{"id":92916,"date":"2024-11-06T13:25:13","date_gmt":"2024-11-06T19:25:13","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=92916"},"modified":"2024-11-06T14:22:25","modified_gmt":"2024-11-06T20:22:25","slug":"morre-o-fotojornalista-evandro-teixeira-deixando-legado-de-destemor-e-talento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/morre-o-fotojornalista-evandro-teixeira-deixando-legado-de-destemor-e-talento\/","title":{"rendered":"Morre o fotojornalista Evandro Teixeira, deixando legado de destemor e talento"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201c\u00c9 preciso que a lente m\u00e1gica\/enrique\u00e7a a vis\u00e3o humana\/e do real de cada coisa\/um mais seco real extraia\/ para que penetremos fundo\/no puro enigma das imagens\u201d, escreveu Carlos Drummond de Andrade em versos dedicados a Evandro Teixeira, um dos maiores fotojornalistas do Brasil, que morreu aos 88 anos, na \u00faltima segunda-feira (4 de novembro) no Rio de Janeiro, ap\u00f3s enfrentar uma leucemia durante mais de 10 anos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao longo de mais de sete d\u00e9cadas de atua\u00e7\u00e3o profissional, sendo quase 47 destes anos no hoje extinto Jornal do Brasil, Teixeira documentou a vida p\u00fablica brasileira com aquilo que o jornalismo tem de melhor a oferecer: aud\u00e1cia, urg\u00eancia, apego ao real, desafio a todo tipo de autoritarismo, comprometimento democr\u00e1tico, cuidado, zelo e criatividade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A parte mais conhecida de seu trabalho envolve fotografias que tirou durante a ditadura militar vigente no Brasil de 1964 a 1985, de soldados e tanques nas ruas, de manifestantes contra o regime, de bastidores do poder e da vida cotidiana que seguia em meio ao turbilh\u00e3o pol\u00edtico.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_73557\" class=\"wp-caption alignnone\">\n<div id=\"attachment_73557\" style=\"width: 778px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-73557\" class=\"wp-image-73557\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Untitled-design-6.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Untitled-design-6.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Untitled-design-6-300x200.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Untitled-design-6-768x512.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Untitled-design-6-350x234.jpg 350w\" alt=\"Soldados derrubam estudante que corre em protesto no Rio de Janeiro em 1968\" width=\"768\" height=\"512\" aria-describedby=\"caption-attachment-73557\" \/><p id=\"caption-attachment-73557\" class=\"wp-caption-text\">Uma das fotos mais famosas de Evandro Teixeira, na qual Soldados derrubam estudante que corre em protesto no Rio de Janeiro em 21 de junho de 1968 (Foto: Evandro Teixeira\/Acervo IMS)<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_73615\" class=\"wp-caption aligncenter\">\n<div id=\"attachment_73615\" style=\"width: 672px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-73615\" class=\"wp-image-73615\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Untitled-design-9.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 662px) 100vw, 662px\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Untitled-design-9.jpg 882w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Untitled-design-9-258x300.jpg 258w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Untitled-design-9-768x892.jpg 768w\" alt=\"Um retrato de Evandro Teixeira tirando uma fotografia com a c\u00e2mera na posi\u00e7\u00e3o vertical\" width=\"662\" height=\"768\" aria-describedby=\"caption-attachment-73615\" \/><p id=\"caption-attachment-73615\" class=\"wp-caption-text\">Retrato do Evandro Teixeira no Rio de Janeiro em 2013 (Foto: Andr\u00e9 Arruda\/Divulga\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sua obra, todavia, vai muito al\u00e9m desses registros. Teixeira tamb\u00e9m fez fotografias de incont\u00e1veis personalidades da vida cultural brasileira e global, de cidad\u00e3os an\u00f4nimos em momentos fortuitos e po\u00e9ticos, de eventos hist\u00f3ricos em outros pa\u00edses, de trag\u00e9dias urbanas, de esportes e de moda, entre outros. Sua morte teve grande repercuss\u00e3o em todos os principais jornais e ve\u00edculos do Brasil, que unanimemente o saudaram como uma refer\u00eancia incontorn\u00e1vel da hist\u00f3ria do fotojornalismo brasileiro.