{"id":88557,"date":"2024-06-24T15:57:48","date_gmt":"2024-06-24T20:57:48","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=88557"},"modified":"2024-06-24T16:03:49","modified_gmt":"2024-06-24T21:03:49","slug":"o-jornalismo-tem-muita-dificuldade-de-discutir-e-destacar-as-causas-da-crise-climatica-5-perguntas-para-a-pesquisadora-eloisa-beling-loose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/o-jornalismo-tem-muita-dificuldade-de-discutir-e-destacar-as-causas-da-crise-climatica-5-perguntas-para-a-pesquisadora-eloisa-beling-loose\/","title":{"rendered":"\u2018O jornalismo tem muita dificuldade de discutir e destacar as causas da crise clim\u00e1tica\u2019: 5 perguntas para a pesquisadora Eloisa Beling Loose"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">O fen\u00f4meno clim\u00e1tico El Ni\u00f1o e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas \u201ccastigaram\u201d a Am\u00e9rica Latina e o Caribe em 2023,\u00a0<a href=\"https:\/\/wmo.int\/news\/media-centre\/el-nino-and-climate-change-impacts-slam-latin-america-and-caribbean-2023\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>afirmou<\/u><\/a> a Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (OMM) em relat\u00f3rio divulgado no in\u00edcio de maio. As\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/cobrindo-eventos-climaticos-extremos-crise-do-clima-e-eleicoes-em-2024-na-america-latina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>secas, ondas de calor, inc\u00eandios florestais<\/u><\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/debaixo-dagua-jornal-correio-do-povo-cobre-tragedia-humana-das-enchentes-no-sul-do-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>chuvas extremas<\/u><\/a> e um\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/trabalhamos-em-meio-a-lixo-e-animais-mortos-furacao-em-acapulco-mexico-deixa-vacuo-de-noticias-e-ameaca-jornalismo-local\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>furac\u00e3o recorde<\/u><\/a> que ocorreram no ano passado tiveram impactos na sa\u00fade, na seguran\u00e7a alimentar e energ\u00e9tica e no desenvolvimento econ\u00f4mico que ser\u00e3o sentidos \u201cem 2024 e al\u00e9m\u201d, concluiu a OMM.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<div id=\"attachment_88561\" style=\"width: 360px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-88561\" class=\"wp-image-88561\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Eloisa-Beling-Loose-225x300.png\" alt=\"Person with long hair smiling at camera\" width=\"350\" height=\"467\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Eloisa-Beling-Loose-225x300.png 225w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Eloisa-Beling-Loose.png 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/><p id=\"caption-attachment-88561\" class=\"wp-caption-text\">Eloisa Beling Loose (Cortesia)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p dir=\"ltr\">Essa an\u00e1lise resume o cen\u00e1rio clim\u00e1tico que, desde a perspectiva do jornalismo, atravessa todas as editorias. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e seus efeitos desafiam jornalistas a aprender e lidar com\u00a0<a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/o-jornalismo-nao-para-como-tres-meios-digitais-locais-cobriram-enchentes-historicas-no-rio-grande-do-sul\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>situa\u00e7\u00f5es inimagin\u00e1veis at\u00e9 poucos anos atr\u00e1s<\/u><\/a> e que j\u00e1 se configuram como o novo normal.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A\u00a0<strong>LatAm Journalism Review (LJR) <\/strong>conversou sobre esse tema com a jornalista brasileira\u00a0<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/eloisa-beling-loose-55949231\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Eloisa Beling Loose<\/u><\/a>, pesquisadora e consultora na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o e meio ambiente, com \u00eanfase em mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Loose \u00e9 professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e membro do\u00a0<a href=\"https:\/\/jornalismoemeioambiente.