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Coletivo de jornalistas cria a Rede Latino-americana de Jornalistas de Saúde

ESTE ARTIGO FOI ATUALIZADO (*)

A criação da Rede Latino-americana de Jornalistas de Saúde surge como uma iniciativa pessoal liderada por Fabiola Torres, jornalista do site peruano Ojo Público, com o objetivo de reunir profissionais interessados em cobrir temas de saúde na América Latina.

Torres disse ao Centro Knight para o Jornalismo nas Américas que o espírito do coletivo, que tem o apoio do Ojo Público, é promover a educação e a especialização jornalística em temas da saúde, tanto pública como privada.

“Há muita informação não confirmada que desorienta o público, muitos conhecimentos científicos tergiversados”, disse Torres. Tampouco há muitos espaços jornalísticos dedicados a esse tema, acrescentou.

Nesse sentido, começaram os convites para a Rede Latino-americana de Jornalistas de Saúde nas redes sociais.

Há alguns meses, explicou Torres, por meio da sua página no Facebook, começaram a convocar jornalistas, instituições e organizações não governamentais da América Latina interessados em saúde para se unirem à rede.

Até o momento, a rede é formada por um coletivo virtual de 12 jornalistas do Peru, Venezuela, Costa Rica, Colômbia e Bolívia; e por duas instituições peruanas como o Colégio Médico do Peru e a aliança Redge.

Um dos objetivos da rede é promover a especialização jornalística em temas de saúde e a realização de reportagens investigativas em nível regional a médio prazo, disse Torres.

Sobre o financiamento, ainda não contam com recursos estáveis. Os trabalhos que forem realizados nesta primeira etapa serão "produto do compromisso dos jornalistas" fundadores e colaboradores da rede, destacou Torres.

“Queremos ter um espaço livre, sem distorções de publicidade; [no entanto] não estamos fechados a receber apoio, na medida em que seja transparente”, afirmou Torres, que espera que associações acadêmicas e científicas se unam ao projeto.

A rede planeja contar até o fim do ano com um comitê e uma agenda comum mais definida para começar a desenvolver as investigações que tem em mente, como o acesso a medicamentos em nível regional.

Por enquanto, as redes sociais como Facebook e Twitter serão sua plataforma principal.

Um dos projetos que inspirou Torres a criar a rede foi “Cuidado Intensivos”. Segundo Torres, esse é o primeiro projeto latino-americano investigativo e de análise de dados que mapeia o sistema privado de saúde de um país, nesse caso, o Peru.

Esse aplicativo jornalístico, criado em 2015 pelo Ojo Público, contou com o apoio da Fundação Knight, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ) e do HacksLabs.

“Cuidados Intensivos” contém as bases de dados de médicos dos conselhos, de estabelecimentos de saúde e das empresas administradoras de fundos de saúde no Peru. Seu objetivo, desde o início, era informar ao usuário sobre o prestígio ou as práticas ruins do médico, hospital ou seguradora de saúde.

Baseados nessa experiência anterior, que também foi dirigida por Torres, e pelas necessidades de saúde da região latino-americana, o Ojo Público mantém o convite a colaboradores interessados em participar da rede.

Questões sobre como se unir à iniciativa podem ser enviadas para o email: redsaludlatam@gmail.com.

(*)ATUALIZAÇÃO: Este artigo foi publicado em 14 de setembro e atualizado em 15 de setembro, com a explicação que a rede foi originalmente um projeto pessoal da jornalista Fabiola Torres, que conta com o apoio de Ojo Público.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog Jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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