{"id":85992,"date":"2024-04-08T12:49:55","date_gmt":"2024-04-08T17:49:55","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=85992"},"modified":"2024-04-08T13:12:31","modified_gmt":"2024-04-08T18:12:31","slug":"mais-longevos-do-brasil-programas-de-treinamento-da-folha-e-do-estadao-se-atualizam-para-acompanhar-mudancas-no-jornalismo-e-ter-mais-diversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/mais-longevos-do-brasil-programas-de-treinamento-da-folha-e-do-estadao-se-atualizam-para-acompanhar-mudancas-no-jornalismo-e-ter-mais-diversidade\/","title":{"rendered":"Mais longevos do Brasil, programas de treinamento da Folha e do Estad\u00e3o se atualizam para acompanhar mudan\u00e7as no jornalismo e ter mais diversidade"},"content":{"rendered":"<p>A jornalista Paula Bianchi se formou em uma universidade p\u00fablica federal de renome no Brasil. No entanto, segundo ela, seus professores \u201ctinham horror\u201d a jornalistas que trabalhavam em reda\u00e7\u00f5es de grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o. \u201cEles falavam de uma forma como se as reda\u00e7\u00f5es fossem um antro de pessoas cooptadas\u201d, ela riu ao contar \u00e0\u00a0<strong>LatAm Journalism Review (LJR)<\/strong>.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia de Bianchi \u00e9 comum a muitas pessoas que passaram por faculdades de jornalismo tradicionais no Brasil. Muitos desses cursos t\u00eam professores distantes do mercado do jornalismo e que tendem a focar mais na teoria do que na pr\u00e1tica. Assim, \u00e9 comum que as transforma\u00e7\u00f5es que sacodem as reda\u00e7\u00f5es a intervalos cada vez mais curtos sejam pouco debatidas durante a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica dos jornalistas.<\/p>\n<p>Para fazer a ponte entre universidades e reda\u00e7\u00f5es, alguns meios brasileiros oferecem programas de treinamento que unem aulas sobre temas relacionados ao cotidiano da profiss\u00e3o e a experi\u00eancia de trabalhar em uma reda\u00e7\u00e3o profissional. No Brasil, as duas iniciativas mais longevas s\u00e3o promovidas por dois dos principais jornais do pa\u00eds:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.folha.uol.com.br\/\"><u>Folha de S.Paulo<\/u><\/a> e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/\"><u>Estad\u00e3o<\/u><\/a>. Com mais de 30 anos de exist\u00eancia, essas duas iniciativas se atualizam para contemplar as mudan\u00e7as no campo e a demanda por maior diversidade \u2013 racial, de g\u00eanero, regional \u2013 no jornalismo basileiro.<\/p>\n<p>Em 2024, a Folha realiza o\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/blogs\/novo-em-folha\/2024\/03\/folha-lanca-programa-de-treinamento-com-enfase-em-economia.shtml\"><u>68\u00ba Programa de Treinamento de Jornalismo Di\u00e1rio<\/u><\/a>, e pela primeira vez reservou 50% das vagas para pessoas negras, ind\u00edgenas ou com defici\u00eancia \u2013 embora a Folha, em seus editoriais,\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/opiniao\/2024\/03\/cotas-sociais-nao-raciais.shtml\"><u>se posicione contra as cotas raciais<\/u><\/a>. O programa da Folha, que acontece desde 1988, \u00e9 aberto a pessoas graduadas em qualquer \u00e1rea e j\u00e1 formou cerca de 700 pessoas. Um ter\u00e7o dos profissionais que hoje trabalham na reda\u00e7\u00e3o do jornal passaram pelo programa, disse Suzana Singer, editora de treinamento da Folha, \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong>.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Estad\u00e3o realiza neste ano seu\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/educacao\/curso-de-focas-do-estadao-inscricoes-para-aperfeicoamento-de-jornalistas-vao-ate-18-de-marco\/\"><u>34\u00ba Curso Estad\u00e3o de Jornalismo<\/u><\/a>, que acontece anualmente desde 1990 (com exce\u00e7\u00e3o de 2020, por conta do in\u00edcio da pandemia de coronav\u00edrus). Voltado para pessoas no \u00faltimo semestre da faculdade ou rec\u00e9m-formadas em jornalismo, o curso recebeu at\u00e9 o momento cerca de 1.030 jovens jornalistas, disse Carla Miranda, coordenadora de treinamento do Estad\u00e3o, \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong>.