Diversas organizações jornalísticas atuantes na Guatemala, como a Federação de Jornalistas da América Latina e do Caribe (Fepalc), a Associação de Jornalistas da Guatemala e a Rede de Jornalistas condenaram a invasão pelo Ministério Público do Tribunal Supremo Eleitoral no dia 29 de setembro.
A Fepalc criticou também obstáculos impostos contra jornalistas que buscavam documentar a invasão, e “a violência sofrida pelos trabalhadores do departamento de Comunicação da instituição invadida, aos quais não foi permitido informar nem registrar os acontecimentos, atos que limitam o acesso à informação de toda a população”.
Em seu comunicado, a organização afirma que “os ataques ao sistema democrático requerem uma imprensa silenciada, situação que se evidenciou no país centro-americano tanto antes quanto depois do processo eleitoral”.
O Ministério Público da Guatemala tem atuado para questionar o resultado das eleições presidenciais concluídas no dia 20 de agosto, vencidas pelo candidato de esquerda Bernardo Arévalo, do partido progressista Movimento Semente. Organizações da sociedade civil, o candidato vencedor e o próprio TSE dizem haver tentativas de golpe de Estado.