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Repórter de rádio é morto em Chihuahua, no México; linha de investigação aponta para seu trabalho como jornalista

O repórter de rádio Jesus Adrián Rodríguez Samaniego, 41, foi morto na frente de sua casa em Chihuahua, México, na manhã do dia 10 de dezembro.

De acordo com o La Silla Rota, o jornalista estava entrando em seu carro para ir à estação Antena 102.5 FM, onde participava todo sábado de uma mesa redonda como comentador, quando dois homens passaeam de carro e atiraram contra ele múltiplas vezes.

A promotoria de Chihuahua afirma que a primeira linha de investigação está relacionada ao trabalho de Rodriguez Samaniego como jornalista, informou o El Universal.

O jornalista trabalhava na Antena 102.5 FM, parte do Grupo Radio Divertida (GRD), e em outros veículos como o jornal El Heraldo de Chihuahua, Radio Lobo e outros.

O site Voz en Rede, também parte do GRD, disse que Samaniego trabalhou como repórter por mais de 15 anos na mídia impressa, rádio e internet. Ele se juntou ao GRD em abril de 2016 como repórter em rádio, televisão e internet.

"Na esfera pessoal, ele foi um homem responsável em todos os aspectos de sua vida, sempre sorrindo e feliz pelas coisas que aconteceram com seus companheiros, tanto no escritório como na rua, depois do noticiário", escreveu o Voz in Red, acrescentando que Samaniego se apaixonou de novo pelo jornalismo depois de se juntar ao GRD.

De acordo com o El Pueblo, Ricardo Boone Salmón, presidente do Grupo Radio Divertida, disse que o jornalista cobria o governo do estado e ressaltou que o trabalho de Samaniego não era na editoria de polícia.

O La Silla Rota informou que Salmón disse que a estação não sabia de ameaças ou de casos arriscados que o jornalista tenha coberto. A publicação notou, no entanto, que Samaniego estava cobrindo a história de uma mulher que afirmava que seus irmãos tinham sido detidos injustamente em relação a um caso de ataque armado em 2009.

Ángel Zubía Garcia, presidente do Fórum de Jornalistas de Chihuahua, pediu ao governador para aplicar imediatamente o Protocolo de Proteção para Jornalistas assinado em 2010, informou o La Jornada.

De acordo com o El Universal, o número de jornalistas mortos este ano no México está entre 10 e 12, dependendo das diferentes metodologias das organizações de proteção à liberdade de expressão.

O Article 19 México informou que 99 jornalistas foram mortos no México desde o ano 2000.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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