<\/p>\n<h3>Ponte para o mercado de trabalho<\/h3>\n<p>Natural do Sul do Brasil, Bianchi se graduou em jornalismo em 2009. Ela viu no curso do Estad\u00e3o a oportunidade de trabalhar em um grande jornal e se inserir no mercado de trabalho em S\u00e3o Paulo, maior cidade do pa\u00eds. Hoje editora da\u00a0<a href=\"https:\/\/reporterbrasil.org.br\/\"><u>Rep\u00f3rter Brasil<\/u><\/a>, ela fez parte da turma de 2010 do Curso de Focas, como \u00e9 conhecido o programa do Estad\u00e3o \u2013 o termo \u201cfoca\u201d \u00e9 usado no Brasil para descrever jornalistas em in\u00edcio de carreira.<\/p>\n<div id=\"attachment_86001\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-86001\" class=\"wp-image-86001\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-16.43.47-1024x683.jpeg\" alt=\"Some of Estad\u00e3o's trainees from the class of 2010\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-16.43.47-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-16.43.47-300x200.jpeg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-16.43.47-768x512.jpeg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-16.43.47-350x234.jpeg 350w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/WhatsApp-Image-2024-03-18-at-16.43.47.jpeg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><p id=\"caption-attachment-86001\" class=\"wp-caption-text\">Paula Bianchi (primeira \u00e0 esquerda) com colegas da turma de focas do Estad\u00e3o em 2010. (Arquivo pessoal)<\/p><\/div>\n<p>\u201cA faculdade foi super legal, mas falamos muito pouco de processo jornal\u00edstico. Falamos de filosofia, literatura, antropologia, economia, e tivemos algumas aulas mais de jornalismo (...) Fiquei muito impressionada quando cheguei ao Estad\u00e3o e o Chico [Francisco Ornellas, ent\u00e3o coordenador do curso] falou \u2018a profiss\u00e3o\u2019. Pensei \u2018caramba, h\u00e1 uma forma de fazer isso aqui com\u00a0<em>guidelines<\/em>, h\u00e1 uma forma de pensar como fazer a melhor entrevista poss\u00edvel, como escrever o melhor texto poss\u00edvel\u2019. Aquilo foi muito legal, porque senti uma seriedade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 minha profiss\u00e3o que at\u00e9 ent\u00e3o, na faculdade, n\u00e3o tinha sentido\u201d, contou ela.<\/p>\n<p>Miranda considera que a dist\u00e2ncia entre o ensino do jornalismo nas universidades e a pr\u00e1tica profissional do jornalismo \u00e9 algo mais pronunciado no Brasil do que em outros pa\u00edses. Isso \u00e9 o que teria levado \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de programas de treinamento como os do Estad\u00e3o e da Folha, acredita ela.<\/p>\n<p>\u201cEm outros pa\u00edses existe uma conex\u00e3o muito maior entre a pesquisa feita nas universidades e o mercado de jornalismo. Com isso, voc\u00ea n\u00e3o precisaria ter cursos ou atividades que ajudem a complementar essa forma\u00e7\u00e3o. (...) As faculdades, infelizmente, acabam ficando menos conectadas com as necessidades que est\u00e3o rolando do outro lado. E para o mercado de jornalismo isso tamb\u00e9m \u00e9 ruim, porque o mercado est\u00e1 no dia a dia, no\u00a0<em>deadline<\/em>, e perde parte da reflex\u00f5es [da academia]\u201d, disse Miranda.<\/p>\n<p>Outra motiva\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o do curso do Estad\u00e3o, em 1990, foi a necessidade de \u201cagregar novos talentos\u201d ao mercado do jornalismo, disse \u00e0\u00a0<strong>LJR<\/strong> Chico Ornellas, que coordenou o curso de focas de seu in\u00edcio at\u00e9 2012.