{"id":87263,"date":"2024-05-14T12:04:17","date_gmt":"2024-05-14T17:04:17","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=87263"},"modified":"2024-05-14T12:16:57","modified_gmt":"2024-05-14T17:16:57","slug":"debaixo-dagua-jornal-correio-do-povo-cobre-tragedia-humana-das-enchentes-no-sul-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/debaixo-dagua-jornal-correio-do-povo-cobre-tragedia-humana-das-enchentes-no-sul-do-brasil\/","title":{"rendered":"Debaixo d\u2019\u00e1gua, jornal Correio do Povo cobre trag\u00e9dia humana das enchentes no sul do Brasil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/piaui.folha.uol.com.br\/noticias-de-um-jornal-submerso\/\"><em><u>*Publicado originalmente no site da revista piau\u00ed com o t\u00edtulo \u201cNot\u00edcias de um jornal submerso\u201d. Reproduzido com permiss\u00e3o.<\/u><\/em><\/a><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Porto Alegre avan\u00e7ava pelo s\u00e9timo dia consecutivo de chuvas fortes na \u00faltima sexta-feira, 3 de maio, quando o diretor de reda\u00e7\u00e3o do jornal\u00a0<em>Correio do Povo<\/em>, Telmo Flor, de 64 anos, se pegou olhando fixamente para um quadro pendurado na parede de sua sala. A fotografia emoldurada foi tirada em 1941, durante uma enchente at\u00e9 ent\u00e3o sem precedentes: mostra uma mulher com \u00e1gua pelas canelas, em frente \u00e0 sede do jornal \u2013 o hist\u00f3rico Edif\u00edcio Hudson, localizado no Centro Hist\u00f3rico. Flor se dirigiu ent\u00e3o a uma das sacadas do pr\u00e9dio e se p\u00f4s a olhar para a Rua Caldas J\u00fanior abaixo. \u00c0quela altura, umas 13 horas, a \u00e1gua barrenta j\u00e1 tinha avan\u00e7ado at\u00e9 a quadra anterior ao edif\u00edcio. O jornalista passou a tarde liderando a apura\u00e7\u00e3o das not\u00edcias e vistoriando o n\u00edvel da \u00e1gua que eflu\u00eda da bacia hidrogr\u00e1fica do Gua\u00edba, e que avan\u00e7ava pouco a pouco, encontrando brechas largas no muro de conten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por volta das 14 horas, a energia el\u00e9trica do bairro foi desligada. Os geradores do\u00a0<em>Correio do Povo<\/em>, com diesel suficiente para manter a opera\u00e7\u00e3o por 48 horas, foram acionados e a equipe se manteve trabalhando, em ritmo intenso, atuando em v\u00e1rias frentes simult\u00e2neas. Com a informa\u00e7\u00e3o de que o parque gr\u00e1fico do jornal, situado no bairro Quarto Distrito, fora inundado pela enchente, Flor concentrou a cobertura no<a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/\">\u00a0<u>site<\/u><\/a> da publica\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o abriu m\u00e3o de fechar uma edi\u00e7\u00e3o no formato flip \u2013 a vers\u00e3o digital do jornal impresso, que tem sido publicada diariamente, aberta a n\u00e3o assinantes (a edi\u00e7\u00e3o do\u00a0<a href=\"https:\/\/digital2.correiodopovo.com.br\/pub\/correiodopovo\/?edicao=11076#page\/1\"><u>dia 9 de maio<\/u><\/a> tem 20 p\u00e1ginas, praticamente todas dedicadas \u00e0 cobertura das chuvas).<\/p>\n<p>Desde ent\u00e3o, est\u00e1 suspensa a distribui\u00e7\u00e3o do peri\u00f3dico em papel, que circula todos os sete dias da semana no formato tabloide. Nesse parque gr\u00e1fico, criado em 1997, as rotativas foram atingidas pelas \u00e1guas e s\u00f3 no futuro os danos poder\u00e3o ser aferidos.