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Organização mundial de editores convoca protesto pelos ataques do governo argentino à imprensa

A Rede Mundial de Editores (GEN, na sigla em inglês) convocou um protesto mundial pelo ataque contra a imprensa na Argentina por parte do governo, publicou a organização em sua página oficial. GEN pediu que os veículos informativos do mundo dirigissem sua atenção à crise que afeta a liberdade de imprensa desse país, onde o jornalismo independente pode enfrentar uma ameaça no próximo dia 7 de dezembro.

O chamado para que os meios de comunicação unam suas vozes ocorre depois que a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, confirmou sua intenção de revogar as licenças do grupo Clarín para tomar controle de seus ativos, publicou o jornal La Nación.

Por meio de um anúncio emitido pela televisão pública, em 22 de setembro o governo ameaçou retirar as licenças audivisuais do grupo Clarín.

Para GEN, “o ataque ao Clarín é símbolo da pressão política a que estão submetidos a mídia de toda a região”, publicou o portal El Diario. Para a organização, a estratégia governamental compreende as mais de 450 ações legais e administrativas, bloqueios, intimidações e outras formas de ataque contra o Clarín depois da cobertura dos protestos nacionais contra o governo que ocorreram no dia 13 de setembro.

A Rede Mundial de Editores (Global Editors Network), com sede em Paris, reúne jornalistas de 60 países e seu presidente é Ricardo Kirschbaum, editor geral do jornal Clarín, ressaltou o diário La Gaceta.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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