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Pesquisa Acadêmica

A edição 2022 do Digital News Report do Instituto Reuters mostra que a aversão ao noticiário cresceu em todos os países e, em especial, na América Latina.

Aumenta proporção de latino-americanos que evitam o noticiário, diz pesquisa do Instituto Reuters

O Brasil é onde uma crescente aversão às notícias é pior: 54% dos brasileiros evitam as notícias, bem acima da média mundial de 38%. Na Argentina, 46% dizem hoje evitar conteúdos jornalísticos. Os outros países da região pesquisados foram Chile (38%), Colômbia (38%), México (37%) e Peru (37%).

Featured-Reuters-Report-Trust-in-Media

Falta de controle da imprensa sobre conteúdo nas redes sociais continua sendo desafio para sua reputação e para confiança do público nesses espaços, diz estudo

Jornalistas, editores e acadêmicos do Brasil, Índia, Estados Unidos e Reino Unido identificaram que um dos grandes fatores que corrói a confiança nas notícias é a forma como seu conteúdo funciona em plataformas sociais e de mensagens como Facebook, Google e WhatsApp, sobre as quais eles não têm controle, segundo estudo do Reuters Institute for the Study of Journalism.

Artificial Intelligence Graphic

Uso de inteligência artificial por meios de comunicação na América Latina ainda é escasso, segundo relatório

Embora o potencial da IA ​​seja amplo, e a região esteja ávida por conhecimento sobre o assunto, sua implementação é escassa, diz relatório do Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP), International Media Support (IMS) e The Fix

Featured Fopea

Cerca de 70% dos meios locais na Argentina trabalham principalmente com freelancers, de acordo com o relatório da FOPEA

Para o relatório “Situação do Jornalismo Local na Argentina”, a Fopea entrevistou 2.464 meios de comunicação e 13.597 jornalistas das 23 províncias do país e do distrito federal, a Cidade Autônoma de Buenos Aires.

Featured Trust in News

78% dos brasileiros acham que jornalistas tentam esconder seus erros, diz pesquisa do Reuters Institute

O relatório do Reuters Institute for the Study of Journalism sobre a confiança das pessoas nas notícias coletou dados em quatro países: Brasil, Índia, Reino Unido, e EUA. 

People choosing people in screens

Pandemia permitiu experimentação com conteúdo gerado pela audiência em meios latino-americanos, diz estudo

Os pesquisadores observaram 80 sites de notícias de 20 países da América Latina e identificaram três que se destacaram ao tornar a audiência uma peça ativa na construção da notícia: os nativos digitais GK (Equador), The Intercept (Brasil) e RED/ACCIÓN (Argentina). De acordo com a pesquisa, publicada no Brazil Journalism Research, o modelo de negócio dos três veículos, baseado na receita direta da audiência, cria mais espaços de colaboração com o público.

Featured Image WhatsApp

Maioria dos meios brasileiros usa WhatsApp de forma limitada e perde oportunidade de gerar receita com aplicativo, diz pesquisador

O diagnóstico é do pesquisador brasileiro Giuliander Carpes, doutorando em ciências da comunicação e informação na Universidade Toulouse III, que acaba de publicar um estudo sobre o assunto

Leitores acham mais importante que meios nativos digitais latino-americanos se posicionem contra injustiças do que sejam equilibrados, aponta pesquisa

Segundo a professora de jornalismo Summer Harlow, da University of Houston, a pesquisa sugere uma nova compreensão do conceito de objetividade, como algo que não se opõe ou impede o jornalista de defender causas ou participar de protestos. 

Confiança nos meios é menor na América Latina na comparação com a média mundial. Arte: LJR

Em meio à pandemia de COVID-19, confiança no noticiário cresce, mas fica abaixo da média mundial na América Latina

Globalmente, a confiança nas notícias cresceu 6 pontos percentuais e atingiu 44%, segundo o Digital News Report 2021, do Instituto Reuters. Nos seis países da América Latina investigados, no entanto, a confiança geral nas notícias é menor e atinge uma média de 40,5%. Na região, a confiança é menor na Argentina e no Chile (36%) e maior no Brasil (54%).

Deserto (vermelho), semideserto (bege), semibosque (amarelo) e bosque (verde)

Desertos e semidesertos de notícias ocupam três quartos da Argentina e atingem um terço da população

Seis milhões e 600 mil argentinos, equivalente a 16,7% da população, vivem em localidades onde não há nenhum veículo independente de imprensa, ou seja, em desertos de notícias, segundo estudo da Fopea.