Por Diego Cruz
A Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) do México iniciou uma investigação do assassinato de um jornalista ocorrido em 23 de janeiro, o primeiro deste ano no México.
Miguel Ángel Guzmán Garduño, colunista de opinião para o diário Vértice, foi encontrado morto em seu domicílio na cidade de Chilpancingo após o saque de seus bens, informou o Diario de Guerrero. De acordo com as autoridades, Guzmán foi morto a golpes dias antes de ser encontrado e o provável motivo do crime foi o roubo de aparatos elétricos, eletrodomésticos e de seu automóvel.
Além de ser jornalista, Guzmán também trabalhava como professor primário e no passado havia sido secretário de Comunicação Social do Sindicato de Servidores Públicos do Estado de Guerrero (SUSPEG).
Apesar da motivação do crime ainda ser desconhecida, a CNDH insistiu que é obrigação do Estado prevenir atos que ponham em risco a liberdade de expressão, de acordo com um comunicado de imprensa.
“Os danos causados a jornalistas comprometem os governos, federal e estadual, a realizar um oportuno e eficaz esforço de investigação que impeça a impunidade e a deterioração progressiva da liberdade de expressão”, disse a CNDH.
O ombudsman nacional da CNDH, Raúl Plascencia Villanueva, instruiu oficiais da organização a visitar o local do ocorrido para analisar e realizar sua própria investigação.
De acordo com a organização, desde 2000 já foram registrados 87 casos de jornalistas ou trabalhadores associados assassinados pelo trabalho que faziam. Em 2013, dois repórteres foram assassinados no México, de acordo com a organização Repórteres Sem Fronteiras.
Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.