A organização Freedom House divulgou seu relatório 2014 sobre a liberdade de imprensa em todo o mundo, destacando que em 2013 o nível de liberdade de imprensa no mundo foi o mais baixo em mais de uma década e a mais baixa em cinco anos para as Américas.
Em reconhecimento pelo Dia Mundial da Liberdade de Imprensa em 3 de maio, 14 jornalistas, blogueiros e comunicadores do México, Colômbia, Brasil, Chile, Cuba, Guatemala, Honduras, Haiti e Peru apareceram na lista “100 heróis da informação” publicada pela Repórteres Sem Fronteiras (RSF).
Foram registradas 66 agressões contra a imprensa no México nos primeiros três meses de 2014, de acordo com um relatório trimestral publicado em 22 de abril pela organização defensora da liberdade de expressão e informação Artigo 19.
Repórteres Sem Fronteiras denunciou que a jornalista investigativa colombiana Claudia Julieta Duque continua recebendo ameaças enquanto avança com a ação judicial contra os agentes do Departamento Administrativo de Segurança (DAS) que a submeteram nos últimos 10 anos a perseguições, tortura psicológica e até sequestro.
Mais da metade dos jornalistas na Bolívia dizem já ter sofrido censura ou autocensura durante sua vida profissional, de acordo com uma apresentação feita pela pesquisadora Virginie Poyetton em 16 de abril sobre seu livro “Censura e autocensura jornalística na Bolívia. Uma perspectiva da própria profissão”, de acordo com o Opinión.
Após um incidente em 10 de abril quando dirigentes políticos e sindicatos Argentinos agrediram verbalmente Marina Hermoso, jornalista de CN23, o Foro de Periodismo Argentino (FOPEA) publicou um comunicado exigindo o fim da estigmatização de jornalistas por fazerem seu trabalho.
A jornalista venezuelana Nairobi Pinto apareceu sã e salva no dia 14 de abril pela madrugada após oito dias de sequestro, reportou Globovisión. Pinto foi libertada na cidade de Cúa, onde foi atendida pelo pessoal da Proteção Civil do município de Urdaneta antes de ser levada a Caracas.
Nos últimos anos, a administração do presidente da Bolívia Evo Morales construiu uma rede de meios “paraestatais” para dominar a opinião pública, segundo um novo livro sobre o governo boliviano e sua estratégia midiática.
Carlos Mejía Orellana, funcionário da Rádio Progreso Honduras, foi esfaqueado na cidade de El Progreso na sexta-feira 11 de abril, segunda a ONG Repórteres Sem Fronteiras.
O jornalista hondurenho da Globo Julio Ernesto Alvarado foi condenado a 16 meses de prisão por difamar Belinda Flores Mendoza, reitora da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Autônoma de Honduras. Para evitar a prisão, o jornalista terá de pagar uma fiança de 10 lempiras por dia (246 dólares no total). No entanto, Alvarado foi proibido de exercer qualquer atividade relacionada à divulgação de informações durante o período da pena.
A Fundação da Liberdade de Imprensa (FLIP) da Colômbia alertou sobre duas agressões recentes a um jornalista e um fotógrafo cometidas por agentes da polícia nacional. A elas se somam outras 57 agressões contra a imprensa registradas nos primeiros meses do 2014, das quais 13, ou 23%, foram cometidas pela polícia.
Três jornalistas deixaram a Globovisión em 28 de março em protesto pela censura do canal e a demissão de sua equipe de cinegrafistas e técnicos, que esperavam chegar a um acordo com a administração para renovar seus contratos de mais de nove anos, mas foram dispensados.