{"id":85977,"date":"2024-04-08T11:23:23","date_gmt":"2024-04-08T16:23:23","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=85977"},"modified":"2024-04-08T11:41:07","modified_gmt":"2024-04-08T16:41:07","slug":"ha-uma-afinidade-estrutural-entre-a-midia-e-a-comunicacao-populista-diz-cientista-politica-paula-diehl","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/ha-uma-afinidade-estrutural-entre-a-midia-e-a-comunicacao-populista-diz-cientista-politica-paula-diehl\/","title":{"rendered":"\u2018H\u00e1 uma afinidade estrutural entre a m\u00eddia e a comunica\u00e7\u00e3o populista\u2019, diz cientista pol\u00edtica Paula Diehl"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 mais de 20 anos, a cientista pol\u00edtica brasileira-alem\u00e3 Paula Diehl estuda o populismo, especialmente em sua rela\u00e7\u00e3o com a m\u00eddia. Em suas pesquisas, ela<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> constatou que o populismo e os meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa operam seguindo as mesmas regras para capturar a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Parte do interesse neste objeto de estudos vem da pr\u00f3pria trajet\u00f3ria de Diehl: formada em Jornalismo pela PUC-SP e em Ci\u00eancias Sociais pela Universidade de S\u00e3o Paulo, ela migrou para a Alemanha para o doutorado na Universidade Livre de Berlim. Acabou permanecendo no pa\u00eds, onde atualmente \u00e9 professora na <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Universidade <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Christian-Albrecht de Quiel. Diehl organizou o rec\u00e9m-lan\u00e7ado livro \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/www.routledge.com\/The-Complexity-of-Populism-New-Approaches-and-Methods\/Diehl-Bargetz\/p\/book\/9781032226835\"><span style=\"font-weight: 400;\">The Complexity of Populism New Approaches and Methods<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u201d (\u201cA Complexidade do populismo: Novas abordagens e M\u00e9todos\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre), no qual, junto a pares, analisa o fen\u00f4meno que vem varrendo democracias mundo afora.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quais s\u00e3o os elementos em comum entre l\u00edderes como Donald Trump, Jair Bolsonaro e Javier Milei e a m\u00eddia, com foco especial no jornalismo? A <\/span><b>LatAm Journalism Review <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">aborda essas quest\u00f5es nesta entrevista com Diehl.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_85973\" style=\"width: 517px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-85973\" class=\"size-home-featured wp-image-85973\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/csm_paula-diehl_255443586c.jpg-507x340.webp\" alt=\"Portrait of German-Brazilian political scientist Paula Diehl\" width=\"507\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/csm_paula-diehl_255443586c.jpg-507x340.webp 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/csm_paula-diehl_255443586c.jpg-350x234.webp 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\" \/><p id=\"caption-attachment-85973\" class=\"wp-caption-text\">A cientista pol\u00edtica brasileira-alem\u00e3 Paula Diehl,\u00a0 que h\u00e1 mais de 20 anos estuda a rela\u00e7\u00e3o entre a m\u00eddia e o populismo (Foto: Acervo pessoal\/Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>LJR: Muito tem sido dito e escrito sobre populismo ao longo da \u00faltima d\u00e9cada. Grande parte desses textos aborda a rela\u00e7\u00e3o do populismo com a comunica\u00e7\u00e3o e com a imprensa. A recente colet\u00e2nea que a senhora organizou prop\u00f5e uma chamada \u201cabordagem complexa\u201d do fen\u00f4meno. O que caracteriza essa abordagem, e a diferen\u00e7a para os estudos habituais do campo?