{"id":89092,"date":"2024-07-09T16:16:36","date_gmt":"2024-07-09T21:16:36","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=89092"},"modified":"2024-07-10T11:20:22","modified_gmt":"2024-07-10T16:20:22","slug":"alfredo-sepulveda-conta-a-historia-do-jornalismo-no-chile-como-uma-constante-tensao-entre-jornalistas-meios-de-comunicacao-e-o-poder-politico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/alfredo-sepulveda-conta-a-historia-do-jornalismo-no-chile-como-uma-constante-tensao-entre-jornalistas-meios-de-comunicacao-e-o-poder-politico\/","title":{"rendered":"Alfredo Sep\u00falveda conta a hist\u00f3ria do jornalismo no Chile como uma constante tens\u00e3o entre jornalistas, meios de comunica\u00e7\u00e3o e o poder pol\u00edtico"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">Desde a chegada da primeira m\u00e1quina de imprensa no Chile, em 1811, at\u00e9 os tempos atuais de precariza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de trabalho e digitaliza\u00e7\u00e3o dos meios, a hist\u00f3ria do jornalismo no Chile \u00e9 marcada por uma tens\u00e3o entre os meios de comunica\u00e7\u00e3o, os jornalistas e o poder pol\u00edtico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esta \u00e9 a tese do jornalista e acad\u00eamico Alfredo Sep\u00falveda Cerceda, que acaba de publicar o monumental livro \u201c<\/span><a href=\"https:\/\/www.penguinlibros.com\/cl\/uso-de-la-lengua-y-diccionarios\/349379-libro-historia-del-periodismo-en-chile-9789562626644\"><span style=\"font-weight: 400;\">Historia del Periodismo en Chile. De La Aurora a las Redes Sociales\u201d<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> (\u201cHist\u00f3ria do jornalismo no Chile. de La Aurora \u00e0s redes sociais\u201d), pela editora Sudamericana.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em mais de 500 p\u00e1ginas, o autor busca suprir uma car\u00eancia na historiografia chilena: a \u00faltima hist\u00f3ria do jornalismo chileno fora publicada em 1958, cobrindo a desde La Aurora, o primeiro jornal do pa\u00eds, at\u00e9 o ano de 1956.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_89084\" style=\"width: 2570px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-89084\" class=\"wp-image-89084 size-full\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Alfredo-Sepulveda-scaled.jpg\" alt=\"A photo of Alfredo Sep\u00falveda, a distinguished Chilean journalist and author of the book \u201cHistoria del Periodismo en Chile. De La Aurora a las Redes Sociales.\u201d\" width=\"2560\" height=\"1708\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Alfredo-Sepulveda-scaled.jpg 2560w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Alfredo-Sepulveda-300x200.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Alfredo-Sepulveda-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Alfredo-Sepulveda-768x512.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Alfredo-Sepulveda-1536x1025.jpg 1536w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Alfredo-Sepulveda-2048x1367.jpg 2048w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Alfredo-Sepulveda-350x234.jpg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><p id=\"caption-attachment-89084\" class=\"wp-caption-text\">O jornalista chileno Alfredo Sep\u00falveda, autor de \u201cHist\u00f3ria do Jornalismo no Chile: De La Aurora \u00e0s Redes Sociais\" (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em seu estudo, Sep\u00falveda relata as principais mudan\u00e7as, tend\u00eancias e acontecimentos do jornalismo no Chile, desde sua origem como arma de propaganda at\u00e9 a profissionaliza\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o, passando pelo per\u00edodo de polariza\u00e7\u00e3o durante o governo de Salvador Allende (1970-1973) e a colabora\u00e7\u00e3o de grandes jornais com a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esta n\u00e3o \u00e9 a primeira incurs\u00e3o de Sep\u00falveda, que h\u00e1 mais de 10 anos d\u00e1 aulas de hist\u00f3ria do jornalismo na Universidade Diego Portales, em Santiago, na Hist\u00f3ria. Entre seus livros anteriores<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> est\u00e3o \u201c\u201dBernardo, una biograf\u00eda de Bernardo O\u2019Higgins\u201d; \u201cBreve historia de Chile, de la \u00faltima glaciaci\u00f3n a la \u00faltima revoluci\u00f3n\u201d e \u201cLa Unidad Popular\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A <\/span><b>LJR <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">conversou com o autor sobre a hist\u00f3ria do jornalismo no Chile, incluindo alguns de seus momentos mais controversos, e tamb\u00e9m sobre o momento presente da profiss\u00e3o no pa\u00eds. Segundo ele, no cora\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica do jornalismo, sempre estar\u00e1 a pol\u00edtica. Isso nunca ir\u00e1 mudar\u201d.