“Apesar de que mais de 1.000 pessoas são reportadas anualmente como desaparecidas segundo as estatísticas da Polícia de Porto Rico, essa agência não disponibilizou todos os dados dos casos ao Centro de Jornalismo Investigativo (CPI), por isso a organização apresentou nesta segunda-feira [20 de abril] um mandado judicial (mandamus) contra a Polícia perante o Tribunal de Primeira Instância em San Juan.
No último novembro, as jornalistas do CPI Jeniffer Wiscovitch Padilla e Omaya Sosa Pascual solicitaram à Polícia uma lista das pessoas desaparecidas em Porto Rico desde 2014 até 2025, que incluísse o nome, o município de residência, o último lugar onde foi vista, a data, o sexo e a idade. Dois meses após a solicitação inicial, a Divisão de Pessoas Desaparecidas indicou às jornalistas que não podiam produzir uma lista nem base de dados por não terem a informação organizada nem arquivada dessa forma e limitaram-se a entregar algumas notificações que enviam à imprensa.
‘Aqui temos um caso sobre um tema de grande interesse público para o qual a informação que o Estado produz não está disponível: as pessoas desaparecidas. Como se pode analisar onde desaparecem mais pessoas, de que sexo são, em que circunstâncias, ou quantas são encontradas, se não temos acesso aos dados?’, afirmou a diretora executiva do CPI, Carla Minet”.
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Traduzido com IA e revisado por Leonardo Coelho