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>Grupo de Pesquisa em Jornalismo Ambiental (GPJA)<\/u><\/a>. Ela se dedica ao tema h\u00e1 quase 20 anos e recentemente lan\u00e7ou o livro\u00a0<a href=\"https:\/\/insular.com.br\/produto\/jornalismos-e-crise-climatica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><u>\u201cJornalismos e crise clim\u00e1tica: Um estudo desde o Sul Global sobre os v\u00ednculos do jornalismo com a colonialidade\u201d<\/u><\/a>.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cMeio ambiente \u00e9 uma pauta de interesse p\u00fablico que est\u00e1 em todas as editorias. Voc\u00ea vai se deparar com esse tema, e se n\u00e3o tiver uma forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e informa\u00e7\u00f5es para elaborar uma boa pauta, vai ser mero reprodutor de vozes oficiais\u201d, disse Loose.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ela falou com a\u00a0<strong>LJR\u00a0<\/strong>sobre como o jornalismo pode contribuir para discuss\u00f5es mais aprofundadas sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e suas causas \u2013 n\u00e3o apenas suas devastadoras consequ\u00eancias. Tamb\u00e9m destacou a import\u00e2ncia de falar sobre preven\u00e7\u00e3o de desastres clim\u00e1ticos e incorporar o cuidado ambiental \u00e0 cobertura.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Leia a entrevista a seguir, que foi editada para fins de concis\u00e3o e clareza.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>1. Por que voc\u00ea decidiu pesquisar jornalismo ambiental e clim\u00e1tico?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Eloisa Beling Loose:<\/strong> Primeiro, \u00e9 importante dizer que eu entendo que o jornalismo clim\u00e1tico n\u00e3o \u00e9 algo t\u00e3o diferente do jornalismo ambiental. \u00c9 uma nova maneira de tratar do jornalismo ambiental, considerando que a quest\u00e3o clim\u00e1tica ganhou ampla visibilidade e \u00e9 uma parte muito relevante da crise ambiental. Mas n\u00e3o \u00e9 um jornalismo totalmente novo, n\u00e3o est\u00e1 descolado do debate ambiental.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Eu estagiava em um centro de ci\u00eancias rurais e percebia que existia uma possibilidade de discutir quest\u00f5es ambientais, mas esse enfoque nunca era priorit\u00e1rio. Fui tentar entender por que isso acontecia e descobri que existia o jornalismo ambiental, mas havia poucas refer\u00eancias e pouco incentivo, desde dentro dos cursos [de jornalismo] at\u00e9 as coberturas. Era um caderno por semana [sobre meio ambiente] ou uma se\u00e7\u00e3o que sa\u00eda em um dia espec\u00edfico. Eu imaginava que poderia trabalhar em um espa\u00e7o assim e que esse tipo de jornalismo ia crescer, s\u00f3 que com o decorrer do tempo as se\u00e7\u00f5es especializadas foram encolhendo, se extinguindo. Alguns apontam que essa cobertura se transversalizou e por isso n\u00e3o existem mais esses espa\u00e7os. Mas foi isso: identifiquei que havia assuntos para serem abordados, mas que tinham pouca \u00eanfase. E fui procurar como dar conta disso.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>2. Uma\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.ipsos.com\/en\/seven-in-ten-people-anticipate-climate-change-will-have-severe-effect-their-area-within-next-ten-years\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong><u>pesquisa do Ipsos Global realizada em 2023<\/u><\/strong><\/a><strong> apontou que apenas 24% da popula\u00e7\u00e3o global considera que a m\u00eddia representa bem o impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A Am\u00e9rica Latina \u00e9 a regi\u00e3o onde as pessoas mais sentem que a m\u00eddia subestima o impacto, e onde menos se considera que a m\u00eddia exagera. Pegando emprestada a pergunta da pesquisa, voc\u00ea diria que a m\u00eddia na Am\u00e9rica Latina subestima, exagera ou apresenta uma boa representa\u00e7\u00e3o do impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">H\u00e1 poucos estudos na \u00e1rea da Comunica\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, principalmente pesquisas longitudinais que nos mostrem como essa cobertura vai mudando e como isso afeta a rea\u00e7\u00e3o [do p\u00fablico]. N\u00e3o temos esses dados, ent\u00e3o trabalhamos com pesquisas muito pontuais, que tiram um retrato de um momento.