{"id":87989,"date":"2024-06-05T12:18:06","date_gmt":"2024-06-05T17:18:06","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=87989"},"modified":"2024-06-05T12:18:06","modified_gmt":"2024-06-05T17:18:06","slug":"como-anna-virginia-balloussier-se-especializou-na-cobertura-de-religioes-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/como-anna-virginia-balloussier-se-especializou-na-cobertura-de-religioes-no-brasil\/","title":{"rendered":"Como Anna Virginia Balloussier se especializou na cobertura de religi\u00f5es no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">O caminho de Anna Virginia Balloussier \u00e9 singular. Na juventude, uma t\u00edpica hipster do Rio de Janeiro radicada em S\u00e3o Paulo, a jornalista de 37 especializou-se na cobertura de religi\u00e3o, com foco especial em igrejas e fi\u00e9is evang\u00e9licos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O interesse come\u00e7ou um pouco por acaso, como uma tarefa designada a uma foca da Folha de S.Paulo, e amadureceu at\u00e9 dot\u00e1-la de uma vis\u00e3o abrangente de grupos crist\u00e3os. Balloussier, que segue trabalhando na Folha, atualmente como rep\u00f3rter especial, tem como fontes desde pastores conservadores muito influentes politicamente como Silas Malafaia a l\u00edderes de pequenas igrejas de bairro e religiosos progressistas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A cobertura acompanha o crescimento dos evang\u00e9licos no Brasil. Segundo todas as pesquisas de opini\u00e3o, a parcela da popula\u00e7\u00e3o que declara seguir a f\u00e9 evang\u00e9lica no ainda maior pa\u00eds cat\u00f3lico do mundo aumenta constantemente. Em 2020, uma <\/span><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2020\/01\/13\/50percent-dos-brasileiros-sao-catolicos-31percent-evangelicos-e-10percent-nao-tem-religiao-diz-datafolha.ghtml\"><span style=\"font-weight: 400;\">pesquisa Datafolha constatou que eles ent\u00e3o compunham 31%<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> da popula\u00e7\u00e3o, e o IBGE estimou no mesmo ano que <\/span><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/brasil\/evangelicos-devem-ultrapassar-catolicos-no-brasil-a-partir-de-2032\"><span style=\"font-weight: 400;\">at\u00e9 2032 os evang\u00e9licos devem superar os cat\u00f3licos<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> numericamente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os mais de 13 anos de Balloussier cobrindo o tema recentemente a motivaram a escrever e publicar o <\/span><a href=\"https:\/\/todavialivros.com.br\/livros\/o-pulpito-fe-poder-e-o-brasil-dos-evangelicos\"><span style=\"font-weight: 400;\">livro-reportagem \u201cO p\u00falpito: F\u00e9, poder e o Brasil dos evang\u00e9licos\u201d<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Este \u00e9 o seu segundo livro, ap\u00f3s <\/span><a href=\"https:\/\/todavialivros.com.br\/livros\/talvez-ela-nao-precise-de-mim\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTalvez ela n\u00e3o precise de mim\u201d<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, obra de 2020 sobre a experi\u00eancia da maternidade e do puerp\u00e9rio em meio \u00e0 pandemia.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_87986\" style=\"width: 517px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-87986\" class=\"size-full wp-image-87986\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FEATURED-Anna-Virginia.png\" alt=\"A frontal portrait of Brazilian journalist Anna Virginia Balloussier against a dark backdrop. She is putting her hand at her chin\" width=\"507\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FEATURED-Anna-Virginia.png 507w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FEATURED-Anna-Virginia-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FEATURED-Anna-Virginia-350x234.png 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 507px) 100vw, 507px\" \/><p id=\"caption-attachment-87986\" class=\"wp-caption-text\">A jornalista brasileira Anna Virginia Balloussier, autora de \"O P\u00falpito\", um livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado sobre os evang\u00e9licos no Brasil (Foto: Marcus Leoni)<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No novo livro, Balloussier discute temas como empreendedorismo, pol\u00edtica, d\u00edzimo, aborto e sexo entre evang\u00e9licos, buscando, segundo diz na introdu\u00e7\u00e3o, evitar \u201ccair na cilada de reduzir indiv\u00edduos a estere\u00f3tipos\u201d. Em vez disso, ela manifesta a ambi\u00e7\u00e3o de descrever seguidores religiosos altamente heterog\u00eaneos entre si, que em seu conjunto, correspondem a mudan\u00e7as significativas na sociedade e na pol\u00edtica brasileira.