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">A entrevista foi editada por fins de clareza e tamanho<\/span><\/i><\/p>\n<p><b>LJR: Por que escrever uma hist\u00f3ria do jornalismo no Chile?<\/b><\/p>\n<p><b>Alfredo Sep\u00falveda:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Bem, eu vinha ensinando a disciplina em diferentes escolas de jornalismo h\u00e1 uns 10 anos. A base do livro s\u00e3o as notas de aula, mas tive que pesquisar por ao menos quatro anos o que faltava. O <\/span><a href=\"https:\/\/www.memoriachilena.gob.cl\/602\/w3-article-7700.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">\u00faltimo livro sobre o tema no Chile<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 de 1958. Ou seja, em uma hist\u00f3ria de 200 anos, faltava narrar 50, e esse livro tamb\u00e9m n\u00e3o abordava r\u00e1dio nem televis\u00e3o. Al\u00e9m disso, houve muitos jornais na imprensa sensacionalista, que era muito forte no Chile naquele per\u00edodo. Acho que o livro nasce de uma inquieta\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. Tenho uma trajet\u00f3ria como escritor de livros de divulga\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica chilena, tenho outros livros tamb\u00e9m, como uma biografia de Bernardo O'Higgins, que foi um dos pais fundadores da \u00e9poca da Independ\u00eancia. Tamb\u00e9m tenho um livro de Hist\u00f3ria Geral do Chile, e o livro mais recente \u00e9 sobre a Unidade Popular no per\u00edodo de Salvador Allende.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Olhando para a hist\u00f3ria do jornalismo, o que \u00e9 poss\u00edvel dizer sobre o jornalismo de maneira geral?<\/b><\/p>\n<p><b>AS<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: \u00c9 dif\u00edcil encontrar uma \u00fanica caracteriza\u00e7\u00e3o para o jornalismo chileno em 200 anos. Ele tem, pelo menos, tr\u00eas ou quatro etapas nas quais a pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o ontol\u00f3gica da disciplina muda. No Chile, como em muitas partes, o jornalismo come\u00e7a como um ve\u00edculo de propaganda pol\u00edtica. \u00c9 o Estado revolucion\u00e1rio da independ\u00eancia que adquire uma imprensa, e com essa imprensa come\u00e7am a fazer propaganda para a causa da independ\u00eancia. Depois, h\u00e1 um per\u00edodo em que se consolidam os grandes jornais nacionais, e esses jornais no s\u00e9culo XIX t\u00eam mais o prop\u00f3sito de ajudar o Estado chileno a construir o progresso, como eles chamavam, que \u00e9 a vis\u00e3o industrial comercial da primeira revolu\u00e7\u00e3o industrial, tentando levar o pa\u00eds para modelos do norte da Europa e dos Estados Unidos. Depois, h\u00e1 um per\u00edodo muito importante de jornalismo de partidos pol\u00edticos no Chile. Os partidos pol\u00edticos do in\u00edcio do s\u00e9culo XX at\u00e9 1973 s\u00e3o propriet\u00e1rios de jornais e r\u00e1dios, e tentam exercer sua influ\u00eancia. No entanto, fazem isso entendendo que tamb\u00e9m precisam ser meios de comunica\u00e7\u00e3o profissionais, n\u00e3o podem voltar \u00e0 \u00e9poca propagand\u00edstica de antes. E depois temos as defini\u00e7\u00f5es modernas de jornalismo como o Quarto Poder do Estado, fiscalizador do poder, que j\u00e1 \u00e9 mais recente. Acho que isso surge a partir da cria\u00e7\u00e3o das escolas universit\u00e1rias de jornalismo, que no Chile come\u00e7am a aparecer nos anos 50. Ent\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil dizer que o jornalismo tem uma \u00fanica caracter\u00edstica. No entanto, no livro tentei fazer uma defini\u00e7\u00e3o, que acho que vale para todo o mundo e foi como um marco te\u00f3rico, simplesmente para que eu pudesse trabalhar. Defini como um tri\u00e2ngulo, cujos v\u00e9rtices s\u00e3o os jornalistas, o poder pol\u00edtico e os meios de comunica\u00e7\u00e3o. O livro narra as rela\u00e7\u00f5es entre os tr\u00eas, que s\u00e3o sempre de tens\u00e3o.