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De maneira geral, quando falamos sobre cobertura clim\u00e1tica \u2013 e v\u00e1rios estudos no Brasil e na Am\u00e9rica Latina apontam isso \u2013 s\u00e3o as consequ\u00eancias das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que s\u00e3o destacadas. O jornalismo tem muita dificuldade de discutir e destacar as causas da crise clim\u00e1tica. Pode at\u00e9 aparecer l\u00e1 no meio de uma mat\u00e9ria: \u201cas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o causadas pelo aumento das emiss\u00f5es de gases do efeito estufa\u201d. Mas o que isso significa nas vidas das pessoas? Como elas conseguem entender essa emiss\u00e3o com aquilo que elas fazem no dia a dia e com um problema que est\u00e1 acontecendo agora?<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os impactos aparecem geralmente quando o desastre eclode, quando o risco clim\u00e1tico deixa de ser uma antecipa\u00e7\u00e3o e se torna algo concreto. \u00c9 justamente nisso que o jornalismo tem mais facilidade de cobertura, ent\u00e3o isso tem que aparecer. Faz parte da l\u00f3gica jornal\u00edstica, e n\u00e3o acho que haja exagero ou sensacionalismo em rela\u00e7\u00e3o a isso, afinal, a crise clim\u00e1tica \u00e9 grav\u00edssima e demanda a\u00e7\u00f5es urgentes.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">N\u00e3o acredito que hoje haja uma falta de cobertura [clim\u00e1tica]. O que pode acontecer \u00e9 essa cobertura, com \u00eanfase nos impactos, n\u00e3o conseguir avan\u00e7ar para trazer tamb\u00e9m a discuss\u00e3o sobre as causas e alternativas poss\u00edveis para lidarmos com o problema.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>3. Em uma\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/oeco.org.br\/colunas\/o-enfrentamento-da-colonialidade-pelo-jornalismo-ambiental\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong><u>coluna publicada em janeiro deste ano no site ((o))eco<\/u><\/strong><\/a><strong>, voc\u00ea e Clara Aguiar, tamb\u00e9m membro do Grupo de Pesquisa em Jornalismo Ambiental (GPJA), escreveram que a perspectiva decolonial, que critica as pr\u00e1ticas coloniais de explora\u00e7\u00e3o, \u201cest\u00e1 intrinsecamente relacionada aos pressupostos do jornalismo ambiental\u201d. Como se d\u00e1 essa rela\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">A discuss\u00e3o sobre a decolonialidade [pensamento que critica o padr\u00e3o de poder euroc\u00eantrico] entra na Comunica\u00e7\u00e3o mais tardiamente do que em outros campos de conhecimento. H\u00e1 muitas coisas que t\u00eam o \u2018r\u00f3tulo\u2019 da decolonialidade que n\u00f3s j\u00e1 v\u00ednhamos incorporando e discutindo no \u00e2mbito do GPJA, a partir de leituras de autores latino-americanos que trazem essa cr\u00edtica acerca da rela\u00e7\u00e3o que n\u00f3s temos com a natureza por meio de hierarquiza\u00e7\u00f5es e uma s\u00e9rie de explora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A partir de estudos sobre a cobertura ambiental tanto do jornalismo\u00a0<i>mainstream<\/i>\/tradicional e de ve\u00edculos independentes ou alternativos, come\u00e7amos a pensar de onde vinham os pressupostos ou as bases do jornalismo ambiental, aquilo que consolida o que o jornalismo ambiental tem de diferente dos outros jornalismos. Como ele traz um olhar ou um contributo para observar essas rela\u00e7\u00f5es [entre humanos e o resto da natureza] de uma maneira mais integrada?<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Come\u00e7amos a defender, a partir desses estudos e do referencial bibliogr\u00e1fico sobre o tema, que o jornalismo ambiental deveria ter alguns elementos para considerar o cuidado ambiental na cobertura, e n\u00e3o entender o meio ambiente somente como um objeto. De uma forma geral, o que o jornalismo faz, a partir da l\u00f3gica hegem\u00f4nica, \u00e9 ver o meio ambiente como recurso natural. O jornalismo tende a relatar quando falta o recurso, gerando um preju\u00edzo na economia, ou quando existe um impacto e implica custo para ser resolvido.