{"id":93029,"date":"2024-11-12T07:43:35","date_gmt":"2024-11-12T13:43:35","guid":{"rendered":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/?p=93029"},"modified":"2024-11-12T07:43:35","modified_gmt":"2024-11-12T13:43:35","slug":"jornalistas-visibilizam-historias-de-trafico-e-exploracao-de-pessoas-um-elefante-na-sala-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/latamjournalismreview.org\/pt-br\/articles\/jornalistas-visibilizam-historias-de-trafico-e-exploracao-de-pessoas-um-elefante-na-sala-na-america-latina\/","title":{"rendered":"Jornalistas visibilizam hist\u00f3rias de tr\u00e1fico e explora\u00e7\u00e3o de pessoas, um 'elefante na sala' na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">A coniv\u00eancia das autoridades, a falta de dados oficiais e a indiferen\u00e7a da sociedade s\u00e3o os principais fatores que dificultam investiga\u00e7\u00f5es jornal\u00edstica sobre o tr\u00e1fico e a explora\u00e7\u00e3o de pessoas, de acordo com tr\u00eas jornalistas latino-americanas que realizaram trabalhos aprofundados sobre esses crimes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mar\u00eda Fernanda Fitzgerald, da Col\u00f4mbia; Mar\u00eda Antonieta Flores Astorga, do M\u00e9xico; e Jazm\u00edn Baz\u00e1n, da Argentina, conversaram com a <\/span><b>LatAm Journalism Review (LJR)<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> sobre como, apesar de obst\u00e1culos, conseguiram lan\u00e7ar luz sobre essas problem\u00e1ticas com investiga\u00e7\u00f5es que trazem diferentes olhares sobre uma realidade altamente silenciada na regi\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A taxa m\u00e9dia de v\u00edtimas de tr\u00e1fico de pessoas na Am\u00e9rica do Sul \u00e9 de quase 1 por 100 mil habitantes, segundo dados do <\/span><a href=\"https:\/\/www.unodc.org\/unodc\/en\/frontpage\/2024\/September\/how-widespread-are-human-trafficking-and-migrant-smuggling-in-latin-america-and-the-caribbean-and-other-questions-answered.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC)<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. No entanto, essa cifra reflete apenas os casos documentados. A organiza\u00e7\u00e3o afirma que o crime est\u00e1 subnotificado na regi\u00e3o e sugere que o n\u00famero real de v\u00edtimas pode ser significativamente maior.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A colabora\u00e7\u00e3o com organiza\u00e7\u00f5es sociais, o conhecimento de enfoques de g\u00eanero e o tratamento emp\u00e1tico com as v\u00edtimas s\u00e3o algumas das boas pr\u00e1ticas que ajudaram Fitzgerald, Flores Astorga e Baz\u00e1n a documentar esses crimes.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">O elefante na sala<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Crimes como tr\u00e1fico e explora\u00e7\u00e3o de pessoas n\u00e3o s\u00e3o suficientemente investigados pela m\u00eddia jornal\u00edstica da Am\u00e9rica Latina, concordaram as tr\u00eas jornalistas, que compartilharam as raz\u00f5es que, em sua opini\u00e3o, est\u00e3o por tr\u00e1s da cobertura restrita.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fitzgerald, editora de conte\u00fados e investiga\u00e7\u00f5es do ve\u00edculo digital de jornalismo feminista <\/span><a href=\"https:\/\/volcanicas.com\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Volc\u00e1nicas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, da Col\u00f4mbia, disse que esses crimes n\u00e3o despertam no p\u00fablico o interesse ou a curiosidade que outros tipos de crimes, como o narcotr\u00e1fico, causam.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"\u00c9 muito frustrante, porque as pessoas n\u00e3o se interessam muito. \u00c9 um tema t\u00e3o pesado, que a maioria prefere n\u00e3o saber\", disse Fitzgerald \u00e0 <\/span><b>LJR<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. \"Sinto tamb\u00e9m que n\u00e3o desperta essa curiosidade m\u00f3rbida que pode despertar, por exemplo, a vida do narcotr\u00e1fico e, portanto, causa menos interesse\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A jornalista publicou em abril deste ano a reportagem \"<\/span><a href=\"https:\/\/volcanicas.com\/reportajetrata\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Assim funciona o tr\u00e1fico para a explora\u00e7\u00e3o sexual entre o M\u00e9xico e a Col\u00f4mbia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\", na qual investigou o funcionamento das redes de aliciamento e modalidades de tr\u00e1fico de mulheres colombianas levadas para o M\u00e9xico. A reportagem tamb\u00e9m revelou como o tr\u00e1fico humano se tornou uma das novas formas de financiamento de grupos criminosos que buscam diversificar suas atividades para al\u00e9m do narcotr\u00e1fico.