{"id":84586,"date":"2024-02-20T14:07:46","date_gmt":"2024-02-20T20:07:46","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=84586"},"modified":"2024-02-20T14:17:33","modified_gmt":"2024-02-20T20:17:33","slug":"precisamos-olhar-para-o-que-profissionais-do-nordeste-produzem-dos-seus-territorios-5-perguntas-para-as-fundadoras-da-rede-cajueira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/precisamos-olhar-para-o-que-profissionais-do-nordeste-produzem-dos-seus-territorios-5-perguntas-para-as-fundadoras-da-rede-cajueira\/","title":{"rendered":"\u2018Precisamos olhar para o que profissionais do Nordeste produzem dos seus territ\u00f3rios\u2019: 5 perguntas para as fundadoras da Rede Cajueira"},"content":{"rendered":"<p>As jornalistas Mariama Correia e Nayara Felizardo s\u00e3o metade do quarteto fundador da\u00a0<a href=\"https:\/\/redecajueira.com.br\/\"><u>Cajueira<\/u><\/a>, iniciativa lan\u00e7ada em 2020 como uma\u00a0<a href=\"https:\/\/cajueira.substack.com\/\"><u>newsletter<\/u><\/a> de curadoria de conte\u00fado jornal\u00edstico produzido por meios independentes do Nordeste do Brasil. Com as tamb\u00e9m jornalistas Joana Suarez e Mariana Ceci, elas criaram a Cajueira para\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/brasileiras-criam-newsletter-para-informar-sobre-nordeste-e-fortalecer-jornalismo-independente-na-regiao\/\"><u>fortalecer o jornalismo independente feito no Nordeste<\/u><\/a> e combater preconceitos sobre a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O Nordeste \u00e9 historicamente retratado por meios de comunica\u00e7\u00e3o sediados no Sudeste do pa\u00eds, especialmente no eixo Rio de Janeiro \u2013 S\u00e3o Paulo, como lugar castigado pela seca e pela mis\u00e9ria. Essa representa\u00e7\u00e3o reduz a estere\u00f3tipos a regi\u00e3o que concentra o maior n\u00famero de estados (nove) e a segunda maior parte da popula\u00e7\u00e3o (27%, ou 54,6 milh\u00f5es de pessoas) do pa\u00eds.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/funai\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/dados-do-censo-2022-revelam-que-o-brasil-tem-1-7-milhao-de-indigenas\"><u>Quase um ter\u00e7o (31%) dos ind\u00edgenas brasileiros<\/u><\/a> vivem no Nordeste, e\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.uol.com.br\/ultimas-noticias\/agencia-estado\/2023\/12\/22\/pardos-sao-maioria-no-norte-nordeste-e-centro-oeste-brancos-no-sul-e-sudeste.htm\"><u>73% da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o \u00e9 negra<\/u><\/a>, segundo o Censo 2022.<\/p>\n<p>De acordo com o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.atlas.jor.br\/dados\/app\/\"><u>Atlas da Not\u00edcia<\/u><\/a>, o Nordeste tem 2.745 ve\u00edculos jornal\u00edsticos ativos \u2013 ou 19% dos ve\u00edculos ativos mapeados no pa\u00eds \u2013 e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.atlas.jor.br\/v6\/desertos-de-noticias-e-as-novas-fronteiras-do-jornalismo-no-nordeste\/\"><u>1.300 deles s\u00e3o meios online<\/u><\/a>, como a pr\u00f3pria Cajueira.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<div id=\"attachment_84597\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-84597\" class=\"wp-image-84597\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/BANNER-Cajueira-1024x410.png\" alt=\"Part of the Cajueira team. Photo: Courtesy\" width=\"390\" height=\"156\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/BANNER-Cajueira-1024x410.png 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/BANNER-Cajueira-300x120.