<\/p>\n<p>Segundo ele, o ent\u00e3o diretor do jornal, J\u00falio C\u00e9sar Ferreira de Mesquita Neto, levou a uma reuni\u00e3o da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) a quest\u00e3o de como solucionar o d\u00e9ficit de jovens profissionais dispon\u00edveis para trabalhar em sua reda\u00e7\u00e3o. L\u00e1, ainda segundo Ornellas, Mesquita Neto ouviu de Jayme Sirotsky, ent\u00e3o presidente do grupo de m\u00eddia RBS, do Rio Grande do Sul, sobre o Curso de Jornalismo Aplicado que a RBS havia lan\u00e7ado em 1989. Esse curso foi extinto em meados dos anos 1990.<\/p>\n<p>Mesquita Neto, ent\u00e3o, trouxe a ideia para o Estad\u00e3o e chamou Ornellas para coordenar essa iniciativa, contou ele. Naquele momento, Ornellas j\u00e1 havia trabalhado durante 22 anos na reda\u00e7\u00e3o do jornal e passado por diversos cargos, como rep\u00f3rter, editor e chefe de reportagem.<\/p>\n<p>A partir da demanda dos jovens jornalistas que fizeram as primeiras edi\u00e7\u00f5es, o curso do Estad\u00e3o passou a ter reconhecimento acad\u00eamico como extens\u00e3o universit\u00e1ria, por conta de uma parceria com a Universidade de Navarra, na Espanha. E por ter participado de assembleias da SIP falando sobre o curso, Ornellas disse que passou a receber solicita\u00e7\u00f5es de jovens jornalistas de outros pa\u00edses que tamb\u00e9m queriam participar do programa. Por isso abriram at\u00e9 duas vagas extras a cada edi\u00e7\u00e3o para estrangeiros, al\u00e9m das 30 vagas para brasileiros.<\/p>\n<div id=\"attachment_86007\" style=\"width: 350px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-86007\" class=\"wp-image-86007\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/CarlaMirandaEstadao-768x1024.jpg\" alt=\"Carla Miranda, training coordinator at Estad\u00e3o\" width=\"340\" height=\"453\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/CarlaMirandaEstadao-768x1024.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/CarlaMirandaEstadao-225x300.jpg 225w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/CarlaMirandaEstadao-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/CarlaMirandaEstadao-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/CarlaMirandaEstadao-scaled.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><p id=\"caption-attachment-86007\" class=\"wp-caption-text\">Carla Miranda, coordenadora de treinamento no Estad\u00e3o, fez o curso de focas em 1997. (Arquivo pessoal)<\/p><\/div>\n<p>Al\u00e9m de servir como criadouro de futuros funcion\u00e1rios do Estad\u00e3o, o curso tamb\u00e9m disponibilizava os dados dos formandos para outros meios de comunica\u00e7\u00e3o que poderiam se interessar em contrat\u00e1-los. Durante os anos 1990 e o come\u00e7o dos anos 2000, o Banco Estado de Talentos, que continha os perfis e as informa\u00e7\u00f5es de contato dos jornalistas que conclu\u00edam o curso, era um documento impresso enviado para reda\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios estados do pa\u00eds, contou Ornellas. Depois, se tornou uma plataforma online, que n\u00e3o est\u00e1 mais no ar.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia com o curso geral levou o jornal a criar o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/educacao\/conheca-o-curso-estadao-de-jornalismo-economico\/\"><u>Curso Estad\u00e3o de Jornalismo Econ\u00f4mico<\/u><\/a> em 2011. Cerca de 350 pessoas j\u00e1 passaram pelo treinamento, que tamb\u00e9m acontece anualmente e tem parceria acad\u00eamica com a Escola de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (EESP\/FGV). Segundo Miranda, esse curso foi criado para atender n\u00e3o apenas a cobertura de economia do Estad\u00e3o, mas tamb\u00e9m a ag\u00eancia de not\u00edcias de economia em tempo real do grupo Estado, a\u00a0<a href=\"http:\/\/broadcast.com.br\/\"><u>Broadcast<\/u><\/a>. Os alunos t\u00eam aulas de macroeconomia, finan\u00e7as e pol\u00edtica al\u00e9m das disciplinas de jornalismo.