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SIP alerta sobre critérios militares que condicionam a cobertura jornalística no Equador

“A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) manifesta sua profunda preocupação com as diretrizes emitidas pelo Comando Conjunto das Forças Armadas do Equador (FF.AA.) para a coordenação, acreditação e gestão de meios de comunicação e jornalistas em eventos institucionais, por considerar que instauram um sistema de controle, avaliação e exclusão que configura censura prévia e uma restrição ilegítima ao exercício do jornalismo.

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De acordo com informações divulgadas em 10 de fevereiro pelo canal Ecuavisa e por outros meios locais, as diretrizes estabelecem ‘critérios técnicos previamente definidos’ para autorizar ou negar credenciamentos, incluindo a avaliação da linha editorial do meio, seu histórico de cobertura em relação às FF.AA. e sua suposta afinidade com a missão e os valores institucionais. Além disso, prevê-se a atribuição de pontuações, a elaboração de registros internos e a classificação dos meios como ‘afins, neutros ou críticos’, com o objetivo de fundamentar decisões de inclusão ou exclusão.

Após a divulgação dessas disposições e as reações de rejeição por parte de diversos setores, as FF.AA. emitiram um esclarecimento no qual afirmaram que as diretrizes não buscam restringir o trabalho jornalístico, mas sim organizar a cobertura e garantir a segurança em eventos oficiais e instalações estratégicas. No entanto, a SIP considera que o conteúdo do documento contradiz essa afirmação.”

Leia o comunicado (em espanhol)