"A Repórteres Sem Fronteiras (RSF, sigla em francês) documentou quatro casos de ameaças de morte contra jornalistas no Equador entre janeiro e fevereiro de 2026, um aumento chocante, já que um parceiro da RSF registrou três dessas ameaças durante todo o ano de 2025. As ameaças — telefonemas e mensagens diretas — geralmente ocorrem após reportagens sobre redes criminosas, supostas irregularidades na gestão municipal de terras e outras questões locais delicadas. Algumas ameaças chegam a ter como alvo familiares dos jornalistas. O aumento ocorre em meio a novas regras que restringem o acesso da mídia à cobertura oficial, levantando novas preocupações sobre a proteção dos jornalistas e o estado da liberdade de imprensa.
[...]
Este ambiente de trabalho hostil para os jornalistas é agravado pelas crescentes restrições impostas à imprensa pelo Estado. Em 28 de janeiro de 2026, as Forças Armadas emitiram um documento interno, visto pela RSF, estabelecendo regras para determinar quais jornalistas e meios de comunicação têm acesso para cobrir seus eventos oficiais, filtrando os meios de comunicação com base em sua linha editorial e publicações anteriores, e permitindo a exclusão de meios de comunicação que, na opinião dos militares, “prejudicam a imagem da instituição”. Embora a medida não esteja atualmente em vigor, conforme declarado publicamente pelas Forças Armadas, sua emissão e anúncio destacam a apatia do governo em relação à vacilante liberdade de imprensa do país.
Leia o comunicado original (em inglês)
Este monitor foi traduzido com a ajuda de IA e revisado por Leonardo Coelho