<\/p>\n<h3>Curr\u00edculo interdisciplinar<\/h3>\n<p>A Folha, por sua vez, estreou seu programa de treinamento em mar\u00e7o de 1988. Desde ent\u00e3o, realiza duas ou tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es por ano, al\u00e9m de programas direcionados a \u00e1reas espec\u00edficas como\u00a0<a href=\"https:\/\/novoemfolha.blogfolha.uol.com.br\/2018\/09\/18\/folha-realiza-seu-1o-programa-de-treinamento-em-jornalismo-cultural\/\"><u>jornalismo cultural<\/u><\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/blogs\/novo-em-folha\/2023\/07\/inscricoes-abertas-para-o-8o-programa-de-treinamento-em-jornalismo-de-ciencia-e-saude.shtml\"><u>cobertura de ci\u00eancia e sa\u00fade<\/u><\/a> e\u00a0<a href=\"https:\/\/novoemfolha.blogfolha.uol.com.br\/2015\/09\/25\/conheca-os-15-participantes-do-treinamento-em-foto-e-video-da-folha\/\"><u>fotografia<\/u><\/a>.<\/p>\n<p>\u201cFizemos uma vez uma turma muito interessante\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/programa-inedito-de-treinamento-da-folha-quer-atrair-aposentados-e-profissionais-com-mais-de-40-anos-de-idade\/\"><u>apenas com profissionais com mais de 40 anos<\/u><\/a>. Eles se apelidaram de \u2018focassauros\u2019, porque seriam focas e dinossauros\u201d, riu Suzana Singer, editora de treinamento da Folha, em conversa com a\u00a0<strong>LJR<\/strong>.<\/p>\n<p>Diferentemente do curso do Estad\u00e3o, o programa de treinamento da Folha \u00e9 aberto para profissionais de qualquer \u00e1rea.<\/p>\n<p>\u201cA ideia \u00e9 trazer as pessoas para os princ\u00edpios do jornalismo da Folha\u201d, explicou Singer. \u201c\u00c9 uma chance de uma pessoa que fez Direito, por exemplo, ter um tempo para se familiarizar. Ela n\u00e3o vai aprender o que outra aprendeu na faculdade [de jornalismo], mas vai ser familiarizar com os termos, com a l\u00f3gica [do jornalismo], com o trabalho.\u201d<\/p>\n<p>Ainda assim, a porcentagem de jornalistas fica em torno de 60 a 70% do total dos selecionados a cada edi\u00e7\u00e3o, disse Singer. E a procura pelo curso se mant\u00eam alta: a edi\u00e7\u00e3o de 2020, a primeira realizada 100% online por causa da pandemia de coronav\u00edrus,\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-100-anos\/2021\/02\/talentos-chegam-em-safras-anuais-para-renovar-a-redacao.shtml\"><u>teve 3.388 inscri\u00e7\u00f5es para 20 vagas<\/u><\/a>, ou cerca de 170 candidatos por vaga. Segundo a editora de treinamento da Folha, as edi\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos anos mantiveram essa taxa de candidatos por vaga.<\/p>\n<div id=\"attachment_86010\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-86010\" class=\"wp-image-86010\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/trainees-folha-alckmin-1024x682.jpg\" alt=\"Folha's trainees interview Geraldo Alckmin, then vice-governor of S\u00e3o Paulo, in 1998\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/trainees-folha-alckmin-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/trainees-folha-alckmin-300x200.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/trainees-folha-alckmin-768x512.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/trainees-folha-alckmin-350x234.jpg 350w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/trainees-folha-alckmin.jpg 1276w\" sizes=\"auto, (max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><p id=\"caption-attachment-86010\" class=\"wp-caption-text\">O atual vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, na \u00e9poca vice-governador de S\u00e3o Paulo, foi entrevistado por trainees da Folha em 1998. (Foto: Cleo Velleda\/ Folha Imagem)<\/p><\/div>\n<p>A pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o do treinamento da Folha, que come\u00e7a em abril, ter\u00e1 \u00eanfase em economia, com aulas abordando temas como macroeconomia, cobertura de empresas, economia internacional e hist\u00f3ria econ\u00f4mica brasileira, disse Singer. Al\u00e9m disso, os trainees tamb\u00e9m ter\u00e3o aulas de jornalismo tratando de quest\u00f5es \u00e9ticas, relacionamento com fontes, pilares do projeto editorial da Folha, como se preparar para uma entrevista, a import\u00e2ncia do outro lado, elencou a editora. E de texto, com oficinas de estilo e aulas de gram\u00e1tica.