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Autoridades venezuelanas acusam canal de TV de "incitar o ódio" em cobertura de motim

A Comissão Nacional de Telecomunicações (CONATEL) da Venezuela abriu um novo processo administrativo contra a emissora privada de TV Globovisión, por supostamente “incitar o ódio” na cobertura de um motim que terminou com vários mortos em um presídio no estado de Miranda, no Norte do país, em junho passado, informou o El Tiempo.

Trata-se do 7º processo administrativo contra o canal, afirmou o consultor jurídico da emissora, Ricardo Antela, citado pelo Instituto Imprensa e Sociedade (IPYS). No entanto, é o primeiro baseado na cobertura de um fato, não em opiniões individuais.

De acordo com as normas venezuelanas, atualizadas em dezembro de 2010, se a emissora for considerada culpada, deverá suspender suas transmissões por 72 horas ou pagar o correspondente a 10% de seu faturamento bruto, explicou Antela. A Globovisión, que mantém uma tensa relação com o governo de Hugo Chávez, tem 10 dias para preparar sua defesa.

Segundo o diretor da CONATEL, Pedro Maldonado, entrevistas com mães de amotinados foram exibidas pelo canal mais de 90 vezes entre 16 e 19 de junho, exaltando os ânimos, segundo o El Universal.

Em comunicado, a emissora disse que "a única linha editorial da Globovisión na cobertura é sempre foi a de garantir a liberdade de expressão dos cidadão", informou o El Nacional.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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