1rias recomenda\u00e7\u00f5es que estavam mais de acordo com o ingl\u00eas, porque em ingl\u00eas esse debate j\u00e1 tinha acontecido. At\u00e9 que me deparei com a op\u00e7\u00e3o do 'elle'. Eu disse: 'Acho que \u00e9 o mais pr\u00f3ximo, e j\u00e1 est\u00e1 sendo usado em outros lugares'.\"<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Por fim, o NYT en Espa\u00f1ol usou o pronome \"elle\" para traduzir \"they\", um pronome geralmente usado pela popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o bin\u00e1ria nos pa\u00edses de l\u00edngua inglesa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"A partir de ent\u00e3o, quando t\u00ednhamos artigos em que 'they' era usado no singular em ingl\u00eas, traduz\u00edamos usando 'elle'\", disse ela. \"Ficou claro para mim que precis\u00e1vamos aprender a usar uma linguagem inclusiva.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Chavira concorda que usar uma linguagem inclusiva no jornalismo n\u00e3o significa ir contra o bom uso do espanhol. Jornalistas, disse ela, usam palavras e constru\u00e7\u00f5es o tempo todo que n\u00e3o existem oficialmente em espanhol. Esse foi o caso de \"COVID\", um termo introduzido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) em 11 de fevereiro de 2020 para nomear oficialmente a s\u00edndrome respirat\u00f3ria aguda, que ent\u00e3o estava come\u00e7ando a dominar as not\u00edcias.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A OMS enfatizou a import\u00e2ncia de<a href=\"https:\/\/www.who.int\/director-general\/speeches\/detail\/who-director-general-s-remarks-at-the-media-briefing-on-2019-ncov-on-11-february-2020\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>usar o novo termo para evitar estigmatiza\u00e7\u00f5es<\/u><\/a>, como as que aludiam \u00e0 suposta origem do v\u00edrus em Wuhan, na China, e para ter uma palavra padr\u00e3o para futuros surtos de doen\u00e7as causadas por um coronav\u00edrus. A m\u00eddia a adotou sem questionar, enquanto<a href=\"https:\/\/www.rtve.es\/noticias\/20201124\/coronavirus-covid-desescalada-nuevas-palabras-diccionario-rae\/2058400.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>a RAE a endossou v\u00e1rios meses depois<\/u><\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Fizemos da COVID um substantivo amb\u00edguo que pode ser usado tanto no feminino quanto no masculino\", disse Chavira. \"A mesma coisa est\u00e1 acontecendo com a linguagem inclusiva: temos uma realidade que precisa ser nomeada evitando a estigmatiza\u00e7\u00e3o, evitando generaliza\u00e7\u00f5es err\u00f4neas. Portanto, h\u00e1 essas novas alternativas.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Chavira disse que as palavras formadas a partir da linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria em espanhol s\u00e3o palavras bem formadas que est\u00e3o de acordo com a gram\u00e1tica do idioma, mesmo que n\u00e3o fa\u00e7am parte do dicion\u00e1rio.<\/p>\n<div id=\"attachment_84508\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-84508\" id=\"longdesc-return-84508\" class=\"wp-image-84508 size-full\" tabindex=\"-1\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/JsE456u4_400x400.jpg\" alt=\"Mexican language consultant and journalist Paulina Chavira\" width=\"400\" height=\"400\" longdesc=\"https:\/\/latamjournalismreview.org?longdesc=84508&amp;referrer=84501\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/JsE456u4_400x400.jpg 400w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/JsE456u4_400x400-300x300.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/JsE456u4_400x400-150x150.jpg 150w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/JsE456u4_400x400-24x24.jpg 24w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/JsE456u4_400x400-48x48.jpg 48w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/JsE456u4_400x400-96x96.jpg 96w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-84508\" class=\"wp-caption-text\">A assessora ling\u00fc\u00edstica e jornalista Paulina Chavira disse que a linguagem inclusiva \u00e9 uma alternativa para nomear uma realidade evitando estigmatizar. (Foto: Twitter de Paulina Chavira)<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Mas a jornalista considera que o uso da linguagem n\u00e3o bin\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de lingu\u00edstica, mas de respeito. E, no caso dos jornalistas, \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de precis\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para Sol\u00eds Reymer, o uso desse tipo de linguagem \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de respeito \u00e0 pluralidade, que ela considera um dos pilares fundamentais do jornalismo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Ao incluir pessoas que tradicionalmente ou historicamente n\u00e3o foram inclu\u00eddas, o que estamos fazendo \u00e9 enriquecer o jornalismo, n\u00e3o apenas de pessoas, mas tamb\u00e9m de experi\u00eancias mais diversas\", disse Sol\u00eds Reymer. \"E isso inclui pronomes que pessoas n\u00e3o bin\u00e1rias escolhem usar, substantivos, certas express\u00f5es e at\u00e9 adjetivos.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O M\u00e9xico \u00e9<a href=\"https:\/\/www.infobae.com\/mexico\/2023\/11\/15\/mexico-esta-a-la-cabeza-en-crimenes-de-odio-contra-la-comunidad-lgbt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0<u>o segundo pa\u00eds mais violento da Am\u00e9rica Latina para a popula\u00e7\u00e3o LGBTQ+<\/u><\/a>, atr\u00e1s apenas do Brasil, de acordo com o Observat\u00f3rio Nacional de Crimes de \u00d3dio contra Pessoas LGBT. Nesse contexto, a discuss\u00e3o sobre o uso de linguagem inclusiva no jornalismo deve come\u00e7ar considerando os direitos humanos dessa popula\u00e7\u00e3o, de acordo com Rosete.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\"Mais do que a ideologia do meio de comunica\u00e7\u00e3o ou a [Real] Academia, o que eu acho que deve prevalecer \u00e9 o respeito aos direitos humanos\", disse ela. \"Quando escrevo uma reportagem, n\u00e3o espero agradar a todas as pessoas, porque essa n\u00e3o \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o do jornalismo. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o gosto de perceber que, por causa de uma palavra ou algo com o qual eu n\u00e3o soube lidar como profissional, estou ferindo algu\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o aos seus direitos humanos.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O assassinato de uma pessoa n\u00e3o bin\u00e1ria de destaque no M\u00e9xico mostrou que a maioria dos meios de comunica\u00e7\u00e3o do pa\u00eds n\u00e3o tem os protocolos ou as ferramentas para refletir em suas reportagens a realidade dessa popula\u00e7\u00e3o. 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He has written for publications such as TODO Austin, Texas Music Magazine and The Austin Chronicle. C\u00e9sar has a Master's degree in Journalism from the University of Texas at Austin and a Bachelors degree in Communication from the National Autonomous University of Mexico. He previously wrote about innovation in journalism for the Gabo Foundation in Colombia and currently reports for the Knight Center's LatAmJournalism Review digital magazine. A native of Mexico City, C\u00e9sar has become a digital nomad combining content creation with his passion for travel. ________ C\u00e9sar L\u00f3pez Linares inici\u00f3 su carrera en el diario mexicano REFORMA como coeditor de entretenimiento y medios. Ha escrito para publicaciones como TODO Austin, Texas Music Magazine y The Austin Chronicle. C\u00e9sar tiene una Maestr\u00eda en Periodismo de la Universidad de Texas en Austin y una Licenciatura en Comunicaci\u00f3n de la Universidad Nacional Aut\u00f3noma de M\u00e9xico. 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