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_89087\" style=\"width: 362px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-89087\" class=\"wp-image-89087\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/historia-del-periodismo-en-chile.png\" alt=\"The cover of the book \u201cHistoria del Periodismo en Chile. De La Aurora a las Redes Sociales\u201d by Alfredo Sep\u00falveda. The upper part of the cover is red with the author's name in white. It also includes the text &quot;1812-1822.&quot; The design clearly pretends to be a newspaper cover\" width=\"352\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/historia-del-periodismo-en-chile.png 1278w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/historia-del-periodismo-en-chile-196x300.png 196w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/historia-del-periodismo-en-chile-668x1024.png 668w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/historia-del-periodismo-en-chile-768x1178.png 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/historia-del-periodismo-en-chile-1002x1536.png 1002w\" sizes=\"auto, (max-width: 352px) 100vw, 352px\" \/><p id=\"caption-attachment-89087\" class=\"wp-caption-text\">Capa de \u201cHist\u00f3ria do Jornalismo no Chile: De La Aurora \u00e0s Redes Sociais\u201d de Alfredo Sep\u00falveda<\/p><\/div>\n<p><b>LJR: Como se desenvolveu essa teoria do tri\u00e2ngulo?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><b>AS:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Surgiu do fato de que n\u00e3o posso dar conta de todos e cada um dos meios de comunica\u00e7\u00e3o que existiram em 200 anos de hist\u00f3ria. Era uma maneira de delimitar. O que me interessou contar foi, em primeiro lugar, a rela\u00e7\u00e3o dos meios e dos jornalistas com o poder pol\u00edtico. Poderia ter entrado no esporte, na cultura, na sociedade, mas escolhi definir isso do ponto de vista das rela\u00e7\u00f5es dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e dos jornalistas com o poder pol\u00edtico e vice-versa. Acho que isso sim \u00e9 uma constante na hist\u00f3ria do jornalismo do nosso pa\u00eds e da Am\u00e9rica Latina. Podemos dizer que o jornalismo se fortalece a partir dos processos de independ\u00eancia. \u00c9 uma aposta pol\u00edtica. Depois, voc\u00ea tem pol\u00edticos que s\u00e3o jornalistas que fundam seus meios de comunica\u00e7\u00e3o para levar adiante suas pr\u00f3prias ideias em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s ideias dos outros. Depois, voc\u00ea tem a profissionaliza\u00e7\u00e3o do jornalismo, que supostamente arruma as coisas, mas a pol\u00edtica continua se envolvendo. Para mim, parece que no cora\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica do jornalismo sempre estar\u00e1 a pol\u00edtica. Isso nunca vamos deixar.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Como evoluiu historicamente esse tri\u00e2ngulo nos anos da Unidade Popular e do governo de Salvador Allende?<\/b><\/p>\n<p><b>AS:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Os anos da Unidade Popular, de 70 a 73, s\u00e3o uma situa\u00e7\u00e3o muito especial, assim como foi depois a ditadura, em que basicamente tudo se destr\u00f3i. At\u00e9 a Unidade Popular, havia uma ideia de jornalismo profissional que estava vigente com certa for\u00e7a desde os anos 40. Para isso, foram criadas as escolas de jornalismo, o Col\u00e9gio de Jornalistas, o Pr\u00eamio Nacional de Jornalismo, e foram realizados alguns congressos internacionais de jornalistas. Essa ideia profissional est\u00e1 ligada \u00e0 ideia de objetividade, a ideia de que o jornalismo \u00e9 uma disciplina que serve para relatar a realidade de forma objetiva. Mas essa ideia sempre teve muitas cr\u00edticas, \u00e9 claro, porque se argumentava que eram os donos dos meios de comunica\u00e7\u00e3o que determinavam as pautas dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e, portanto, os jornalistas n\u00e3o eram realmente livres. Isso sempre esteve em