<\/p>\n<p>Durante muitos anos, o programa se dedicou a ensinar os trainees a fazer um jornal impresso, enfatizando diagrama\u00e7\u00e3o e fechamento, contou Singer. Hoje esses temas ainda s\u00e3o abordados, mas \u201c\u00e9 um m\u00ednimo disso\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>\u201cTemos uma parte grande de explicar esse novo ecossistema da internet e das redes sociais. Eles t\u00eam aula com o pessoal de audi\u00eancia e intera\u00e7\u00e3o. O b\u00e1sico continua igual: os pilares da Folha n\u00e3o mudaram nesse tempo. (...) Mas todo o resto mudou. Ensinamos como fazer pesquisas na internet e jornalismo de dados. Estamos passando todas essas coisas para eles, porque \u00e9 muito diferente de quando eu comecei, por exemplo\u201d, disse Singer, que entrou na Folha em 1987, um ano antes do in\u00edcio do programa.<\/p>\n<p>A jornalista Anelise Gon\u00e7alves fez o treinamento da Folha em 2021 e disse \u00e0\u00a0<strong>LJR\u00a0<\/strong>que o Manual da Reda\u00e7\u00e3o da Folha \u201cfoi a nossa B\u00edblia\u201d. Al\u00e9m de estudar o Manual para aprender as diretrizes do jornalismo produzido pela Folha, ela tamb\u00e9m teve aula com a equipe de audi\u00eancia do jornal e aprendeu como entregar o conte\u00fado de forma a ampliar o p\u00fablico ao qual ele chega.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tem como fugir de SEO, por exemplo. Tivemos isso no [treinamento de] jornalismo di\u00e1rio; n\u00e3o foi s\u00f3 cobertura, mas tamb\u00e9m como empacotar isso para ter audi\u00eancia, para ser clic\u00e1vel, e fugir do\u00a0<em>clickbait<\/em>. T\u00ednhamos que dar op\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos dentro dos caracteres para uma mesma mat\u00e9ria, pensando em SEO\u201d, contou Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a no conte\u00fado do treinamento acompanha a mudan\u00e7a na oferta e na procura do jornalismo feito pela Folha. Em 2023, a Folha teve a terceira maior tiragem m\u00e9dia impressa no pa\u00eds: 41 mil exemplares, segundo dados do Instituto Verificador de Circula\u00e7\u00e3o (IVC)\u00a0<a href=\"https:\/\/www.poder360.com.br\/midia\/com-assinatura-barata-jornais-turbinam-digital-em-2023\/\"><u>compilados pelo Poder360<\/u><\/a>. Em 2017, esse n\u00famero foi tr\u00eas vezes maior: a Folha teve tiragem m\u00e9dia de 121 mil exemplares di\u00e1rios naquele ano. J\u00e1 os assinantes digitais, que eram 164 mil em 2017, chegaram a 755 mil em 2023.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/www.poder360.com.br\/midia\/com-assinatura-barata-jornais-turbinam-digital-em-2023\/\"><u>Estad\u00e3o seguiu a mesma tend\u00eancia<\/u><\/a>, por\u00e9m com menor queda: de 114 mil exemplares impressos diariamente em 2017, passou a 56 mil em 2023. As assinaturas digitais tamb\u00e9m cresceram, mas em menor ritmo do que as da Folha: de 89 mil em 2017 para 193 mil no ano passado.<\/p>\n<p>Os focas da turma de 2024, que come\u00e7a em abril, ter\u00e3o aulas de pol\u00edtica, economia, direito, portugu\u00eas, \u00e9tica, jornalismo de dados e jornalismo multiplataforma, listou Miranda. Segundo ela, os jovens jornalistas t\u00eam chegado ao curso com muita desenvoltura na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado em \u00e1udio e v\u00eddeo e na compreens\u00e3o e no uso das redes sociais para disseminar esse conte\u00fado. A dificuldade costuma estar em como integrar esses diferentes formatos para produzir e veicular conte\u00fado jornal\u00edstico, e isso passou a fazer parte do curso, disse Miranda.