A agência brasileira de jornalismo com foco em temáticas raciais lançou o seu primeiro manual de estilo após mais de três anos de trabalho. Intitulado "Manual de Redação: O jornalismo antirracista a partir da experiência da Alma Preta," ele sintetiza a ética jornalística do veículo, desde critérios de noticiabilidade até abordagens antirracistas e recomendações estilísticas.
Com uma reportagem em vídeo baseada em reconstrução forense com fontes abertas, dois jornalistas do meio peruano IDL Reporteros desafiaram a opacidade do governo e revelaram a verdade sobre uma violenta repressão na cidade de Ayacucho que deixou 10 pessoas mortas. O trabalho recebeu o Prêmio Gabo 2023 na categoria Imagem.
Embora inicialmente vistos como uma ameaça, os jornalistas latino-americanos estão usando o ChatGPT e outras ferramentas baseadas em IA em seus processos de redação, tradução, edição, análise de dados e geração de ideias. Os resultados fornecidos pelos serviços, no entanto, podem não ser confiáveis e exigir verificação humana.
Seguindo sua tradição de inovação, o meio independente venezuelano Efecto Cocuyo lançou uma coleção de NFTs, usando a tecnologia de blockchain para arrecadar fundos e denunciar a censura digital que seus jornalistas sofrem na Venezuela. A coleção contém 489 imagens que representam os dias em que o site está bloqueado no país.
O Grupo Fórmula, no México, o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, e a Faculdade de Letras da Universidad Nacional Mayor de San Marcos, no Peru, criaram recentemente apresentadoras de TV usando inteligência artificial. A LatAm Journalism Review (LJR) explica os bastidores de cada iniciativa e conversa com seus criadores.
“Hoje a qualidade da informação é uma construção coletiva entre fontes, leitores, informantes, jornalistas”, diz a pesquisadora de mídia Adriana Amado. A LatAm Journalism Review a entrevistou sobre seu livro “Metáforas do Jornalismo. Mutações e desafios”, uma investigação e releitura a partir dos conceitos de “jornalismo mutante” e “cultura gamer”.
“Attack Detector” (“Detector de Ataques”) é um modelo de processamento de linguagem natural desenvolvido por membros da Abraji e do Data Crítica para explorar a origem de narrativas violentas no Twitter contra jornalistas no Brasil e no México, países onde tais ataques estão em ascensão.
A LatAm Journalism Review (LJR) compila os projetos de dados apresentados no Open Data Day deste ano, realizado pela organização mexicana Social Tic. Também conversa com alguns dos criadores destas iniciativas sobre o benefício jornalístico dos dados abertos.
Com um trabalho de crowdsourcing, jornalismo de dados e gestão comunitária, o setor de verificação de dados do meio cubano elTOQUE desenvolveu o projeto "Migrar: Uma decisão de vida e morte", um especial multimídia que busca coletar dados sobre o êxodo cubano para os Estados Unidos e apoiar as famílias dos que ficaram pelo caminho
Meios e jornalistas na América Latina não perderam a oportunidade de se unir à onda das newsletters para criar comunidade, estabelecer uma relação íntima com o leitor e gerar receita. As newsletters tornaram-se centrais para a estratégia digital de vários meios de comunicação na região.
Jornalistas da América Latina encontraram nos podcasts de true crime uma plataforma ideal para levar investigações jornalísticas sobre crimes reais a novas audiências, mas ainda enfrentam grandes desafios para distribuí-los e monetizá-los.
Devido ao viés racial e cultural existente nas ferramentas de inteligência artificial, jornalistas do Grupo Octubre (Argentina), El Surtidor (Paraguai) e GMA News (Filipinas) criaram a Image2Text, uma plataforma de visão computadorizada que busca agregar contexto do Sul Global à tecnologia de reconhecimento de imagem.