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Agência Pública anuncia centro cultural de jornalismo e mapa do jornalismo independente no Brasil

A Agência Pública, uma das principais referências do cenário de mídia independente no Brasil, está com duas novidades no mês de seu quinto aniversário: um centro cultural para apoiar o jornalismo independente e um mapa interativo inédito sobre as novas iniciativas jornalísticas do país.

O centro cultural será um espaço para a produção, fomento, discussão e apoio ao jornalismo independente e inovador no Brasil a na América Latina, com o objetivo de fortalecer a produção de conteúdos de qualidade, aprofundados, pautados pelo interesse público e pela defesa da democracia.

A casa, com inauguração prevista para 19 de março, no Rio de Janeiro, pretende também promover exposições e mostras de filmes, apoiar e receber eventos de jornalismo e criar workshops e laboratórios.

"Nestes cinco anos, a Agência Pública tem coberto persistentemente as violações dos direitos dos brasileiros. Agora, a partir da Casa Pública pretende incubar novas iniciativas de jornalismo independente e promover a troca de experiências entre profissionais do mundo todo interessados em jornalismo investigativo e direitos humanos", explicou a organização em seu anúncio.

Junto ao novo espaço, em seu mês comemorativo a Pública lança também o Mapa do Jornalismo Independente, um levantamento de projetos coletivos que produzem conteúdo jornalístico, nasceram na rede e não estão ligados a grandes grupos de mídia, políticos, organizações ou empresas.

Até o momento há 70 projetos listados, mas outras iniciativas podem ser sugeridas a partir de um formulário. O mapa busca entender como funcionam e se sustentam esses projetos independentes, em um momento de ruptura e renascimento do jornalismo.

Lançada em 2011, a Pública foi a primeira agência brasileira independente de jornalismo investigativo e despontou como uma referência para a cena do jornalismo independente no Brasil. Tem um histórico de projetos inovadores, como reportagens em quadrinhoscrowdfunding para distribuir bolsas de reportagens investigativas e propostas de fact-checking para o debate político no Brasil.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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