"No âmbito da implementação de medidas cautelares concedidas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após os assassinatos, em 2022, do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Pereira, a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e organizações parceiras defendem a adoção de medidas mais estruturais para apoiar plenamente o jornalismo ambiental na Amazônia. O governo brasileiro é chamado a se comprometer com esse tema.
Durante audiência realizada no início de março, no âmbito da 195ª sessão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), na Cidade da Guatemala, a RSF e organizações parceiras tiveram a oportunidade de cobrar as autoridades brasileiras: tornou-se urgente implementar de fato as medidas cautelares e de proteção concedidas pela CIDH após os assassinatos do jornalista independente britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Pereira, em 2022.
A implementação efetiva dessas medidas deve levar não apenas à responsabilização e punição dos assassinos de Dom Phillips e Bruno Pereira, mas também a garantias estruturais de proteção e ao fim da violência na região. A RSF vem documentando os riscos de segurança que continuam a pesar sobre os profissionais da informação na Amazônia, especialmente sobre as mulheres jornalistas."