<\/b><\/p>\n<p><b>PD: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Normalmente, h\u00e1 duas formas de abordar o populismo, e ambas buscam construir um objeto de estudo coerente \u2013 algo que o populismo n\u00e3o \u00e9. Na primeira, trata-se o populismo como categoria. Isso d\u00e1 impress\u00e3o de uma certa seguran\u00e7a, mas n\u00e3o necessariamente corresponde \u00e0 realidade emp\u00edrica. Essa ideia do modelo complexo do populismo sai do pensamento de categorias, e o pensa em vez disso como uma forma de fazer pol\u00edtica. Isso tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 nada muito desconhecido dentro das pesquisas sobre o populismo. A abordagem do discurso de [te\u00f3rico argentino] Ernesto Laclau, por exemplo, considera o populismo como uma forma de construir o pol\u00edtico, uma forma de fazer pol\u00edtica. A diferen\u00e7a de Laclau \u00e9 que ele aborda o populismo como sendo um processo coerente e que permeia todas as dimens\u00f5es da sociedade da mesma forma. Eu discordo disso.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: E o que isso significa?<\/b><\/p>\n<p><b>PD: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Aceito a hip\u00f3tese de que o populismo realmente \u00e9 uma forma de fazer pol\u00edtica, mas penso que n\u00e3o necessariamente se articula da mesma forma em v\u00e1rias dimens\u00f5es da pol\u00edtica. Por exemplo, se voc\u00ea olhar a forma de comunica\u00e7\u00e3o de um sujeito pol\u00edtico, e a ideologia veiculada por este ator, ou a sua forma de organiza\u00e7\u00e3o, ver\u00e1 que n\u00e3o necessariamente precisam ser coerentes. Algumas vezes o populismo permeia todas essas dimens\u00f5es de forma coerente, em outras n\u00e3o. O caso de Berlusconi, na It\u00e1lia, \u00e9 interessant\u00edssimo, porque ele era muito populista na comunica\u00e7\u00e3o, nas t\u00e9cnicas que usava para se comunicar pela m\u00eddia, mas n\u00e3o era muito populista na ideologia. O conceito de soberania popular quase nunca aparece em suas falas. E, se olhar durante um per\u00edodo de tempo, um ator pode mudar como articula o populismo. Pode haver varia\u00e7\u00e3o do conte\u00fado populista nessas tr\u00eas dimens\u00f5es, e essa varia\u00e7\u00e3o pode aparecer em graus diferentes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Quais s\u00e3o os principais atributos tanto em termos ideol\u00f3gicos?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>PD: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Eu aceito os tr\u00eas elementos citados pelo [cientista pol\u00edtico holand\u00eas) Cas Mudde: que o populismo \u00e9 embasado na ideia da soberania popular, o que o liga \u00e0 democracia. Tamb\u00e9m aceito que \u00e9 centrado numa oposi\u00e7\u00e3o fundamental entre elite e povo, e que essa oposi\u00e7\u00e3o fundamental gera uma atitude anti-institucional e antimedia\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que isso n\u00e3o \u00e9 o suficiente. Penso tamb\u00e9m que, em termos ideol\u00f3gicos, o populismo acaba valorizando o povo, mas n\u00e3o determina quem faz parte do povo e quem n\u00e3o faz. Isso deixa o populismo muito vulner\u00e1vel a outras ideologias mais robustas, como a extrema direita.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: E quanto \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>PD: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Na parte da comunica\u00e7\u00e3o, me baseei em estudos sobre performance, tipos de comunica\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica e estilo para definir qual \u00e9 a interfer\u00eancia do populismo nesse \u00e2mbito. H\u00e1 nesta comunica\u00e7\u00e3o uma simplifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 das mensagens, mas tamb\u00e9m do conte\u00fado. Isso pode gerar o que chamei de \u201ccurto-circuito ret\u00f3rico\u201d: o populista deixa de lado a explica\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica e alega uma causalidade que na verdade n\u00e3o existe. Haver\u00e1 tamb\u00e9m apelos cont\u00ednuos ao povo, o que \u00e9 algo antigo, como por exemplo com Jo\u00e3o Goulart (ex-presidente do Brasil, 1961-64). Al\u00e9m