"Em 30 de março de 2026, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) adotou a Resolução 21/2026, por meio da qual concedeu medidas cautelares em favor de Jorge Bello Domínguez, Marta Domínguez Galero, Yuleydi López González e Yésica Bello, após considerar que se encontram em uma situação de gravidade e urgência, uma vez que seus direitos à vida, integridade pessoal e saúde estão em risco de dano irreparável em Cuba.
Segundo a solicitação, Jorge Bello Domínguez é jornalista, encontra-se privado de liberdade desde 11 de julho de 2021 e não estaria recebendo atendimento médico para sua condição de saúde, como pessoa com diabetes, hipertensão arterial e asma, entre outras enfermidades. Além disso, suas condições de detenção seriam inadequadas. Por sua vez, questiona-se que sua mãe, esposa e filha estariam sendo alvo de ameaças, assédio e vigilância por parte de agentes estatais, inclusive sendo detidas. Por outro lado, o Estado não forneceu informações à CIDH.
Após analisar as alegações de fato e de direito, a Comissão avaliou que, na medida em que Jorge Bello Domínguez continue sob custódia do Estado nas condições descritas, estas são suscetíveis de continuar e se agravar com o tempo. Da mesma forma, a Comissão expressou preocupação por não dispor de informações sobre atendimentos médicos ou intervenções que pudessem reverter a deterioração da saúde detalhada".