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/BANNER-Cajueira-768x307.png 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/BANNER-Cajueira.png 1250w\" sizes=\"auto, (max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><p id=\"caption-attachment-84597\" class=\"wp-caption-text\">Joana Suarez, Jayanne Rodrigues, Nayara Felizardo e Mariama Correia, parte da equipe da Cajueira. (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p>Em 2023, a agora chamada\u00a0<a href=\"https:\/\/redecajueira.com.br\/sobre\/#o_o_que\"><u>Rede Cajueira<\/u><\/a> lan\u00e7ou v\u00e1rios produtos: um\u00a0<a href=\"https:\/\/redecajueira.com.br\/mapa\/\"><u>mapa do jornalismo independente do Nordeste<\/u><\/a>, um\u00a0<a href=\"https:\/\/redecajueira.com.br\/banco-de-jornalistas\/\"><u>banco de jornalistas<\/u><\/a> e um\u00a0<a href=\"https:\/\/redecajueira.com.br\/banco-de-fontes\/\"><u>banco de fontes<\/u><\/a> da regi\u00e3o, e uma\u00a0<a href=\"https:\/\/redecajueira.com.br\/\"><u>plataforma<\/u><\/a> que re\u00fane todas essas iniciativas, mais a newsletter e o\u00a0<a href=\"https:\/\/redecajueira.com.br\/category\/cajuzap\/\"><u>Cajuzap, boletim em \u00e1udio enviado pelo WhatsApp<\/u><\/a>. O site \u00e9 tamb\u00e9m uma vitrine do jornalismo produzido nos nove estados, republicando reportagens produzidas por meios do Nordeste e selecionadas pelas jornalistas da Cajueira.<\/p>\n<p>Correia e Felizardo conversaram com a\u00a0<strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong> sobre o que mudou \u2013 e o que n\u00e3o mudou \u2013 na cobertura jornal\u00edstica feita de dentro e de fora da regi\u00e3o, a for\u00e7a do jornalismo independente feito no Nordeste e os pr\u00f3ximos passos da Cajueira.<\/p>\n<p>\u201cTemos conseguido fortalecer muito o jornalismo independente no Nordeste, e n\u00e3o s\u00f3 a Cajueira\u201d, disse Felizardo. \u201cA Cajueira contribui para isso, mas os ve\u00edculos est\u00e3o mais fortes e est\u00e3o inclusive pressionando essa mudan\u00e7a, essa discuss\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de determinadas coberturas sem o vi\u00e9s de que o Nordeste \u00e9 apenas seca e mis\u00e9ria. Tem muito mais pautas nessa regi\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m de cofundadoras da Cajueira, Mariama Correia \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/apublica.org\/autor\/mariamacorreia\/\"><u>editora e rep\u00f3rter na Ag\u00eancia P\u00fablica<\/u><\/a> e Nayara Felizardo \u00e9\u00a0<a href=\"https:\/\/www.intercept.com.br\/equipe\/nayarafelizardo\/\"><u>rep\u00f3rter no Intercept Brasil<\/u><\/a>.<\/p>\n<p>As jornalistas que fazem a Cajueira trabalham voluntariamente na produ\u00e7\u00e3o da newsletter e do Cajuzap. A plataforma lan\u00e7ada em 2023, com o banco de fontes e de jornalistas, foi\u00a0<a href=\"https:\/\/redecajueira.com.br\/cajueira-completa-3-anos-e-lanca-nova-plataforma\/\"><u>desenvolvida com o apoio do programa de acelera\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios digitais<\/u><\/a> do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ, na sigla em ingl\u00eas) e da Meta (ex-Facebook), al\u00e9m do apoio institucional da Associa\u00e7\u00e3o de Jornalismo Digital (Ajor).<\/p>\n<p>Leia abaixo a entrevista com Correia e Felizardo, que foi editada para efeitos de clareza e concis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong> 1. Um dos focos da Cajueira \u00e9 combater \u201cpreconceitos e a reprodu\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos sobre o Nordeste\u201d. Voc\u00eas consideram que houve alguma mudan\u00e7a na cobertura que cresceram vendo no jornalismo televisivo ou impresso sobre o Nordeste e a cobertura que \u00e9 feita hoje nesses mesmos meios?