disso, o ator pol\u00edtico se apresenta como sendo rude e ignorando os c\u00f3digos aceit\u00e1veis da pol\u00edtica, algo que muitos autores chamam de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">bad manners<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. H\u00e1 tamb\u00e9m uma comunica\u00e7\u00e3o maniqueista, que v\u00ea o mundo em branco e preto, impedindo a possibilidade de um di\u00e1logo com mais nuances. H\u00e1 ainda uma dramatiza\u00e7\u00e3o e a cria\u00e7\u00e3o de uma narrativa de que o povo foi tra\u00eddo. Essa narrativa de trai\u00e7\u00e3o do povo est\u00e1 entre a parte ideol\u00f3gica e a comunica\u00e7\u00e3o. Ela promete um final feliz, que \u00e9 quando a soberania popular retornar\u00e1 ao povo. Donald Trump, por exemplo, em seu discurso inaugural, afirmou: \u201cEstamos transferindo o poder de Washington, D.C. e devolvendo-o a voc\u00eas, o povo\u201d.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: H\u00e1 afinidades entre esse modo populista de comunicar e de pensar a pol\u00edtica e o jornalismo?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>PD: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">A minha pesquisa, e a de outras pessoas, vai exatamente nessa dire\u00e7\u00e3o. E a\u00ed n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o jornalismo, mas a m\u00eddia como um todo, incluindo a ind\u00fastria de entretenimento. Os crit\u00e9rios de apresenta\u00e7\u00e3o e de sele\u00e7\u00e3o da m\u00eddia s\u00e3o muito parecidos com os crit\u00e9rios da comunica\u00e7\u00e3o populista. Eu diria que existe uma afinidade estrutural entre a m\u00eddia e a forma populista de comunica\u00e7\u00e3o. Ou seja, independentemente da vontade de um ator do jornalismo ou da ind\u00fastria do entretenimento de seguir o ator populista, atores usando o populismo v\u00e3o necessariamente ser privilegiados pela m\u00eddia. Por qu\u00ea? Eles simplificam a mensagem, algo que a m\u00eddia tamb\u00e9m faz para atingir um grupo mais amplo. Eles tamb\u00e9m dramatizam a mensagem, o que tamb\u00e9m \u00e9 um crit\u00e9rio e \u00e0s vezes at\u00e9 uma forma de apresentar o conte\u00fado na m\u00eddia. Eles produzem uma narrativa na qual aumentam os conflitos, e os conflitos sempre s\u00e3o privilegiados pela m\u00eddia. Tamb\u00e9m provocam a quebra de tabus e produzem esc\u00e2ndalos, e o esc\u00e2ndalo sempre precisa ser mat\u00e9ria do jornalismo. Se n\u00e3o, o jornalismo n\u00e3o consegue cobrir os fatos in\u00e9ditos, algo essencial. Ent\u00e3o h\u00e1 a\u00ed v\u00e1rias afinidades, que cria uma situa\u00e7\u00e3o na qual atores populistas recebem mais aten\u00e7\u00e3o da m\u00eddia, independentemente se s\u00e3o de direita ou de esquerda, e independentemente se a m\u00eddia quer dar espa\u00e7o para esses atores ou n\u00e3o. Por isso que um <\/span><a href=\"https:\/\/www.hollywoodreporter.com\/news\/politics-news\/cnn-international-chief-says-trump-is-good-business-1031985\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">chefe da CNN disse que pode ser muito ruim para o pa\u00eds, mas \u00e9 bom para os neg\u00f3cios<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Porque ele gera gera aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, e a empresa vende mais an\u00fancios.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Ou seja, a m\u00eddia tamb\u00e9m se beneficia do populismo.<\/b><\/p>\n<p><b>PD: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Sim. E, como o populismo gera aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, a m\u00eddia acaba virando c\u00famplice dos atores populistas. Devido a essa afinidade estrutural, fica muito dif\u00edcil, principalmente da parte do jornalismo, lidar com as mensagens populistas. Quando os atores populistas geram esc\u00e2ndalos, isso gera um dilema, se \u00e9 necess\u00e1rio fazer uma reportagem sobre ele ou n\u00e3o, falar sobre o assunto ou n\u00e3o. E isso se agrava devido \u00e0 estrutura midi\u00e1tica que se transformou radicalmente principalmente a partir dos anos 90, tornando-se muito mais comercial. A depend\u00eancia comercial \u00e9 enorme, e ent\u00e3o fica muito dif\u00edcil n\u00e3o seguir alguns expedientes para atrair a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, que s\u00e3o os mesmos expedientes que os populistas utilizam na comunica\u00e7\u00e3o deles.