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Funcionários da Globovisión pedem fim de "acusações infundadas" contra emissora por membros do governo venezuelano

Por Isabela Fraga

Funcionários da emissora venezuelana Globovisión pediram à Procuradoria Geral da Venezuela na terça-feira, 4 de setembro, o fim das "acusações infundadas" contra o canal após um dos funcionários ter supostamente se envolvido num tiroteio, noticiou o site La Información.

As acusações haviam sido feitas pelo vice-presidente Elías Jaua e pelo ministro do Interior e Justiça, Tareck El Aissami, informou o jornal El Nacional. El Aissami acusou uma equipe de televisão da emissora de entrar ilegalmente numa unidade produtiva socialista perto de Caracas e de provocar uma troca de tiros; Jaua liderou um ato público de repúdio à suposta invasão, reportou a agência EFE.

Segundo o site de notícias El Impulso, no comunicado entregue à Procuradoria Geral da República, os funcionários da Globovisión afirmam repudiar as declarações dos membros do governo "que nos acusaram indiscriminadamente de promover a violência, ao generalizar uma situação concreta e específica que supostamente envolve um trabalhador da Globovisión, quando estão apenas começando as investigações do Ministério Público desse caso".

Os funcionários também solicitaram ao ministério público "que garanta os direitos humanos dos investigados [...], de serem julgados por um tribunal independente e imparcial, sem interferências ou pressões indevidas do presidente Chávez e seus colaboradores imediatos", reportou o site Noticias 24.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog Jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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