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <\/span><b>LatAm Journalism Review (LJR) <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">se encontrou com Balloussier num caf\u00e9 em S\u00e3o Paulo no fim de maio para uma conversa sobre o livro, o seu trabalho, a sua pr\u00f3pria f\u00e9, a caracter\u00edstica ironia em seu estilo e cr\u00edticas que \u00e0s vezes recebe. O resultado da conversa encontra-se abaixo.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">A entrevista foi editada por motivos de clareza e tamanho.<\/span><\/i><\/p>\n<p><b>LJR: Desde 2010 voc\u00ea cobre religi\u00f5es, com um foco especial em evang\u00e9licos. Como isso come\u00e7ou?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>Anna Virginia Balloussier: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Como falo no livro, estudei em uma escola metodista e tinha parentes evang\u00e9licos. Mesmo assim, n\u00e3o fazia nenhuma ideia do que de fato fosse esse fen\u00f4meno. Em 2010, depois de sair do Programa de Treinamento da Folha, a minha ent\u00e3o editora Vera Magalh\u00e3es me p\u00f4s numa miss\u00e3o t\u00edpica de focas: visitar o m\u00e1ximo de cultos evang\u00e9licos e missas cat\u00f3licas para saber o que estava sendo discutido sobre o aborto. Aquela foi a primeira elei\u00e7\u00e3o em que o aborto veio \u00e0 tona no Brasil de forma relevante. Em um m\u00eas, fui a mais de 50 cultos e missas. Comecei a perceber que havia algo grande acontecendo e ningu\u00e9m estava prestando muita aten\u00e7\u00e3o. Por um lado, foi uma curiosidade genu\u00edna; quando crian\u00e7a, tinha interesse por religi\u00f5es, meu livro preferido aos 8 anos se chamava \"O livro das relig\u00f5es\". Mas foi tamb\u00e9m senso de oportunidade e faro jornal\u00edstico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: O que ent\u00e3o percebia na cobertura e queria fazer diferente?<\/b><\/p>\n<p><b>AVB:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> As reportagens que eu via costumavam sair na editoria de Cidades ou Cotidiano em um tom um pouco policialesco; por exemplo, den\u00fancias contra pastores que abusavam financeiramente de fi\u00e9is. E eu pensava haver um fen\u00f4meno mais amplo. Hoje, parte da cobertura migrou para a editoria Pol\u00edtica, por exemplo. Atualmente h\u00e1 muitas bolas divididas entre o assunto, que \u00e9 mais popular entre os editores. Eles brigam por esse tipo de notici\u00e1rio, que pode sair em Economia, em Pol\u00edtica, em Cidade.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Como foi a transi\u00e7\u00e3o at\u00e9 se especializar nisso?<\/b><\/p>\n<p><b>AVB:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Acabada a elei\u00e7\u00e3o, tomei para mim a cobertura. Ap\u00f3s a temporada como foca em Pol\u00edtica, fui para o caderno Folha Teen, para adolescentes. E a\u00ed, por exemplo, sugeri ir no acampamento cat\u00f3lico da Can\u00e7\u00e3o Nova, um movimento carism\u00e1tico, e passei tr\u00eas dias acampada com eles. Continuei propondo pautas: em 2011, eram os 100 anos da Assembleia de Deus no Brasil. Assim acumulei fontes e algum conhecimento. Hoje percebo que cometi um monte de erros naquela \u00e9poca. Por exemplo, cheguei a usar o verbo \"rezar\" em vez de \"orar\" para evang\u00e9licos. A prefer\u00eancia acontece porque entendem que est\u00e3o numa conversa livre com Deus, em vez da repeti\u00e7\u00e3o de uma ora\u00e7\u00e3o como \u201cAve Maria\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Qual \u00e9 a import\u00e2ncia de uma cobertura com foco espec\u00edfico em religi\u00f5es?