<\/p>\n<p>Ainda naquela tarde de sexta, 3 de maio, a prefeitura emitiu um alerta para que o bairro fosse evacuado. Mesmo com essa mobiliza\u00e7\u00e3o, Flor esperava que a \u00e1gua n\u00e3o chegasse ao pr\u00e9dio. Ainda assim, enquanto se dedicava ao fechamento da edi\u00e7\u00e3o, reunia-se com designers gr\u00e1ficos da equipe para orient\u00e1-los a levar para casa os principais computadores, em que estavam instalados programas e sistemas de diagrama\u00e7\u00e3o. No t\u00e9rreo, onde funcionam os departamentos comercial, de treinamento e de manuten\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da recep\u00e7\u00e3o e da garagem, houve uma pequena for\u00e7a-tarefa para subir sobre as mesas o que fosse poss\u00edvel: de cadeiras e CPUs de computadores a fardos de edi\u00e7\u00f5es anteriores do\u00a0<em>Correio<\/em> e documentos.<\/p>\n<p>De quando em quando, Flor sa\u00eda \u00e0 rua, preocupado. No in\u00edcio da noite, chegou a medir o n\u00edvel da \u00e1gua, constatando que faltavam cerca de 30 cm para que o pr\u00e9dio fosse alagado. Por volta das 21 horas, ele e os sete colegas que ainda estavam no jornal se despediram. Apesar de todo o transtorno daquele dia e do avan\u00e7o da \u00e1gua, o chefe de reda\u00e7\u00e3o planejava voltar ao jornal no dia seguinte. Na madrugada de s\u00e1bado (4 de maio), no entanto, recebeu a not\u00edcia de que a enchente agora tinha invadido o im\u00f3vel.<\/p>\n<p>\u201cFoi um misto de choque com consterna\u00e7\u00e3o. Eu trabalho nesse pr\u00e9dio h\u00e1 39 anos. Olhava para a foto de 1941 e n\u00e3o acreditava na possibilidade de a \u00e1gua entrar no nosso pr\u00e9dio de novo. \u00c9 chocante\u201d, disse \u00e0\u00a0<strong>piau\u00ed<\/strong>. \u201cNa despedida, algu\u00e9m falou: \u2018Daqui tr\u00eas dias a gente volta.\u2019 Outro emendou: \u2018Na pandemia, a gente falava a mesma coisa e ficou naquilo por dois anos.\u2019 \u00c9 como na pandemia. E \u00e9 assustador.\u201d Nos dias seguintes, o n\u00edvel do Gua\u00edba bateu em 5,33 metros, superando a enchente da d\u00e9cada de 1940, que chegou a 4,77 metros.<\/p>\n<div id=\"attachment_87271\" style=\"width: 430px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-87271\" class=\"wp-image-87271\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Correio-1-768x1024.jpg\" alt=\"flooded street in porto alegre\" width=\"420\" height=\"560\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Correio-1-768x1024.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Correio-1-225x300.jpg 225w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Correio-1.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><p id=\"caption-attachment-87271\" class=\"wp-caption-text\">Fachada do pr\u00e9dio onde fica a sede do Correio do Povo, em Porto Alegre, no dia 4 de maio. (Foto: Pedro Dreher\/Correio do Povo)<\/p><\/div>\n<p>Diante da informa\u00e7\u00e3o de que a sede do jornal tinha sido alagada, Flor comprou um par de galochas e come\u00e7ou a se dirigir ao local na manh\u00e3 de s\u00e1bado, pensando em entrar no edif\u00edcio, ver o estrago com os pr\u00f3prios olhos e avaliar o que poderia ser feito. N\u00e3o p\u00f4de sequer chegar perto do endere\u00e7o. Diversas ruas que davam acesso ao Centro Hist\u00f3rico estavam tomadas pela cheia, impedindo a passagem de carros. Um colega que conseguiu chegar ao pr\u00e9dio, no entanto, relatou o estrago. Pelo celular, Flor recebeu fotos que mostravam salas e corredores inundados, com edi\u00e7\u00f5es do\u00a0<em>Correio\u00a0<\/em>boiando na \u00e1gua turva. Nos dias seguintes, a enchente chegou ao n\u00edvel de um metro. A reda\u00e7\u00e3o, que fica no primeiro andar, n\u00e3o foi atingida.