“A luta para manter o jornalismo independente agora recai, em grande parte, sobre aqueles que estão fora da ilha. A partir de conversas com quatro jornalistas exilados, surge o retrato de um movimento que está fisicamente deslocado, mas editorialmente inabalável. Vale ressaltar que ainda há jornalistas em Cuba praticando jornalismo independente, apesar da repressão do governo.
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Nos últimos anos, houve um êxodo em massa de Cuba. A mais recente onda migratória de pessoas que deixaram a ilha começou no fim de 2021 e atingiu seu pico entre 2022 e 2023. Para muitos pesquisadores, e até para o próprio governo cubano, esse foi o maior êxodo de cubanos da história do país.
Segundo o meio cubano El Toque, ao menos 150 jornalistas cubanos foram para o exílio entre 2022 e 2024 devido ao assédio de agentes da segurança do Estado. Um estudo coordenado pela Universidade da Costa Rica documentou 98 jornalistas cubanos forçados ao exílio entre 2018 e 2024. No entanto, é provável que o número real de jornalistas cubanos que atualmente vivem no exílio seja muito maior, devido à falta de informações e às ondas migratórias anteriores.”