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em uma <\/span><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/exposicao-chile-1973-apresenta-primeiros-dias-da-ditadura-de-pinochet-pelo-olhar-do-fotojornalista-evandro-teixeira\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">entrevista<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e0 <\/span><b>LatAm Journalism Review (LJR)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0 em 2023, Teixeira atribuiu o seu sucesso a alguns elementos primordiais: a sorte, o esfor\u00e7o e a coragem. \u201cO que mais me ajudou na carreira foi a sorte, al\u00e9m da vontade de fazer o trabalho\u201d, afirmou Teixeira.\u00a0 \u201cSempre acreditei que ia conseguir fazer as pautas darem certo, e nunca tive respeito pelos atos de loucura daqueles que mandam\u201d.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_92910\" style=\"width: 1332px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-92910\" class=\"wp-image-92910 size-full\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Chico-Tom-e-Vinicius-foto-Evandro-teixeira-533x4001-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1322\" height=\"992\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Chico-Tom-e-Vinicius-foto-Evandro-teixeira-533x4001-1.jpg 1322w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Chico-Tom-e-Vinicius-foto-Evandro-teixeira-533x4001-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Chico-Tom-e-Vinicius-foto-Evandro-teixeira-533x4001-1-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Chico-Tom-e-Vinicius-foto-Evandro-teixeira-533x4001-1-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1322px) 100vw, 1322px\" \/><p id=\"caption-attachment-92910\" class=\"wp-caption-text\">Chico Buarque, Tom Jobim e Vinicius de Moraes dividem um momento descontra\u00eddo, deitados sobre uma mesa (Foto: Evandro Teixeira\/Acervo Instituto Moreira Salles)<\/p><\/div>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">O in\u00edcio da carreira<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Filho de um fazendeiro e de uma dona de casa, Teixeira nasceu em Irajuba, um povoado no interior da Bahia a 300 quil\u00f4metros de Salvador. Suas primeiras fotografias foram feitas com a m\u00e1quina de um irm\u00e3o de sua m\u00e3e, com a qual registrava parentes e os animais da ro\u00e7a.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1950, aos 15 anos, foi morar em Jequi\u00e9, onde comprou sua primeira c\u00e2mera pr\u00f3pria e trabalhou como estagi\u00e1rio no Jornal de Jequi\u00e9. Em seguida, mudou-se para estudar em Ipia\u00fa, onde atuou como estagi\u00e1rio no Jornal Rio Novo e comprou uma Polaroid \u2013 posteriormente, ele adotaria a Leica como marca de prefer\u00eancia por toda a vida.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1954, Teixeira mudou-se para Salvador, a capital do estado, onde estagiou no jornal Di\u00e1rio de Not\u00edcias, pertencente ao grupo <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Di\u00e1rios Associados, ent\u00e3o uma das maiores organiza\u00e7\u00f5es de m\u00eddia do Brasil. Em Salvador, aconteceu um dos aprendizados que Teixeira considerava decisivos em sua carreira: um curso por correspond\u00eancia de fotografia com o fotojornalista Jos\u00e9 Medeiros, oferecido pela revista A Cigarra.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO processo era muito did\u00e1tico. Aprendi a fazer boas fotografias nesse curso por correspond\u00eancia\u201d, disse Teixeira sobre o curso em uma <\/span><a href=\"https:\/\/ojs.uel.br\/revistas\/uel\/index.php\/discursosfotograficos\/article\/view\/11936\"><span style=\"font-weight: 400;\">entrevista<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> de 2012 a Paulo C\u00e9sar Boni.