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Tamb\u00e9m neste per\u00edodo, \u00e9 quando atores pol\u00edticos de extrema direita come\u00e7am a ganhar for\u00e7a.<\/b><\/p>\n<p><b>PD: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Na virada dos anos 90, muitos atores da extrema direita, principalmente partidos, come\u00e7aram a adotar o populismo para, valendo-se dessa afinidade com a m\u00eddia, conseguir entrar na esfera democr\u00e1tica. At\u00e9 ent\u00e3o ideias racistas, sexistas e machistas n\u00e3o entravam na esfera midi\u00e1tica. Mas ent\u00e3o, o populismo vira um ve\u00edculo para se transmitir uma ideologia de extrema direita na esfera p\u00fablica. A m\u00eddia tem uma grande import\u00e2ncia nessa situa\u00e7\u00e3o, no sentido de normalizar ideias extremistas. Um caso paradigm\u00e1tico \u00e9 o da Frente Nacional, na Fran\u00e7a, que veicula ideologia de extrema direita e a mistura com o populismo, criando um h\u00edbrido, o populismo de direita. A ideologia de extrema direita pode aumentar ou diminuir de intensidade, e alguns c\u00f3digos mudam: em vez de falarem de ra\u00e7a, v\u00e3o falar de cultura. Com isso, passam nos crit\u00e9rios de filtragem da m\u00eddia, e v\u00e3o entrando na esfera p\u00fablica. Ou seja, h\u00e1 um efeito de normaliza\u00e7\u00e3o das ideias da extrema direita, que parecem mais amenas. Depois, com a normaliza\u00e7\u00e3o, a radicaliza\u00e7\u00e3o pode voltar. Um exemplo disso \u00e9 a ideia da \u201cgrande substitui\u00e7\u00e3o\u201d,<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\"> \"the great replacement\"<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, uma ideia da extrema direita que cada vez aparece mais em declara\u00e7\u00f5es de pol\u00edticos que t\u00eam muitos votos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Como a cobertura se transforma neste caso?<\/b><\/p>\n<p><b>PD: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Como a extrema direita faz uso em larga escala do populismo \u2013 em alguns lugares, como a \u00c1ustria, h\u00e1 20 ou 30 anos \u2013 a m\u00eddia acaba cobrindo excessivamente os atores de populismo de direita. Com isso, a m\u00eddia n\u00e3o s\u00f3 deixa de ter um olhar cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o ao populismo de direita, mas acaba repetindo, querendo ou n\u00e3o, as mensagens desses atores. E, pela repeti\u00e7\u00e3o, perde-se a possibilidade de comparar com outras formas de fazer pol\u00edtica\u2013 a realidade midi\u00e1tica vira autorreferencial, repetindo a forma de comunica\u00e7\u00e3o dos atores populistas . Se seguirmos o que [soci\u00f3logo alem\u00e3o] Niklas Luhmann falou sobre o sistema midi\u00e1tico \u2013 ou seja, que tudo o sabemos da pol\u00edtica e da realidade social, sabemos por meio da m\u00eddia \u2013, isso acaba influenciando muito fortemente a forma como vemos a pol\u00edtica e sociedade. E os outros autores tamb\u00e9m come\u00e7am a correr atr\u00e1s do populismo, para conseguir entrar nessa competi\u00e7\u00e3o pela aten\u00e7\u00e3o da m\u00eddia. Ent\u00e3o os outros atores adotam o populismo para ganhar nessa competi\u00e7\u00e3o. Ou seja, o ambiente pol\u00edtico fica ele mesmo populista, e a forma como os jornalistas cobrem as not\u00edcias tamb\u00e9m fica mais populista.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: E como quebrar esse circuito e conseguir praticar fazer bom jornalismo?