Por Giovana Sanchez
A repressão da Polícia Militar aos protestos contra o aumento da tarifa de transporte deixou mais jornalistas feridos na semana passada, em São Paulo.
Segundo a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), já são 21 casos de agressões contra jornalistas em manifestações só neste ano.
De acordo com a nota divulgada pela Abraji, "Imagens registradas por câmeras de celulares e equipes de televisão mostram que, mesmo identificados, repórteres foram alvo de golpes de cassetete, empurrões, bombas e balas de borracha."
Ainda segundo os registros da Abraji, na última quinta-feira (21/01), o repórter-fotográfico da Folha de S.Paulo Avener Prado foi ferido com uma bala de borracha na perna enquanto registrava a dispersão de manifestantes na Praça da República. A fotógrafa do Estadão Gabriela Biló foi atingida por spray de pimenta no rosto, levou golpes de cassetete nas costas e foi ferida na cabeça e nas pernas.
Na mesma noite, dois repórteres da Folha que estavam na entrada do jornal foram levados por policiais com um grupo de manifestantes para serem revistados. Segundo o jornal, a Polícia Militar afirmou que irá investigar o caso.
Agressões já haviam sido reportadas na repressão às manifestações do dia 12 de janeiro, quando ao menos nove profissionais de imprensa haviam sofrido violência.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) se reuniu com outras entidades na sexta-feira (22/01) para discutir estratégias de defesa dos jornalistas durante as coberturas de manifestações.
Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.