<\/p>\n<p>Sem alternativa, o jornalista voltou para casa, em um pequeno condom\u00ednio de pr\u00e9dios localizado no bairro Pedra Redonda, e que continuava com luz, embora estivesse sem \u00e1gua. De l\u00e1, comandou a nova edi\u00e7\u00e3o do jornal, mais uma vez no formato flip. Apesar de os diagramadores terem levado para casa parte dos computadores, a equipe estava com acesso limitado, pois os sistemas centralizados no servidor estavam fora de opera\u00e7\u00e3o, uma vez que o pr\u00e9dio estava sem energia. Havia possibilidade de acesso pela nuvem, mas de forma limitada.<\/p>\n<p>No domingo, 5 de maio, os entraves se agravaram. Com equipe reduzida, o fechamento da edi\u00e7\u00e3o se estendeu at\u00e9 as 4 horas da madrugada.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de estar no epicentro de uma trag\u00e9dia humanit\u00e1ria, o diretor tentava se equilibrar entre o esfor\u00e7o para manter a cobertura em p\u00e9 e saber das necessidades pessoais e profissionais da equipe. Na segunda-feira, 6 de maio, ele tinha dificuldade at\u00e9 de saber com exatid\u00e3o com quantos profissionais poderia contar \u2013 calcula que das oitenta pessoas da reda\u00e7\u00e3o, apenas cerca de trinta tinham condi\u00e7\u00f5es estruturais para trabalhar.<\/p>\n<p>Muitos colegas foram desalojados, estavam sem energia el\u00e9trica em casa ou n\u00e3o conseguiam se dirigir a um local com condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de trabalho. Um dos casos que mais preocuparam a equipe foi o da coordenadora de produ\u00e7\u00e3o, Luciamem Winck, que teve seu apartamento t\u00e9rreo inundado e perdeu praticamente tudo. A \u00e1gua chegou a 1,8 metro e ela precisou se refugiar num andar superior do edif\u00edcio. Ainda assim, a profissional planejava se dirigir ao litoral do estado, de onde poderia trabalhar.<\/p>\n<p>\u201cTem a preocupa\u00e7\u00e3o com o trabalho, com a miss\u00e3o de informar. Mas a gente n\u00e3o se pode permitir formar mais v\u00edtimas. N\u00e3o podemos colocar as pessoas em risco. A vida \u00e9 mais importante que tudo neste momento\u201d, diz Flor. \u201cN\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 not\u00edcias. Os acontecimentos est\u00e3o do lado da gente, com a gente. Eu tenho tr\u00eas equipes que foram fazer cobertura no interior e que est\u00e3o ilhadas, sem conseguir voltar para casa.\u201d<\/p>\n<p>O rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico Ricardo Giusti, de 63 anos, o jornalista Cristiano Abreu, de 43, e o motorista Alexandre Soares, de 54, partiram da reda\u00e7\u00e3o do\u00a0<em>Correio do Povo<\/em> na manh\u00e3 de 30 de abril, a bordo de um Citro\u00ebn C3, com a miss\u00e3o de chegar a Santa Maria, que fica a cerca de 300 km de Porto Alegre. Ao longo do trajeto, passaram por outros munic\u00edpios, como Santa Cruz do Sul, que j\u00e1 sofriam com enchentes. Registraram o estado de calamidade: ruas inundadas, pessoas sendo resgatadas de suas casas em botes ou aeronaves. Naquele dia, no entanto, n\u00e3o conseguiram chegar a Santa Maria. A 18 km da cidade, a rodovia BR-392 estava submersa.