Cinema na rua que divulga informações, crônicas em línguas indígenas e histórias desconhecidas provenientes de comunidades rurais que não aparecem na tradicional agenda de notícias. Isto é o que alguns meios nativos digitais estão produzindo e promovendo na América Latina.
Rodolfo Romero tem 27 anos. Ele recebeu dinheiro do governo cubano para financiar um site de notícias. Iria se chamar Cuba acusa, mas não gostava do tom beligerante do nome, então decidiu colocar Cuba denuncia, mas descobriu que assim já é chamado um site de dissidentes cubanos exilados. Romero é, portanto, editor do site Pensar em Cuba. Nele são denunciadas e acusadas as várias políticas dos Estados Unidos em relação a Cuba nos últimos 50 anos. Romero atualiza o site com sua equipe, vinculada ao Ministério da Cultura.
A start-up brasileira Aos Fatos está comemorando um ano de existência e já faz planos para ampliar sua presença digital e investir num modelo de checagem de informações em vídeo. Criada em julho de 2015, a organização se dedica à checagem de fatos e declarações de autoridades, prática jornalística que ficou conhecida como fact-checking.
Jornalistas do site de notícias El Faro, considerado o mais antigo nativo digital da América Latina, foram os vencedores na categoria “Reconhecimento de Excelência Jornalística” do Prêmio de Jornalismo Gabriel García Márquez.
No início do ano, o jornalista brasileiro Ricardo Gandour trocou o ambiente frenético das redações pela atmosfera mais serena das universidades. O lado executivo de Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estado, deu espaço para o lado acadêmico, o de pesquisador visitante na Columbia Journalism School, nos Estados Unidos. Passados seis meses, o editor vai retornar ao Brasil na próxima semana, onde pretende continuar a unir teoria e prática.
A fragmentação da mídia no ambiente digital traz riscos para o jornalismo e para o cidadão nas sociedades democráticas, alerta o jornalista brasileiro Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estado e pesquisador visitante da Columbia Journalism School, dos Estados Unidos.
Uma nova pesquisa que começa a ser divulgada em 24 de maio oferece um panorama dos empreendimentos digitais em jornalismo no Brasil, e mostra que, entre outras características, essas iniciativas têm em comum a ausência de planejamento anterior ao lançamento e a receita ainda bastante ligada à publicidade e à venda de conteúdo.
O confronto que o presidente do Equador, Rafael Correa, mantém com a maioria dos meios de comunicação em seu país não é um segredo. Desde a aprovação da Lei Orgânica de Comunicação (LOC) em 2013, diversas organizações nacionais e internacionais têm denunciado restrições à liberdade de expressão e de imprensa no país.
A equipe de investigação site mexicano Aristegui Noticias levou mais um prêmio. O Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ, na sigla em inglês) anunciou o site como um dos vencedores do 2016 Knight International Journalism Awards.
Com a ajuda do sistema SecureDrop, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) lançou uma plataforma digital pela qual jornalistas e outras pessoas ao redor do mundo podem ser contatados com segurança para receber informações ou reclamações sobre violações à liberdade de imprensa.
A medida que os ataques cibernéticos contra jornalistas e organizações de notícias ficam mais comuns, também surgem mais cursos sobre segurança cibernética e guias para a proteção digital. Contudo, de acordo com uma pesquisa que analisou o tema, a maioria dos jornalistas não estão tomando as medidas necessárias para se protegerem.
Quase cem jornalistas de 13 países da América Latina, Estados Unidos e Espanha se encontraram no último domingo, 17 de abril, no 9º Colóquio Ibero-americano de Jornalismo Digital, organizado pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, na Universidade do Texas em Austin, graças ao apoio do Google.