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>AVB: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">No Brasil, onde a religiosidade \u00e9 muito presente \u2014 h\u00e1 pesquisas que indicam que 9 em cada 10 brasileiros acreditam em Deus \u2014, isso se infiltra em v\u00e1rios poros sociais. Entre os pr\u00f3prios evang\u00e9licos, h\u00e1 uma teologia chamada Teologia dos Sete Montes, que fala na miss\u00e3o de ocupar sete esferas sociais: educa\u00e7\u00e3o, entretenimento, pol\u00edtica, fam\u00edlia, entre outros. Ent\u00e3o, uma religi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma identidade isolada, mas algo que vai influenciar o voto, a escola dos filhos, a educa\u00e7\u00e3o de futuros cidad\u00e3os. Isso torna essencial que haja essa cobertura.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Como voc\u00ea se define religiosamente?<\/b><\/p>\n<p><b>AVB:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Geralmente, eu n\u00e3o falava publicamente sobre isso, mas agora no livro j\u00e1 est\u00e1 dito. Eu sou umbandista \u2014 ou ent\u00e3o, venho de fam\u00edlia umbandista e minha fam\u00edlia toda \u00e9. A minha m\u00e3e \u00e9 m\u00e9dium; ela n\u00e3o trabalha, mas recebia em casa entidades. Ent\u00e3o, eu tinha uma rela\u00e7\u00e3o muito \u00edntima [com a umbanda]. N\u00e3o uma rela\u00e7\u00e3o religiosa institucional cl\u00e1ssica, mas uma rela\u00e7\u00e3o quase de amizade que eu tinha com o Juquinha, que era um er\u00ea.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Em algum momento houve algum tipo de atrito por causa disso?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>AVB: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Nunca, mas tamb\u00e9m nunca foi uma informa\u00e7\u00e3o muito disseminada. At\u00e9 porque sou jornalista, ent\u00e3o o interesse jornal\u00edstico em mim enquanto pauta s\u00f3 surgiu agora, ou ent\u00e3o em meu livro anterior, sobre maternidade. Mas muitas vezes estou cobrindo uma pauta em uma igreja evang\u00e9lica e h\u00e1 uma tentativa de convers\u00e3o. Ou ent\u00e3o me perguntam se eu sou crist\u00e3; e a\u00ed me sinto confort\u00e1vel de responder que sim, porque a linha da umbanda que sigo acredita em Cristo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Qual \u00e9 a sua inten\u00e7\u00e3o com esse livro, e qual p\u00fablico pretende alcan\u00e7ar?<\/b><\/p>\n<p><b>AVB: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Desde o come\u00e7o, minha ideia era fazer um livro claro, direto e em uma linguagem jornal\u00edstica acess\u00edvel. Eu tinha duas inten\u00e7\u00f5es: uma era ser honesta com a minha produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica e tentar entender o que era aquilo, num balan\u00e7o. A outra, que as pessoas de fora do segmento evang\u00e9lico tentassem entender um pouco mais o que ele \u00e9. Eu sei que o livro est\u00e1 tendo uma boa repercuss\u00e3o entre pastores e quem \u00e9 evang\u00e9lico. Mas eu achei que o alcance maior seria entre entre o p\u00fablico n\u00e3o evang\u00e9lico, talvez ligado ao segmento progressista, que tinha muito preconceito, n\u00e3o entendia do que se tratava.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: No come\u00e7o do livro, voc\u00ea diz querer se distanciar de uma abordagem \"antropologizante\". O que seria isso, e como se diferencia a sua abordagem?<\/b><\/p>\n<p><b>AVB: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o acho que o problema seja uma vis\u00e3o que usa da sociologia ou da antropologia, tanto que cito v\u00e1rios estudiosos. Mas n\u00e3o queria ficar apenas nisso. Porque o jornalismo, \u00e0s vezes, ao falar de um fen\u00f4meno de massa, o aborda como se fossem bichinhos em um zool\u00f3gico. Numa reda\u00e7\u00e3o de jornal, quase n\u00e3o h\u00e1 evang\u00e9licos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Como pensou a estrutura do livro? H\u00e1 primeiro uma s\u00e9rie de temas separados em cap\u00edtulos, como sexualidade, aborto, empreendedorismo e pol\u00edtica. J\u00e1 o pen\u00faltimo discute a quest\u00e3o do poder, e a meu ver \u00e9 mais anal\u00edtico do que os demais. Como se deu essa organiza\u00e7\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><b>AVB:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Basicamente, houve uma dose de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">freestyle<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Desde o come\u00e7o, eu sabia que queria pegar um personagem como fio condutor do cap\u00edtulo para introduzir o leitor na hist\u00f3ria da forma mais ilustrativa poss\u00edvel, e depois tentar entender. Enquanto falava sobre