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Manifestantes atrasam mais uma vez a distribuição dos jornais argentinos Clarín e La Nación

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  • 18 January, 2011

Por Maira Magro

Cinquenta manifestantes bloquearam no sábado, durante cinco horas, a distribuição dos jornais Clarín e La Nación, impedindo a saída de caminhões das gráficas que imprimem as duas publicações, conforme matérias dos próprios veículos.

Os manifestantes pedem a reincorporação de delegados sindicais despedidos da empresa Artes Gráficas Rioplatenses, do grupo Clarín, e, segundo La Nación, distribuíram panfletos com insultos ao jornal Clarín. A Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa) classificou o episódio como “um dos mais graves atentados à liberdade de imprensa registrados recentemente no país”.

Já o ministro do Trabalho, Carlos Tomada, saiu em defesa dos manifestantes dizendo que a Artes Gráficas Rioplatense produz “sistemáticas violações à liberdade sindical”, relatou a agência de notícias Télam. “Este não é um conflito do Clarín com o governo", afirmou o ministro, referindo-se às tensas relações entre o kirchnerismo e o maior grupo de comunicação do país. "É um conflito do Clarín com a lei”. O jornal, por sua vez, diz que o protesto é organizado por aliados do governo de Cristina Kirchner.

Esta é a terceira vez em um mês que manifestantes impedem a distribuição do Clarín, alertou a Sociedade Interamericana de Imprensa num comunicado, pedindo ao ao governo que tome medidas imediatas para impedir essas ações.

Clarín publicou um editorial denunciando um “ataque à imprensa independente” e reclamando de comentários feitos pelo chanceler Héctor Timerman no Twitter.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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