Dois dias após a detenção do presidente Nicolás Maduro por autoridades dos Estados Unidos, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) da Venezuela advertiu que não é possível avançar rumo a uma transição democrática no país enquanto persistirem a perseguição política, a censura, as detenções arbitrárias e a violação sistemática de direitos fundamentais. Em comunicado divulgado em 5 de janeiro de 2026, a entidade afirmou que essas práticas têm enfraquecido o exercício do jornalismo, o debate público e o direito da população à informação.
O SNTP exigiu a libertação imediata de pelo menos 23 jornalistas e trabalhadores da imprensa que permanecem detidos de forma “injusta e arbitrária” por sua atuação informativa ou por exercerem o direito à liberdade de expressão. O sindicato também denunciou o bloqueio de mais de 60 meios de comunicação virtuais, classificando a medida como uma forma de censura estrutural.
Além disso, a entidade sindical pediu ao Estado que garanta condições reais de segurança para jornalistas e meios de comunicação, para que possam cobrir fatos de interesse público sem represálias, perseguição ou criminalização.