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mariama Correia:<\/strong> Na minha mem\u00f3ria, que \u00e9 a mem\u00f3ria de uma pessoa que foi crian\u00e7a nos anos 1990, acho que mudou muito pouco. Sinto que, nos \u00faltimos dez ou cinco anos, evolu\u00edmos em muitos debates com rela\u00e7\u00e3o a v\u00e1rias quest\u00f5es, como debates feministas, de g\u00eanero, direitos LGBTQIA+, minorias religiosas, minorias \u00e9tnicas, popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas. Vem tamb\u00e9m, na esteira disso, um debate sobre preconceito de origem, xenofobia contra nordestinos e pessoas do norte do pa\u00eds. Esse preconceito contra nordestinos anda ao lado do preconceito racial, porque \u00e9 uma regi\u00e3o que tem maioria de popula\u00e7\u00e3o negra. Anda ao lado do preconceito contra a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena tamb\u00e9m, porque \u00e9 a regi\u00e3o que tem a segunda maior popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena no Brasil. E anda ao lado do preconceito de classe, porque \u00e9, sobretudo, um preconceito contra pessoas pobres.<\/p>\n<p>Acredito que evolu\u00edmos muito pouco nesse olhar da m\u00eddia, mas talvez o debate social esteja pressionando as pessoas a mudarem, a se posicionarem. E hoje temos as redes sociais, uma esfera p\u00fablica que fala, porque antigamente o jornal era impresso, distribu\u00eddo e pronto. O leitor tinha que mandar uma carta para dizer \u2018olha, n\u00e3o gostei da mat\u00e9ria X\u2019. Hoje em dia, voc\u00ea v\u00ea uma mat\u00e9ria, ela passa no Twitter, no Instagram, chega no WhatsApp e o pessoal na hora fala \u2018n\u00e3o gostei, que horror, que absurdo\u2019. Ent\u00e3o esse componente est\u00e1 for\u00e7ando um debate. E acho que a Cajueira vem tamb\u00e9m nessa onda.<\/p>\n<div id=\"attachment_84606\" style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-84606\" class=\"wp-image-84606\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/NayaraFelizardoCajueira2.png\" alt=\"Journalist Nayara Felizardo. (Photo: Courtesy)\" width=\"350\" height=\"233\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/NayaraFelizardoCajueira2.png 500w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/NayaraFelizardoCajueira2-300x200.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/NayaraFelizardoCajueira2-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><p id=\"caption-attachment-84606\" class=\"wp-caption-text\">A jornalista Nayara Felizardo. (Arquivo pessoal)<\/p><\/div>\n<p><strong>Nayara Felizardo:<\/strong> Se tivermos que apontar uma mudan\u00e7a, \u00e9 o in\u00edcio de um debate sobre diversidade regional na imprensa, que vem mesmo de muito pouco tempo atr\u00e1s, eu diria cinco anos no m\u00e1ximo. A Cajueira tem um papel fundamental no est\u00edmulo a esse debate. Hoje vemos pessoas nas reda\u00e7\u00f5es pensando nisso de alguma forma, mesmo que superficialmente, e tamb\u00e9m as entidades de jornalismo. Antes, se a preocupa\u00e7\u00e3o era diversidade de g\u00eanero nos debates e nos eventos, hoje j\u00e1 se pensa em diversidade regional tamb\u00e9m. Esse debate ainda \u00e9 muito inicial, mas acho que, se for para apontar uma mudan\u00e7a, \u00e9 o in\u00edcio do debate sobre a import\u00e2ncia da diversidade regional, de ter profissionais do Nordeste nas reda\u00e7\u00f5es, ou n\u00e3o necessariamente nas reda\u00e7\u00f5es, mas cobrindo pautas dos seus territ\u00f3rios.<\/p>\n<p><strong> 2. Um dos objetivos da Cajueira \u00e9 fortalecer o jornalismo independente feito no Nordeste. Que mudan\u00e7as voc\u00eas veem nesse cen\u00e1rio desde 2020, quando lan\u00e7aram a iniciativa?