Estudantes da Costa Rica foram às ruas da cidade de San José, no dia 15 de novembro, para protestar contra uma lei recentemente promulgada que penaliza a obtenção de informações políticas secretas, informou o site Tico Times.
Apesar da oposição de organizações jornalísticas, a Presidência da Costa Rica publicou a entrada em vigor de uma lei que castiga com até 10 anos de prisão jornalistas e cidadãos que difundam “segredos políticos”.
As autoridades da Costa Rica identificaram o corpo do jornalista mexicano Pascual Tarín Ávila, considerado desaparecido desde 14 de junho passado, segundo o diário La Nación.
Em 1994, a jornalista Giannina Segnini iniciou, sozinha, a editoria de jornalismo investigativo do diário La Nación, da Costa Rica. Hoje, o grupo tem cinco pessoas e lidera o jornalismo de dados na América Latina, segundo o site Journalism.co.uk.
O editor do Tico Times, David Boddiger, já conseguia vislumbrar o que iria acontecer quando entrou no jornal, dois anos atrás.
O jornal em língua inglesa mais antigo da Costa Rica, o Tico Times, anunciou em seu site que deixou de publicar sua versão impressa na última sexta-feira, 28 de setembro. A Associated Press informou que o diário de 56 anos demitiu toda sua equipe de 16 pessoas na última terça-feira, 25 de setembro e reestruturará seu negócio para se tornar uma publicação exclusivamente online.
A presidência da Costa Rica criou um jornal digital para transmitir boas notícias do governo aos cidadãos, informou o diário La Nación.
Grupos de jornalistas da América Central decidiram se unir para criar uma frente comum contra os riscos e as ameaças da profissão em seus respectivos países, segundo a agência Notimex.
Por revelar “informações políticas secretas”, um jornalista da Costa Rica pode ser preso, de acordo com um novo artigo do Código Penal, informou o diário La Nación de Costa Rica.
A Justiça da Costa Rica começou a aceitar na sexta-feira 9 de dezembro um recurso de apelação nos processos penais, depois de um jornalista recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos ao ser condenado, informou a agência AFP.
Os atritos entre a imprensa e a equipe da presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, levaram o Colegio de Periodistas (Colper, uma associação de jornalistas) do país a enviar uma carta para pedir explicações sobre obstáculos e intimidações praticados contra jornalistas durante eventos presidenciais, segundo o próprio Colper.
O Congresso da Costa Rica votou pelo arquivamento do projeto da Lei de Liberdade de Expressão e Imprensa, que substituiria a Lei de Imprensa de 1902 e esperava aprovação havia anos, informou a rádio Monumental.