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Dentro do jornalismo na América Latina: pesquisadores revelam panorama de precariedade, pressão e resiliência em webinars do Centro Knight

Ao apresentar reflexões do novo e-book Os Mundos do Jornalismo: segurança, autonomia profissional e resiliência entre jornalistas na América Latina, pesquisadores traçaram um retrato complexo — e muitas vezes preocupante — do jornalismo latino-americano durante dois webinars promovidos pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas: em 22 de janeiro de 2026 (em espanhol) e em 3 de fevereiro de 2026 (em inglês).

Cerca de 350 pessoas se inscreveram para participar do webinar em espanhol, atualmente disponível online. A sessão contou com a participação dos pesquisadores Adriana Amado, da Universidad Camilo José Cela, na Argentina; Armando Gutiérrez Ortega, da Universidad Autónoma de Baja California, no México; Martín Oller Alonso, da University of Salamanca, na Espanha; Celeste González de Bustamante, da Universidade do Texas em Austin; Jesús Arroyave, da Universidad del Norte, em Barranquilla, Colômbia; e William Porath, da Pontificia Universidad Católica no Chile.

O webinar em inglês, com 515 inscritos, também está disponível online e contou com os pesquisadores Carlos Arcila Calderón, da Universidad de Salamanca; Lourdes Cueva Chacón, da San Diego State University; Summer Harlow, da Universidade do Texas em Austin; Janara Nicoletti, da University of Siegen; e Mireya Márquez Ramírez, da Universidad Iberoamericana na Cidade do México.

Moderadas por Summer Harlow, diretora associada do Centro Knight, e Celeste González de Bustamante, diretora fundadora do Centro para a Mudança Global e os Meios de Comunicação, as sessões ofereceram uma análise aprofundada de como jornalistas enfrentam a precarização do trabalho e a insegurança física e mental, mantendo seu compromisso com a verdade e com o interesse público.

Embora cada pesquisador tenha apresentado um contexto nacional específico, diversos temas se repetiram em toda a região:

  • A precarização é generalizada; jornalistas frequentemente trabalham em vários empregos para sobreviver.
  • A autonomia existe, mas está sob pressão e, muitas vezes, limitada pelo medo, pela falta de acesso à informação e por ameaças políticas ou criminosas.
  • O discurso de ódio e os ataques estão em ascensão, até mesmo em países antes considerados seguros.
  • Jornalistas que atuam fora das capitais são os mais vulneráveis, enfrentando isolamento e controle estatal ou criminoso.
  • Meios digitais, alternativos e independentes estão crescendo, muitas vezes funcionando como espaços de maior liberdade, porém com baixa remuneração.
  • Apesar de tudo, jornalistas demonstram resiliência e um forte compromisso com seus papéis democráticos.

Saiba mais sobre o e-book e suas descobertas, com base no projeto Worlds of Journalism Study, aqui. Disponível em inglês, espanhol e português, o e-book gratuito já foi baixado quase 1.700 vezes desde o lançamento em 14 de janeiro de 2026.

Traduzido por Ramon Vitral