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Algumas atividades relacionadas ao tr\u00e1fico ou \u00e0 explora\u00e7\u00e3o de pessoas podem estar normalizadas culturalmente, o que tamb\u00e9m dificulta sua abordagem, de acordo com Baz\u00e1n, jornalista argentina autora da reportagem \"<\/span><a href=\"https:\/\/elsurti.com\/reportaje\/2024\/01\/26\/criadazgo-la-explotacion-infantil-atrapada-entre-las-paredes-del-silencio\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Criadazgo: a explora\u00e7\u00e3o infantil presa entre as paredes do sil\u00eancio<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\", publicada no ve\u00edculo digital paraguaio El Surti. A reportagem fala sobre como o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">criadazgo <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u2013 como \u00e9 conhecido em alguns pa\u00edses sul-americanos o acolhimento de crian\u00e7as e adolescentes de baixa renda por fam\u00edlias em troca de comida, abrigo e educa\u00e7\u00e3o \u2013 pode chegar a ser uma forma de encobrir abusos, maus-tratos e explora\u00e7\u00e3o de trabalho dom\u00e9stico infantil.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Baz\u00e1n disse que um dos desafios em sua reportagem foi explicar por que o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">criadazgo <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00e9 uma atividade il\u00edcita, apesar de geralmente ser considerada, no Paraguai, algo comum, com origem na \u00e9poca da coloniza\u00e7\u00e3o espanhola e refor\u00e7ada cultural e socialmente ao longo da hist\u00f3ria do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Foi particularmente desafiador descrever o fen\u00f4meno, que alguns atribuem \u00e0 cultura paraguaia, deixando de lado quest\u00f5es como pobreza, hist\u00f3ria, falta de educa\u00e7\u00e3o e hierarquias de poder\", disse Baz\u00e1n \u00e0 LJR.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Flores Astorga, jornalista de meios tradicionais que escreveu tr\u00eas livros sobre abuso e tr\u00e1fico infantil, disse que esses crimes carregam uma carga de vergonha que faz com que a sociedade prefira ignor\u00e1-los.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_92965\" style=\"width: 313px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-92965\" class=\"wp-image-92965\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Screenshot-2024-11-08-at-12.22.06\u202fp.m.png\" alt=\"Cover of the book &quot;Ni\u00f1os a la Carta&quot;, by Mexican journalist Mar\u00eda Antonieta Flores Astorga.\" width=\"303\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Screenshot-2024-11-08-at-12.22.06\u202fp.m.png 618w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Screenshot-2024-11-08-at-12.22.06\u202fp.m-227x300.png 227w\" sizes=\"auto, (max-width: 303px) 100vw, 303px\" \/><p id=\"caption-attachment-92965\" class=\"wp-caption-text\">Capa de um dos livros de Antonieta Flores Astorga<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Seus dois primeiros livros, \u201cCarriolas vac\u00edas: tr\u00e1fico de ni\u00f1os en M\u00e9xico\u201d (2012) e \u201cNin\u00f5s a la carta\u201d (2017), surgiram de investiga\u00e7\u00f5es sobre tr\u00e1fico infantil no estado de Jalisco, considerado um dos mais conservadores do pa\u00eds. A jornalista afirmou que, em sociedades conservadoras como essa, \u00e9 mais dif\u00edcil que a m\u00eddia se aprofunde nesse tipo de tema.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Eu vivi em Guadalajara e vejo que, quando se trata desses temas truculentos ou escabrosos, as pessoas n\u00e3o querem ouvir falar\", disse Flores Astorga \u00e0 LJR. \"No entanto, [o crime de tr\u00e1fico infantil] \u00e9 mais comum do que imaginamos. O elefante est\u00e1 no meio da sala e n\u00e3o queremos v\u00ea-lo\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Apesar da invisibiliza\u00e7\u00e3o, as jornalistas descobriram em suas investiga\u00e7\u00f5es que o tr\u00e1fico e a explora\u00e7\u00e3o de pessoas ocorrem \u00e0 vista da sociedade. Isso acontece porque, segundo Fitzgerald, as pessoas geralmente t\u00eam uma ideia sobre o tr\u00e1fico humano que n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Quando falamos de tr\u00e1fico, imaginamos um monte de mulheres acorrentadas em algum lugar, numa caverna. E o tr\u00e1fico \u00e9 algo t\u00e3o cotidiano que, na verdade, nos atravessa todos os dias e muitas vezes n\u00e3o percebemos. Muitas vezes, inclusive, as v\u00edtimas n\u00e3o sabem que est\u00e3o sendo traficadas\", disse a jornalista.