tens\u00e3o no jornalismo chileno. E as escolas de jornalismo primeiro come\u00e7am a ensinar a primeira ideia, e depois incorporam a segunda e tamb\u00e9m h\u00e1 uma tens\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Quando chega a Unidade Popular, com a polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da sociedade chilena, o jornalismo tamb\u00e9m se polariza. A quest\u00e3o come\u00e7a a ser menos sobre relatar uma realidade, mas destituir ou apoiar o governo de Salvador Allende. Os jornalistas se dividem, e eles mesmos se denominam. Est\u00e3o os jornalistas comprometidos, que s\u00e3o os comprometidos com o projeto de Salvador Allende, e os independentes, que s\u00e3o os que se op\u00f5em ao projeto de Salvador Allende. A imprensa, atrav\u00e9s de seus produtos editoriais e de suas capas, contribui para a polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, sem d\u00favida. No entanto, no livro descobri, com uma historiografia s\u00f3lida, que mesmo nessa \u00e9poca n\u00e3o se perde totalmente o profissionalismo. Ou seja, as rotinas e h\u00e1bitos jornal\u00edsticos permanecem. H\u00e1 jornalismo esportivo, h\u00e1 jornalismo de entretenimento, h\u00e1 jornalismo policial, h\u00e1 jornalismo de servi\u00e7os. Se voc\u00ea abrir um jornal dessa \u00e9poca, ver\u00e1 que as p\u00e1ginas editoriais e as capas est\u00e3o em chamas, mas nas outras p\u00e1ginas, h\u00e1 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">business as usual<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Durante a ditadura, em termos de colabora\u00e7\u00e3o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e dos jornalistas com o regime, como isso se caracterizava em geral?<\/b><\/p>\n<p><b>AS:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Durante a ditadura, os meios de esquerda, os que eram favor\u00e1veis a Salvador Allende, literalmente desaparecem. S\u00e3o aniquilados, sua propriedade \u00e9 destru\u00edda e, em muitos casos, os jornalistas s\u00e3o assassinados por agentes do Estado. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 uma imprensa de esquerda forte que fa\u00e7a oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 ditadura militar. Os meios que restam s\u00e3o basicamente os meios que estavam contra Allende, e esses meios evidentemente s\u00e3o partid\u00e1rios da ditadura. Agora, como em todas as coisas, h\u00e1 matizes. As coisas n\u00e3o s\u00e3o em preto e branco. Quando se diz que os meios apoiavam a ditadura, bem, sim, concordavam primeiro com a ideia de que era necess\u00e1rio destituir Allende, e depois concordavam com a ideia do projeto pol\u00edtico que os militares representavam. No entanto, se quisessem se opor, tamb\u00e9m n\u00e3o poderiam ter feito isso, porque teriam compartilhado o destino da imprensa de esquerda. N\u00e3o \u00e9 que quisessem se opor, talvez n\u00e3o quisessem, mas n\u00e3o tinham a oportunidade de faz\u00ea-lo, porque a ditadura era brutal. Ent\u00e3o, a \u00fanica maneira de o jornalismo funcionar no Chile durante a ditadura era pelo menos n\u00e3o criticando a junta militar.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: E que vozes cr\u00edticas havia naquela \u00e9poca?<\/b><\/p>\n<p><b>AS: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">A ditadura durou 17 anos, muito tempo. Sempre houve vozes cr\u00edticas \u00e0 ditadura no jornalismo chileno, em pequenas publica\u00e7\u00f5es primeiro, e em algumas r\u00e1dios que eram propriedade do Partido Democrata Crist\u00e3o. Foi criada, no final da ditadura, nos anos 80, uma imprensa de oposi\u00e7\u00e3o muito s\u00f3lida, com um jornalismo muito bom, at\u00e9 mesmo com jornalismo investigativo, que vivia principalmente em r\u00e1dios e revistas. N\u00e3o tinham um alcance massivo como a televis\u00e3o ou os jornais, n\u00e3o chegavam a milh\u00f5es de pessoas, mas sim tinham influ\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Que tipo de influ\u00eancia e de press\u00e3o sofreram esses meios de comunica\u00e7\u00e3o pequenos?