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Emissora mexicana nega envolvimento com automóveis de "falsos jornalistas" após reportagem sobre caso de lavagem de dinheiro

Num comunicado de imprensa, a emissora de TV Televisa rechaçou categoricamente o registro em nome da empresa dos seis automóveis apreendidos na Nicarágua com logotipos da emissora mexicana que transportavam 9,2 milhões de dólares num suposto caso de lavagem de dinheiro.

A Televisa divulgou o comunicado após a revista Proceso publicar que nos registros dos automóveis havia documentos da emissora, como a nota fiscal, recibos telefônicos, declaração como la cédula fiscal, recibos telefónicos, declaração do valor tributável, pagamentos de impostos e uma procuração para realizar procedimentos com os veículos. De sua parte, a jornalista de rádio e televisão Carmen Aristegui revelou que as placas dos veículos estão registradas com o nome e endereço da Televisa na Secretaria de Transportes e Rodovias da Cidade do México.

No comunicado, a maior emissora em língua espanhola explicou que uma cópia da procuração encontrada nos veículos foi utilizada ilegalmente por Raquel Alatorre, uma dos 18 falsos jornalistas presos pelas autoridades nicaraguenses em 24 de agosto por suspeitas de lavagem de dinheiro.

Desde o começo, a Televisa negou que os detentos fossem seus funcionários. No entanto, a chancelaria mexicana se limitou a consultar a empresa sobre os detentos e não realizou uma investigação independente para verificar se alguns dos suspeitos trabalhavam para a emissora, segundo o site La Quinta Columna.

Por sua vez, a emissora utilizou seus noticiários para transmitir declarações do embaixador mexicano na Nicarágua e do fiscal nicaraguense para desvincular os suspeitos da eempresa, quando, na verdade, dois funcionários utilizaram informações fornecidas pela empresa, segundo o La Quinta Columna. Na quinta-feira, 20 de setembro, o apresentador da Televisa Joaquín López Dóriga entrevistou a fiscal mexicana Marisela Morales, que desvinculou a imagem da emissora do caso, apesar de a investigação e julgamento dos suspeitos na Nicarágua não ter sido concluída, segundo a Proceso.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog Jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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