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Na Venezuela, imprensa é investigada por suspostas violações a normas eleitorais

Na última quinta-feira, 2 de agosto, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela informou que investigará duas emissoras de televisão e dois jornais do país por supostas violações das regras aplicáveis às eleições presidenciais de outubro deste ano, informou o jornal El Nacional.

O órgão eleitoral abrirá um processo administrativo contra o canal Televen e o jornal Últimas Notícias por excesso de difusão de informação sobre o candidato oposicionista Henrique Capriles, de acordo com a emissora Globovisión.

O canal de televisão estatal Venezolana de Televisión também será investigado por fazer "campanha por conta própria" em favor do presidente Hugo Chávez, enquanto o jornal Correo del Orinoco pode sofrer sanções por fazer uso da imagem de Capriles sem autorização, noticiou o site RTP Notícias.

O CNE já havia ordenado, no dia 30 de julho, a retirada de vídeos da ONG Ciudadanía Activa e de um informe publicitário pago da Fundación Justicia y Democracia, segundo o Instituto Imprensa e Sociedade (Ipys, na sigla em espanhol).

Ipys considerou as ações da CNE uma forma de censura e acrescentou que elas restringem a discussão de idéias e abordagens típicas de uma campanha eleitoral.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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