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">AS: Esses pequenos meios de comunica\u00e7\u00e3o tinham influ\u00eancia na pol\u00edtica porque os militares os liam, e os jornalistas tamb\u00e9m os liam. Agora, passaram por momentos muito dif\u00edceis, tamb\u00e9m t\u00eam jornalistas mortos e sofreram censura. Houve epis\u00f3dios de censura muito rid\u00edculos. Em algum momento, a ditadura proibiu a publica\u00e7\u00e3o de imagens, texto sim, mas imagens n\u00e3o, ent\u00e3o essas revistas tinham que deixar as fotografias em branco ou fazer pequenos desenhos, porque n\u00e3o podiam publicar imagens. \u00c9 absurdo, mas isso aconteceu.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Havia vozes cr\u00edticas tamb\u00e9m nos jornais que apoiavam o regime, como El Mercurio e La Segunda? Havia espa\u00e7o para profissionais que fizessem algum trabalho com independ\u00eancia?<\/b><\/p>\n<p><b>AS:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> N\u00e3o, mas houve vozes cr\u00edticas. Conto no livro um caso muito precoce de El Mercurio, que tem algumas caracter\u00edsticas particulares. El Mercurio estava muito orgulhoso da luta que havia travado contra Salvador Allende, consideravam que haviam derrotado o marxismo, viam-se como colaboradores de uma fa\u00e7anha heroica. O dono de El Mercurio, Agust\u00edn Edwards, no tempo da Unidade Popular, vivia nos Estados Unidos, havia se autoexilado. O jornal ficou, na verdade, administrado por jornalistas antigos, duros, jornalistas-jornalistas. Em 1974, est\u00e1vamos muito perto de uma condena\u00e7\u00e3o ao Chile na Comiss\u00e3o de Direitos Humanos das Na\u00e7\u00f5es Unidas, e El Mercurio publicou a resolu\u00e7\u00e3o completa, porque a considerou de valor jornal\u00edstico. El Mercurio tamb\u00e9m se op\u00f4s, em princ\u00edpio, ao rumo econ\u00f4mico que a ditadura estava tomando e escreveram isso em um editorial. Esse editorial custou o cargo ao diretor, que teve que sair. No entanto, quando a viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos chegava \u00e0 Justi\u00e7a, pelo menos era um fato noticioso que havia chegado \u00e0 Justi\u00e7a. Os casos emblem\u00e1ticos de viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos, como um massacre terr\u00edvel em um lugar chamado Lonqu\u00e9n, cujos corpos foram encontrados dois anos depois, foram informados. Ent\u00e3o, \u00e9 mais complexo. Eu diria que sim houve um apoio desses grandes jornais, El Mercurio e La Tercera, que estavam de acordo no final com o projeto pol\u00edtico da ditadura, mas n\u00e3o houve um sil\u00eancio completo sobre os crimes da ditadura. Algo se sabia, algo se publicava.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Houve alguma autocr\u00edtica nesses jornais em algum momento ao fim do regime?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">AS: Quando El Mercurio completou 100 anos de vida, Agust\u00edn Edwards, seu dono, deu a \u00fanica entrevista que deu a respeito do jornal. A jornalista Raquel Correa, que depois foi vencedora do Pr\u00eamio Nacional de Jornalismo, lhe perguntou o mesmo que voc\u00ea: se ele tinha alguma autocr\u00edtica. Ele disse que era imposs\u00edvel conhecer as coisas que ocorriam durante a ditadura e que por isso o jornal n\u00e3o as publicava. Pode-se acreditar ou n\u00e3o, mas o interessante \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 uma defesa do que foi feito no per\u00edodo da ditadura. El Mercurio tamb\u00e9m participou, com conhecimento ou sem conhecimento, em a\u00e7\u00f5es totalmente contr\u00e1rias \u00e0 \u00e9tica jornal\u00edstica, montagens de not\u00edcias falsas que eram fornecidas pelos organismos de seguran\u00e7a e publicadas. Pode ser que os colegas soubessem ou n\u00e3o soubessem, mas o fato \u00e9 que El Mercurio caiu na armadilha dos servi\u00e7os de seguran\u00e7a e publicou v\u00e1rios casos de not\u00edcias falsas. O que me chamava a aten\u00e7\u00e3o era que n\u00e3o havia uma defesa total do que foi feito na ditadura, \u00e9 interessante.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Vamos falar um pouco sobre sua pr\u00f3pria pesquisa. Como foi esse processo?