texas-moody

Juiz nega fiança a jornalista cubano que pede asilo nos EUA e está preso em centro de detenção de imigrantes

Um juiz de imigração do Texas negou fiança ao jornalista cubano Serafín Morán Santiago, que está em um centro de detenção no Estado desde 12 de abril, quando chegou ao território norte-americano, segundo a organização Fundamedios US.

Serafín Morán Santiago (Facebook).

Em 24 de agosto, o jornalista teve uma audiência para sua possível libertação sob fiança, que não foi concedida. O juiz também o convocou para uma audiência final em 11 de outubro, na qual seu pedido de asilo será aceito ou rejeitado.

Nesta audiência, os advogados de Morán poderão apresentar mais provas e até ele mesmo poderia falar, disse María Fernanda Egas, correspondente da Fundamedios US, ao Centro Knight.

"Queremos ser positivos, embora a mínima possibilidade de deportação de Serafín Morán acarrete o risco de morte para ele e é por isso que tentamos chamar a atenção para seu caso, em aliança com a RSF [Repórteres Sem Fronteiras]", acrescentou Egas.

Morán Santiago, de 40 anos, entregou sua documentação ao Departamento de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) quando chegou à fronteira do país com o México em 12 de abril. Ele foi enviado a um centro de detenção no Texas, onde espera que seu pedido de asilo seja ouvido. Organizações como a Fundamedios US e a RSF pediram que ele seja "imediatamente libertado", publicou o site 14ymedio.

Se o asilo não for concedido, o jornalista pode ser deportado para a ilha onde ele diz temer por sua vida. De acordo com Fundamedios, Morán Santiago passou no teste de “medo crível” nos EUA. Ele também recebeu o status de refugiado pela Comissão Mexicana de Ajuda aos Refugiados por 45 dias e foi reconhecido pela Agência de Refugiados das Nações Unidas como um, acrescentou Fundamedios.

Segundo a organização, o jornalista relatou ter sido vítima de agressão, assédio, detenções múltiplas, sequestro e tortura.

Em junho de 2016, ele teria sido sequestrado e espancado por autoridades de segurança cubanas, segundo a RSF. Em setembro de 2017, ele foi preso e seu equipamento confiscado após entrevistar um líder da oposição, acrescentou a organização.

Segundo Egas, Morán está um pouco nervoso porque sabe dos mais de 364 cubanos que foram deportados no último ano fiscal, de acordo com uma reportagem do site 14ymedio. De acordo com o site, Cuba prometeu receber todos os seus cidadãos com uma ordem de deportação após a assinatura do novo acordo migratório com os Estados Unidos em 2017.

Caso o asilo não seja concedido, esta decisão pode ser objeto de recurso, explicou Egas

Mais artigos