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-88564\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Book-cover-209x300.jpeg\" alt=\"Livro: Jornalismos e crise clim\u00e1tica\" width=\"350\" height=\"503\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Book-cover-209x300.jpeg 209w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Book-cover-712x1024.jpeg 712w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Book-cover-768x1104.jpeg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Book-cover-1068x1536.jpeg 1068w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Book-cover.jpeg 1384w\" sizes=\"auto, (max-width: 350px) 100vw, 350px\" \/>Nosso grupo de pesquisa come\u00e7ou a discutir quais seriam esses pressupostos. Um deles \u00e9 a pluralidade de vozes. Se pensarmos, por exemplo, nas quest\u00f5es clim\u00e1ticas: quem s\u00e3o as pessoas que mais sentem os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas? O jornalismo n\u00e3o deve ouvir apenas a ci\u00eancia, o que n\u00e3o \u00e9 uma descredibiliza\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico, mas entender que existem saberes populares e tradicionais, oriundos da experi\u00eancia, que precisam ter espa\u00e7o na imprensa e que pouco s\u00e3o ouvidos at\u00e9 hoje, mesmo em meios que dizem se contrapor \u00e0 l\u00f3gica hegem\u00f4nica.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Outro pressuposto do jornalismo ambiental \u00e9 a contextualiza\u00e7\u00e3o mais ampla. Isso \u00e9 algo que qualifica o jornalismo de forma geral, mas cada vez mais parece se tornar algo presente apenas em alguns tipos de jornalismo, porque o dia a dia n\u00e3o permite, h\u00e1 o enxugamento das reda\u00e7\u00f5es e a dificuldade de especializa\u00e7\u00e3o dos profissionais. Tamb\u00e9m a assimila\u00e7\u00e3o do saber ambiental, que \u00e9 compreender como o campo ambiental compreende o que est\u00e1 acontecendo, pois [no jornalismo] trabalhamos a partir de uma racionalidade predominantemente econ\u00f4mica. Ent\u00e3o \u00e9 importante conhecer como se d\u00e1 historicamente a constru\u00e7\u00e3o da ideia de meio ambiente e quais s\u00e3o os interesses atravessados nessas discuss\u00f5es, sob a \u00f3tica de \u00e1rea de conhecimentos que reivindicam outras maneiras de estar no mundo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Aprendemos muito com os pensadores do campo ambiental e identificamos que h\u00e1 processos para os quais o jornalismo n\u00e3o costuma olhar. A pr\u00f3pria quest\u00e3o das interconex\u00f5es, da qual [Fritjof] Capra fala, da teia da vida e de como n\u00e3o somos seres aut\u00f4nomos, que podem viver isoladamente. E isso est\u00e1 presente no pensamento hegem\u00f4nico: a possibilidade de progresso e sucesso individual \u00e9 muito diferente de tudo aquilo que conseguimos observar a partir das rela\u00e7\u00f5es de interdepend\u00eancia da natureza. Ao aprender com os saberes ambientais, podemos propor pautas que possam contribuir com o interesse coletivo e beneficiar a sociedade como um todo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>4. Em maio, a\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2024\/05\/folha-passa-a-ter-correspondente-climatica-funcao-inedita-na-imprensa-brasileira.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong><u>Folha de S. Paulo passou a ter uma correspondente clim\u00e1tica<\/u><\/strong><\/a><strong>, cargo tamb\u00e9m criado recentemente em outros meios jornal\u00edsticos pelo mundo, como CNN e Financial Times. Qual \u00e9 a sua opini\u00e3o sobre a cria\u00e7\u00e3o desse cargo?