<\/p>\n<p>\u201cEu contei: havia cinquenta caminh\u00f5es, al\u00e9m de v\u00e1rias dezenas de carros particulares. N\u00f3s tivemos que pernoitar na estrada. Foi uma noite horrorosa. Raios, trov\u00f5es e uma chuva intensa a noite toda. Assustador\u201d, resume Giusti. O trio dormiu no pr\u00f3prio carro: Soares e Giusti, nos bancos da frente; Alves, no de tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Como a \u00e1gua n\u00e3o baixou, na manh\u00e3 de quarta-feira, 1\u00ba de maio, a equipe pegou uma vicinal e fez um longo contorno de cerca de 250 km, passando por quatro munic\u00edpios, para chegar a Santa Maria pelo lado Oeste. A insist\u00eancia tinha uma justificativa: o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) e sua comitiva decidiram visitar Santa Maria no dia seguinte. Na ocasi\u00e3o, as chuvas tinham provocado 13 mortes e 21 pessoas estavam desaparecidas. Em 13 de maio,\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/rs\/rio-grande-do-sul\/noticia\/2024\/05\/13\/tragedia-no-rs-defesa-civil-confirma-mais-2-mortes-e-total-chega-a-147.ghtml\"><u>o n\u00famero de mortos confirmados chegou a 147<\/u><\/a>, mais 127 desaparecidos e 2,1 milh\u00f5es de pessoas diretamente afetadas.<\/p>\n<div id=\"attachment_87264\" style=\"width: 430px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-87264\" class=\"wp-image-87264\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/FEATURED-Correio-do-Povo-RS.png\" alt=\"print newspapers in a flooded room\" width=\"420\" height=\"282\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/FEATURED-Correio-do-Povo-RS.png 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/FEATURED-Correio-do-Povo-RS-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/FEATURED-Correio-do-Povo-RS-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><p id=\"caption-attachment-87264\" class=\"wp-caption-text\">Jornais espalhados no andar alagado da sede do Correio do Povo. (Foto: Pedro Dreher\/Correio do Povo)<\/p><\/div>\n<p>Ap\u00f3s a cobertura da miss\u00e3o presidencial e dos efeitos do desastre em Santa Maria, a equipe do\u00a0<em>Correio<\/em> iniciou o regresso. \u00c0quela altura, al\u00e9m dos transtornos da cat\u00e1strofe, a equipe enfrentou outro tipo de percal\u00e7os. O grupo se preparou para uma expedi\u00e7\u00e3o de apenas dois dias. Cada um tinha levado apenas uma mochila com duas mudas de roupas e materiais b\u00e1sicos de trabalho \u2013 entre os itens, apenas um powerbank (carregador port\u00e1til). Ainda em Santa Maria, tiveram que comprar novas roupas, prevendo que a viagem pudesse se estender indefinidamente.<\/p>\n<p>Na noite de s\u00e1bado, 4 de maio, os tr\u00eas profissionais chegaram a Gua\u00edba, na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre, mas n\u00e3o puderam ir adiante: estavam ilhados. As not\u00edcias que recebiam davam conta de 95% de Eldorado, munic\u00edpio vizinho, estava inundado. A equipe come\u00e7ou a viagem at\u00e9 l\u00e1, mas a rodovia tamb\u00e9m tinha um ponto de alagamento que impedia a passagem de ve\u00edculos pequenos. Giusti pegou sozinho uma carona em um caminh\u00e3o do Ex\u00e9rcito e chegou ao ponto cr\u00edtico.<\/p>\n<p>\u201cTu n\u00e3o imagina o que tinha de moradores de Eldorado que estavam \u00e0 beira da rodovia, com carros, acampados, esperando alguma coisa que eles nem sabiam o que era. Aquela coisa de refugiados, que a gente v\u00ea na Europa\u201d, relata Giusti. L\u00e1, o fot\u00f3grafo registrou moradores sendo resgatados em botes e em helic\u00f3pteros, idosos e crian\u00e7as com \u00e1gua pela cintura, animais sendo removidos por volunt\u00e1rios. Imposs\u00edvel n\u00e3o recorrer a um clich\u00ea: \u201cEra uma cena de guerra\u201d, resume o profissional.