"O Sindicato de Jornalistas no Estado do Pará (SINJOR-PA) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vêm a público repudiar as decisões judiciais que impuseram censura às denúncias divulgadas pelo jornalista paraense Adriano Wilkson sobre a Reforma Administrativa Municipal da Prefeitura de Belém — conhecida como ‘pacote de maldades’, instituída pela Lei nº 10.266/26 — e sobre a suspeita de contratos superfaturados firmados pela gestão municipal com a empresa BRA Produtora.
As decisões determinaram a retirada imediata, das redes sociais do jornalista, especificamente do Instagram, dos vídeos intitulados ‘Igor e mídia Barbalho criam fantasia sobre salário dos professores’, ‘A denúncia de uma professora do Pará’, ‘POV: você alugou o fone mais caro do mundo’ e ‘R$ 16 milhões num estúdio de aula online’, além de impor censura ao jornalista, proibindo-o de tratar publicamente dos referidos assuntos.
Tais decisões, inclusive com a decretação de segredo de justiça em temas de evidente interesse público, configuram grave afronta à liberdade de imprensa e de expressão, bem como aos princípios assegurados pela Constituição Federal".