<\/b><\/p>\n<p><b>AS:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Eu tenho certo treinamento em pesquisa hist\u00f3rica. O pr\u00f3prio processo de escrever durou uns quatro anos. J\u00e1 tinha certa base de ter ministrado a disciplina em diversas universidades. A busca por material historiogr\u00e1fico foi longa. H\u00e1 muito material historiogr\u00e1fico da imprensa chilena escrito por pesquisadores chilenos, muito antigo. Acho que tenho mais de 500 refer\u00eancias. Havia uma tradi\u00e7\u00e3o de pesquisa muito antiga e muito longa, mas estava desconectada entre si. Minha tarefa era colocar tudo junto em uma ordem mais ou menos cronol\u00f3gica. N\u00e3o tive problema de falta de informa\u00e7\u00e3o. O que acho que falta s\u00e3o arquivos pessoais, como cartas dos donos de jornais, para documentar com maior concretude os v\u00ednculos entre pol\u00edticos e donos de meios. H\u00e1 uma grande tradi\u00e7\u00e3o de pesquisa, mas faltam esses arquivos.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: O <\/b><a href=\"https:\/\/www.memoriachilena.gob.cl\/602\/w3-article-7700.html\"><b>livro de Ra\u00fal Silva Castro,<\/b><\/a><b> o livro mais recente sobre a hist\u00f3ria do jornalismo no Chile, \u00e9 de 1958. Por que se deu t\u00e3o pouca aten\u00e7\u00e3o ao tema desde ent\u00e3o?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">AS: N\u00e3o sei. Provavelmente Silva Castro se fazia a mesma pergunta. Acho que seu livro \u00e9 a primeira hist\u00f3ria do jornalismo que se fez. H\u00e1 algumas coisas pequenas que se escrevem nos anos 1900. Acho que se deve ao fato de que o jornalismo \u00e9 a maior m\u00e1quina de registro hist\u00f3rico que existe. Imagine, hoje em dia, a cada minuto temos um registro de algo. \u00c9 quase inabarc\u00e1vel a quantidade de informa\u00e7\u00e3o que o jornalismo gera, e, no entanto, fala muito pouco de si mesmo. Nunca mostra sua sala de m\u00e1quinas, n\u00e3o mostra as pol\u00edticas internas, n\u00e3o mostra muito como se trabalha, e isso faz com que haja relativamente pouca luz sobre o que fazemos, sobre como fazemos, sobre as decis\u00f5es que tomamos. \u00c9 dif\u00edcil encontrar esse tipo de material.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: A hist\u00f3ria do jornalismo em outros lugares \u00e9 semelhante?<\/b><\/p>\n<p><b>AS:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Tenho a tese de que o jornalismo na Am\u00e9rica Latina \u00e9 relativamente parecido. As pr\u00e1ticas e rotinas s\u00e3o parecidas em toda parte. N\u00e3o h\u00e1 uma maneira de fazer jornalismo que seja diferente da Argentina, Brasil ou Chile. As pr\u00e1ticas e rotinas s\u00e3o mais ou menos comuns, embora haja particularidades locais. No caso do Chile, por exemplo, a imprensa sensacionalista era de esquerda e tinha rela\u00e7\u00f5es com os partidos pol\u00edticos de esquerda. Na Am\u00e9rica Central, a imprensa \u00e9 mais de direita e tem uma tradi\u00e7\u00e3o de direita. Acho que isso pode ser interessante para construir hist\u00f3rias do jornalismo em cada pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Como as mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas influenciam o jornalismo?<\/b><\/p>\n<p><b>AS:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Acho que s\u00f3 a mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica faz o jornalismo mudar. O jornalismo nunca muda por si s\u00f3, muda porque tem que mudar. No s\u00e9culo XIX, a mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica dentro da ind\u00fastria de impress\u00e3o gerou mais quantidade de jornais nas ruas e, portanto, os jornais tiveram mais influ\u00eancia na opini\u00e3o p\u00fablica. Depois, a tecnologia do espectro eletromagn\u00e9tico, a televis\u00e3o e o r\u00e1dio, geraram um v\u00ednculo entre o jornalismo e o mundo do entretenimento. O jornalismo no r\u00e1dio precisou de uma nova gram\u00e1tica, uma nova maneira de descrever e entregar as not\u00edcias. O mesmo aconteceu com a televis\u00e3o e agora com a digitaliza\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 mudando a forma como o jornalismo \u00e9 feito.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: Como \u00e9 atualmente a din\u00e2mica entre os tr\u00eas polos do seu livro: os jornalistas, os meios e o poder pol\u00edtico?