a sexualidade, percebi que o aborto mereceria um cap\u00edtulo \u00e0 parte. D\u00edzimo, o \u00faltimo cap\u00edtulo, \u00e9 uma quest\u00e3o que sempre levanta muito pol\u00eamica e d\u00favidas, e tamb\u00e9m merecia um cap\u00edtulo \u00e0 parte. Curiosamente, o cap\u00edtulo que voc\u00ea citou, Poder, foi o \u00faltimo a entrar. Na \u00e9poca, o meu editor chegou e falou que sentia falta de um cap\u00edtulo que fechasse aquela hist\u00f3ria; ele pensava que eu estava falando muita coisa sobre como os evang\u00e9licos est\u00e3o na sociedade, mas faltava uma parte que explicasse o que querem com isso, por que querem esse poder. A\u00ed veio a ideia desse capitulo, para falar sobre como os evang\u00e9licos se veem nesse projeto de na\u00e7\u00e3o, no projeto do que \u00e9 ser um cidad\u00e3o.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_87990\" style=\"width: 320px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-87990\" class=\"wp-image-87990\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/pulpito.jpg\" alt=\"The cover of &quot;O P\u00falpito&quot;, a recently released book by Brazilian journalist Anna Virginia Balloussier. The cover features the upper back of a woman with a tattoo of a Bible within roses\" width=\"310\" height=\"470\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/pulpito.jpg 1619w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/pulpito-198x300.jpg 198w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/pulpito-675x1024.jpg 675w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/pulpito-768x1166.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/pulpito-1012x1536.jpg 1012w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/pulpito-1349x2048.jpg 1349w\" sizes=\"auto, (max-width: 310px) 100vw, 310px\" \/><p id=\"caption-attachment-87990\" class=\"wp-caption-text\">A capa de \"O P\u00falpito\", livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado pela Todavia da jornalista da Folha Anna Virginia Balloussier<\/p><\/div>\n<p><b>LJR: Desde cedo, o seu estilo tem uma marca ir\u00f4nica muito clara.<\/b><a href=\"https:\/\/religiosamente.blogfolha.uol.com.br\/page\/6\/\"><b> Em seu primeiro texto no \"Religiosamente\"<\/b><\/a><b>, o blog sobre religi\u00f5es que manteve durante alguns anos, ao citar diferentes credos, voc\u00ea em fala em \"adorador de bacon torradinho na manteiga\". Como equilibrar isso com uma cobertura de religi\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><b>AVB: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Paro bem e para o mal, eu sempre carreguei muito nas met\u00e1foras. At\u00e9 j\u00e1 diminu\u00ed isso um pouco, mas sempre tive um texto que as pessoas reconheciam e falavam \"\u00e9 seu\". Ao cobrir esse sentimento religioso, adequei isso para uma forma, por assim dizer, mais respeitosa. Evang\u00e9licos nunca ficaram chateados comigo. A minha ideia sempre foi rir com eles e nunca deles. Ent\u00e3o adoto um tom respeitoso, mas sabendo de antem\u00e3o que o evang\u00e9lico n\u00e3o \u00e9 um ser formal e que n\u00e3o ri de si mesmo. H\u00e1 uma infinidade de blogs e memes e perfis evang\u00e9licos nas redes sociais tirando sarro de si mesmo. Eu carrego menos na tinta ir\u00f4nica quando sei que vai chatear a pessoa, mas o que talvez seja mais importante para mim \u00e9 ser ilustrativa, tentar fazer com que as pessoas vejam a cena, aquilo que eu estou vendo e sentindo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Voc\u00ea com frequ\u00eancia faz cr\u00edticas a setores progressistas, por supostamente n\u00e3o entenderem a parcela religiosa da popula\u00e7\u00e3o. Como voc\u00ea acredita que ocorre essa aliena\u00e7\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><b>AVB:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Existe a ideia de que eu critico unicamente um setor da esquerda que n\u00e3o quer saber dos evang\u00e9licos ou os olha com preconceito. Isso n\u00e3o \u00e9 a verdade: a maioria das minhas mat\u00e9rias acabam sendo cr\u00edticas \u00e0 c\u00fapula evang\u00e9lica que tende a ser muito mais conservadora e muito mais \u00e0 direita inclusive do que a pr\u00f3pria base evang\u00e9lica. A cobertura \u00e9 cr\u00edtica a eles. Mas, entre os progressistas, o que sobressai \u00e9 essa outra abordagem [critica \u00e0 esquerda]. Agora a