<\/p>\n<p>Apesar de ter visto muitos exemplos de solidariedade, Giusti tamb\u00e9m se assombrou ao presenciar saques. Um deles aconteceu em uma loja de conveni\u00eancia de um posto de combust\u00edveis. Ele conta que o dono, quando viu o movimento em dire\u00e7\u00e3o aos produtos, orientou que os funcion\u00e1rios n\u00e3o reagissem. Havia militares do Ex\u00e9rcito no local, mas ningu\u00e9m interveio.<\/p>\n<p>O trabalho continuou e, quando a noite caiu, o fot\u00f3grafo n\u00e3o conseguiu reencontrar o Ex\u00e9rcito. Refugiou-se em um abrigo improvisado em um galp\u00e3o de uma revenda de caminh\u00f5es. Na manh\u00e3 seguinte, soube que haveria uma opera\u00e7\u00e3o de resgate no munic\u00edpio. Conseguiu voltar a Gua\u00edba a bordo de um helic\u00f3ptero da Pol\u00edcia Militar (PM) do Paran\u00e1. S\u00f3 ent\u00e3o reencontrou seus colegas.<\/p>\n<p>\u201cEu quero que meu jornal tenha a melhor imagem, para informar melhor o meu leitor\u201d, justificou o fot\u00f3grafo, que n\u00e3o deixou de se sensibilizar ao longo da cobertura. \u201cNum Grenal [<em>embate cl\u00e1ssico do futebol entre o Gr\u00eamio e o Internacional<\/em>], eu, que tor\u00e7o para o Gr\u00eamio, sou profissional. Fotografo os dois times da mesma forma. Mas ali [<em>na trag\u00e9dia<\/em>], n\u00e3o tinha como. Me emociono, n\u00e3o sou um rob\u00f4. Nessa hora, todas as fotos t\u00eam sentimento\u201d, disse Giusti, que soma quarenta anos de carreira. Na manh\u00e3 de ontem, 8 de maio, a equipe contabilizava oito dias fora de casa. Eles se preparavam para pegar uma carona em um helic\u00f3ptero do Ex\u00e9rcito, que os levaria de volta a Porto Alegre.<\/p>\n<p>As tempestades come\u00e7aram em 27 de abril e logo se converteram em uma cat\u00e1strofe humanit\u00e1ria e social. Desde ent\u00e3o, os munic\u00edpios do Rio Grande do Sul registraram mais de 800 mm de \u00e1gua, de acordo com a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico (ANA), quase oito vezes a m\u00e9dia esperada para o m\u00eas de maio no estado. H\u00e1 mais de\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/rs\/rio-grande-do-sul\/noticia\/2024\/05\/13\/tragedia-no-rs-defesa-civil-confirma-mais-2-mortes-e-total-chega-a-147.ghtml\"><u>79,5 mil pessoas em abrigos e 538 mil desalojadas<\/u><\/a>. Dos 401 munic\u00edpios ga\u00fachos, 477 relataram problemas decorrentes do temporal.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 de segunda-feira, 6 de maio, quando soube que a sede do\u00a0<em>Correio<\/em> continuava inundada, a editora de pol\u00edtica, Mauren Xavier, decidiu transformar seu apartamento num \u201cmini quartel-general\u201d da reda\u00e7\u00e3o, para que os colegas pudessem trabalhar. Localizado no bairro Cidade Baixa, o pr\u00e9dio estava sem \u00e1gua, mas continuava com acesso \u00e0 luz e \u00e0 internet. Por volta das 11 horas, a rep\u00f3rter Fl\u00e1via Sim\u00f5es chegou, trazendo seu notebook, celular e outros materiais de trabalho. O editor Carlos Corr\u00eaa come\u00e7ou a se deslocar para l\u00e1, mas n\u00e3o houve tempo. Ao meio-dia, o fornecimento de energia el\u00e9trica foi interrompido, desarticulando o \u201cmini QG\u201d.<\/p>\n<p>Do alto do quarto andar, ela olhou pela janela e viu que o n\u00edvel da \u00e1gua estava alto, embora ainda a algumas quadras do pr\u00e9dio. Enquanto seus colegas procuravam guarida na casa de amigos, Xavier optou por descer \u00e0 rua, para entender o que estava acontecendo. Avistou um cen\u00e1rio de desola\u00e7\u00e3o: pessoas saindo \u00e0s pressas de casa, um menino com \u00e1gua na altura da coxa resgatando um gato sob seu blus\u00e3o de moletom. \u201cVoc\u00ea via aquela \u00e1gua suja avan\u00e7ando pelas ruas e as pessoas procurando desesperadamente por uma garrafa d\u2019\u00e1gua, dispostas a pagar quanto fosse\u201d, disse a editora, emocionada.