<\/p>\n<p>\u201cEles sabem o que \u00e9 legal no TikTok ou no Instagram, sem d\u00favida nenhuma. N\u00e3o \u00e9 isso que eu preciso ensinar. O que eu preciso ensinar \u00e9 como usar isso que voc\u00ea usa no seu dia a dia de forma t\u00e3o brilhante para fazer um jornalismo mais potente\u201d, afirmou ela.<\/p>\n<p>Singer e Miranda coincidiram na percep\u00e7\u00e3o de que um dos principais pontos a serem fortalecidos pelas pessoas que chegam aos cursos \u00e9 a pr\u00f3pria reda\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica. Tanto o treinamento da Folha quanto o curso do Estad\u00e3o t\u00eam enfatizado a produ\u00e7\u00e3o de texto em diversos g\u00eaneros e formatos, como reportagem, entrevista, roteiro de v\u00eddeo e podcast.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, segundo Singer, as \u00faltimas gera\u00e7\u00f5es t\u00eam chegado \u201cmais militantes\u201d ao treinamento e com alguma dificuldade em buscar o outro lado.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o \u00e9 [necess\u00e1rio] tentar abrir a cabe\u00e7a [dos trainees] e falar que nem tudo \u00e9 certo ou errado, mocinho ou bandido. Tem muitas coisas entre um e outro. Ent\u00e3o aprendam a ouvir mesmo as pessoas que voc\u00eas acham que n\u00e3o valem nada, e valorizar o contraponto.\u201d<\/p>\n<h3>Mais diversidade nas turmas e nas reda\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p>Bianchi considera que uma das coisas mais importantes que o curso do Estad\u00e3o lhe deu foi uma rede de amigos que tamb\u00e9m s\u00e3o colegas e se ajudam mutuamente.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea passa a conhecer, de uma vez, 30 pessoas, idealmente de v\u00e1rias partes do pa\u00eds. Ent\u00e3o tu j\u00e1 tem contatos em lugares em que n\u00e3o teria [sem o curso]. (...) \u00c9 uma rede muito forte, que eu ainda considero uma rede importante, e mesmo com pessoas que n\u00e3o s\u00e3o necessariamente da minha turma tem um certo companheirismo, que eu chamo de m\u00e1fia, que se ajuda\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Um ponto negativo de sua turma no curso do Estad\u00e3o, apontou Bianchi, foi a falta de diversidade racial e regional e o desequil\u00edbrio de g\u00eanero \u2013 a turma era formada por 18 homens e 12 mulheres.<\/p>\n<div id=\"attachment_85994\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-85994\" class=\"wp-image-85994\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/FEATURED-curso-focas-estadao.png\" alt=\"The trainees of the 33th class of Estad\u00e3o's trainee program\" width=\"390\" height=\"262\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/FEATURED-curso-focas-estadao.png 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/FEATURED-curso-focas-estadao-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/FEATURED-curso-focas-estadao-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><p id=\"caption-attachment-85994\" class=\"wp-caption-text\">Os \"focas\" da 33\u00aa turma do Curso Estad\u00e3o de Jornalismo, realizado em 2023. (Foto: Daniel Teixeira\/Estad\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>\u201cVi\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/resizer\/v2\/ICN4SNFUPFFABKVPYOEEG23GLY.jpg?quality=80&amp;auth=52699afda21074bdb6a070a90a0e7a2ee070d11d8bb52a75afba0def423f77e8&amp;width=1200\"><u>a foto da turma do ano passado<\/u><\/a> e vi ali uma turma muito mais diversa do que a turma em que eu entrei. Ent\u00e3o faltava ao Estad\u00e3o, na \u00e9poca que eu cursei, olhar para essa quest\u00e3o da diversidade. At\u00e9 porque quanto mais diversa uma reda\u00e7\u00e3o for, mais interessante ela vai ser; at\u00e9 as pautas v\u00e3o ser mais interessantes\u201d, disse Bianchi.