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por influ\u00eancia do amigo Manoel Pinto, conhecido como Mapin, Teixeira mudou-se para o Rio de Janeiro em fins de 1957. A cidade era ent\u00e3o a capital cultural do Brasil, e vivia os chamados Anos Dourados, na esteira da cria\u00e7\u00e3o da Bossa Nova. No ano seguinte \u00e0 chegada, passou a fotografar para <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">o Di\u00e1rio da Noite e para O Jornal, duas publica\u00e7\u00f5es do grupo Di\u00e1rios Associados.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 1961, demitiu-se e foi trabalhar na revista semanal O Mundo Ilustrado, dirigida por Joel Silveira, um dos mais renomados rep\u00f3rteres do Brasil. L\u00e1 ficou por dez meses, tendo a oportunidade de cobrir a Copa do Mundo no Chile, vencida pelo Brasil. No final daquele ano, transferiu-se para o Jornal do Brasil, por onde permaneceu at\u00e9 o fim da vers\u00e3o impressa do jornal em 2010.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Desafiando a ditadura militar<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Jornal do Brasil aonde Teixeira chegou era ent\u00e3o o mais prestigiado ve\u00edculo di\u00e1rio brasileiro. L\u00e1 escreviam alguns dos maiores escritores e jornalistas brasileiros, como Carlos Drummond de Andrade, Otto Lara Resende e Barbosa Lima Sobrinho. O jornal passara em 1959 por uma importante reforma gr\u00e1fica que dera grande destaque \u00e0 fotografia em suas capas e p\u00e1ginas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Na entrevista a Paulo C\u00e9sar Boni, Teixeira assim se lembrou do clima de trabalho que encontrou no JB:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA fotografia era a elite do jornal. Para se ter uma ideia, no JB o fot\u00f3grafo ganhava mais que o rep\u00f3rter de texto\u201d, afirmou. \u201cVoc\u00ea tinha liberdade de sair \u00e0s ruas, se pautar, criar suas mat\u00e9rias e ensaios fotogr\u00e1ficos, e tudo sem flash ou fot\u00f4metro. Flash era proibido no Jornal do Brasil. O Alberto Ferreira, que foi um dos maiores editores de fotografia do Brasil, proibia\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">No dia do golpe militar que dep\u00f4s o presidente democraticamente eleito Jo\u00e3o Goulart, 31 de mar\u00e7o de 1964, Teixeira tirou algumas de suas fotos mais famosas. O fot\u00f3grafo do JB foi o \u00fanico jornalista a ingressar no Forte de Copacabana, onde o general Castelo Branco, que se tornaria o primeiro ditador do regime, estava.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Uma amizade propiciou o ingresso: segundo contou a Boni, Teixeira jogava v\u00f4lei na praia aos domingos com um capit\u00e3o do Ex\u00e9rcito de nome Lemos. O amigo o ligou no dia do golpe e o convidou para ingressar no forte sem se identificar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTopei na hora. Ele me alertou que ele entraria sem problemas porque todos o conheciam, mas que eu poderia ser barrado. E se fosse, ele n\u00e3o poderia fazer nada\u201d, disse Teixeira. \u201cDecidi arriscar. Na entrada do forte, o sentinela bateu contin\u00eancia e o Lemos respondeu batendo contin\u00eancia e eu o imitei. Entramos\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Naquela noite, sob forte chuva, Teixeira tirou uma foto na qual pouco se v\u00ea al\u00e9m da silhueta de soldados, de um canh\u00e3o e baionetas. A imagem seria depois considerada um pren\u00fancio do per\u00edodo sombrio no qual o Brasil ingressava.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outra imagem hist\u00f3rica, talvez a mais famosa de Teixeira, \u00e9 o registro de um estudante sendo perseguido por dois policiais com cassetetes na m\u00e3o no dia 21 de junho de 1968, a chamada Sexta-Feira Sangrenta, quando a pol\u00edcia reprimiu brutalmente uma manifesta\u00e7\u00e3o estudantil. At\u00e9 hoje n\u00e3o se sabe quem foi o jovem agredido, com o \u00f3culos no ar, capturado em um momento de urg\u00eancia.