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na \u00e1rea de estudos, h\u00e1 uma discuss\u00e3o recorrente sobre o que seria melhor para o jornalismo: ter profissionais especializados [na cobertura ambiental] ou tornar essa perspectiva algo comum a todos os jornalistas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Houve um momento em que ach\u00e1vamos que ter um espa\u00e7o demarcado [para a cobertura ambiental] poderia mostrar ao p\u00fablico como h\u00e1 v\u00e1rias perspectivas sobre esse tema e como ele \u00e9 importante. Por outro lado, \u00e0s vezes t\u00ednhamos a sensa\u00e7\u00e3o de que, com aquele espa\u00e7o bem demarcado, muitas pessoas que tinham uma pr\u00e9-concep\u00e7\u00e3o de que aquilo era assunto de \u201cecochatos\u201d ou apenas de ambientalistas iam simplesmente pular a p\u00e1gina. Assim, elas n\u00e3o iriam acessar um conte\u00fado que, se estivesse presente de maneira mais transversal na cobertura, talvez fosse consumido.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A princ\u00edpio eu entendia a especializa\u00e7\u00e3o como uma etapa, at\u00e9 todo mundo compreender a relev\u00e2ncia do tema e chegar a uma transversaliza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o foi bem isso que ocorreu. No Brasil, quando aconteceu a ECO-92 [Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento sediada no Rio de Janeiro em 1992], houve um movimento de forma\u00e7\u00e3o de jornalistas e de jornais abrindo se\u00e7\u00f5es para discutir quest\u00f5es ambientais. Depois disso, a proposta foi perdendo for\u00e7a, os espa\u00e7os foram sendo fechados, os jornalistas ambientais se tornaram muito caros para as reda\u00e7\u00f5es. H\u00e1 hoje muito jornalismo ambiental, mas n\u00e3o tanto em grandes jornais. O jornalismo ambiental hoje est\u00e1 bastante espalhado em ve\u00edculos digitais, mas \u00e9 dif\u00edcil mensurar seu alcance social.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Sou a favor de que existam jornalistas que tenham dedica\u00e7\u00e3o exclusiva a clima ou meio ambiente, porque poder\u00e3o fazer as perguntas que dependem de conhecimento pr\u00e9vio e elaborar pautas que v\u00e3o trazer um aprofundamento maior para o p\u00fablico. Ao mesmo tempo, uma forma\u00e7\u00e3o mais ampla tamb\u00e9m precisa ocorrer. [A jornalista brasileira] Sonia Bridi tem falado bastante que hoje em dia todo jornalista deveria ser do clima. E, no GPJA, n\u00f3s falamos isso h\u00e1 pelo menos 15 anos: meio ambiente \u00e9 uma pauta de interesse p\u00fablico que est\u00e1 em todas as editorias. Voc\u00ea vai se deparar com esse tema, e se n\u00e3o tiver uma forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e informa\u00e7\u00f5es para elaborar uma boa pauta, vai ser mero reprodutor de vozes oficiais.<\/p>\n<div id=\"attachment_88567\" style=\"width: 710px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-88567\" class=\"wp-image-88567\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Flooding-in-Minas-Gerais-300x201.png\" alt=\"Large floods in Minas Gerais\" width=\"700\" height=\"469\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Flooding-in-Minas-Gerais-300x201.png 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Flooding-in-Minas-Gerais-350x234.png 350w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/Flooding-in-Minas-Gerais.png 507w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><p id=\"caption-attachment-88567\" class=\"wp-caption-text\">Grandes inunda\u00e7\u00f5es no estado brasileiro de Minas Gerais. (Canva)<\/p><\/div>\n<p dir=\"ltr\"><strong>5. Os eventos clim\u00e1ticos extremos t\u00eam aumentado em frequ\u00eancia e intensidade no mundo todo, e recentemente o Rio Grande do Sul passou por aquele que tem sido considerado\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/o-jornalismo-nao-para-como-tres-meios-digitais-locais-cobriram-enchentes-historicas-no-rio-grande-do-sul\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><strong><u>o maior desastre clim\u00e1tico da hist\u00f3ria do estado<\/u><\/strong><\/a><strong>. Outros pa\u00edses na Am\u00e9rica Latina passaram recentemente por eventos clim\u00e1ticos extremos e a tend\u00eancia, segundo cientistas, \u00e9 que muitos mais vir\u00e3o. Qual \u00e9 a sua avalia\u00e7\u00e3o da cobertura desses eventos, e como ela pode melhorar?