<\/p>\n<p>O fato de ser um curso em tempo integral que n\u00e3o oferecia remunera\u00e7\u00e3o ou ajuda de custo tamb\u00e9m dificultava o acesso para pessoas que precisavam de um sal\u00e1rio para se manter ou que n\u00e3o tinham economias \u00e0s quais recorrer durante os tr\u00eas meses do curso.<\/p>\n<p>A jornalista Ana Cristina Rosa, hoje\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/ana-cristina-rosa\/\"><u>colunista da Folha<\/u><\/a>, fez parte da turma de 1993 do curso de focas do Estad\u00e3o. Ela contou \u00e0\u00a0<strong>LJR\u00a0<\/strong>que deixou o Rio Grande do Sul, estado onde morava, para fazer o curso, e conseguiu se manter em S\u00e3o Paulo porque tinha dinheiro guardado, contou com hospedagem gratuita na casa de amigos e fez trabalhos freelancer durante o curso.<\/p>\n<p>\u201cSou uma mulher negra e a primeira pessoa da minha fam\u00edlia que conquistou um curso superior. Eu n\u00e3o tinha contatos ou uma maneira de chegar at\u00e9 um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o do centro do pa\u00eds que n\u00e3o fosse por meus pr\u00f3prios esfor\u00e7os. Vi no curso do Estad\u00e3o uma oportunidade de conhecer um pouco do mercado e mostrar minha capacidade de trabalho para esse mercado em S\u00e3o Paulo, em um grande jornal\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Rosa trabalhou no Estad\u00e3o durante quatro anos ap\u00f3s concluir o curso de focas. Ela disse ter tido outros dois colegas negros nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u201cNaquela \u00e9poca, esse era um n\u00e3o assunto. (...) Ainda era muito mais forte a ideia da democracia racial, e era algo tipo \u2018voc\u00ea se esfor\u00e7ou e est\u00e1 aqui. S\u00f3 n\u00e3o tem mais gente aqui que nem voc\u00ea porque n\u00e3o se esfor\u00e7ou\u2019. Como se isso fosse o suficiente para se conquistar um espa\u00e7o, coisa que a gente sabe que n\u00e3o \u00e9\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Em estudo que analisou o perfil de ra\u00e7a e g\u00eanero de pessoas que assinaram textos nos jornais Folha de S. Paulo, Estad\u00e3o e O Globo entre janeiro e julho de 2021,\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/num-pais-de-maioria-negra-brancos-sao-84-das-pessoas-que-escrevem-nos-tres-principais-jornais-do-brasil-aponta-estudo\/\"><u>o Estad\u00e3o foi o jornal com a mais alta porcentagem de pessoas brancas<\/u><\/a>: 88,7%. No entanto, segundo Miranda, \u201co cen\u00e1rio da reda\u00e7\u00e3o atualmente n\u00e3o \u00e9 o cen\u00e1rio do curso\u201d, pois a \u00faltima turma teve 40% de pessoas negras, afirmou ela.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, a sele\u00e7\u00e3o para o curso tamb\u00e9m mudou: em vez de demonstrar seu conhecimento de ingl\u00eas \u2013 algo que no Brasil denota pertencimento a classes mais altas \u2013 quem se candidata ao curso no Estad\u00e3o ter\u00e1 que apresentar uma proposta de pauta, defendendo a pertin\u00eancia da reportagem e explicando como ela seria produzida e em que formatos seria publicada. E, desde 2022, o Estad\u00e3o fornece ajuda de custo para os focas que solicitem esse aux\u00edlio, disse Miranda.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessas iniciativas, o Estad\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 desenvolvendo um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/educacao\/estadao-e-zumbi-dos-palmares-criam-curso-para-profissionais-pretos-pardos-e-de-baixa-renda\/\"><u>curso de jornalismo voltado exclusivamente para profissionais negros e de baixa renda<\/u><\/a>, em parceria com a Universidade Zumbi dos Palmares. A ideia \u00e9 formar profissionais que possam atuar em v\u00e1rias \u00e1reas dentro de um meio de comunica\u00e7\u00e3o, como administra\u00e7\u00e3o, marketing