Esses três jornalistas, da cidade mais afetada pelos terremotos, passaram por perdas e traumas. Mas continuaram trabalhando, determinados a contar ao mundo o que estava acontecendo ao seu redor.
A cobertura dos terremotos na Venezuela está sendo o primeiro grande teste para a imprensa após a saída de Nicolás Maduro, revelando maiores liberdades para informar, mas também restrições de informação e persistência da censura digital.
Após três meses na prisão, o estudante Omario Castellanos foi libertado junto com dezenas de outros jornalistas. Ativistas afirmam que a nova lei de Anistia na Venezuela enterra provas da repressão em vez de repará-la.
Rory Branker, editor do meio digital La Patilla, está detido há quase um ano, sendo transferido entre centros de detenção sem aviso prévio e sem ter sido apresentado a um tribunal. Ele é um dos pelo menos cinco profissionais da imprensa que seguem privados de liberdade.
Trabalhando do exílio e de dentro da Venezuela, jornalistas de nove meios e organizações colaboraram para combater a desinformação e proteger uns aos outros enquanto reportavam sob risco extremo.
Enquanto a Venezuela entra em uma fase nova imprevisível, os repórteres que cobrem os acontecimentos locais enfrentam detenções, equipamentos apreendidos e pressões para apagar seus trabalhos.
Os fundadores da Revista Factum, do Efecto Cocuyo e do Confidencial continuam a documentar a repressão de seus governos. Em um painel do Centro Knight, eles explicam por que é essencial continuar o trabalho do exterior.
À medida que a repressão e a insegurança no trabalho expulsam jornalistas de seus países, fundadores de três veículos independentes discutirão a prática do jornalismo no exílio durante evento online gratuito.
O jornalista venezuelano recebeu o Knight Award 2025 por sua coragem e liderança à frente do El Pitazo. Do exílio, Batiz continua inovando e resistindo num dos ambientes mais hostis para o jornalismo na região.
Em áreas com pouca cobertura local e acesso limitado à internet, jovens repórteres aprenderam a produzir jornalismo hiperlocal e distribuí-lo diretamente à comunidade por meio de narrativas orais e cartazes desenhados à mão.
O jornalismo independente na Venezuela enfrenta uma grave crise devido à censura, à perseguição e à falta de financiamento, situação que motivou iniciativas de solidariedade como a Vaca Mediática. Este projeto busca não apenas financiar o trabalho jornalístico, mas também enviar uma mensagem de unidade e resistência diante da repressão.
"Você tem que ir" é a frase que define o exílio dos jornalistas venezuelanos e o título da mais recente investigação da cofundadora do meio digital Efecto Cocuyo, Luz Mely Reyes. O estudo mostra como a censura e a perseguição obrigaram muitos a abandonar seu país e se reinventar no estrangeiro.