<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u00c9 importante conectar esses desastres que est\u00e3o acontecendo com mais intensidade e frequ\u00eancia \u00e0s quest\u00f5es clim\u00e1ticas. Isso parece \u00f3bvio, mas nem sempre aparece de uma forma expl\u00edcita na cobertura. Adjetivar o desastre como clim\u00e1tico talvez seja pedag\u00f3gico nesse sentido. A ci\u00eancia da atribui\u00e7\u00e3o [que verifica a influ\u00eancia das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no aumento dos eventos clim\u00e1ticos extremos] tem seu tempo, que nem sempre acompanha o da cobertura. Al\u00e9m disso, n\u00e3o teremos estudos sobre todos os eventos extremos, mas, de uma maneira geral, os cientistas afirmam que sim, a tend\u00eancia \u00e9 que cada vez mais, em raz\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas aceleradas pela a\u00e7\u00e3o humana, esses eventos tr\u00e1gicos v\u00e3o ocorrer. A partir do que a ci\u00eancia j\u00e1 constata, \u00e9 poss\u00edvel dar mais relevo para a\u00e7\u00f5es de enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que est\u00e3o associadas diretamente com a redu\u00e7\u00e3o de riscos e desastres.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Aqui no Rio Grande do Sul, quando eclodiu o desastre, obviamente a principal preocupa\u00e7\u00e3o dos jornalistas foi prestar servi\u00e7o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e tentar organizar o caos de informa\u00e7\u00f5es. Como o jornalismo \u00e9 muito orientado para o factual, ele cobre muito bem o que est\u00e1 acontecendo no momento, e nessa cobertura n\u00e3o h\u00e1 muito tempo para aprofundar e discutir causas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mais do que cobrir a resposta ao desastre, o jornalismo precisa observar que o desastre \u00e9 um processo que continua ocorrendo ap\u00f3s esse momento inicial. H\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o de muitos jornalistas de n\u00e3o deixar que o assunto desapare\u00e7a. No entanto, estudos de coberturas anteriores, de outros desastres, mostram que \u00e9 comum que o jornalismo s\u00f3 se lembre do desastre um ano depois, ou cinco anos depois, nas efem\u00e9rides. N\u00e3o h\u00e1 um acompanhamento mostrando como as pessoas afetadas conseguiram ou n\u00e3o voltar para uma \u201cnormalidade\u201d; se conseguiram, de alguma maneira, retomar suas vidas. Essas pessoas acabam sendo invisibilizadas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dentro desse processo tamb\u00e9m precisa estar a desnaturaliza\u00e7\u00e3o do desastre. O jornalismo continua nomeando o desastre como natural, culpando as chuvas e n\u00e3o um contexto geral que foi provocado por decis\u00f5es humanas. O desastre clim\u00e1tico \u00e9 uma conjun\u00e7\u00e3o que vai decorrer de uma amea\u00e7a, que nesse caso foram as chuvas intensas, associado a um estado de vulnerabilidade social que n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es para se adaptar ou reagir a essa amea\u00e7a. Isso porque n\u00e3o houve uma tentativa pr\u00e9via ou a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o que pudessem vislumbrar essa amea\u00e7a e preparar a popula\u00e7\u00e3o para enfrent\u00e1-la. Quando o jornalismo coloca que o \u201cdesastre natural\u201d ocorreu, parece que n\u00e3o temos nada a fazer enquanto p\u00fablico, enquanto sociedade. Se \u00e9 algo natural, o que podemos fazer sobre isso?<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No entanto, quando o jornalismo consegue designar esse desastre como uma consequ\u00eancia de a\u00e7\u00f5es humanas que poderiam ser repensadas e mostra que o desastre \u00e9 evit\u00e1vel se essas vulnerabilidades forem combatidas, surge outro entendimento. O jornalismo ajuda a construir o imagin\u00e1rio social e esse \u00e9 um papel muito relevante. \u00c9 um cuidado que precisa ser tomado quando as autoridades falam que \u201ca culpa foi da chuva, n\u00e3o tinha como prever\u201d. \u00c0s vezes, por falta de repert\u00f3rio ou por achar que a fonte oficial deve ter o espa\u00e7o da manchete, isso acaba sendo reproduzido e as pessoas v\u00e3o de alguma forma introjetando essa compreens\u00e3o de que, de fato, esse desastre \u00e9 natural, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas s\u00e3o naturais, e da\u00ed o que eu posso fazer? Eu n\u00e3o posso fazer nada.