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Qual é a relação entre a liberdade de imprensa e a paz? Jornalistas das Américas dão suas opiniões

Há trinta e cinco anos, jornalistas africanos reunidos em um seminário da UNESCO na Namíbia afirmaram a importância de uma imprensa independente, pluralista e livre para a democracia.

O documento resultante, conhecido como “Declaração de Windhoek”, foi o impulso para que a Assembleia Geral da ONU, em 1993, proclamasse 3 de maio como o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. Agora em seu 32º ano de comemorações, a conferência da UNESCO deste ano que marca a data será realizada na Zâmbia, retornando ao Sul Global com foco em “moldar um futuro em paz”.

“[A liberdade de imprensa e o jornalismo independente] são forças para o futuro e facilitadores transversais da paz, da resiliência e da governança democrática”, escreveu a UNESCO em uma nota conceitual para as celebrações deste ano. “Ao promover o acesso a informações confiáveis, a responsabilização, o diálogo e a confiança, eles são fundamentais para a paz, a recuperação econômica, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos.”

No entanto, a liberdade de imprensa e o jornalismo enfrentam atualmente ameaças e desafios sem precedentes.

A liberdade de expressão diminuiu 10% globalmente desde 2012, segundo a UNESCO. A agência observou que o declínio é “comparável em escala aos períodos mais instáveis do século XX”, incluindo a Primeira Guerra Mundial, a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria.

Ao mesmo tempo, afirmou que o mundo também está vivenciando o aumento de conflitos armados, manipulação e interferência informacional, esforços para controlar ou restringir a mídia, violência contra jornalistas e a consequente impunidade, precariedade econômica da mídia independente e perturbações nos ecossistemas de informação impulsionadas por plataformas digitais e inteligência artificial. Como resultado, a autocensura aumentou 63% desde 2012.

Em meio a esses desafios, a UNESCO convoca jornalistas, defensores dos direitos digitais, formuladores de políticas, sociedade civil, academia, criadores de conteúdo e outros a encontrar soluções para fortalecer os ecossistemas de informação.

“A [paz] só pode ser alcançada pela qualidade, diversidade, inclusão e integridade dos ecossistemas de informação”, escreveu a UNESCO. “O jornalismo, quando livre, seguro e sustentável, contribui para a prevenção de conflitos, o debate público informado, a coesão social e a governança democrática.”

Tendo em mente o tema da conferência deste ano do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, os redatores do LatAm Journalism Review (LJR) fizeram a jornalistas e outros especialistas da América Latina e do Caribe uma pergunta simples: “Qual é a relação entre a liberdade de imprensa e a paz?

Do Haiti à Venezuela, ouvimos repórteres, defensores da liberdade de imprensa, professores e executivos de mídia. Alguns repórteres trabalham em redações, outros de forma independente. Alguns estão em países com relativa liberdade para exercer seu trabalho, outros foram forçados ao exílio por governos repressivos.

As respostas deles – editadas para maior clareza e concisão – estão abaixo. Você também pode encontrá-las nas contas de mídia social da LJR no XFacebookInstagram.

Convidamos você a participar da celebração. Adicione sua resposta à nossa pergunta usando #WorldPressFreedomDay #PressFreedom. Por favor, não se esqueça de nos marcar.


Este artigo foi traduzido com a ajuda de IA e revisado por Leonardo Coelho

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