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Justiça mexicana decide que jornalista não precisa indenizar vítima de pedofilia citada em livro

Suprema Corte do México concedeu um medida cautelar à jornalista Lydia Cacho e à editora para a qual ela trabalha, a Random House Mondadori, contra uma decisão judicial que as obrigava a indenizar uma das vítimas de uma rede de pedofilia, informou o MVS Noticias.

Edith Lorena Encalada Zetina, que era menor de idade quando foi vítima de abuso sexual, processou a jornalista por danos morais, exigindo o pagamento de aproximadamente 630 mil dólares, por que a publicação do livro Los demonios del Edén teria prejudicado sua privacidade, reputação e honra, segundo o jornal La Jornada.

Em janeiro de 2010, um tribunal da Cidade do México havia decidido que a jornalista usou de forma ilícita fotografias e depoimentos de um das vítimas de uma rede de pedofilia encabeçada pelo empresário Jean Succar Kuri.

No entanto, no dia 30 de janeiro, os ministros da Suprema Corte determinaram que a informação contida no texto é de interesse público e eximiriam a jornalista do pagamento de uma indenização de 50 mil dólares.

Em sua conta no Twitter, Cacho disse: "Ganamos en la SCJN! a #LosDemoniosdelEdén. ¡Estoy feliz!"

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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