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_92904\" style=\"width: 2144px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-92904\" class=\"wp-image-92904 size-full\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Evandro-01-2-scaled.jpg\" alt=\"Black-and-white photo by Evandro Teixeira capturing dragonflies perched on the bayonets of rifles, symbolizing resilience during Brazil\u2019s military regime\" width=\"2134\" height=\"2560\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Evandro-01-2-scaled.jpg 2134w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Evandro-01-2-250x300.jpg 250w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Evandro-01-2-854x1024.jpg 854w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Evandro-01-2-768x921.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Evandro-01-2-1280x1536.jpg 1280w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Evandro-01-2-1707x2048.jpg 1707w\" sizes=\"auto, (max-width: 2134px) 100vw, 2134px\" \/><p id=\"caption-attachment-92904\" class=\"wp-caption-text\">Lib\u00e9lulas descansam nas baionetas de fuzis; a imagem levou Evandro Teixeira a passar uma noite na pris\u00e3o (Foto: Evandro Teixeira \/ Acervo Instituto Moreira Salles<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 ainda registros mais sutis e po\u00e9ticos, como \u201cLib\u00e9lulas e baionetas\u201d, de 1968, na qual insetos pousam sobre as armas pontiagudas de fuzis. A foto foi tirada ap\u00f3s a inaugura\u00e7\u00e3o de uma exposi\u00e7\u00e3o de armas usadas na Guerra do Paraguai (1864-1870) com a presen\u00e7a do ent\u00e3o presidente Costa e Silva.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A imagem ilustrou a capa do jornal no dia seguinte, enquanto as fotos da exposi\u00e7\u00e3o sa\u00edram pequenas no miolo do jornal.\u00a0 A escolha editorial enfurece o presidente, que convocou o fot\u00f3grafo para um encontro presencial. Em seguida, Teixeira passou uma noite na pris\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aquela foi s\u00f3 uma das v\u00e1rias pris\u00f5es de Teixeira durante a ditadura militar. Outra das deten\u00e7\u00f5es se deveu a uma fotografia tirada furtivamente de um general de pijama durante uma visita \u00e0 sua casa. \u201cNo per\u00edodo da ditadura era isso: pris\u00f5es, pancadas e equipamentos quebrados ou apreendidos. Apanhei algumas vezes, fui preso outras vezes. Mas, felizmente, nunca apreenderam ou quebraram meus equipamentos\u201d, disse Teixeira a Boni.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Imprensa com poder<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Boa parte dessas imagens s\u00f3 p\u00f4de ser publicada porque o Jornal do Brasil era ent\u00e3o uma publica\u00e7\u00e3o influente e poderosa, sob o comando de jornalistas com coragem e espa\u00e7o para desafiar a censura vigente no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sob o comando do editor-chefe Alberto Dines, a publica\u00e7\u00e3o era a principal voz entre os grandes jornais brasileiros a denunciar as arbitrariedades e viol\u00eancias cometidas pelo regime militar. Segundo Teixeira, o antigo editor, que morreu em 2018, \u201cbotava para quebrar. Ele n\u00e3o se intimidava. E tinha grande abertura para conversar com os jornalistas e fot\u00f3grafos, era muito aberto\u201d, afirmou Teixeira \u00e0 <\/span><b>LJR<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> no ano passado.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo Teixeira, na d\u00e9cada de 1970 havia 35 fot\u00f3grafos fixos na casa, n\u00famero considerado alto para a m\u00e9dia atual de uma grande reda\u00e7\u00e3o brasileira.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cO jornal tinha poder. Pod\u00edamos viajar para onde quis\u00e9ssemos\u201d, afirmou o fot\u00f3grafo. Algumas dessas viagens rendiam cliques hist\u00f3ricos: Teixeira foi, por exemplo, o \u00fanico fot\u00f3grafo brasileiro a viajar para o Chile imediatamente ap\u00f3s o golpe dado sob a lideran\u00e7a de Augusto Pinochet em 11 de setembro de 1973.