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Jornalista colombiana desaparece; suspeita-se de que tenha sido sequestrada pela guerrilha ELN

Por Liliana Honorato

Uma comunicadora social e jornalista colombiana está desaparecida desde meio-dia da terça-feira, 24 de julho, após ter sido detida por membros de um grupo armado ilegal no estado de Arauca, ao nordeste da Colômbia, na fronteira com a Venezuela, denunciou a Federação Colombiana de Jornalistas (Fecolper, na sigla em espanhol).

Elida Parra Alfonso, jornalista da emisora Sarare Estéreo e funcionária do Oleoducto Bicentenario em Saravena, município de Arauca, foi obrigada a sair de sua casa e entrar num veículo dirigido por homens armados, informou a Telesur.

Embora a Fundação para a Liberdade de Imprensa (FLIP) afirme que as autoridades colombianas tenham falado que "até o momento nenhum grupo armado da região reivindicou a autoria dos acontecimentos”, a agência de notícias EFE reportou que há suspeitas de que a jornalista e a outra mulher que desapareceu com ela possam estar nas mãos de guerrilheiros do Exército de Liberação Nacional (ELN).

Esta seria a segunda vez em 2012 que grupos armados ilegais da Colômbia sequestram um jornalista. A maioria das ameaças a jornalistas partem comumente de guerrilhas na Colômbia. No começo de julho, as guerrilhas do ELN distribuíram panfletos contra o trabalho jornalístico das emissoras Caracol e RCN da região. As ameaças por parte de grupos paramilitares também são graves problema para os jornalistas colombianos.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog Jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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