O prazo para a libertação de 52 presos políticos acabou em 14 de novembro, mas, no dia seguinte, 13 continuavam encarcerados em Cuba, segundo o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ) e a agência Associated Press. Os prisioneiros foram detidos em março de 2003, durante uma ofensiva contra dissidentes e jornalistas independentes conhecida como "Primavera Negra".
A demissão do apresentador de TV Fazeer Mohammed pelo Caribbean New Media Group (CNMG), grupo estatal de comunicação de Trinidad e Tobago, gerou protestos entre ativistas e organizações de jornalismo, para os quais o jornalista teria sido dispensado por ser muçulmano, informou o Trinidad Express.
O governo boliviano acusou a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) - que reúne empresas de comunicação na região das Américas - de “censurar e violar a liberdade de expressão dos jornalistas e trabalhadores ao longo de sua história”, noticiou o jornal Los Tiempos.
O jornalista independente e estudante de comunicação social Carlos Fuentes foi brevemente detido pela polícia por fotografar um grupo de pessoas na escada de uma estação de metrô em Caracas, na Venezuela. Ele planejava publicar a imagem no Twitter, noticiaram o Press and Society Institute (IPYS) e o Noticias 24.
Ao encerrar sua 66ª Assembleia Geral, em Mérida, no México, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) decidiu enviar suas 22 resoluções, a maioria delas relacionada à liberdade de imprensa, a governos e organizações internacionais da Améria Latina.
Em um precedente importante sobre a liberdade de expressão, um juiz de Curitiba declarou extinta a ação por difamação e danos morais movida no Brasil contra o jornalista americano Joe Sharkey - que denunciou falhas no controle aéreo brasileiro após a colisão de um jato Legacy da Embraer com um Boeing da Gol em 29 de setembro de 2006, na região amazônica, causando a morte de 154 pessoas. O jornalista, um dos sobreviventes do acidente, noticiou a decisão hoje em seu blog.
As autoridades mexicanas estão investigando a morte do repórter policial Carlos Guajardo, mas o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ, na sigla em inglês) pediu uma apuração exaustiva que esclareça se militares do Exército atiraram no jornalista.
Durante sua 66a. Assembleia Geral, em Mérida, no México, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) advertiu que a liberdade de expressão no continente tem sido ameaçada pela violência e pela repressão política, informou a agência de notícias The Canadian Press.
Os países-membros do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) criticaram Honduras e pediram mais informações sobre violações dos direitos humanos desde o golpe que destituiu o presidente Manuel Zelaya. Também foram solicitadas informações sobre os assassinatos de nove jornalistas em 2010, informou a agência Inter Press Service.
Criado para facilitar a divulgação de documentos do regime militar, o projeto Memórias Reveladas virou esta semana o centro de uma crise entre pesquisadores e autoridades federais, devido à recusa em oferecer documentos da ditadura durante as eleições, como relata o jornalista Chico Otavio no jornal O Globo. Agora o protesto dos pesquisadores ganhou o apoio de jornalistas.
No dia 4 de novembro, o governo de Honduras enfrentará em Genebra, na Suíça, a Revisão Periódica Universal, uma avaliação do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Por conta disso, 32 organizações de imprensa participantes da rede International Freedom of Expression eXchange (IFEX) manifestaram preocupação com a situação da liberdade de expressão no país.
O governo mexicano firmou um acordo de proteção aos jornalistas, para acabar com os ataques que, na última década, resultaram em 65 mortes, além de 12 desaparecimentos em cinco anos, informaram a CNN México e o La Jornada.