A cobertura da violência pela mídia brasileira vem sendo enriquecida pelo fenômeno da Twittosfera Policial. Driblando a hierarquia de suas corporações, policiais usam o Twitter para narrar seu dia-a-dia, denunciar corrupção e abusos, opinar sobre as instituições policiais e até sobre o trabalho da imprensa. São acompanhados de perto por repórteres e acadêmicos especializados na área que, juntos, formam um espaço de discussão ativa nas redes sociais, com impactos relevantes no jornalismo.
As imagens chocantes da violência no Rio transmitidas ao vivo nesta quinta-feira, 25, pelas redes Globo e Record foram criticadas no Twitter pelo perfil @Bope_RJ, que diz, em sua página, representar oficialmente o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, informou a Folha.com. (veja as imagens aqui e aqui).
O jornalista independente e estudante de comunicação social Carlos Fuentes foi brevemente detido pela polícia por fotografar um grupo de pessoas na escada de uma estação de metrô em Caracas, na Venezuela. Ele planejava publicar a imagem no Twitter, noticiaram o Press and Society Institute (IPYS) e o Noticias 24.
Os jornalistas usam cada vez mais o Twitter para difundir notícias e divulgar informações ignoradas pelos meios de comunicação tradicionais.
No confuso episódio que começou como um protesto de policiais e militares e terminou no que o presidente Rafael Correa qualificou como uma tentativa de golpe de estado, os meios de comunicação equatorianos cobriram a confusa informação que receberam através das fontes oficiais do governo, reportou El Mundo.
Jornalistas do Miami Herald estão se queixando sobre o uso desnecessário do Twitter por parte do jornal, informa o Guardian.
Quando políticos elegem a internet como local principal para comentar suas atividades e opiniões, como fica o trabalho do jornalista? Esse questionamento começa a ser feito na Argentina, onde diversos políticos vêm mostrando uma adoração pelas redes sociais acompanhada de um desdém pelo trabalho da imprensa.
Dois usuários do Twitter foram presos na Venezuela na semana passada acusados de divulgar "falsos boatos" para "desestabilizar o sistema bancário nacional". As prisões ocorreram depois que o governo venezuelano decretou intervenção no Banco Federal, presidido por um dos principais acionistas do canal de oposição Globovisión, alegando irregularidades e problemas de liquidez, informaram El Nacional e a EFE.
“Cala boca, Galvão” é um dos tópicos mais comentado no Twitter há cinco dias – na frente até mesmo de “Fifa World Cup”. Ao redor do mundo, alguns acreditaram que se trata de uma campanha para salvar um pássaro em extinção. Ou um clip inédito da cantora americana Lady Gaga. Quem é brasileiro logo entendeu – mas guardou segredo. Até que o jornal espanhol El País revelou: “Na verdade, ‘Cala boca, Galvão’ é uma grande piada dos usuários brasileiros. Galvão Bueno é um dos narradores esportivos mais conhecidos no país do futebol.”
Como já vinha anunciando há algum tempo, o presidente venezuelano entrou para o Twitter e publicou na quarta-feira sua primeira mensagem no serviço de microblogs, relata a Agência Bolivariana de Noticias.
O uso da internet aumentou consideravelmente na América Latina nos últimos anos, assim como o acesso às redes sociais. Segundo a BBC Mundo, pelo menos 95% dos internautas latino-americanos são cadastrados em alguma rede social.
Os usuários do Twitter na Cidade do México irritaram as autoridades ao revelar postos de monitoramento de álcool em motoristas, e tanto sequestradores quanto traficantes estão usando o Facebook para se comunicarem entre si. Em resposta, os legisladores propõem uma lei que restringe as redes sociais e cria uma força policial para monitorá-las, informa a GlobalPost. (A Associated Press tem esta matéria em espanhol)