<\/b><\/p>\n<p><b>PD: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">A tarefa dos jornalistas ficou muito mais complexa. S\u00f3 o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">fact checking <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">n\u00e3o \u00e9 suficiente, n\u00e3o basta confrontar o pol\u00edtico com as contradi\u00e7\u00f5es que eles mesmos geram. \u00c9 necess\u00e1rio ter um conhecimento da forma perform\u00e1tica como os atores se comunicam politicamente. Ou seja, voc\u00ea tem duas tarefas. A primeira \u00e9 falar sobre o conte\u00fado e analisar o conte\u00fado, e a segunda \u00e9 analisar a forma como esse conte\u00fado est\u00e1 sendo veiculado pelo pol\u00edtico. Ent\u00e3o, fica muito mais complicado, fica muito mais dif\u00edcil; mas n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel. Ou seja, toda cobertura midi\u00e1tica sobre um evento e sobre um ator precisa necessariamente incluir a desconstru\u00e7\u00e3o da forma perform\u00e1tica como esse ator est\u00e1 se apresentando.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Como lidar com o uso das hip\u00e9rboles por atores populistas?<\/b><\/p>\n<p><b>PD: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Nessa din\u00e2mica, est\u00e3o em jogo a afinidade entre a m\u00eddia e o populismo, onde a produ\u00e7\u00e3o de esc\u00e2ndalos precisa ser coberta e n\u00e3o pode ser deixada de lado, e tamb\u00e9m uma m\u00eddia que est\u00e1 ficando cada vez mais sensacionalista. Mesmo as televis\u00f5es que tentam produzir an\u00e1lise est\u00e3o sendo afetadas, mesmo os bons jornais est\u00e3o sendo afetados. Isso acaba criando um hip\u00e9rbole tamb\u00e9m na forma de apresentar a not\u00edcia. L\u00f3gico que voc\u00ea tem que falar de algum esc\u00e2ndalo, \u00e9 l\u00f3gico que voc\u00ea tem que criticar quando o chefe de Estado d\u00e1 uma declara\u00e7\u00e3o racista, sexista ou contra os princ\u00edpios democr\u00e1ticos de igualdade. Mas a quest\u00e3o \u00e9 se voc\u00ea ficar\u00e1 falando disso durante toda uma semana ou falar\u00e1 durante dois dias e depois mudar\u00e1 de tema. A m\u00eddia acaba aumentando a import\u00e2ncia dessas declara\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Como esse sensacionalismo opera?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>PD: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Darei um exemplo da CNN na \u00e9poca em que eu estava morando nos Estados Unidos; \u00e9 muito interessante, porque mostra a sensacionalismo e ao mesmo tempo esse crit\u00e9rio de ter tudo imediato, ou seja de mostrar imediatamente o que est\u00e1 acontecendo. Quando houve o ataque terrorista no Bataclan em Paris em 2015, mandaram o [Anderson] Cooper para a rua em Paris, e tudo j\u00e1 tinha acabado. E ele passou a noite inteira na frente da rua sem ter nada acontecendo, dizendo que estava cobrindo caso acontecesse de novo. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o completamente absurda que gera a expectativa de que alguma coisa vai acontecer, e a pessoa acaba continuando assistindo a televis\u00e3o porque pode acontecer alguma coisa. Essa \u00e9 uma t\u00e9cnica, assim como quando se usa um esc\u00e2ndalo para gerar outras pol\u00eamicas, e a cada pol\u00eamica voc\u00ea cria essa sensa\u00e7\u00e3o de que algo novo vai acontecer. Quanto mais comercial a m\u00eddia fica, mais sensacionalista ela vai ser. Isso aumentou depois do que se chama de \u201cmudan\u00e7a do sistema midi\u00e1tico\" nos anos 90<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Por que voc\u00ea remete isso aos anos 1990?<\/b><\/p>\n<p><b>PD: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Ocorreu naquela \u00e9poca uma mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica e jur\u00eddica. Na esfera tecnol\u00f3gica, os meios de comunica\u00e7\u00e3o passam a ser utilizados desconectados com o que se chamava \u201caldeia global\u201d, que era todo mundo na frente da televis\u00e3o ao mesmo tempo. Surge um p\u00fablico n\u00f4made em termos de tempo e espa\u00e7o (isso parece agora jur\u00e1ssico, falar de videocassetes ou revistas especializadas). E, ao mesmo tempo, h\u00e1 naquela \u00e9poca uma carteliza\u00e7\u00e3o