ou recursos humanos, disse Miranda, que tamb\u00e9m coordena essa iniciativa. O curso est\u00e1 em fase de capta\u00e7\u00e3o de recursos e ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o para a abertura de inscri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div id=\"attachment_86013\" style=\"width: 420px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-86013\" class=\"wp-image-86013\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/trainee-para-pessoas-negras-folha-1024x522.jpg\" alt=\"Screenshot shows the online class of Folha's trainees in 2021\" width=\"410\" height=\"209\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/trainee-para-pessoas-negras-folha-1024x522.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/trainee-para-pessoas-negras-folha-300x153.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/trainee-para-pessoas-negras-folha-768x391.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/trainee-para-pessoas-negras-folha.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 410px) 100vw, 410px\" \/><p id=\"caption-attachment-86013\" class=\"wp-caption-text\">Anelise Gon\u00e7alves e Suzana Singer no \u00faltimo dia de atividades da primeira edi\u00e7\u00e3o do programa de treinamento da Folha exclusivo para profissionais negros, em 2021. (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Folha)<\/p><\/div>\n<p>A Folha realizou tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es de seu programa de treinamento\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/programas-de-treinamento-para-jornalistas-negros-buscam-aumentar-diversidade-racial-em-redacoes-do-brasil\/\"><u>voltadas exclusivamente para pessoas negras<\/u><\/a>. Gon\u00e7alves participou da primeira edi\u00e7\u00e3o, que consistia em aulas online entre 18h e 22h. Ela fez o treinamento da Folha enquanto estagiava e terminava a faculdade, e disse que s\u00f3 conseguiu participar por ter sido um programa 100% remoto, por causa da pandemia. O treinamento online possibilitou que houvesse pessoas de v\u00e1rios estados do pa\u00eds na turma, inclusive ela, que mora no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>\u201cFoi uma experi\u00eancia muito positiva. (...) Se fosse presencial, eu n\u00e3o teria conseguido me manter [em S\u00e3o Paulo], mas acho que eu teria uma riqueza maior, de poder interagir com as pessoas. Assim, eu mandava mensagem e email [para colegas do curso e jornalistas da Folha]. Eu sempre fui aquela pessoa que conversa, que fala, mas se eu tivesse estado na reda\u00e7\u00e3o fisicamente a experi\u00eancia seria mais rica\u201d, disse ela.<\/p>\n<p>Em 2024, o programa de treinamento da Folha volta a ser 100% presencial em tempo integral. Singer disse que \u201co online \u00e9 muito democr\u00e1tico, ajuda muito a trazer gente, mas nem se compara\u201d \u00e0 experi\u00eancia de realizar o programa pessoalmente na reda\u00e7\u00e3o do jornal. Para tentar manter a diversidade regional e racial dos programas online tamb\u00e9m no retorno ao presencial, a Folha vai oferecer bolsas para algumas das pessoas selecionadas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o temos condi\u00e7\u00f5es financeiras de remunerar todo mundo\u201d, ressalvou Singer. \u201cMas reservamos bolsas e vamos ter crit\u00e9rios socioecon\u00f4micos para permitir que quem passe pelo processo de sele\u00e7\u00e3o consiga fazer o curso.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornalismo brasileiro enfrenta desafios na forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e nas reda\u00e7\u00f5es. Enquanto muitos cursos de jornalismo tendem \u00e0 teoria e pouco desenvolvem a pr\u00e1tica, programas de treinamento promovidos por meios de comunica\u00e7\u00e3o buscam preencher lacunas. Programas da Folha de S. 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