Mónica Velásquez Villacís, jornalista equatoriana do La Posta, foi anunciada como uma das premiadas deste ano do Prêmio à Coragem no Jornalismo, concedido pela Fundação Internacional de Mulheres na Mídia (IWMF, na sigla em inglês) para homenagear a notável coragem de jornalistas mulheres e não binárias em seu trabalho na imprensa.
Em seu anúncio, a IWMF destacou a dedicação de Velásquez Villacís ao seu trabalho de investigação sobre o narcotráfico e a corrupção política.
“Suas reportagens levaram à destituição e a processos contra funcionários do governo, e a numerosos procedimentos judiciais, resultando em ameaças de morte e difamação por parte de dirigentes públicos, o que levou Velásquez Villacís a um exílio temporário”, indicou a organização.
Velásquez Villacís disse que receber o Prêmio à Coragem da IWMF era uma imensa honra e uma profunda motivação para continuar seu trabalho, e lembrou que ser uma mulher jornalista requer não só excelência profissional, mas também uma resistência extraordinária.
"Para mim, este prêmio é um testemunho do impacto que o jornalismo pode ter na sociedade e um lembrete da necessidade de perseverar. Estamos abrindo caminho para toda uma geração que esperamos veja o jornalismo como uma profissão na qual as mulheres podem se arriscar, e de fato o fazem, para chegar à verdade", disse a jornalista, de acordo com um comunicado da IWMF.
As outras duas premiadas deste ano são Lauren Chooljian (Estados Unidos), da Rádio Pública de New Hampshire; e Maha Hussaini (Palestina), jornalista independente. As vencedoras serão homenageadas em uma cerimônia privada que será realizada em Los Angeles em 1º de outubro, e em um almoço de gala que ocorrerá em Nova York em 9 de outubro.
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