<\/p>\n<div id=\"attachment_87276\" style=\"width: 430px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-87276\" class=\"wp-image-87276\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/nasaportoalegre.webp\" alt=\"satellite image shows flood in porto alegre\" width=\"420\" height=\"236\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/nasaportoalegre.webp 900w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/nasaportoalegre-300x169.webp 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/nasaportoalegre-768x432.webp 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/><p id=\"caption-attachment-87276\" class=\"wp-caption-text\">Imagem de sat\u00e9lite mostra alagamento em Porto Alegre no dia 6 de maio. (Foto: Nasa)<\/p><\/div>\n<p>Imagem de sat\u00e9lite divulgada pela Nasa, ag\u00eancia espacial dos Estados Unidos, em 6 de maio mostra enchente em Porto Alegre. (Foto: Nasa)Pouco depois, as autoridades emitiram uma recomenda\u00e7\u00e3o para que o Cidade Baixa fosse evacuado. Xavier fez uma mochila \u00e0s pressas, pegou seus dois gatos e foi para a casa da m\u00e3e, no bairro Mario Quintana, a 40 minutos dali. Apesar de ser editora de pol\u00edtica, j\u00e1 tinha sido direcionada \u00e0 cobertura das enchentes, como todo o time. Passou a ir \u00e0s ruas, a reportar os efeitos dos alagamentos e a produzir v\u00eddeos para as redes sociais. Em meio \u00e0s dimens\u00f5es da trag\u00e9dia, a jornalista se constrangia ao assentir que sofria o peso do epis\u00f3dio pelo qual passava, como se n\u00e3o tivesse o direito de reclamar, porque milhares de pessoas estavam em condi\u00e7\u00f5es piores.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornais-centenarios-do-brasil-tentam-unir-patrimonio-historico-a-transformacoes-digitais-e-aproximacao-com-leitores\/\"><u>Fundado h\u00e1 quase 130 anos, em 1895, o\u00a0<\/u><em><u>Correio do Povo<\/u><\/em><\/a> nasceu com a proposta de ser um jornal mais neutro entre os dois grupos que ent\u00e3o predominavam na pol\u00edtica ga\u00facha, n\u00e3o pendendo para os maragatos (identificados pelos len\u00e7os vermelhos) nem para os chimangos (dos len\u00e7os brancos). Como s\u00edmbolo de equil\u00edbrio, o jornal era impresso em um tom rosado, passando a ser conhecido pelo apelido de \u201co r\u00f3seo\u201d. Desde 1946, o\u00a0<em>Correio<\/em> est\u00e1 sediado no Edif\u00edcio Hudson, na rua que ganharia o nome de seu fundador: Caldas J\u00fanior. Al\u00e9m do\u00a0<em>Correio,<\/em> o pr\u00e9dio tamb\u00e9m abriga, hoje, a R\u00e1dio Gua\u00edba \u2013 ambas s\u00e3o hoje empresas do Grupo Record RS. O jornal tamb\u00e9m teve uma importante veia liter\u00e1ria, publicando nomes como \u00c9mile Zola, Machado de Assis e, d\u00e9cadas depois, Mario Quintana.<\/p>\n<p>\u00c9 o principal concorrente do jornal\u00a0<em>Zero Hora<\/em>, do grupo RBS, cujo pr\u00e9dio tamb\u00e9m foi parcialmente evacuado devido \u00e0 proximidade da enchente (parte da equipe t\u00e9cnica segue trabalhando por l\u00e1, \u201cem seguran\u00e7a\u201d, conforme explica a empresa, enquanto a maior parte do time atua de casa ou da sede da afiliada da TV Globo, em outro bairro. A<a href=\"https:\/\/flipzh.clicrbs.com.br\/jornal-digital\/pub\/gruporbs\/?numero=20240509&amp;_gl=1*7d6l8l*_gcl_au*NTY5MjE0NDYxLjE3MTUyMjM1OTY.\">\u00a0<u>edi\u00e7\u00e3o di\u00e1ria<\/u><\/a> est\u00e1 sendo veiculada gratuitamente pelo site).