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nayara Felizardo:<\/strong> Partindo do princ\u00edpio de que falta diversidade regional na imprensa sudestina, precisamos olhar para o que os profissionais do Nordeste produzem dos seus territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>O jornalismo independente tem se fortalecido tanto em quantidade de ve\u00edculos que est\u00e3o surgindo como em qualidade. Temos ve\u00edculos que n\u00e3o deixam a desejar em nada a ve\u00edculos independentes de outras regi\u00f5es. E tem tamb\u00e9m a forma\u00e7\u00e3o de coletivos. \u00c9 muito forte esse senso de colabora\u00e7\u00e3o entre os ve\u00edculos. Agora, nesse caso de Macei\u00f3 [capital do estado de Alagoas], da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/news\/world-latin-america-67681120\"><u>cobertura do crime ambiental da [mineradora] Braskem<\/u><\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/cajueira.substack.com\/p\/o-que-voce-ainda-precisa-saber-sobre\"><u>ve\u00edculos do Nordeste se uniram e fizeram pautas colaborativas, conjuntas<\/u><\/a>. Isso mobilizou outros ve\u00edculos a tamb\u00e9m irem atr\u00e1s dessas hist\u00f3rias. Ent\u00e3o, acho que tem essa relev\u00e2ncia de se colocar como protagonista nas coberturas de pautas do Nordeste.<\/p>\n<p><strong> 3. Voc\u00eas criaram a Cajueira como uma newsletter. Esse formato tem sido muito usado por jornalistas para chegar ao p\u00fablico al\u00e9m das redes sociais e tamb\u00e9m saudado por especialistas como poss\u00edvel fonte de receita para iniciativas jornal\u00edsticas. Qual \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o de voc\u00eas da experi\u00eancia com a newsletter nesses quase quatro anos?\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mariama Correia:<\/strong> A Cajueira sempre nasceu como uma curadoria, um guarda-chuva maior do que uma newsletter. Ela \u00e9 uma curadoria e dentro disso h\u00e1 v\u00e1rios produtos, e o primeiro produto foi uma newsletter. J\u00e1 t\u00ednhamos ideia de fazer outras coisas desde o come\u00e7o. O formato newsletter no come\u00e7o foi muito mais uma aposta de tentar ver como era essa linguagem, achar uma voz. Falamos coletivamente, como Cajueira. Poucas vezes assinamos os textos. Isso foi uma coisa que concordamos l\u00e1 no come\u00e7o e funcionou. As pessoas realmente reconhecem uma voz da Cajueira, reconhecem o estilo, nos d\u00e3o muito feedback nesse sentido.<\/p>\n<p>Sempre fizemos as coisas da forma mais profissional poss\u00edvel, mas chegamos agora em 2024 em um momento de aprofundar ainda mais o uso dessa ferramenta. Queremos esgotar todas as possibilidades que ela tem e focar em crescimento. Temos um crescimento muito org\u00e2nico. Na newsletter j\u00e1 s\u00e3o mais de 5 mil assinantes e temos uma taxa maior do que 30% de abertura, que \u00e9 algo muito bom. N\u00f3s nos desdobramos entre outras ocupa\u00e7\u00f5es, todo mundo da equipe trabalha voluntariamente. E mesmo assim temos um crescimento muito bom, quase n\u00e3o temos perda de assinantes. Sabemos que essa plataforma tem muito potencial ainda, e 2024 vai ser um ano de explorar um pouco mais, ampliar um pouco mais os usos, entender remunera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m e todas as possibilidades.<\/p>\n<p><strong> 4. Em 2023 voc\u00eas lan\u00e7aram a <\/strong><a href=\"https:\/\/redecajueira.com.br\/\"><strong><u>Rede Cajueira<\/u><\/strong><\/a><strong>, um site que re\u00fane os v\u00e1rios projetos de voc\u00eas, como a newsletter, os bancos de jornalistas e de fontes do Nordeste e o mapa de iniciativas jornal\u00edsticas independentes da regi\u00e3o, e \u00e9 tamb\u00e9m plataforma para o conte\u00fado publicado por essas iniciativas. Que caminhos voc\u00eas vislumbram para a Cajueira nos pr\u00f3ximos anos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Mariama Correia:<\/strong> Eita, a pergunta de milh\u00f5es [risos]. O ano passado foi muito no foco de colocar a Rede Cajueira e o primeiro banco de fontes nordestinas no ar. Foi uma coisa muito boa, pioneira, um produto