das empresas midi\u00e1ticas, que surgiu a partir de novas leis aprovadas em v\u00e1rios pa\u00edses dominando globalmente a forma midi\u00e1tica. Com essas leis, um holding pode ser propriet\u00e1rio de v\u00e1rios meios de comunica\u00e7\u00e3o diferentes. E o que acontece? Um conte\u00fado circula em todos os meios de comunica\u00e7\u00e3o sob v\u00e1rias formas diferentes para gerar an\u00fancio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma uma forma\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros mais h\u00edbridos. A diferen\u00e7a entre informa\u00e7\u00e3o e entretenimento fica cada vez mais fluida. Com isso, a informa\u00e7\u00e3o acaba virando uma fonte de entretenimento, e o sensacionalismo \u00e9 uma dessas fontes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: O que muda com as redes e as grandes plataformas de tecnologia?<\/b><b><br \/>\n<\/b><\/p>\n<p><b>PD:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> H\u00e1 uma outra din\u00e2mica, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">one-to-one. <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">Ou seja, h\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o na qual h\u00e1 uma competi\u00e7\u00e3o indireta entre as informa\u00e7\u00f5es nas redes sociais que n\u00e3o s\u00e3o checadas e o jornalismo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E o jornalismo sempre perde, porque ele \u00e9 mais devagar, ele precisa checar as informa\u00e7\u00f5es. Enquanto, se eu mandar um texto que eu mesmo gerei, ele n\u00e3o tem que ser checado. Eu n\u00e3o tenho nenhum compromisso, posso dizer o que quiser, porque n\u00e3o entra como jornalismo, mas como a minha opini\u00e3o de cidad\u00e3. Com isso, cada vez mais as pessoas n\u00e3o est\u00e3o se informando atrav\u00e9s do jornalismo, e sim atrav\u00e9s das redes sociais, que n\u00e3o necessariamente checam as informa\u00e7\u00f5es. Isso leva os jornalistas a ficarem cada vez mais r\u00e1pidos, e a checarem cada vez menos suas informa\u00e7\u00f5es. Eles t\u00eam menos informa\u00e7\u00f5es para formular uma not\u00edcia; n\u00e3o tendo tantas informa\u00e7\u00f5es para a not\u00edcia, compensam fazendo apelos mais emocionais, e isso acaba aumentando o sensacionalismo.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: A senhora saiu do Brasil para a Alemanha ainda nos anos 1990. Voc\u00ea acompanha o que acontece na Am\u00e9rica Latina?<\/b><\/p>\n<p><b>PD: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Penso que um caso muito interessante \u00e9 o de Javier Milei na Argentina. Ele tem uma forma de comunica\u00e7\u00e3o muito ligada ao entretenimento, falas coisas absurdas, como o cachorro que morreu e reencarnou no seu clone. Ele tem uma parte meio carnavalesca muito importante, que n\u00e3o foi muito explorada pela investiga\u00e7\u00e3o. Essa parte tamb\u00e9m \u00e9 presente em Trump e Bolsonaro. Todos sabem utilizar a m\u00eddia, manipulando as regras de entretenimento. Milei \u00e9 interessante e perigos\u00edssimo.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A LJR entrevista a cientista pol\u00edtica brasileira-alem\u00e3 Paula Diehl, que h\u00e1 mais de 20 anos estuda a rela\u00e7\u00e3o da m\u00eddia com o populismo. Segundo ela, simplifica\u00e7\u00e3o, dramatiza\u00e7\u00f5es e gosto por conflitos e esc\u00e2ndalos aproximam l\u00f3gicas do populismo e do jornalismo.<\/p>\n","protected":false},"author":63,"featured_media":85967,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[1235],"tags":[1579,1546],"coauthors":[2740],"class_list":["post-85977","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias-falsas-e-desinformacao-pt-br","tag-assedio-pt-br","tag-eleicoes-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>\u2018H\u00e1 uma afinidade estrutural entre a m\u00eddia e a comunica\u00e7\u00e3o populista\u2019, diz cientista pol\u00edtica Paula Diehl - LatAm Journalism Review by the Knight 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