<\/p>\n<p>Formado na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Telmo Flor come\u00e7ou a trabalhar no Edif\u00edcio Hudson em 1985. A porta de entrada foi a R\u00e1dio Gua\u00edba, mas em pouco tempo foi transferido para o\u00a0<em>Correio<\/em>. Passou por diversas editorias at\u00e9 que, em 1992, aos 32 anos, foi promovido ao cargo que ocupa at\u00e9 hoje, de diretor de reda\u00e7\u00e3o. \u201cEu j\u00e1 dormi aqui em diversas coberturas, em elei\u00e7\u00f5es\u2026 Vale o clich\u00ea: \u00e9 a minha segunda casa\u201d, resume Flor. Essa trajet\u00f3ria passa pela sua cabe\u00e7a ao ver a sede inundada. A enchente hist\u00f3rica de 1941 n\u00e3o \u00e9 mais s\u00f3 um quadro na parede.<\/p>\n<p>Na noite de 6 de maio, Telmo Flor estava exausto. Enquanto corria para liderar a cobertura, lidava com as quest\u00f5es pessoais. Precisou acolher o filho, a nora e a cachorrinha do casal, que tiveram que sair \u00e0s pressas da resid\u00eancia em que moram. O condom\u00ednio em que vive continuava sem \u00e1gua. Para tomar banho e limpar a casa, os moradores retiravam com baldes a \u00e1gua da piscina. A \u00fanica \u00e1gua pot\u00e1vel que havia em casa era com g\u00e1s. H\u00e1 supermercados funcionando, mas a \u00e1gua mineral sumiu da prateleira.<\/p>\n<p>Depois de encerrar a conversa com a\u00a0<strong>piau\u00ed<\/strong>, \u00e0s 18h30, ele ainda editou todos os textos que lhe foram enviados entre o fim da tarde e o in\u00edcio da noite e tentou refazer contato com os colegas com quem n\u00e3o conseguira falar nos \u00faltimos dias. Por fim, planejou a cobertura do dia seguinte. Nesses dias de crise, desenvolveu problemas digestivos e passou a tomar ansiol\u00edticos, diante da \u00e1gua que resiste a baixar mesmo em dias de tr\u00e9gua da chuva. \u201cA gente passa o dia todo angustiado. N\u00e3o confia mais no sol\u201d, disse.<\/p>\n<p>O diretor de reda\u00e7\u00e3o sabe que n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel retornar \u00e0 sede do jornal no curto prazo e se instalou em uma escrivaninha improvisada como mesa de trabalho. \u201cN\u00e3o me arrisco a fazer uma previs\u00e3o de quando a \u00e1gua vai baixar. Mas a gente sabe que a informa\u00e7\u00e3o, principalmente nos alertas, pode salvar vidas. Esse \u00e9 o nosso mote. Tem muita gente dedicada \u2013 me desculpe o clich\u00ea \u2013 fazendo das tripas cora\u00e7\u00e3o para poder manter o jornal no ar. E vamos em frente.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornal Correio do Povo, sediado em Porto Alegre, cobre o Rio Grande do Sul h\u00e1 quase 130 anos. 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A publica\u00e7\u00e3o e sua equipe tentam manter o compromisso com o jornalismo e informar seu p\u00fablico no momento mais cr\u00edtico de sua hist\u00f3ria. <\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":87264,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[2075],"tags":[],"coauthors":[2742],"class_list":["post-87263","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reportagens-especiais"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.3) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Debaixo d\u2019\u00e1gua, jornal Correio do Povo cobre trag\u00e9dia humana das enchentes no sul do Brasil - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Conhe\u00e7a os bastidores do jornalismo diante da trag\u00e9dia das enchentes no Rio Grande do Sul. 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