muito bom que entregamos dentro da rede, que \u00e9 uma consolida\u00e7\u00e3o do nosso projeto. T\u00ednhamos a newsletter no Substack e o mapa [de meios independentes do Nordeste], tudo isso desintegrado. A Rede Cajueira integra todas as plataformas e nos coloca num endere\u00e7o que \u00e9 nosso, porque existe muita inseguran\u00e7a nessa quest\u00e3o das plataformas. A Rede Cajueira \u00e9 muito importante tamb\u00e9m para que possamos construir um caminho pra monetizar com cursos, que \u00e9 uma segunda etapa que estamos desenvolvendo. Queremos colocar em pr\u00e1tica essa ideia de rede e fortalecer a rede nordestina que temos, o conselho [consultivo] de ve\u00edculos que criamos para colocar a rede no ar, e esse conselho alimentando aquela vitrine de not\u00edcias [no site], que esse ano vai estar mais azeitada.<\/p>\n<p>Marco Ferro \u00e9 um jornalista rec\u00e9m-formado pela Universidade Federal de Sergipe que conhecemos quando ele fez um projeto de conclus\u00e3o de curso que foi o\u00a0<a href=\"https:\/\/redecajueira.com.br\/mapa\/\"><u>Mapa da Cajueira<\/u><\/a> [de meios independentes do Nordeste]. Ficamos encantadas e, depois disso, carregamos ele para tudo. Ele participou do processo de constru\u00e7\u00e3o dos bancos de fontes e jornalistas. Fizemos o convite para ele trabalhar conosco e cuidar do operacional, porque n\u00f3s somos jornalistas que trabalham em outras coisas e que est\u00e3o na Cajueira trabalhando voluntariamente, porque ainda n\u00e3o conseguimos nos manter s\u00f3 com a Cajueira. Precisamos de um financiamento que d\u00ea sustentabilidade ao projeto; n\u00e3o s\u00f3 a um produto, mas \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o. Precisamos conquistar essa possibilidade de financiamento, tanto apostando em editais quanto colocando de volta, com mais for\u00e7a, nossa\u00a0<a href=\"https:\/\/apoia.se\/cajueira\"><u>campanha de financiamento coletivo<\/u><\/a>.<\/p>\n<div id=\"attachment_84609\" style=\"width: 234px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-84609\" class=\"size-full wp-image-84609\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MariamaCorreiaCajueira.jpg\" alt=\"Journalist Mariama Correia. (Photo: Courtesy)\" width=\"224\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MariamaCorreiaCajueira.jpg 224w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MariamaCorreiaCajueira-150x150.jpg 150w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MariamaCorreiaCajueira-24x24.jpg 24w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MariamaCorreiaCajueira-48x48.jpg 48w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/MariamaCorreiaCajueira-96x96.jpg 96w\" sizes=\"auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><p id=\"caption-attachment-84609\" class=\"wp-caption-text\">A jornalista Mariama Correia. (Arquivo pessoal)<\/p><\/div>\n<p>O banco de fontes teve uma repercuss\u00e3o muito boa. Tivemos muitos feedbacks de pessoas de reda\u00e7\u00f5es, de TVs, dizendo \u201colha, peguei uma fonte aqui\u201d. Queremos divulgar mais essa ferramenta e abrir a possibilidade para reda\u00e7\u00f5es que quiserem que a gente v\u00e1 apresent\u00e1-la, porque \u00e9 uma ferramenta muito legal para rep\u00f3rteres.<\/p>\n<p>E queremos consolidar essa rede, tanto para que os ve\u00edculos estejam mais integrados, colocando seus conte\u00fados ali, quanto para que essa rede tenha mais visibilidade para quem n\u00e3o est\u00e1 necessariamente no Nordeste, para pessoas que querem se informar sobre o Nordeste. A ideia \u00e9 que essa rede funcione como um lugar ao qual voc\u00ea vai para ler sobre o Nordeste e buscar fontes, profissionais e cursos.