esquerda n\u00e3o perdeu a elei\u00e7\u00e3o [presidencial de 2022] por pouco; entre os evang\u00e9licos, ela foi massacrada. A proje\u00e7\u00e3o d\u00e1 <\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/Cd_JR77JNYZ\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">quase 70% dos votos evang\u00e9licos para os conservadores<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. Agora, <\/span><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/op\/a\/m56dbLXLvpWLM6cR766Mt8J\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">a esquerda j\u00e1 ganhou esse eleitorado no passado<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, j\u00e1 teve a maioria dos votos. E, se ela n\u00e3o entender o que est\u00e1 acontecendo, daqui a pouco a dist\u00e2ncia entre essa esquerda e os evang\u00e9licos vai ficar abismal, n\u00e3o poder\u00e1 mais ser superada. Lembrando que o eleitorado evang\u00e9lico s\u00f3 cresce.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: E em que consiste essa incompreens\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><b>AVB: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Por um lado, acham que n\u00e3o existe autonomia na f\u00e9 evang\u00e9lica, na base evang\u00e9lica. Alguns setores progressistas acham que a base evang\u00e9lica ou o fiel evang\u00e9lico \u00e9 sempre um pobre coitado que est\u00e1 sob dom\u00ednio de um pastor inescrupuloso. A pessoa tem muito mais autonomia do que se pode imaginar, embora obviamente abusos ocorram e seja preciso denunci\u00e1-los sempre. Agora, falando jornalisticamente, eu j\u00e1 sofri muitas cobran\u00e7as... Voc\u00ea n\u00e3o pode reproduzir uma aspa de um l\u00edder evang\u00e9lico que provoque distor\u00e7\u00f5es ou fake news apenas declarando ela. \u00c9 necess\u00e1rio contextualiz\u00e1-la ou desmenti-la, e isso procuro fazer sempre.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Que tipo de cobran\u00e7a voc\u00ea entende que sofre, e como as entende?<\/b><\/p>\n<p><b>AVB: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Por exemplo, me perguntam por que falo tanto com o Silas Malafaia, o pastor mais midi\u00e1tico que temos no Brasil, quando h\u00e1 tantas lideran\u00e7as evang\u00e9licas progressistas e de esquerda. Mas o Silas Malafaia era um pastor que tinha acesso direto ao ouvido presidencial [de Jair Bolsonaro]. E, al\u00e9m disso, quem entende do segmento evang\u00e9lico sabe que o alcance dele \u00e9 muito mais transversal. Ele foi um televangelista durante mais de quatro d\u00e9cadas, e tamb\u00e9m \u00e9 muito ativo em redes sociais. Ent\u00e3o ele \u00e9 uma b\u00fassola para pequenos pastores que formam a maioria do segmento evang\u00e9lico.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas, sobretudo, existe um apego no campo progressista de pastores progressistas como por exemplo o deputado Henrique Vieira, que \u00e9 um pastor evang\u00e9lico e que tem uma teologia linda, mas na verdade \u00e9 mais progressista do que muitos progressistas que eu conhe\u00e7o. Ele est\u00e1 completamente fora da curva e o alcance dele no segmento evang\u00e9lico \u00e9 m\u00ednimo. A verdade \u00e9 que o jornalismo brasileiro d\u00e1 um espa\u00e7o desproporcional para os pastores progressistas, porque eles n\u00e3o representam a base evang\u00e9lica. \u00c9 muito mais um <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">wishful thinking<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> do que a realidade. A realidade n\u00e3o \u00e9 o Silas Malafaia unicamente. Mas a desproporcionalidade muitas vezes est\u00e1 nos espa\u00e7o que se d\u00e1 aos progressistas. Porque a m\u00eddia brasileira, no campo de costumes, \u00e9 muito mais progressista e liberal. Eu tenho muito mais interesse jornal\u00edstico em entender o que a base evang\u00e9lica do que em direcion\u00e1-la para o que quero que ela seja.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Antes das elei\u00e7\u00f5es de 2018, quando Jair Bolsonaro se elegeu, voc\u00ea cobriu muito a extrema direita. Era um interesse parecido que a movia?<\/b><\/p>\n<p><b>AVB: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2017, acompanhei Bolsonaro numa viagem para o Rio Grande do Norte, que \u00e9 um campo eleitoral onde o PT \u00e9 muito forte. E, quando fui l\u00e1 ver de perto, via que quem estava l\u00e1 eram muitas vezes jovens que nunca tinham votado numa elei\u00e7\u00e3o ou votaram uma vez e na Dilma.