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Outros jornalistas, acrescentou Fitzgerald, evitam abordar o tema por medo de sua seguran\u00e7a, j\u00e1 que, na maioria dos casos, por tr\u00e1s dos crimes de tr\u00e1fico e explora\u00e7\u00e3o de pessoas existem grupos criminosos poderosos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"H\u00e1 muitos jornalistas que n\u00e3o se aproximam do tema por temores, o que \u00e9 muito justific\u00e1vel\", disse Fitzgerald. \"\u00c9 algo com que se aprende a lidar, mas, claro, n\u00e3o \u00e9 algo em que todos queiram ou devam se envolver\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fitzgerald disse que ela mesma enfrentou amea\u00e7as \u00e0 sua seguran\u00e7a ao investigar as redes de tr\u00e1fico na Col\u00f4mbia. Em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, precisou interromper suas investiga\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Aprendi um pouco a me manter discreta de vez em quando, a deixar o tema descansar um pouco, focar em outras coisas. Quando vejo que a situa\u00e7\u00e3o se acalma, retomo\", disse. \"Pode n\u00e3o ser a estrat\u00e9gia mais eficiente, mas, dadas as condi\u00e7\u00f5es aqui, com autoridades corruptas, muitas vezes sendo elas mesmas parte dessas redes de tr\u00e1fico, recorrer \u00e0 pol\u00edcia n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o\".<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Autoridades coniventes<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em muitas ocasi\u00f5es, as autoridades fazem parte ou est\u00e3o vinculadas \u00e0s redes de tr\u00e1fico ou explora\u00e7\u00e3o de pessoas, o que tamb\u00e9m dificulta a investiga\u00e7\u00e3o desses crimes, disseram Fitzgerald e Flores Astorga.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Em pa\u00edses como Col\u00f4mbia e M\u00e9xico, h\u00e1 muita coniv\u00eancia por parte das autoridades, como Migra\u00e7\u00e3o, o Ex\u00e9rcito e a Pol\u00edcia, que participam do delito\", disse Fitzgerald. \"S\u00e3o os l\u00edderes dos grupos que terminam captando as mulheres ou pessoas envolvidas no tr\u00e1fico\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Flores Astorga disse que seus dois primeiros livros detalham como funcion\u00e1rios de abrigos infantis ou de institutos de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia supostamente t\u00eam participa\u00e7\u00e3o direta no sequestro de menores e, por isso, as den\u00fancias das v\u00edtimas n\u00e3o chegam a um bom termo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Outro desafio \u00e9 a simula\u00e7\u00e3o e o cinismo das pr\u00f3prias autoridades, que est\u00e3o bem informadas, mas fingem desconhecimento porque est\u00e3o envolvidas\", disse a jornalista mexicana. \"\u00c9 triste ver que se faz um trabalho de den\u00fancia sobre um tema t\u00e3o importante e nada acontece\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A coniv\u00eancia das autoridades dificulta o acesso a informa\u00e7\u00f5es oficiais e a funcion\u00e1rios nas investiga\u00e7\u00f5es, acrescentou Flores Astorga, cujo livro mais recente, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cLa bestia que devora a los ni\u00f1os\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> (2023), aborda como empres\u00e1rios, membros da Igreja Cat\u00f3lica e autoridades s\u00e3o supostos c\u00famplices de v\u00e1rios tipos de crimes sexuais contra menores.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Eles n\u00e3o concedem entrevistas, n\u00e3o fornecem informa\u00e7\u00f5es, voc\u00ea se torna indesej\u00e1vel, ent\u00e3o fica mais dif\u00edcil acessar dados oficiais\", disse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Fitzgerald afirmou que a subnotifica\u00e7\u00e3o t\u00e3o significativa desse crime nas institui\u00e7\u00f5es governamentais foi o obst\u00e1culo mais complexo que encontrou ao investigar o tr\u00e1fico de pessoas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Voc\u00ea pensaria que, por ser um tema delicad\u00edssimo, [os governos] teriam registros certamente muito minuciosos, mas a realidade n\u00e3o \u00e9 essa. A maioria dos governantes, tanto localmente quanto de forma mais geral, desconhecem completamente como funcionam essas din\u00e2micas, n\u00e3o sabem o que \u00e9 o tr\u00e1fico, n\u00e3o entendem\", disse. \"Isso faz com que seja um crime altamente invisibilizado e desconhecido, porque \u00e9 muito dif\u00edcil encontrar registros\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Diante dessa subnotifica\u00e7\u00e3o oficial, o trabalho das organiza\u00e7\u00f5es sociais desempenha um papel importante que os jornalistas que investigam o tr\u00e1fico de pessoas podem aproveitar, disse Fitzgerald.