<\/p>\n<p><strong> 5. Por que voc\u00eas escolheram se dedicar ao jornalismo, e por que continuam escolhendo o jornalismo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nayara Felizardo:<\/strong> A minha escolha pelo jornalismo foi muito pragm\u00e1tica. Eu queria algo na \u00e1rea de Humanas. E s\u00f3 daria certo para mim se a universidade fosse em um lugar em que eu tivesse fam\u00edlia para morar, porque meus pais n\u00e3o podiam bancar. E esse lugar era a Universidade Estadual do Piau\u00ed, que tinha o curso de jornalismo. A escolha foi motivada por coisas muito pr\u00e1ticas, mas depois eu realmente me apaixonei pelo jornalismo. Hoje eu continuo escolhendo jornalismo porque sinto que o meu trabalho tem um prop\u00f3sito maior. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 trabalhar para ganhar dinheiro e pagar as contas. Sim, eu quero dinheiro, quero meu sal\u00e1rio, quero melhores sal\u00e1rios, mas esse prop\u00f3sito de pensar em coisas maiores do que em mim\u2026 A Cajueira pensa no jornalismo independente do Nordeste, ent\u00e3o \u00e9 uma coisa muito grande, \u00e9 mais do que eu estar aqui escrevendo uma reportagem. E \u00e9 o jornalismo que me propicia esse sentimento de ter um prop\u00f3sito na vida.<\/p>\n<p><strong>Mariama Correia:<\/strong> Tenho uma lembran\u00e7a de desde crian\u00e7a pensar em jornalismo. Meu pai \u00e9 escritor, ent\u00e3o tinha uma coisa tamb\u00e9m de [gostar de] ler e escrever. Acho que nunca tive d\u00favida do curso que queria fazer. A d\u00favida veio depois. Trabalhei durante muito tempo com a \u00e1rea mais corporativa, e fiz faculdade de jornalismo pensando \u201cquero escrever, gosto de escrever\u201d. E depois na pr\u00e1tica profissional em alguns momentos eu quase desisti. Pensei \u201cn\u00e3o vou conseguir isso [escrever]\u201d. Depois, os caminhos foram acontecendo, tanto a reportagem, quanto sair de um ve\u00edculo tradicional para ir para um ve\u00edculo que trabalhava com jornalismo independente, com defesa de direitos humanos, com algo que representava mais os meus valores. Entendi que trabalhar com algo que tivesse conex\u00e3o com meus valores era importante para mim. E acho que continuo escolhendo [o jornalismo] por isso. O trabalho que fazemos \u00e9 importante, tem um sentido. Vivemos quatro anos [de governo Bolsonaro] em que o trabalho da imprensa na defesa da democracia se mostrou fundamental. Muita gente fazia as coisas pensando num panorama maior, de Brasil; pensando que precisamos fazer isso porque temos um compromisso. E dentro dessa profiss\u00e3o tamb\u00e9m temos a possibilidade de criar coisas como a Cajueira, que \u00e9 um projeto novo, pequeno, mas que tem um alcance legal e faz diferen\u00e7a, influencia, promove debates, muda olhares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mariama Correia e Nayara Felizardo s\u00e3o cofundadoras da Cajueira, lan\u00e7ada em 2020 como newsletter e hoje uma rede que promove a produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica do Nordeste. Elas conversaram com a LJR sobre o que mudou \u2013 e o que n\u00e3o mudou \u2013 na cobertura sobre a regi\u00e3o, a for\u00e7a do jornalismo independente feito no Nordeste e os pr\u00f3ximos passos da Cajueira.<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":84591,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[2382],"tags":[],"coauthors":[2742],"class_list":["post-84586","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-5-perguntas"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.1.1) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>\u2018Precisamos olhar para o que profissionais do Nordeste produzem dos seus territ\u00f3rios\u2019: 5 perguntas para as fundadoras da Rede Cajueira - LatAm Journalism Review by the Knight 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