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Tamb\u00e9m \u00e9 muito importante falar da preven\u00e7\u00e3o. O jornalismo tem dificuldade de trabalhar com eventos antecipat\u00f3rios, pois isso \u00e9 visto pela comunidade jornal\u00edstica como especula\u00e7\u00e3o. Mas temos discutido, entre pesquisadores, que essas l\u00f3gicas precisam ser alteradas, porque o jornalismo n\u00e3o pode mais esperar que o risco se torne desastre para s\u00f3 ent\u00e3o falar o que poderia ter sido feito para evitar a trag\u00e9dia. Os problemas precisam ser reportados de forma antecipada, porque j\u00e1 temos informa\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o n\u00e3o faz sentido n\u00e3o falar a respeito disso.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A preven\u00e7\u00e3o precisa ser incorporada de forma mais sistem\u00e1tica para que se consiga contribuir com uma outra cultura. Aqui no Rio Grande do Sul houve muitos casos de pessoas que n\u00e3o reagiram aos alertas, n\u00e3o acreditaram nas piores previs\u00f5es. A popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 preparada para lidar com esses alertas, e o jornalismo poderia auxiliar de forma significativa nesse sentido, se estivesse falando de preven\u00e7\u00e3o no dia a dia, n\u00e3o s\u00f3 no momento em que o desastre acontece.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A LJR conversou com Eloisa Beling Loose, pesquisadora e professora da UFRGS, sobre como o jornalismo pode aprofundar a discuss\u00e3o sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Ela destacou a import\u00e2ncia de abordar n\u00e3o s\u00f3 as consequ\u00eancias, mas tamb\u00e9m as causas da crise clim\u00e1tica, assim como a preven\u00e7\u00e3o de desastres. Loose sugere que jornalistas incorporem o cuidado ambiental na cobertura e valorizem saberes tradicionais sobre o meio ambiente.<\/p>\n","protected":false},"author":16,"featured_media":88509,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[2382],"tags":[1572],"coauthors":[2742],"class_list":["post-88557","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-5-perguntas","tag-jornalismo-ambiental-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.3) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>\u2018O jornalismo tem muita dificuldade de discutir e destacar as causas da crise clim\u00e1tica\u2019: 5 perguntas para a pesquisadora Eloisa Beling Loose - LatAm Journalism Review by the Knight Center<\/title>\n<meta name=\"description\" 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She holds a master's degree in Women\u2019s and Gender Studies from the GEMMA Programme \u2013 Universit\u00e0 di Bologna (Italy) \\\/ Universiteit Utrecht (The Netherlands) and has worked as an editor at G\u00eanero e N\u00famero, a Brazilian digital magazine focused on data journalism and gender issues. She is especially interested in journalistic initiatives aimed at promoting human rights and gender justice. You can find her on Twitter: @caroldeassis _________ Carolina de Assis es una periodista e investigadora brasile\u00f1a que vive en Juiz de Fora, MG, Brasil . Tiene una maestr\u00eda en Estudios de las Mujeres y de G\u00e9nero del programa GEMMA \u2013 Universit\u00e0 di Bologna (Italia) \\\/ Universiteit Utrecht (Holanda). Trabaj\u00f3 como editora en la revista digital brasile\u00f1a G\u00eanero e N\u00famero. Le interesan especialmente iniciativas period\u00edsticas que tienen el objetivo de promover los derechos humanos y la justicia de g\u00e9nero. Puedes encontrarla en Twitter: @caroldeassis. _______ Carolina de Assis \u00e9 uma jornalista e pesquisadora brasileira que vive em Juiz de Fora (MG). \u00c9 mestra em Estudos da Mulher e de G\u00eanero pelo programa GEMMA \u2013 Universit\u00e0 di Bologna (It\u00e1lia) \\\/ Universiteit Utrecht (Holanda). Trabalhou como editora na revista digital G\u00eanero e N\u00famero e se interessa especialmente por iniciativas jornal\u00edsticas que promovam os direitos humanos e a justi\u00e7a de g\u00eanero. 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