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"As organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o se esfor\u00e7ando para registrar algo sobre o tema. Obviamente, seus dados n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o t\u00e9cnicos quanto os de um minist\u00e9rio ou autoridade local\", disse. \"Com muita dedica\u00e7\u00e3o, essas organiza\u00e7\u00f5es acabam mantendo registros muito cuidadosos, o que permite que n\u00f3s, como jornalistas, possamos tentar visibilizar um pouco essa situa\u00e7\u00e3o\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Baz\u00e1n tamb\u00e9m recorreu a organiza\u00e7\u00f5es sociais para contornar a falta de dados p\u00fablicos sobre o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">criadazgo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> no Paraguai. Com o apoio da Global Infancia e de outras organiza\u00e7\u00f5es de defesa de crian\u00e7as e adolescentes, conseguiu obter dados para demonstrar, entre outras descobertas, que o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">criadazgo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> funciona como uma porta para o tr\u00e1fico e a explora\u00e7\u00e3o sexual no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"A falta de estat\u00edsticas oficiais atualizadas foi um dos maiores obst\u00e1culos para entender a extens\u00e3o desse problema\", disse Baz\u00e1n. \"Acredito que o m\u00e9rito do artigo est\u00e1 em compilar o trabalho realizado por sobreviventes, ativistas, membros de ONGs e pesquisadores ao longo de d\u00e9cadas\".<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Como se aproximar das v\u00edtimas?<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Embora dar voz \u00e0s v\u00edtimas de tr\u00e1fico e explora\u00e7\u00e3o de pessoas seja importante em uma investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, uma abordagem inadequada pode provocar revitimiza\u00e7\u00f5es, disse Fitzgerald.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A jornalista explicou que, ao abordar v\u00edtimas de tr\u00e1fico humano para obter depoimentos, procura faz\u00ea-lo junto a organiza\u00e7\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00edtimas para garantir a seguran\u00e7a dessas fontes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"A v\u00edtima pode me contar tudo, mas, se eu n\u00e3o tiver clareza e contexto do que est\u00e1 acontecendo, posso acabar causando a ela algo ainda pior\", disse Fitzgerald. \"\u00c9 preciso tomar muito cuidado. Isso raramente ocorre na m\u00eddia, onde os jornalistas se preocupam muito com a seguran\u00e7a das v\u00edtimas. Isso acaba gerando muitas pr\u00e1ticas revitimizantes\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Baz\u00e1n acrescentou que tamb\u00e9m \u00e9 importante que os jornalistas se informem o suficiente antes de entrevistar as v\u00edtimas. As organiza\u00e7\u00f5es de defesa das v\u00edtimas s\u00e3o de grande ajuda para oferecer aos jornalistas contexto suficiente sobre a problem\u00e1tica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"\u00c9 fundamental estar bem informado. Realizar uma pesquisa pr\u00e9via. Essas [organiza\u00e7\u00f5es de combate ao tr\u00e1fico] fornecem uma base te\u00f3rica e sens\u00edvel imprescind\u00edvel para abordar o tema\", disse Baz\u00e1n. \"Acredito que os jornalistas devem se aproximar dos sobreviventes com informa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, humildade e disposi\u00e7\u00e3o para ouvir\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Baz\u00e1n destacou que nem todas as pessoas que passaram por situa\u00e7\u00f5es de tr\u00e1fico ou explora\u00e7\u00e3o t\u00eam uma opini\u00e3o uniforme sobre suas experi\u00eancias, ent\u00e3o os jornalistas devem tomar cuidado para evitar generaliza\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Tamb\u00e9m acho fundamental conversar com sensibilidade: entender at\u00e9 onde os entrevistados querem aprofundar e estar atentos aos seus limites\", disse. \"O sensacionalismo \u00e9 inimigo desse tipo de cobertura\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Flores Astorga disse que conquistar a confian\u00e7a das v\u00edtimas ou de pessoas ao seu redor \u00e9 fundamental para obter depoimentos. Por isso, quando em suas investiga\u00e7\u00f5es sobre tr\u00e1fico infantil aborda m\u00e3es de crian\u00e7as sequestradas, ela busca demonstrar empatia e convenc\u00ea-las de que seu depoimento ser\u00e1 \u00fatil para visibilizar o crime e evitar que mais fam\u00edlias sejam afetadas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"Como jornalistas, precisam confiar em voc\u00ea, caso contr\u00e1rio, n\u00e3o dizem nada. Sempre falo que [seu depoimento \u00e9] para que n\u00e3o aconte\u00e7a com outros e para que isso n\u00e3o fique na escurid\u00e3o, para que seja de conhecimento de outras m\u00e3es\", disse Flores Astorga.