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Convenção sobre Informação Alternativa e Comunicação de Povos Indígenas pede reconhecimento da ONU

Na 15a Sessão do Fórum Permanente sobre Questões Indígenas nas Nações Unidas, Anselmo Xunic, presidente da Asociación Sobrevivencia Cultural da Guatemala, pediu que o fórum que reconhecesse a nova Convenção sobre Informação Alternativa e Comunicação de Povos Indígenas.

Ele disse que o grupo, composto por Bolívia, Guatemala, Venezuela e Nepal, foi formado “para criar redes de comunicação de descolonização do mundo fortes e permanentes”, segundo um vídeo postado no site Cultural Survival, organização americana parceira da Asociación Sobrevivencia Cultural.

Xunic disse que os povos indígenas deveriam usar os meios de massa em suas próprias estratégias de comunicação.

“Eles podem ser um mecanismo para disseminar as línguas nativas para seus povos e para o resto do mundo; transmitir conhecimento tradicional antigo sobre seu modo de vida; oferecer informação culturalmente relevante; permitir o pluralismo cultural de vozes nativas; fortalecer a organização comunitária, respeitar e harmonizar com a Terra Mãe e o cosmos; e compartilhar informação sobre mecanismos internacionais de direitos humanos”, disse ele no fórum.

As sociedades com tradição oral são capazes e estão determinadas a usar a técnica da mídia de massa, mas precisam de ajuda, explicou Xunic.

Além do reconhecimento pelo fórum, ele pediu um tempo reservado no fórum permanente para que comunicadores indígenas e veículos de mídia conversem e ofereçam recomendações.

Xunic falou no dia 19 de maio, dia em que vários palestrantes ao redor do mundo destacaram a necessidade de se preservar as línguas indígena, segundo um comunicado da ONU.

De acordo com o texto, que cita a vanezuelana Linda Manaka Infante, representante da Convenção de Línguas Indígenas, “aproximadamente 500 línguas estão previstas para desaparecerem até 2030.”

Terceira Cúpula Continental de Comunicação Indígena de Abya Yala na Bolívia também foi anunciada no fórum. O evento, organizado por cinco confederaçoões indígenas da Bolivia, está programado para 14 a 18 de novembro em Tiquipaya, Bolívia. Mais de 1.500 pessoas do continente são esperadas, segundo o site do evento.

Nota do editor: Essa história foi publicada originalmente no blog de jornalismo nas Américas do Centro Knight, o predecessor do LatAm Journalism Review.

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