A criação de um novo órgão de inteligência na Venezuela que tem, entre outros poderes, a capacidade para declarar qualquer informação como “reservada” ou “confidencial” gerou preocupação entre diferentes organizações nacionais e internacionais, de acordo com diferentes veículos de comunicação.
Das 124.394 solicitações realizadas em 18 meses de Lei de Acesso à Informação (LAI), 5,15% são de jornalistas, que lideram o perfil de solicitantes, segundo Jorge Hage, chefe da Controladoria Geral da União (CGU).
Luis Chancay, presidente do Sindicato Nacional de Professores de Guayas, apresentou uma queixa junto do Gabinete do Provedor de Justiça no dia 23 de Setembro, após o memorando do Ministério da Educação do Equador: este proíbe diretores, diretores e professores de instituições de educação fiscal da Província de Guayas de dar declarações à imprensa sem autorização do secretário do ministério, de acordo com as publicações do jornal El Universal.
O assassinato de um vendedor de jornais na Colômbia esta a ser visto como um possível mecanismo de censura, alertaram organizações como a Fundação para a Liberdade de Imprensa FLIP.
O presidente venezuelano, Nicolas Maduro pediu ao Ministério Público venezuelano país para avaliar “medidas especias” que dão ao executivo o poder de “punir esta guerra psicológica causada por jornais, televisão e rádio", pelas informações que difundem a escassez de alimentos na Venezuela.
Numerosas manifestações lideradas por jornalistas ocuparam as principais praças e cidades da Bolívia em protesto contra o novo projeto de lei de transparência federal que limitaria - em vez de ampliar - o acesso à informação pública, informou a agência de notícias AFP.
O Diário de Pernambuco e o Jornal do Commercio, dois dos maiores veículos de comunicação de Pernambuco, foram proibidos de citar o nome e veicular a imagem do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Guilherme Uchoa (PDT), por uma liminar concedida pelo juiz Sebastião de Siqueira Sousa, de acordo com o portal Terra. A decisão atinge também a TV Clube.
A Justiça do Paraná, sul do Brasil, proibiu o jornal Gazeta do Povo de publicar informações sobre as investigações abertas contra o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, o desembargador Clayton Camargo, em mais um caso de censura judicial no Brasil, informou o jornal Zero Hora.
O aumento recente de processos judiciais contra veículos de comunicação privados na Venezuela chamaram a atenção de organizações jornalísticas, que classificaram as ações como ataques à liberdade de expressão.
Na esteira das grandes manifestações que se espalham pelo Brasil desde junho emergiu um fenômeno midiático. O coletivo Mídia NINJA, com seu modelo de transmissão dos acontecimentos "sem corte e sem censura", ao vivo direto das ruas, atraiu os olhares e a admiração de milhares de pessoas nas últimas semanas.
O jornalista sergipano José Cristian Góes foi condenado a sete meses e sete dias de prisão, no dia 4 de julho, por ter escrito e publicado uma crônica ficcional sobre o coronelismo em seu blog Infonet, em maio de 2012, noticiou o Conjur. A pena, entretanto, foi convertida em serviço à comunidade. Góes deverá prestar serviço de uma hora por dia em entidade assistencial pelo período da detenção.
Em meio às manifestações que se espalham pelo Brasil -- provocadas pelo aumento das passagens de ônibus em São Paulo e no Rio de Janeiro --, a cobertura da mídia de massa foi recebida de formas tão múltiplas quanto eram as pautas dos manifestantes. Além de observadora e participante, a imprensa foi também alvo de protestos, acusada de manipulação por muitos. Durante as manifestações, ouviam-se frequentemente gritos de "abaixo a Rede Globo", e repórteres de grandes empresas chegaram a ser hostilizados e xingados por manifestantes. A insatisfação com a mídia tradicional que ali foi enfatizada deu novo gás