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Ataques do presidente, repressão e assédio judicial e on-line sufocam o jornalismo na Argentina, segundo relatório

  • Fonte: CPJ
  • 21 janeiro, 2026

O ano de 2025 foi o mais crítico para a liberdade de imprensa na Argentina desde que há registros, de acordo com o Fórum de Jornalismo Argentino (FOPEA). Um relatório da organização contabilizou 278 ataques contra jornalistas, um aumento de 55% em relação a 2024. O documento também identificou agressões físicas, assédio judicial, assédio virtual, especialmente frequente contra mulheres jornalistas, e restrições ao acesso à informação.

Segundo especialistas, o ano passado marcou um ponto de ruptura na relação entre o governo de Javier Milei e o jornalismo. Uma análise do FOPEA sobre a retórica presidencial nas redes sociais encontrou insultos recorrentes e uma estratégia de desumanização que, de acordo com a organização, abre espaço para a violência a partir de níveis inferiores de poder.

Outro relatório de organizações de defesa da liberdade de imprensa destacou um aumento de 66% no número de jornalistas agredidos pelas forças de segurança durante protestos em 2025.

Organizações nacionais e internacionais, incluindo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), pediram garantias para o exercício do jornalismo na Argentina, ao mesmo tempo em que alertam para um clima de intimidação que ameaça o trabalho informativo no país.

Leia artigo original (em espanhol)