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">L\u00e1, foi o \u00fanico fot\u00f3grafo do mundo a conseguir ingressar no hospital onde jazia o corpo do poeta Pablo Neruda, envenenado pela ditadura. Tamb\u00e9m fotografou presos pol\u00edticos e o funeral do escritor, que se converteu em um ato de protesto contra a nascente ditadura. \u201dHoje em dia, provavelmente usariam fotos de ag\u00eancias de not\u00edcias. Mas \u00e9 diferente quando o jornal usa o pr\u00f3prio profissional, que tem o olhar da casa\u201d, disse.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_73563\" style=\"width: 778px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-73563\" class=\"wp-image-73563\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Untitled-design-8.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Untitled-design-8.jpg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Untitled-design-8-300x200.jpg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Untitled-design-8-768x512.jpg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Untitled-design-8-350x234.jpg 350w\" alt=\"Multid\u00e3o acompanha corpo de Neruda a caminho do cemit\u00e9rio em Santiago do Chile\" width=\"768\" height=\"512\" aria-describedby=\"caption-attachment-73563\" \/><p id=\"caption-attachment-73563\" class=\"wp-caption-text\">Prociss\u00e3o com o corpo do poeta chileno Pablo Neruda a caminho do Cemit\u00e9rio Geral de Santiago (Foto: Evandro Teixeira\/Acervo IMS)<\/p><\/div>\n<p id=\"caption-attachment-73563\" class=\"wp-caption-text\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para al\u00e9m da pol\u00edtica, Teixeira tirou retratos marcantes de muitas das principais personalidades brasileiras do s\u00e9culo XX, como Pel\u00e9, Ayrton Senna, a cantora Leila Diniz, os poetas Carlos Drummond de Andrade e Vinicius de Moraes e o compositor Tom Jobim, entre outros. Publicou sete livros, sendo o mais importante deles dedicado ao centen\u00e1rio da Guerra de Canudos, em 1997.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Seu acervo de mais de 150 mil fotos foi doado ao Instituto Moreira Salles (IMS), que <\/span><a href=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/exposicao-chile-1973-apresenta-primeiros-dias-da-ditadura-de-pinochet-pelo-olhar-do-fotojornalista-evandro-teixeira\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">no ano passado organizou uma exposi\u00e7\u00e3o<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> a partir das fotos tiradas no Chile. As fotos seguem sendo objeto de estudo e de exposi\u00e7\u00f5es dentro e fora do Brasil. Em 2008, ao lado de Sebasti\u00e3o Salgado, Teixeira foi um dos dois \u00fanicos brasileiros a participar de uma exposi\u00e7\u00e3o na Leica Gallery, em Nova York, reunindo 40 fot\u00f3grafos internacionais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cTeixeira foi algu\u00e9m que, em seu processo de trabalho, sempre teve comprometimento com o jornalismo enquanto um testemunho, com estar presente no lugar dos acontecimentos, com uma aud\u00e1cia e ousadia que o levavam a n\u00e3o aceitar limites para o seu compromisso com a informa\u00e7\u00e3o de qualidade\u201d, disse \u00e0 <\/span><b>LJR <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">S\u00e9rgio Burgi, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">coordenador de fotografia do IMS.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Teixeira tamb\u00e9m recebeu dezenas de pr\u00eamios, como os concedidos pela Unesco e pela Sociedade Interamericana de Imprensa. O fot\u00f3grafo deixa duas filhas, Carina e Adryana, e tr\u00eas netas.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carreira de mais de 70 anos ficou not\u00f3ria por fotos da ditadura militar, e inclui tamb\u00e9m importantes registros da vida cultural brasileira <\/p>\n","protected":false},"author":63,"featured_media":92898,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[2766],"tags":[1598],"coauthors":[2740],"class_list":["post-92916","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia-da-imprensa","tag-fotojornalismo-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.4) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Morre o fotojornalista Evandro Teixeira, deixando legado de destemor e talento - LatAm 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