\u00a0 E Bolsonaro estava virando esse fen\u00f4meno, esse mito. E havia esse desejo meu de entender justamente quem n\u00e3o pensa como eu penso. Era um desafio muito maior, muito mais forte. Um ponto que fortaleceu isso foi quando cobri a elei\u00e7\u00e3o americana de 2016 como correspondente e percebi o fen\u00f4meno Donald Trump se avolumando. Na \u00e9poca, Cl\u00f3vis Rossi [jornalista da Folha morto em 2019] escreveu que, se Trump vencesse as prim\u00e1rias, ele teria o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">momentum<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e ganharia a elei\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o passei o pleito pensnado que Trump ia ganhar. Vi a hist\u00f3ria se repetir no Brasil, vi uma m\u00eddia que n\u00e3o estava olhando para aquele lado, que se entusiasmava demais com fen\u00f4menos muito restritos. Agora, parece \u00f3bvio. A experi\u00eancia me fazia ver que o bolsonarismo seguia o mesmo rumo: um fen\u00f4meno que o jornalismo cl\u00e1ssico n\u00e3o alcan\u00e7ava. E a entrada nas igrejas evang\u00e9licas me ajudou a perceber isso.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Uma cr\u00edtica que se faz com frequ\u00eancia \u00e0 imprensa \u00e9 que ela normaliza posi\u00e7\u00f5es que seriam consideradas radicais ou extremistas. Eu j\u00e1 vi essa cr\u00edtica dirigida ao seu trabalho, especificamente: que voc\u00ea vai d\u00e1 um megafone para algumas pessoas. Como voc\u00ea v\u00ea essa cr\u00edtica? E qual o papel do jornalismo diante disso?<\/b><\/p>\n<p><b>AVB: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Existe um risco real de normalizar certo discursos. \u00c9 s\u00f3 pensar nas TVs americanas \u2014 isso tamb\u00e9m aconteceu no Brasil, na verdade \u2014 pondo discursos de Trump correndo soltos sem que ningu\u00e9m contextualizasse ou desmentisse. Mas eu acho que o risco maior \u00e9 fingir que essas vozes n\u00e3o existem. Talvez seja uma heran\u00e7a um pouco caqu\u00e9tica de um tempo em que era essa dita grande m\u00eddia que dava as cartas e bastava a gente n\u00e3o falar de alguma coisa que tal coisa n\u00e3o acontecia. Isso n\u00e3o acontece mais. Eu lembro do Huffington Post antes das prim\u00e1rias dizendo que n\u00e3o cobriria Donald Trump e o cobriria na se\u00e7\u00e3o de entretenimento, porque ele n\u00e3o era nada mais que um palha\u00e7o. No final de 2015, quando ele estava muito \u00e0 frente nas prim\u00e1rias, mudaram de ideia. Ignorar um fen\u00f4meno porque voc\u00ea n\u00e3o gosta dele, ou sob esse argumento de que se pode ampli\u00e1-lo e dar holofote, \u00e9 um risco de n\u00e3o entender e ser atropelado pelos acontecimentos. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">O risco \u00e9 normalizar n\u00e3o para as massas, porque a informa\u00e7\u00e3o j\u00e1 corre por outros ecossistemas, mas como se fosse algo aceit\u00e1vel, como se houvesse um \"bolsonarista moderado\".<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Como cobrir, ent\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><b>AVB:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00c9 um campo minado. Voc\u00ea vai estudando alguns formatos: quando que cabe fazer uma entrevista em ping pong, por exemplo. Ping pong \u00e9 uma entrevista que pode ser muito complicada, porque n\u00e3o te permite rebater tanto assim o que a pessoa fala. Nem sempre na hora voc\u00ea consegue contextualizar, e ent\u00e3o n\u00e3o consegue depois. Mas, de novo, o risco maior \u00e9 fingir que n\u00e3o existe do que colocar na p\u00e1gina do jornal. Considero um pouco ing\u00eanua essa vis\u00e3o de que, em 2024, \u00e9 o fato de estar na Folha de S\u00e3o Paulo ou no Jornal Nacional, que vai fazer as coisas acontecerem.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No livro-reportagem \u201cO p\u00falpito\u201d, a jornalista da Folha de S.Paulo Anna Virginia Balloussier discute temas como empreendedorismo, pol\u00edtica, d\u00edzimo, aborto e sexo entre evang\u00e9licos, buscando, segundo diz na introdu\u00e7\u00e3o, evitar \u201ccair na cilada de reduzir indiv\u00edduos a estere\u00f3tipos\u201d. 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