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400;\">Import\u00e2ncia do uso correto da linguagem<\/span><\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/elpais.com\/america-colombia\/2024-04-08\/ninas-prostituidas-y-extranjeros-voraces-la-explotacion-sexual-en-medellin.html\"><span style=\"font-weight: 400;\">Uma reportagem do jornal El Pa\u00eds Col\u00f4mbia<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> de abril deste ano sobre explora\u00e7\u00e3o sexual de meninas em Medell\u00edn gerou cr\u00edticas nas redes sociais por se referir ao problema como \"prostitui\u00e7\u00e3o infantil\". O jornalista Jules Ownby, autor da reportagem, <\/span><a href=\"https:\/\/x.com\/julesownby\/status\/1777708708706779637\"><span style=\"font-weight: 400;\">esclareceu <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">ap\u00f3s a pol\u00eamica, em sua conta na X, que o t\u00edtulo havia sido modificado para refletir melhor o conte\u00fado. No entanto, para Fitzgerald, a reportagem foi um claro exemplo de como um trabalho jornal\u00edstico pode ser altamente revitimizante ao n\u00e3o usar os termos corretos para abordar o tema.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_92971\" style=\"width: 414px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-92971\" class=\"wp-image-92971\" src=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-12.44.41\u202fp.m.jpeg\" alt=\"Colombian journalist Mar\u00eda Fernanda Fitzgerald.\" width=\"404\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-12.44.41\u202fp.m.jpeg 1080w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-12.44.41\u202fp.m-300x300.jpeg 300w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-12.44.41\u202fp.m-1024x1024.jpeg 1024w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-12.44.41\u202fp.m-150x150.jpeg 150w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-12.44.41\u202fp.m-768x768.jpeg 768w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-12.44.41\u202fp.m-24x24.jpeg 24w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-12.44.41\u202fp.m-48x48.jpeg 48w, https:\/\/latamjournalismreview.org\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-08-at-12.44.41\u202fp.m-96x96.jpeg 96w\" sizes=\"auto, (max-width: 404px) 100vw, 404px\" \/><p id=\"caption-attachment-92971\" class=\"wp-caption-text\">A jornalista Mar\u00eda Fernanda Fitzgerald, autora de diversas reportagens sobre o tema (Foto: Acervo pessoal)<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"[A reportagem] \u00e9 muito violenta. Ignora que est\u00e3o falando de crian\u00e7as, que as inf\u00e2ncias n\u00e3o podem se prostituir, e que h\u00e1 um uso de termos que devem ser conhecidos\", disse. \"A palavra 'prostitui\u00e7\u00e3o' implica um consentimento da crian\u00e7a que est\u00e1 sendo submetida a isso. \u00c9 algo que dever\u00edamos eliminar e falar diretamente de explora\u00e7\u00e3o sexual de crian\u00e7as e adolescentes\".<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para evitar a revitimiza\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante que os jornalistas sejam treinados com enfoque de g\u00eanero, disse Fitzgerald. Isso tamb\u00e9m evitar\u00e1 que o jornalismo caia em pr\u00e1ticas que apelam ao sensacionalismo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\"N\u00e3o s\u00f3 o jornalista, mas as reda\u00e7\u00f5es, e de fato tamb\u00e9m as faculdades de jornalismo a n\u00edvel universit\u00e1rio, deveriam se interessar em ensinar diretrizes para a cobertura, n\u00e3o s\u00f3 deste, mas de outros temas que envolvem o g\u00eanero, a n\u00e3o revitimiza\u00e7\u00e3o, e os direitos humanos b\u00e1sicos\", disse.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A coniv\u00eancia das autoridades, a falta de dados oficiais e a indiferen\u00e7a da sociedade dificultam a cobertura do tr\u00e1fico e da explora\u00e7\u00e3o de pessoas, de acordo com mulheres jornalistas que investigaram o tema na Col\u00f4mbia, M\u00e9xico e Paraguai.<\/p>\n","protected":false},"author":19,"featured_media":92964,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[2075],"tags":[1396,1394,1595],"coauthors":[2753],"class_list":["post-93029","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reportagens-especiais","tag-colombia-pt-br-2","tag-mexico-pt-br","tag-paraguai-pt-br"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v22.6 (Yoast SEO v27.4) - 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