<\/b><\/p>\n<p><b>AS:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Todas as partes se precarizaram. Os meios foram precarizados pelo digital. Nos \u00faltimos cinco ou seis anos, dois mil jornalistas deixaram de pertencer a meios de comunica\u00e7\u00e3o no Chile. H\u00e1 menos reda\u00e7\u00f5es, menos jornalistas, e todos trabalham de suas casas. As reda\u00e7\u00f5es est\u00e3o desaparecendo. Os \u00edndices de investimento publicit\u00e1rio ca\u00edram, e isso implica que os jornalistas est\u00e3o mais precarizados. H\u00e1 menos jornalistas experientes, o que \u00e9 importante porque mant\u00eam a tradi\u00e7\u00e3o cultural e podem transmiti-la em uma reda\u00e7\u00e3o. O poder pol\u00edtico tamb\u00e9m est\u00e1 precarizado pelas amea\u00e7as \u00e0 democracia, como o populismo e a polariza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 um tempo f\u00e1cil para os tr\u00eas v\u00e9rtices do tri\u00e2ngulo.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: O que caracteriza o jornalismo no Chile em seus melhores momentos?<\/b><\/p>\n<p><b>AS:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> H\u00e1 experi\u00eancias muito boas. A experi\u00eancia da ditadura, em termos jornal\u00edsticos, tem exemplos brilhantes de jornalismo investigativo sobre o ditador, como o trabalho de M\u00f3nica Gonz\u00e1lez e Patricia Verdugo. Em termos mais institucionais, os anos 60 foram muito interessantes porque todas as posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do pa\u00eds tinham seu meio de comunica\u00e7\u00e3o, com graus de credibilidade e pr\u00e1ticas profissionais. Era um jornalismo que fazia jornalismo, n\u00e3o s\u00f3 propaganda.<\/span><\/p>\n<p><b>LJR: E o que caracteriza os piores momentos do jornalismo no Chile?<\/b><\/p>\n<p><b>AS:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> H\u00e1 algumas caracter\u00edsticas do jornalismo que foram muito complexas. At\u00e9 os anos 50, era uma profiss\u00e3o muito masculina, muito ligada \u00e0 vida noturna, ao \u00e1lcool, \u00e0s noitadas, \u00e0 prostitui\u00e7\u00e3o e \u00e0s drogas. Era uma profiss\u00e3o dif\u00edcil para uma mulher. As barreiras de entrada para as mulheres come\u00e7aram a cair apenas com o surgimento das Escolas Universit\u00e1rias. Antes, havia mulheres no jornalismo, mas eram absolutamente a exce\u00e7\u00e3o, porque era um mundo muito dif\u00edcil para uma mulher no contexto cultural das mulheres chilenas do s\u00e9culo XIX e da primeira metade do XX. Era uma barreira muito, muito complexa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como momentos, acredito que a polariza\u00e7\u00e3o da Unidade Popular \u00e9, sem d\u00favida, destac\u00e1vel. Houve polariza\u00e7\u00e3o antes, como na d\u00e9cada de 1830, o per\u00edodo imediatamente posterior \u00e0 independ\u00eancia. Pode-se dizer que eram jornais polarizados, mas n\u00e3o tinham a exig\u00eancia de serem profissionais. Nos anos 70, sim, havia um dever ser jornal\u00edstico, uma deontologia jornal\u00edstica que estava presente, e os meios sabiam naquele momento que o jornalismo que praticavam n\u00e3o estava de acordo com a deontologia jornal\u00edstica vigente.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No livro \u201cHistoria del Periodismo en Chile. De La Aurora a las Redes Sociales\u201d (\u201cHist\u00f3ria do jornalismo no Chile. de La Aurora \u00e0s redes sociais\u201d), o autor Alfredo Sep\u00falveda relata ao longo de mais 500 p\u00e1ginas como tens\u00f5es entre os meios de comunica\u00e7\u00e3o, os jornalistas e o poder pol\u00edtico permeiam toda a hist\u00f3ria do jornalismo no pa\u00eds. Em entrevista \u00e0 LJR, ele discute alguns dos temas mais controversos desta hist\u00f3ria, do colaboracionismo de jornais com a ditadura de Augusto Pinochet \u00e0 ren\u00fancia das regras de objetividade durante o governo de Salvador Allende. <\/p>\n","protected":false},"author":63,"featured_media":89094,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[2766],"tags":[1435,2051],"coauthors":[2740],"class_list":["post-89092","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-da-imprensa","tag-chile-pt-br","tag-liberdade-de-expressao-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.1.1) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Alfredo Sep\u00falveda conta a hist\u00f3ria do jornalismo no Chile como uma constante tens\u00e3o entre jornalistas, meios de comunica\u00e7\u00e3o e o poder pol\u00edtico - 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